Conjuntura | Poder Econômico

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Arquivo da Categoria Conjuntura

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 Conjuntura | 13:51

2013: varejo, varejo, varejo

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A despeito das visões antagônicas de economistas ortodoxos e heterodoxos sobre as motivações para a necessária ampliação do investimento – em ritmo capaz de alavancar o crescimento econômico em 2013 -, se pelo estímulo à demanda ou à oferta, o fato é que o setor de varejo mantém seu papel de destaque para o próximo ano.

Pergunta-se a qualquer gestor financeiro como anda sua carteira e a resposta é: varejo, varejo e varejo. A aposta é no consumo das famílias. Esse ano, o PIB patina em torno de 1,5% , mas o varejo vai bater 8,5% na estimativa de muita gente de mercado.

A previsão para o ano que vem é a mesma, embora para o país o avanço estimado esteja mais para 35 do que para 4%. Gestores de grandes fundos esperam por fusões, aquisições e uma nova onda de inovações nos grandes players. As indústrias tradicionais darão mais espaço para marcas próprias das grandes redes. Grifes conhecidas passarão a operar direto no varejo, inclusive, diversificando e segmentando as vendas por classes sociais, gênero ou idade dos consumidores.

Ou seja, apesar de reclamações sobre marcos regulatórios, intervencionismo, indústria de transformação em baixa etc, é bom estar atendo para a mensagem que o mercado de capitais está enviando e com sustentação nos fatos da economia real.

Para a pujança do varejo não despertar o fantasma da inflação, a principal aposta é que o Ministério da Fazenda desaponte, mais uma vez, a indústria, com menos “defesa comercial” ou, em bom português, protecionismo. Em vez de aumento de juros pelo Banco Central, como o mercado futuro já antecipa.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Conjuntura, Mercado de Trabalho | 19:33

Especialistas apontam desemprego baixo, mas renda também

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A taxa de desemprego deve permanecer em patamares baixos até o fim do ano. De acordo com projeção da consultoria Austin Rating, o índice de outubro, que será divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve ficar em 5,4%, mesma marca registrada em setembro.

Na opinião de Rafael Leão, economista da Austin, a taxa não terá alterações significativas até o fim do ano e deve fechar na média de 5,6%, abaixo dos 6% de 2011. Segundo ele, o mercado de trabalho não foi fortemente afetado pela desaceleração da economia.

Leão aposta, porém, na continuidade do crescimento da renda e em consequente pressão inflacionária a apontar a seta das taxas de juros para cima.

Celso Grisi, diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, também acredita na manutenção de uma taxa de desocupação baixa, de no máximo 5,5%. Mas Grisi tampouco vê risco de aumento de preços gerados por eventual crescimento de renda. Ele acredita que as maiores pressões vêm do grupo dos alimentos que, segundo ele, encontra-se controlado.

Alcides Leite, professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, afirma que o índice de desemprego já está baixo, sem muito espaço para novas quedas. Já em relação à renda, Leite não acredita em novo crescimento real.

- A economia está em ritmo lento, não há muitas chances para novos aumentos, avalia.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 16 de outubro de 2012 Conjuntura | 17:00

Quando três é maior que cinco

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Não se fala em outra coisa no mercado financeiro: o que dirão os três diretores do BC que votaram contra a redução dos juros no Copom?

A ata, como se sabe, sai na quinta-feira. E, dependendo da justificativa, três podem valer mais do que cinco.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

quarta-feira, 10 de outubro de 2012 Conjuntura | 05:05

Economista do ano: tanto faz baixar ou não 0,25 pontos na Selic

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Economista do ano, Roberto Macedo vê com indiferença para o risco de inflação o fato de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir ou não, hoje, a taxa básica de juros em 0,25 ponto.

- Não muda nada. O que interessa mesmo é se o Copom para por aí. O mercado ficaria feliz se ele parasse.

Sobre o debate do momento, se o Banco Central abandonou ou não o tripé metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante, Macedo vê claramente o duplo mandato da autoridade monetária, ou seja, um compromisso também com o crescimento econômico.

- Para desespero de alguns economistas e ex-diretores do BC.

