Silvio Santos e a diferença do caso PanAmericano
Não se sabe ainda o desfecho da intervenção do Banco Central no BVA. Mas o fato de mais um banco cair na malha fina do BC suscitou o debate sobre a diferença de tratamento entre os sete bancos quebrados nos últimos dois anos.
Se questionado, o Fundo Garantidor de Crédito tem uma resposta simples para explicar porque o PanAmericano, por exemplo, foi salvo com R$ 4,3 bilhões do FGC, enquanto outros, como o Cruzeiro do Sul, foram liquidados.
A resposta é: a atitude do banqueiro.
Embora ninguém consiga provar por A + B que Silvio Santos desconhecia totalmente as operações irregulares do PanAmericano, o fato é que, quando o bicho pegou por lá, ele colocou todos os seus bens pessoais à disposição. Só pediu para que o SBT fosse o último da fila, caso os ativos tivessem que ser vendidos.
Enquanto isso, o ex-controlador do Cruzeiro do Sul, Luís Octávio Índio da Costa, está até agora, embora preso numa cadeia comum em São Paulo, tentando na Justiça livrar o seu patrimônio do bloqueio.

