
Verticalização: enchentes (Foto: Divulgação)
O Secovi-SP divulga nos próximos dias estudo encomendado a pesquisadores da USP sobre o impacto da verticalização no aumento das enchentes na cidade de São Paulo.
Como se sabe, o setor da construção civil é sempre apontado como o culpado pela capital resistir cada vez menos às chuvas. Em 2011, a região metropolitana negociou quase 53 mil novos imóveis. Na cidade, são cerca de 400 prédios a mais por ano.
O estudo, segundo o Secovi-SP, concluiu exatamente o contrário: a verticalização reduziria de 12% a 15% a vazão de água para o Rio Tietê, portanto diminuiria as enchentes.
O motivo apontado pelo estudo da USP é a legislação para construção de prédios. As construtoras são obrigadas a manter de 15% a 50% de área permeável (sem subsolo, com reservatório capaz de armazenar 1 hora de chuva – só depois desse período, por bombeamento, a água pode ser descartada para a rede pluvial) e também há a exigência de 50% da área de jardim.
Sem citar novos materiais de construção – como revestimento de calçadas – que são permeáveis. Os prédios, portanto, garantiriam mais resistência às chuvas do que as casas antigas.
Certamente, o estudo vai ampliar a polêmica.