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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012 Internacional | 15:59

Índia aprova entrada de capital estrangeiro no setor de varejo

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O Brasil ganhou hoje o maior concorrente internacional na disputa por investimentos na área de varejo.

O Parlamento da Índia aprovou, há poucas horas, a entrada de capital estrangeiro no setor. O Walmart e Barack Obama estão felizes da vida. Foram os principais defensores da lei.

O mercado indiano é de uns US$ 440 bilhões – o maior do mundo.

A nova lei deixa todos aqueles que estão em negociação com investidores globais mais vulneráveis – o Pão de Açúcar, por exemplo.

Na Índia, o impacto é imenso, pois, mais de 400 milhões de indianos (incluindo os agricultores) vivem de pequenos ou médios negócios de varejo e, agora, temem o tsunami das grandes redes mundiais.

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Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

Internacional | 14:44

A flexibilidade intelectual do FMI e o fluxo de capital

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Depois de muita gente ganhar milhões de dólares com palestras, relatórios, artigos pregando a liberalização financeira irrestrita, desde fins dos anos 1980, o Fundo Monetário Internacional vem a público reconhecer, oficialmente, que o fluxo de capitais mundo afora merece, sim, um controle.

A Grande Recessão já havia feito o FMI titubear em declarações aqui e ali sobre este seu dogma. Admitira controles em alguns países e, diga-se, o Brasil saiu na frente nesta guerra. Agora o fundo publica cartilha aceitando o inexorável. Mas só em alguns casos e de forma temporária .

O fato só prova a grande dificuldade dos organismos multilaterais de virem a público, diante da comunidade internacional, reconhecer seus erros teóricos – ou suas visões institucionais distorcidas por pressão do mercado (como bem mostra o documentário Inside Jobs, ganhador do Oscar).

Durante duas décadas, o FMI influenciou as políticas mundo a fora e legou ao ostracismo políticos, visões e até mesmo universidades de Economia que pensavam diferente. O mundo, no entanto, não ouviu nenhum pedido de desculpas.

Os países que sustentam o FMI, com desembolsos altos para bancar sua estrutura e suas pesquisas, além do fundo propriamente dito, precisam estabelecer mecanismos de controle sobre a produção acadêmica do organismo. Afinal, ideias não nascem em árvores e têm consequência sobre a vida, o emprego e o futuro das pessoas.

É bastante confortável para economistas e estrategistas do FMI quebrarem tabus no tempo que determinam à mercê de interesses conjunturais. O mesmo vale para o Banco Mundial, que, durante a década de 1990, errou em recomendações, por exemplo, na questão da Previdência Social, influenciou na privatização total do sistema chileno e, depois, voltou atrás. Hoje quem paga o preço daqueles que ficaram sem previdência no país é o meu, o seu e o nosso do contribuinte do Chile.

Prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman lembra, em seu blog, que desde as crises dos países da Ásia, nos anos 1990, apontava a liberdade de fluxo de capitais como causa, mas o FMI nunca ouviu.

Assim como fazia pouco caso da tese da “financeirização” da Economia que era vista como coisa de economistas franceses. Agora é coisa da “flexibilidade intelectual” do FMI.

Autor: Jorge Félix Tags: , ,

quinta-feira, 29 de novembro de 2012 Internacional | 18:21

Índia prepara maior “Bolsa Família” do mundo

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Marcha de pobres na Índia: programa prevê 720 dólares por ano para cada família (Foto: EPA)

Pode não ter nada a ver com a passagem do ex-presidente Lula por lá. Mas a Índia prepara um programa de transferência direta de renda.

O Bolsa Família de lá será o maior do mundo: 720 milhões de beneficiados. É como se toda a população da Europa recebesse o benefício.

O governo calcula uma renda de 720 dólares para cada domicílio abaixo da linha de pobreza.

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Autor: Jorge Félix Tags: , ,

sexta-feira, 16 de novembro de 2012 Empresas, Internacional | 14:53

Guerra no Oriente Médio piora situação da Petrobras

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O assassinato do chefe militar do Hamas, Ahmed Said al-Jabari, por forças israelenses piorou ainda mais a situação da Petrobras.  O barril do petróleo no mercado futuro bateu US$ 110,80 (Brent) com tendência de alta.

É maior, agora, o risco de escassez. Embora o estoque dos Estados Unidos, que divulgou número positivo, possa compensar a demanda no mercado internacional, ninguém espera uma redução de preço.

Tanques na Faixa de Gaza: risco de escassez de petróleo (Foto: AFP)

O bombardeio sobre o carro de Jabari mudou completamente a visão dos analistas do setor no Brasil. No último trimestre, era esperado um freio no consumo de gasolina no hemisfério norte com consequente redução do preço.

