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segunda-feira, 23 de abril de 2012 Breve análise | 07:02

Economia faz a França votar com raiva

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Eleitora na França: rejeição à economia de Sarkozy (Foto: AE)

Depois de todas as medidas econômicas adotas no pós-crise financeira, é impressionante o isolamento de Nicolas Sarkozy. Não surpreendente. Só chama a atenção do ponto de vista político.

Nenhum dos nove adversários deve estar com ele, oficialmente, no segundo turno. Sarkozy terá quase 74% da França contra ele! Serait humiliant!

Talvez alguns eleitores de François Bayrou (centro) e de Marine Le Pen (extrema direita) votem nele. Mas será difícil, ou ineficaz, uma aliança formal. Quanto aos eleitores de Le Pen, a luta de Sarkozy será para impedir a abstenção.

O primeiro desafio do presidente francês será convencer o adversário François Hollande a aceitar mais de um debate no segundo turno. Ele quer três. Antes do primeiro turno, queria dois. A tradição na França é apenas um debate no segundo turno. Só em 2002 não teve debate entre Le Pen (pai) e Chirac.

A participação dos eleitores franceses foi bem alta, 80%, mais próxima de 2007 do que de 2002. Em 2007, Sarkozy teve 31,2% dos votos no primeiro turno. Caiu cinco pontos. Desde 1958 (Vª República), é a primeira vez que um presidente chega em segundo lugar no primeiro turno da tentativa de reeleição.

A França seguirá assim o rito iniciado na Europa depois das medidas adotadas para debelar a crise financeira. Com um adendo. Mais do que uma reprovação ao governo da hora, o que se viu por lá, nesta eleição, foi uma rejeição pertinaz ao “tudo isso que está aí”. Foi o voto com raiva – um fenômeno que ameaça imprevisíveis consequências econômicas e sociais.

Ao favorito Hollande, restará uma atitude para debelar o impacto de suas promessas e posições antagônicas na economia. Talvez, diante da reação dos mercados financeiros hoje, seja necessário algo como uma “Carta ao Povo Francês”.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , , ,

Internacional | 06:02

Inflação argentina já afeta o turismo de Buenos Aires

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A inflação argentina começa a abalar uma das principais indústrias do país e, sobretudo, de Buenos Aires: o turismo.

O Tortoni, um dos mais tradicionais da cidade: cafezinho a 1,5 euro (Foto: AE)

Desde o início do ano, os comerciantes da famosa Calle Florida registram vendas menores, além de menos turistas de Estados Unidos, Canadá e Europa.

Em 2010, o turismo havia crescido 29%, segundo o jornal Clarín. Mas, no ano passado, parou nos 2%. O que está salvando os comerciantes portenhos, claro, são os brasileiros.

Desde junho, o fluxo de visitantes cai em Buenos Aires. Mas a cidade recebeu 3,6% a mais de brasileiros. Em janeiro e fevereiro, foram 155.055  - 6% a mais do que nos primeiros meses de 2011.

O problema para os comerciantes é a mudança do perfil de turistas brasileiros. Eles são muitos, mas gastam bem menos. O tiquete médio deles é de US$ 116,10 contra uma média geral de US$ 196,90.

A culpa de os brasileiros trocaram o “Déme dos” pelo “Muito caro” é atribuída à inflação. Buenos Aires deixou de ser um destino de compras, informa a Associación de Amigos de la Calle Florida.

O artigos de couro perderam competitividade. Roupas, idem. Um café custa 1,50 euro. Preço europeu.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

domingo, 22 de abril de 2012 Entrevista | 06:04

Felisoni: boom de shoppings aumenta força dos lojistas

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Felisoni: lojistas lucrarão com mais shoppings (Foto: Divulgação)

Felisoni: lojistas lucrarão com mais shoppings (Foto: Divulgação)

O boom de lançamentos de shoppings centers previsto para o Brasil neste ano, conforme noticiado pelo Poder Econômico, será favorável para os lojistas do país. A opinião é de Claudio Felisoni, coordenador do Conselho Provar Ibvar e especialista em varejo.

Em entrevista ao Poder Econômico, Felisoni considera positivo o movimento de abertura de novos shoppings em diversas regiões do país, que dá mais poder de negociação aos lojistas e beneficia os consumidores.

- Hoje, o lojista tem melhores condições de negociação que no passado.

Poder Econômico – O Brasil deve ter, neste ano, um crescimento de 10% no número de shoppings. Essa expansão é positiva para o varejo?

