Sem condições de garantir apoio às bandeiras da redução da jornada de trabalho e do fim do fator previdenciário – nos temos reivindicados pelas centrais sindicais -, o governo decidiu apostar tudo na redução do imposto sobre a participação de lucros e resultados (PLR).

Brizola e Paulinho: pauta espinhosa para o governo (Foto: Edu Saraiva/Frame/AE)
A declaração do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) foi estratégica para alimentar as boas relações com as centrais.
Foi o que deu para o momento. Mas as outras bandeiras do movimento sindical continuam a flamular pelos ares e a aposta é que, depois do PLR, a cobrança será maior, sobretudo com o novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, favorável a várias delas, como o fim do fator previdenciário e a redução da jornada.
Abraçar essa pauta fez parte da quebra de resistência ao nome dele por parte do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
Outra questão espinhosa nesta pauta é o cumprimento à Convenção 158, que restringe a demissão de empregados sem justa causa.
- Considero a convenção 158 mais importante do que o fator e a jornada porque é uma forma importante de compensar os trabalhadores por benefícios que estão sendo cortados pelos empregadores – afirma o presidente da UGT, Ricardo Patah.