A bitributação às empresas brasileiras imposta pelo governo dos Estados Unidos virou uma jabuticaba econômica e um estorvo ao crescimento do comércio do Brasil com o país.
O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, terá hoje em Washington a segunda conversa reservada – a outra ocorreu em Brasília na semana passada – com o subsecretário de Comércio dos Estados Unidos, Francisco Sanchez.
Um dos temas principais do encontro, parte da ofensiva para ampliar as exportações brasileiras, será justamente a bitributação. Neste momento, 20 empresários estão nos Estados Unidos para defender a inclusão do tema na pauta governamental norte-americana.
Dados da CNI revelam que os EUA têm 65 acordos de eliminação da bitributação, inclusive com países dos BRIC’s. As empresas russas, por exemplo, estão livres de 30% de I.R. na fonte sobre dividendos remetidos dos EUA.
A reunião com o subsecretário integra a agenda que a missão brasileira organizada pelo Conselho Empresarial Brasil Estados Unidos (CEBEU) e liderada pelo embaixador Rubens Barbosa terá, na semana que vem, com representantes do Congresso e do governo norte-americano para tratar de propriedade intelectual, subsídios ao algodão e do acordo que elimine a bitributação.
De janeiro a julho deste ano, as exportações de produtos industrializados para os Estados Unidos aumentaram 21,4% em relação a igual período de 2011 e alcançaram US$ 7,5 bilhões. O crescimento é registrado depois da queda de 9,3% acumulada em oito anos.