Claudio Felisoni – Esse crescimento responde à própria dinâmica de expansão do mercado interno. O Brasil vem passando por um crescimento vigoroso no mercado interno desde 2004 e o modelo de shopping center é compatível com essa expansão e com algumas questões que são inerentes a aspectos sociais, tais como, o grau de metropolização, de movimentação, a escassez de espaços para atividades de lazer. Nesse processo de expansão na renda, há um aumento da participação da faixa entre 4 a 10 salários, a dilatação da classe média. Eu vejo essa expansão como positiva para os lojistas. São mais oportunidades para escoar os seus produtos e colocar sua marca.

Poder Econômico – Boa parte desses novos empreendimentos está fora das grandes capitais. Isso torna o shopping menos atrativo para as grandes marcas?

Claudio Felisoni - O que ocorre é que esse processo distributivo de renda se dá nos vários planos. Se dá no plano de renda da família e da renda entre as regiões e cidades. Na medida em que as cidades vão se adensando, naturalmente, as oportunidades para esses empreendimentos e que aportam marcas com presença nacional passam a ser cada vez mais factíveis. Até porque existe uma dinâmica da ocupação desses espaços econômicos. Se eu não vou, o outro vai. O exemplo mais claro disso é que todo processo de desenvolvimento leva a movimento de diversificação. Na medida em que você aumenta a renda, vai crescendo na pirâmide de necessidades básicas para necessidades mais específicas. Se você tiver a fotografia de um estacionamento de um campo de futebol nos anos 70, você só vai ver fusquinha. Hoje, há uma diversidade enorme de marcas. Essa interiorização do varejo é decorrência desse crescimento do mercado interno.

Poder Econômico – Com tantos novos empreendimentos, os lojistas começaram a ser procurados para entrarem nos shoppings, diferentemente do que acontecia há alguns anos, quando os lojistas é que procuravam os shoppings. Isso dá a eles maior poder de negociação?

Claudio Felisoni – Nada é melhor do que a competição. É ela que estabelece o princípio do mercado. Nesse caso, o consumidor é o próprio lojista, que é aquele que recebe a oferta do espaço pelo empreendedor. Em momentos dessa natureza, obviamente que o mercado é mais comprador. O lojista pode desfrutar de melhores condições de negociação do que no passado. Claro que prevalecem as diferenças para determinadas redes ou lojas que são âncoras, as condições são infinitamente maiores que para o empreendedor isolado. De qualquer modo, com uma oferta maior de espaço a condição de negociação é melhor.

Poder Econômico – Mas também aumentam os riscos de investimentos errados…

Claudio Felisoni – Viver é arriscado… é difícil. Há uma tendência natural de expansão do mercado de consumo e, portanto, de ampliação das áreas brutas de venda, sem dúvida. Agora, aqui e ali é preciso examinar cuidadosamente o empreendimento para saber se aquele é um negócio viável. Pode acontecer de, em determinados momentos, um investimento não ter um retorno verificado em um horizonte previsto. Mas a tendência é que esse tipo de modelo se amplie ao longo dos anos no Brasil. Em um horizonte de longo prazo, são empreendimentos que devem ser rentáveis.

Autor: Klinger Portella Tags: , ,

sábado, 21 de abril de 2012 Para você consumir | 09:04

O token do e-commerce no seu celular

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De olho na segurança dos processos de compra pela internet, chega ao mercado brasileiro o EvoluCard.

A ferramenta é uma nova forma de pagamento, que funciona com o celular.

A proposta é fazer o telefone uma espécie de token, em que o usuário não precise disponibilizar dados pessoais – como número de cartão de crédito – para fazer a compra.

Para iniciar as operações, o EvoluCard teve investimentos de R$ 1 milhão.

Autor: Klinger Portella Tags: , ,

sexta-feira, 20 de abril de 2012 Publicidade | 17:00

Bancos privados fora da guerra publicitária do spread menor

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Os bancos públicos estão agressivos na guerra publicitária para divulgar a redução do spread. Camila Pitanga, Reynaldo Gianecchini e, agora, Regina Casé são os soldados convocados por Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

A Caixa lançou hoje novo comercial, específico para clientes pessoa jurídica. No filme (abaixo), Pitanga anuncia as taxas para financiamento de capital de giro e desconto de títulos e duplicatas.

Há ainda um quinto filme no forno da agência Nova /SB, uma das três que atendem à CEF – um dos maiores anunciantes do país com orçamento de R$ 402,9 milhões por ano.

Os bancos privados, no entanto, decidiram  ficar fora da batalha.