Na avaliação de Macedo, a decisão do Copom de hoje será influenciada pelo diagnóstico de agravamento do cenário externo. Ele acaba de voltar dos Estados Unidos e está convencido de que a crise continuará por mais uns cinco anos nesse “lenga, lenga com risco de trombada” e vai impor um crescimento fraco para o mundo e os países em desenvolvimento.

- A China, embora com crescimento de 7%, vai continuar sendo a salvação da lavoura. Literalmente. Mas, por outro lado, os norte-americanos estão pagando dívidas e o cenário atual está contaminado pela eleição.

A grande questão, para Macedo, neste momento, não é em quanto ficará a Selic, mas como os investidores vão se comportar com uma taxa básica baixa:

- Vão se conformar ou vão para os ativos de risco? Essa é a grande incógnita e que vai determinar os passos futuros.

Leia também:

Primeira aposta de queda dos juros em 2013

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

sexta-feira, 28 de setembro de 2012 Conjuntura | 05:05

Desafio para os economistas: o dilema da produtividade

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Desde agosto de 2011, a taxa de câmbio sofreu uma desvalorização entre 25% a 30%. Na previsão do Banco Central será difícil um impacto dessa mesma magnitude nos próximos 12 meses.

De acordo com cálculo de Nelson Marconi, da FGV, o câmbio deveria perder mais uns 30% (chegar a R$ 2,66) para atingir o ponto de equilíbrio industrial e afastar o risco de desindustrialização e retrocesso da economia brasileira a um estágio primário-exportador.

O impasse começa a aquecer ainda mais o debate econômico e o embate entre os sócio-desenvolvimentistas e os monetaristas sobre o modelo de desenvolvimento em curso.

O economista José Oreiro fez em seu blog uma crítica à posição dos sócio-desenvolvimentistas. Logo ele, um keynesiano. Mas nada é tão simples assim.

O diretor do BC, Carlos Hamilton Araújo, ontem, fez quase um apelo para os economistas discutirem taxa de juros real de equilíbrio (taxa neutra) e produtividade – a chave da questão.

Do jeito que a economia anda a passos largos para o modelo de substituição de importações, o risco é devolver no futuro o ganho obtido nos últimos dez anos, como já destacado por Poder Econômico, ao comentar a análise de Marcelo Néri da chamada “década inclusiva”.

De acordo com Oreiro, o modelo em curso, de câmbio apreciado em detrimento da exportação, no longo-prazo, é impulsionado pelo crescimento dos salários acima da produtividade do trabalho e empurra o Brasil para a substituição de importações, “que se mostrou historicamente incompatível com a melhoria na distribuição de renda”.

Já Márcio Pochmann, ex-Ipea, tuitou:

- Desigualdade da renda do trabalho em 2011 equivale a de 1960, após o ciclo de concentração liderado pela ditadura militar e neoliberalismo.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

quinta-feira, 27 de setembro de 2012 Conjuntura | 12:07

Diretor do Banco Central “tergiversa” sobre meta de inflação

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Foi difícil para o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Vasconcelos, explicar, neste momento, o fato de a autoridade monetária prever inflação de 5,2% para 2012 em seu relatório trimestral divulgado agora há pouco.

Primeiro – para usar palavra que Dilma Rousseff adora – tergiversou diante de perguntas sobre um suposto abandono da meta de inflação já que o Copom reduziu os juros e tão temida carestia subiu.

Depois, diante da inexorável necessidade de explicar o ponto principal do relatório, Carlos Hamilton atribuiu o pico de inflação a um fator imprevisível: a seca nos Estados Unidos que elevou a cotação das commodities.

- Caso não tivesse ocorrido o choque no mercado de grãos, a inflação iria se convergir para a meta de 2012.

Mas, em seguida, acrescentou que trazer a inflação para a meta este ano teria um “custo elevado” no PIB e “não faria sentido”.

