Mercado Financeiro | Poder Econômico

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Arquivo da Categoria Mercado financeiro

segunda-feira, 26 de novembro de 2012 Mercado financeiro | 16:04

Os profissionais do Ano da Anefac

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A Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) divulgou, agora há pouco, os nomes dos vencedores de seu prêmio Profissionais do Ano.

O presidente da Totvs, Laércio Cosentino, venceu na categoria administração; o diretor- executivo de Finanças do Itaú Unibanco, Caio Ibrahim David, em finanças; e o presidente da PwC Brasil, Fernando Alves, em contabilidade.

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Mercado financeiro | 05:09

As novas vedetes do mercado no setor elétrico

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Enquanto o governo mantém a queda de braço com o setor elétrico, provavelmente, até o dia 4 de dezembro, quando expira o prazo para as empresas concessionárias responderem oficialmente sim ou não sobre a antecipação das renovações dentro dos termos da MP 579, o mercado financeiro reage retirando de suas carteiras as ações de quem está no centro do embate.

Sim, a turbulência tem tudo para continuar e faz parte da guerra. Os próximos dias ainda serão de perdas de valor para as empresas que têm concessões para vencer entre 2015 e 2017, segundo previsão de analistas.

- Recomendo que os investidores fiquem de fora ou procurem companhias que não estejam participando da disputa, como AES Tietê e MPX, por exemplo, afirma Bruno Gonçalves, analista da corretora WinTrade/Alpes Corretora.

- Enquanto não houver definição sobre as intenções e as condições das renovações das concessionárias, o futuro das empresas é incerto. 

A questão, portanto, passa a ser quanto tempo essas empresas, que estão sangrando, vão demorar para recuperar – se é que isso será possível – seu valor diante da concorrência no mercado de capitais com quem passou, hoje, a acenar aos investidores com a faca e o queijo na mão.

Desde a edição da MP 579, a queda das ações da Eletrobras beira os 60%, mesmo com a alta registrada na sexta-feira. No ano, a queda fica perto de 70%.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012 Mercado financeiro | 05:01

A receita para Dilma Rousseff estimular o mercado de capitais

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A declaração de Dilma Rousseff, durante visita a Madrid, revelando a intenção do governo de adotar medidas de estímulo ao mercado de capitais foi recebida por aqui de um jeito meio morno.

A falta de entusiasmo reflete um pouco a baixa expectativa dos investidores desde o anúncio da MP 579, do setor de energia elétrica, confrontando com o entusiasmo percebido quando das privatizações de aeroportos em janeiro e, depois, com a concessão de estradas e ferrovias.

Agora as intenções do governo esbarram em ceticismo. Outro exemplo é a desoneração da folha de pagamento das empresas. Quando ao mercado de capitais, um outro fator é que o mercado sabe que não há mistério. Se Dilma pretende mesmo fortalecê-lo, a receita é conhecida.

Para Roberto Teixeira da Costa, fundador da Comissão de Valores Mobiliários, são três os ingredientes básicos: 1) inflação controlada e taxa de juros em padrões internacionais; 2) previsibilidade – regras do jogo devem ser mantidas e respeitadas e 3) economia voltando a crescer e empresas e investidores sendo novamente atraídos para o mercado.

- Quando digo mercado, não me refiro exclusivamente ao mercado de equities, mas também ao mercado de dívida privada de longo prazo. Para tanto, é fundamental o contínuo fortalecimento dos investidores institucionais. A legislação fiscal deve ser estimulante!!!

As exclamações são dele.

Só uma observação: é engraçado como Dilma Rousseff, lá fora, como se diz em Minas Gerais, “toca a falar” do mercado financeiro. Em terras nativas, o tal é sempre mais desvalorizado pelo governo.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

terça-feira, 13 de novembro de 2012 Mercado financeiro | 14:49

MP 579 faz seu primeiro milagre

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A questão da MP 579 é tão grave que fez até “o mercado”, essa entidade sempre subjetiva e abstrata, mostrar que tem cara, sim, e tem até razão social e sobrenome.

Um deles é norueguês e atende por Skagen. Ele é “o mercado” que manda até carta.  Nela se lê que ele sustentava R$ 1,3 bilhão da Eletrobras na bolsa. Agora sustenta quase 50% a menos.

Leia também:

Eletrobras é a nova Petrobras?

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012 Mercado financeiro | 15:42

Anfac: nova lei factoring “limpará” do setor 5.000 empresas

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Como adiantou Poder Econômico há um mês, a Lei do Factoring saiu. A regulamentação será ainda mais rápida do que esperava a Associação Nacional das Sociedades de Fomento (Anfac), que agora ganha o caráter de uma Febraban do setor.

O Ministério da Fazenda confirmou que o Palácio do Planalto decidiu estabelecer as novas regras por Medida Provisória, a ser editada até o fim do ano, em vez de esperar a aprovação de projeto de lei há 12 anos no Congresso.

Está certo que o Banco Central será o fiscalizador do factoring no país, embora as empresas estejam fora da regulação do sistema financeiro.

O ponto crucial, agora, durante a elaboração do texto da MP, é o estabelecimento de um capital mínimo para constituição de uma empresa de factoring. O BC queria um padrão único nacional. Mas foi convencido pelo presidente da Anfac, Luiz Lemos Leite, de que deve adotar critérios locais.

- Uma empresa de Cacoal, em Rondônia, é diferente de uma empresa em São Paulo.