Itaú, Bradesco e Santander informaram ao Poder Econômico que estão sem programação de comerciais para propagar a cobrança de juros menores. Pelo menos até agora.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , , , , , ,

Infraestrutura | 16:20

Roubini critica aeroportos de “ex-países comunistas”

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Nouriel Roubini (Foto Getty Images)

Nouriel Roubini: vip fora das salas (Foto Getty Images)

O economista Nouriel Roubini, que ganhou notoriedade por ter previsto a crise mundial de 2008, não poupou críticas às salas VIPs dos aeroportos de “ex-países comunistas”.

Em seu Twitter, o economista disse que os espaçõs são “o lugar mais feio/deprimente que qualquer ser humano pode gastar o tempo”.

- A um passo de uma prisão.

Roubini estava no Cazaquistão, aguardando voo para Washington (EUA), onde participará de encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Autor: Klinger Portella Tags: , ,

Governo | 15:09

Graça Foster evita se comprometer com investimentos na Argentina

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A presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, era a personalidade mais esperada na coletiva de imprensa do Ministério de Minas e Energia (MME) para comentar como ficarão as relações da estatal com a Argentina após a estatização da YPF.

Mas Graça não deu as caras.

Graça Foster: gato escaldado... (Foto: AE)

Com o ministro Edison Lobão, ela combinou que evitaria comentar possíveis investimentos da estatal no país vizinho. É claro, gato escaldado tem medo de água fria. O governo brasileiro está ressabiado com a onda de nacionalização de Cristina Kirchner.

Coube a Lobão dizer, sem muito comprometimento, que o Brasil faria o “possível” para aumentar aportes no lado portenho da fronteira.

Enquanto o ministro e seu colega argentino, Julio De Vido, trocavam elogios diplomáticos, Graça saiu pela porta dos fundos do ministério e voou de volta ao Rio de Janeiro.


Autor: Nivaldo Souza Tags: , , ,

A frase do momento | 14:47

Barbosa responde à tese da “marolinha cambial” do FMI

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Barbosa: real forte é culpa das condições lá de fora (Foto: AE)

Do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, sobre a tese da “marolinha cambial” defendida pela diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, para, por sua vez, responder à reclamação feita por Dilma Rousseff de que os países ricos estão promovendo um “tsunami cambial” contra os emergentes:

- As evidências econométricas mostram que as condições internacionais têm sido mais determinantes do que a taxa de juros para a apreciação cambial, porque as condições externas têm flutuado mais do que a nossa taxa de juros – disse Barbosa ao jornal Valor Econômico.

Como se sabe, Lagarde disse que a liquidez internacional tinha menos peso na valorização da nossa moeda do que os juros brasileiros e o momento favorável da nossa economia. Aliás, o economista Paul Krugman, em passagem por aqui, fez coro com a francesa.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , , , ,

Negócios da Copa | 12:40

Copa 2014 faz McDonald´s ampliar presença em aeroportos

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McDonald´s do JK: terceiro em aeroportos do país (Foto: Divulgação)

Como parte da estratégia para a Copa 2014, o McDonald´s passará a atuar no terceiro aeroporto do país. Depois de Porto Alegre e Guarulhos, a rede abre um restaurante e uma unidade McCafé no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek.

O empreendimento gera mais de 90 postos de trabalho.

Recentemente, a companhia informou que as vendas brutas da operação no Brasil cresceram 19% no ano passado. A receita atingiu US$ 1,9 bilhão e o lucro operacional US$ 247 milhões.

Autor: Jorge Félix Tags: , ,

Negócios | 11:49

Passivo da Frangosul é terreno pantanoso

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A JBS-Friboi tem interesse mesmo na gaúcha Frangosul, hoje nas mãos da francesa Doux. No entanto, informações do setor dão conta de que o passivo da empresa é um terreno mais do que pantanoso. Ninguém consegue bater o martelo sobre o tamanho do rombo.

Frangosul: unidades paradas (Foto: Divulgação)

Diante de tantas dívidas, a Frangosul suspendeu atividades nas unidades de Montenegro e Passo Fundo.

A entrada da JBS no mercado de frango, porém, é vista como uma grande tacada do grupo, que já é bem sucedido no setor no exterior. E aumentam as perspectivas de o Brasil, terceiro produtor mundial,  subir no ranking liderado por China e Estados Unidos.

Pelo visto, só os franceses se deram mal no negócio de frango no Brasil. Talvez porque na França estejam acostumados  demais a subsídios.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

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