Isso seria positivo para as importações da Petrobras. Mas a guerra, de repente, enterrou esse cenário e tudo indica que a perspectiva, como leu o mercado ao derrubar as ações da empresa, é de novas pressões sobre o caixa.

No último trimestre, a Petrobras viu o custo de refino subir 14% e o de exploração, 17%. Enquanto o consumo bate recorde, com alta acumulada no ano de 12%  (janeiro a outubro) contra uma previsão de PIB de 1,5%.

De janeiro a setembro, a defasagem da Petrobras em gasolina e diesel é de R$ 14 bilhões, de acordo com números do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). A empresa perdeu com as importações altas e o preço interno camarada a diferença de R$ 4 bilhões.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

terça-feira, 6 de novembro de 2012 Internacional | 17:17

O abismo salarial nos Estados Unidos

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(Reprodução WSJ)

Desde a sua eleição, Barack Obama tinha o desafio de fazer os norte-americanos acreditarem que ainda eram ricos. Quatro anos depois, no dia de ir vão às urnas, os eleitores são motivados por uma informação dolorosa.

O dado virou até “número da semana” do Wall Street Journal: o valor da hora de trabalho no setor privado caiu mais um centavo, em outubro comparado com setembro. Ficou em 23 dólares e 58 centavos.

De acordo com o HSBC, o dado do Departamento de Emprego mostra a pior estagnação salarial no país desde 1964.

Detalhe: nos últimos 12 meses, os salários caíram 1,6% contra inflação de 2,0%.  

Autor: Jorge Félix Tags: , , , , ,

segunda-feira, 29 de outubro de 2012 Internacional, Mercado financeiro | 05:02

Os bancos chineses estão chegando e rápido

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Charles Tang, presidente da Câmara, com Dongxiang: parceria (Foto: Divulgação)

Depois de emplacar a liderança nas exportações para o Brasil, a China vislumbra agora uma maior participação no nosso setor financeiro.

- No médio prazo, nossa expectativa é que, pelo menos, dois novos bancos se instalem no Brasil, afirma Kevin Tang, diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC).

O consultor Roberto Troster confirma:

- Os chineses estão rondando a área.

No momento em que os bancos médios brasileiros sofrem um abalo inédito, o nicho de mercado para empresas é promissor, sobretudo, para o país com maior crescimento na nossa balança comercial na década.

A China, como se sabe, pulou de 3,3% nas nossas importações em 2002 para 15,2% este ano. É natural que o setor financeiro mire o aumento do número de empresas em busca de funding ou aproveitem a oportunidade de oferecer seus serviços a clientes antigos daquele país que, agora, vendem para o mercado brasileiro.

Outro motivo a estimular a vinda de chineses é que o Bank of China e o ICBC, o maior banco do mundo, já estão aqui e com bons resultados. O Banco de Desenvolvimento da China (com atuação similar ao BNDES) também tem escritório no Brasil, mas sua atuação é apenas administrativa. Até agora não pediu autorização ao nosso Banco Central para atuar efetivamente no crédito.

Como a China atua rápido, a CCBC reuniu, num hotel em São Paulo, representantes de grandes empresas para apresentar o Bank of China e vender aos brasileiros os serviços de seus bancos. Tiveram direito a aperto de mão do presidente do banco no Brasil, Zhang Dongxiang. Como bem sabem os chineses, no mundo capitalista, tempo é dinheiro.

A atuação dos chineses, porém, está longe de vislumbrar o varejo. Nenhum deles tem interesse no segmento. Eles simplesmente não entendem o mercado de varejo daqui. Talvez isso lhes exija alguns anos a mais de vida no mundo capitalista.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

sexta-feira, 26 de outubro de 2012 Internacional | 05:01

Índice de consumo global da PwC prevê retomada lenta em 2013

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A tão esperada retomada do consumo no mundo será gradual ao longo de 2013. Para não dizer bem lenta. Essa é a conclusão da análise dos mais recentes dados do Global Consumer Index (GCI), elaborado pela PwC.

Depois de cinco meses consecutivos de queda nas compras, os consumidores deram o ar da graça em setembro (com ampliação de 1,5%) e outubro (1,7%), mas ainda deixam o ritmo da retomada do comércio bem abaixo da média histórica de 2,8%.

Quando analisa o momentum (que anualiza os últimos três meses), a PwC verifica que o GCI ficou negativo em agosto, teve uma pequena melhora em setembro (0,2%) e emplacou bem outubro (1,0%). Mas ainda não dá para festejar. Há grande chance de um double dip (duplo mergulho) do consumo mais à frente, pois a taxa anualizada se mantém negativa.