Na avaliação da Anfac, a exigência de que todo o setor passe a atender às normas autoregulatórias da associação e a vigilância do BC  farão desaparecer cerca de 5.000 empresas e melhorarão a qualidade e a transparência.

Atualmente, a Anfac tem 600 filiados, mas existem 6.000 empresas que atuam sem o menor compromisso com regra alguma.

A ideia da regulamentação de factoring – atividade que chegou a ser proibida pelo BC na década de 1980 – é fortalecer, sobretudo, a atividade internacional e fomentar a exportação. Além de os seus números passarem a constar nas avaliações do BC sobre o volume de crédito.

A expectativa é de que grandes players globais desembarquem no Brasil para atuar ao lado de gigantes como Caterpilar,  Carrefour, Telefonica, que criaram divisões de factoring próprias.

O mercado deve crescer em 2013 “bem mais” do que os 10% de 2012 – já considerado um bom resultado. Nos cálculos da Anfac, o setor movimenta de 100 a 150 bilhões de reais por ano.

Atualização, 17h46: O presidente da Anfac, Luiz Lemos Leite, entre em contato com o Poder Econômico, para esclarecer que o objetivo da lei jamais foi prejudicar empresas do setor, mas, sim, como ele luta há 30 anos, estabelecer um marco regulatório. De acordo com ele, as conversas com o Banco Central visam, sobretudo, a adoção de critérios que garantam a atuação de empresas que atendam às exigências do mercado daqui para a frente, com maior segurança para os clientes corporativos.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

segunda-feira, 5 de novembro de 2012 Infraestrutura, Mercado financeiro | 15:12

Eletrobras é a nova Petrobras?

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No primeiro pregão depois de anunciados os valores das tarifas para renovação dos contratos de concessão do setor elétrico (70% a menos do que o valor atual, as ações da Eletrobras estão caindo 5,01% (ON) e 8,45% (PN).

O mercado acredita que a empresa terá que renovar as concessões nas condições que o governo estabeleceu na MP 579 e terá um geração de caixa negativa.

Em resumo, o que os analistas estão dizendo ao derrubarem os papéis da empresa é que enxergam a Eletrobras como uma nova Petrobras.

Leia também:

O primeiro teste da MP 579

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Mercado financeiro | 06:01

Truco

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O ano está quase no fim e muita gente no mercado financeiro começa a rascunhar as contas. Quem, no meio do ano, apostou tudo no fim do euro, se deu mal.

Muito mal.

Autor: Jorge Félix Tags:

Mercado financeiro | 05:42

Consumo em alta

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Natura e Hering viraram queridinhas das carteiras das corretoras. É o consumo falando mais alto do que a ampliação da oferta, ou seja, ações do setor de infraestrutura.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012 Mercado financeiro | 13:26

Cláudia Raia corta marca do BVA de anúncio da peça “Cabaret”

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Anúncio de Cabaret: nos jornais de hoje, o BVA sumiu (Foto: Divulgação)

Vejam como é dura a vida de banco quebrado.

A logomarca do BVA, patrocinador da peça Cabaret, estrelada por Claudia Raia, desapareceu do anúncio publicado nos jornais depois de decretada a intervenção do Banco Central por “graves violações” às leis do sistema financeiro.

Agora, o único patrocinador do musical passou a ser o Ministério da Cultura. De acordo com o site da pasta, a produção de Cabaret teve autorização para captar R$ 4,5 milhões, mas conseguiu apenas R$ 1,9 milhão – a maior parte saiu do banco de José Augusto Ferreira dos Santos e Ivo Lodo.

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012 Internacional, Mercado financeiro | 05:02

Os bancos chineses estão chegando e rápido

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Charles Tang, presidente da Câmara, com Dongxiang: parceria (Foto: Divulgação)

Depois de emplacar a liderança nas exportações para o Brasil, a China vislumbra agora uma maior participação no nosso setor financeiro.

- No médio prazo, nossa expectativa é que, pelo menos, dois novos bancos se instalem no Brasil, afirma Kevin Tang, diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC).

O consultor Roberto Troster confirma:

- Os chineses estão rondando a área.

No momento em que os bancos médios brasileiros sofrem um abalo inédito, o nicho de mercado para empresas é promissor, sobretudo, para o país com maior crescimento na nossa balança comercial na década.

A China, como se sabe, pulou de 3,3% nas nossas importações em 2002 para 15,2% este ano. É natural que o setor financeiro mire o aumento do número de empresas em busca de funding ou aproveitem a oportunidade de oferecer seus serviços a clientes antigos daquele país que, agora, vendem para o mercado brasileiro.

Outro motivo a estimular a vinda de chineses é que o Bank of China e o ICBC, o maior banco do mundo, já estão aqui e com bons resultados. O Banco de Desenvolvimento da China (com atuação similar ao BNDES) também tem escritório no Brasil, mas sua atuação é apenas administrativa. Até agora não pediu autorização ao nosso Banco Central para atuar efetivamente no crédito.

Como a China atua rápido, a CCBC reuniu, num hotel em São Paulo, representantes de grandes empresas para apresentar o Bank of China e vender aos brasileiros os serviços de seus bancos. Tiveram direito a aperto de mão do presidente do banco no Brasil, Zhang Dongxiang. Como bem sabem os chineses, no mundo capitalista, tempo é dinheiro.

A atuação dos chineses, porém, está longe de vislumbrar o varejo. Nenhum deles tem interesse no segmento. Eles simplesmente não entendem o mercado de varejo daqui. Talvez isso lhes exija alguns anos a mais de vida no mundo capitalista.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

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