Especialistas apontam desemprego baixo, mas renda também
A taxa de desemprego deve permanecer em patamares baixos até o fim do ano. De acordo com projeção da consultoria Austin Rating, o índice de outubro, que será divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve ficar em 5,4%, mesma marca registrada em setembro.
Na opinião de Rafael Leão, economista da Austin, a taxa não terá alterações significativas até o fim do ano e deve fechar na média de 5,6%, abaixo dos 6% de 2011. Segundo ele, o mercado de trabalho não foi fortemente afetado pela desaceleração da economia.
Leão aposta, porém, na continuidade do crescimento da renda e em consequente pressão inflacionária a apontar a seta das taxas de juros para cima.
Celso Grisi, diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, também acredita na manutenção de uma taxa de desocupação baixa, de no máximo 5,5%. Mas Grisi tampouco vê risco de aumento de preços gerados por eventual crescimento de renda. Ele acredita que as maiores pressões vêm do grupo dos alimentos que, segundo ele, encontra-se controlado.
Alcides Leite, professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, afirma que o índice de desemprego já está baixo, sem muito espaço para novas quedas. Já em relação à renda, Leite não acredita em novo crescimento real.
- A economia está em ritmo lento, não há muitas chances para novos aumentos, avalia.



