Dívidas dos estados: Alckmin defende juros menores para todos
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, orientou a bancada paulista, hoje, depois da audiência pública na Câmara para discutir o novo indexador para a dívida dos estados, a endurecer na negociação.
Até hoje, a guerra da dívida estava sendo liderada quase isoladamente por Minas Gerais, sobretudo pelo vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP). Claro, afinado com Aécio Neves e Antônio Anastasia.
Mas agora, entende-se que o ambiente político está propício à luta para substituir o IGP-DI (mais correção real, que varia de estado para estado) por outro índice. A mudança atinge em cheio o bolso do governo federal e o cálculo do superávit primário.
São Paulo, por exemplo, devia 41 bilhões de reais em 1997, quando renegociou sua dívida. Pagou 68 bilhões – sempre em dia – e agora deve 173 bilhões.
Alckmin defendeu estabelecer a taxa Selic como teto para a correção da dívida. O argumento é simples: os juros precisam cair para todos.