O BC espera que a inflação volte para a meta em “meados de 2013″, quando projeta um crescimento de 3,3% e um IPCA, no fim do ano que vem, em 4,8%.

banco central

Elaboração: Banco Central

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

terça-feira, 25 de setembro de 2012 Conjuntura | 05:04

Primeira aposta de queda dos juros em 2013

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Mesmo com a falsa polêmica entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central, é quase um consenso no mercado a aposta de que o Copom usará, em sua próxima reunião, a tal da parcimônia que tanto vem apregoando em suas atas. A média entre as opiniões está em torno de redução de 0,25 ponto na Selic ou nada. E quase todos vislumbram uma Selic estática em 2013.  Quase.

Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acref), arrisca ir contra a maré.

- Em 2013, o juros continuarão a cair e a taxa básica deve chegar entre 6% e 5%.

Na avaliação de Tingas, o mercado está com a cabeça na política econômica “anterior”. Esquece a tal da guinada. Segundo ele, o cenário externo explica uma taxa de juros na curva da inflação.

- O BC utilizará mais o afrouxamento do compulsório porque o governo precisa desindexar a economia, estimular o financiamento de longo prazo e fortalecer o mercado de capitais. Desta forma, podemos até ver uma taxa negativa.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012 Conjuntura, Investimentos | 05:02

Benefícios de atuação do BNDES superam os custos

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Sede do BNDES, no Rio: papel relevante na crise (Foto: Divulgação)

No primeiro semestre, o desempenho do BNDES decepcionou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com a liberação de apenas R$ 53,5 bilhões – um terço do previsto. O número isolado insinua um papel menor do banco no enfrentamento da crise. Engano.

No período de 2000-2010, o desembolso do BNDES para os investimentos produtivos aumentou em média 18% a.a., o que contribuiu para impulsionar o aumento da taxa de investimento em proporção ao PIB, de 16,5% em 2000 para 19% em 2010. O impacto foi um aumento da taxa de crescimento médio do PIB de 3,5% a.a. entre 2000-2010, superior ao 1,5% da década anterior.

O dado é parte do estudo inédito O papel dos bancos públicos no Brasil: uma análise da atuação do BNDES, assinado pelo professor Antônio Corrêa de Lacerda (PUC-SP) e pelo economista Alexandre da Silva Oliveira (USP), antecipado ao Poder Econômico e que será divulgado hoje em palesta, às 17h30, na PUC-SP.

“O custo da atuação do banco gerado para o Tesouro Nacional é muito menor do que os benefícios criados”, concluem os autores em resposta à crítica mais comum feita à atuação do banco.

Os benefícios verificados por Lacerda e Oliveira são a maior demanda agregada, ampliação da arrecadação do governo e o aumento dos dividendos pagos pelo BNDES ao Tesouro.

Uma curiosidade: o BNDES, com US$ 222 bilhões em ativos, só é superado pelo Bird (com US$ 275 bilhões) e pelo banco de desenvolvimento da China (com US$ 546 bilhões). Mas tem o maior lucro líquido.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

Conjuntura, Investimentos | 05:01

BNDES X mercado de capitais

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Enquanto o BNDES, de acordo com o estudo de Lacerda e Oliveira, ampliou em seis vezes o seu volume de financiamento, entre 2000-2009, o valor de mercado das ações de empresas negociadas na Bovespa cresceu de pouco mais de 30,0% para mais de 90,0% do PIB.

Ou seja, uma evidência de que o BNDES – ao contrário do que se diz – estimulou o mercado de capitais.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

segunda-feira, 10 de setembro de 2012 Conjuntura | 17:41

Soros convida Alemanha a deixar o Euro

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Soros: crise longe da solução (Foto: Getty Images)

Soros: dois blocos europeus (Foto: Getty Images)

Em artigo publicado no Project Syndicate, o megainvestidor George Soros defende que, caso o atual cenário não mude, a zona do euro caminhará para a divisão em dois grupos: a Europa credora e desenvolvida e a Europa devedora.

Ele compara a situação europeia à vivida pela América Latina durante os anos 1980, a chamada “década perdida”:

- O melhor caminho de ação é convencer a Alemanha a escolher entre liderar a criação de uma união política com uma verdadeira partilha de encargos ou deixar o euro.

Autor: Klinger Portella Tags: , ,

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