Trinta anos depois, uma nova tradução de Keynes
É sempre melhor ler John Maynard Keynes (1883-1946), no original, em inglês. O pai da macroeconomia tem um texto muito confuso e até enigmático às vezes. Traduzir A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda é um desafio e tanto em qualquer idioma.
Por aqui, desde a década de 1980, apenas duas versões foram lançadas no mercado. Uma da coleção Os Economistas, da Abril Cultural (1983), e outra da Editora Atlas (1982). As duas têm falhas, nunca mais foram reeditadas e só reforçaram o uso do texto em inglês pelos estudantes de pós-graduação em Economia.
Só para se ter uma ideia, na edição da Abril, o famoso “espírito animal” de Keynes virou “otimismo espontâneo”.
Agora, talvez pelo senso de oportunidade suscitado pela crise mundial, na qual todo o planeta virou keynesiano, a Editora Saraiva está lançando uma edição da Teoria Geral, como se sabe, o livro referência do pensamento do profícuo autor.
Os tradutores da edição da Saraiva (412 páginas, R$ 79,00) são Manuel Resende e Alda Couto (revisão técnica), ambos portugueses.


