
Maquete da fábrica da Chery, em Jacareí: governo espera investimentos para responder às críticas de protecionismo (Foto: Divulgação)
A despeito da polêmica sobre o caráter protecionista do regime automotivo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio tem em mãos estimativa de que 11 montadoras estudam instalar fábricas no Brasil para se beneficiarem com as novas regras do setor.
No mesmo levantamento, o Mdic soma mais de R$ 44 bilhões em investimentos no setor até 2015 (entre as 13 novas fábricas ou ampliações em andamento) com criação de mais de 30 mil empregos diretos e indiretos.
Toyota, Nissan, Hyundai, Chery, JAC e Volvo estão entre os principais investidores, somando mais de R$ 6,5 bilhões.
Esses números não incluem investimentos anunciados, como:
- Foton Motors (na Bahia, com previsão de mais de R$ 2 bilhões até 2017 e possibilidade de também fabricar caminhões no Brasil);
- Shacman (R$ 1 bilhão em Pernambuco);
- Shiyan Yunlihong (com protocolo de intenções com o governo gaúcho);
- Grupo Triccos (de Portugal, representadado aqui pela Districar, para marcas como Haima, Chang Na e Ssang Young).
A BMW e Land Rover são as mais adiantas nas análises. Mas o investimento é considerado alto pelas sedes em Munique e no Reino Unido.
De acordo com este panorama, seis marcas chinesas podem decidir instalar fábricas no Brasil, pois já estudam essa possibilidade há tempos: BYD, Geely, SAIC, Chang Na (independentemente do representante local), Great Wall e Sinotruck.
Esta última, agora, deve ser impulsionada pela concorrência com a Volvo, com larga vantagem no segmento de caminhões, pois tem foco no segmento premium e estava ampliando as vendas antes do regime automotivo.
Apesar de a japonesa Mazda também estar na lista de marcas que avaliam produzir no Brasil, o governo espera mesmo é a invasão dos chineses.