- Nós temos a expectativa de uma retomada gradual no gasto do consumidor global durante 2013, supondo que não teremos considerável choque adverso da Zona do Euro ou do preço das commodities – diz Richard Snook, economista-chefe da PwC e responsável pelo GCI.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012 Internacional | 16:03

Eduardo Campos é destaque na The Economist

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O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é destaque na edição da revista inglesa The Economist desta semana, que acaba de circular online.

Sob o título O modelo de Pernambuco, a revista diz que Campos é uma mistura de “gestor moderno e chefe político antigo”, atribui a ele o “desenvolvimento” do estado e aposta que, assim, o presidente do PSB pode ser o próximo presidente da República. Em 2014.

De acordo com a revista, “o ambicioso governador” Campos tem conseguido aproveitar as políticas do governo federal, sobretudo o aumento da renda e do consumo na região, para atrair investimentos. Cita a Fiat e outros setores e repete dado fornecido pelo próprio: “enquanto o Brasil está preocupado com a desindustrialização”, em Pernambuco a participação da indústria cresceu de 20% para 25% e chegará a 30% em 2015.

Depois de citar seus feitos para reduzir a pobreza, Economist conclui que Campos está se tornando “uma versão moderna do tradicional coronel nordestino”

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domingo, 21 de outubro de 2012 Internacional | 19:19

Índia: o escândalo do empresário “The king of the good times”

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Protestos: 6 mil sem salários (Foto: File Photo)

A dificuldade entre as companhias aéreas não é exclusividade do Brasil. Outros países do Brics também começam a enfrentar problemas no setor.

A Kingfisher Airlines, uma das mais famosas companhias indianas de aviação e símbolo da liberalização econômica do país pós anos 1990, teve ontem a licença parcialmente cassada pela Anac de lá.

O caso é manchete hoje nos jornais do país.  A provável falência da Kingfisher, no entanto, já é vista como um grande escândalo empresarial.

Tudo por causa do perfil de seu fundador, o Vijay Mallya, também dono do império das cervejas país – a mais vendida também se chama Kingfisher.

Mallya: fuga para Londres (Foto: Divulgação)

Mallya é conhecido por ser esbanjador e exibicionista. Iates, carrões importados, jóias, roupas de grifes de luxo (mas de gosto duvidoso) e modelos e atrizes de Bollywood (com reputação idem) fazem parte do cenário de suas fotos que saem em revistas.

Ele ainda publica um calendário anual com mulheres de biquinis (que por lá é considerado pornografia) escolhidas em concurso com centenas de concorrentes. Seu apelido é The King of  The Good Times.

Os bons momentos, no entanto, foram em excesso e o empresário, agora, é acusado de má administração da companhia aérea. Está sem pagar seus empregados há meses. Há umas duas semanas a mulher de um dos empregados, como é típico no país, cometeu suicídio em protesto e desespero.

A história virou escândalo porque o The Sunday Times (a edição de domingo do The Times of India) publicou hoje que Mallya deixou o país há 20 dias a bordo de seu jatinho e talvez esteja em Londres.

Para completar o escárnio, seu filho, Sidharta, um playboy como o pai, tuitou um monte de bobagens a despeito da situação dos 6 mil empregados da Kingfisher.

Sidharta descreve a atmosfera maravilhosa dos pubs londrinos às 5 horas da tarde, o quanto a capital inglesa é maravilhosa e coisas do gênero. Segundo a imprensa indiana, ele está em Londres para trabalhar arduamente no processo de escolha das garotas do calendário de 2013.

O caso da Kingfisher deve causar impacto até no circuito de Fórmula 1. Na próxima semana, os empregados prometem fazer um protesto na corrida de Greater Noida, próximo de Nova Deli, porque Knigfisher é um dos grandes patrocinadores da equipe Sahara Force India, pela qual pagou 90 milhões de euros.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , , ,

sexta-feira, 19 de outubro de 2012 Infraestrutura, Internacional | 14:59

Obra de Aeroporto de Miami ganha prêmio

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Mia Mover: excelência em transporte de passageiros (Foto: Divulgação)

Essa é para os brasileiros que gostam de Miami e sonham com aeroportos como o de lá aqui no Brasil.

O Mia Mover, sistema de transporte automatizado de passageiros do aeroporto internacional da cidade americana, acaba de receber os prêmios de Melhor Projeto em Transporte e Excelência em Segurança na Obra, concedido pela respeitada revista técnica Engineering News-Record (ENR).

Executado pela Odebrecht Estados Unidos, a obra – inaugurada há um ano – teve investimento de US$ 259 milhões.

Seus 2 quilômetros de extensão eliminam a necessidade de 500 mil viagens de ônibus entre o aeroporto e o Miami Internacional Center (MIC), terminal que oferece trens, aluguel de carros e ônibus.

Até 2020, o MIA Mover transportará 48 mil pessoas por dia. Hoje a capacidade é de três mil por hora.

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