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Arquivo da Categoria Breve análise

quinta-feira, 26 de abril de 2012 Breve análise | 16:33

Parisotto, acionista minoritário e poder majoritário

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Parisotto: grande e pequeno (Foto: AE)

Suplente do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), líder do governo no Senado, o empresário Lírio Parisotto assumiu uma vaga no conselho de administração da Usiminas.

Com 5% das ações sem direito a voto, por meio da Geração Futuro, Parisotto será o primeiro e único representante no conselho dos acionistas minoritários da siderúgica.

Minoritário, entenda-se bem, no poder de voto. Mas na influência…

Autor: Jorge Félix Tags: ,

segunda-feira, 23 de abril de 2012 Breve análise | 07:02

Economia faz a França votar com raiva

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Eleitora na França: rejeição à economia de Sarkozy (Foto: AE)

Depois de todas as medidas econômicas adotas no pós-crise financeira, é impressionante o isolamento de Nicolas Sarkozy. Não surpreendente. Só chama a atenção do ponto de vista político.

Nenhum dos nove adversários deve estar com ele, oficialmente, no segundo turno. Sarkozy terá quase 74% da França contra ele! Serait humiliant!

Talvez alguns eleitores de François Bayrou (centro) e de Marine Le Pen (extrema direita) votem nele. Mas será difícil, ou ineficaz, uma aliança formal. Quanto aos eleitores de Le Pen, a luta de Sarkozy será para impedir a abstenção.

O primeiro desafio do presidente francês será convencer o adversário François Hollande a aceitar mais de um debate no segundo turno. Ele quer três. Antes do primeiro turno, queria dois. A tradição na França é apenas um debate no segundo turno. Só em 2002 não teve debate entre Le Pen (pai) e Chirac.

A participação dos eleitores franceses foi bem alta, 80%, mais próxima de 2007 do que de 2002. Em 2007, Sarkozy teve 31,2% dos votos no primeiro turno. Caiu cinco pontos. Desde 1958 (Vª República), é a primeira vez que um presidente chega em segundo lugar no primeiro turno da tentativa de reeleição.

A França seguirá assim o rito iniciado na Europa depois das medidas adotadas para debelar a crise financeira. Com um adendo. Mais do que uma reprovação ao governo da hora, o que se viu por lá, nesta eleição, foi uma rejeição pertinaz ao “tudo isso que está aí”. Foi o voto com raiva – um fenômeno que ameaça imprevisíveis consequências econômicas e sociais.

Ao favorito Hollande, restará uma atitude para debelar o impacto de suas promessas e posições antagônicas na economia. Talvez, diante da reação dos mercados financeiros hoje, seja necessário algo como uma “Carta ao Povo Francês”.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012 Breve análise | 06:04

O “doutor fantasma” e o discurso de Dilma em Harvard

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Dilma e os alunos de Harvard (Foto: Divulgação)

Em sua palestra em Harvard, Dilma Rousseff afirmou que o Brasil precisa de mestres e doutores – juniores e seniores – para contribuir na melhoria do ensino universitário.

No entanto, como já noticiou Poder Econômico,  a empregabilidade de doutores no Brasil está cada vez mais difícil. Aliás, um problema, como todo o meio acadêmico brasileiro tem conhecimento, que se arrasta há pelo menos cinco anos.

Universidades que, inclusive, recebem estudantes do ProUni, ou seja, mordem as verbas do governo desrespeitam a exigência legal de manter em seus quadros um determinado número de mestres e doutores.

Sem uma fiscalização rígida sobre essas instituições, mestres e doutores estrangeiros, como pediu Dilma Rousseff, podem até vir aqui e emprestar o seu conhecimento aos nossos acadêmicos. Mas pouco ajudar a melhoria do ensino daqui porque as universidades brasileiras sempre encontram um jeitinho de absorver menos professores titulados.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

sexta-feira, 6 de abril de 2012 Breve análise | 06:06

Afinal, para que servem os bancos públicos?

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É a hora de a sociedade brasileira perder um tempinho nesta reflexão. Certamente, muitas vozes hoje criticarão a atitude do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal de reduzir o spread de seus empréstimos para forçar o mercado privado a seguir esse caminho.

BB: bancos públicos em debate (Foto: AE)

Talvez as mesmas vozes que, em 31 de agosto do ano passado, afirmaram com todas as letras que o Banco Central havia reduzido a taxa básica de juros porque havia cedido à pressão direta de Dilma Rousseff sem nenhuma sustentação técnica para tal atitude. Lembre-se: a inflação oficial, anunciada ontem, foi a menor para um primeiro trimestre em 12 anos.

O tema do spread bancário foi abordado por Poder Econômico desde a sua primeira semana no ar, em janeiro. Agora, o fato. E a consequência explica o porquê da espera: as ações dos bancos privados caíram junto com as dos bancos públicos. Os lucros dos bancos brasileiros sempre é um tema digno de manchete no mundo. Tudo bem, nosso sistema é competente. Mais só a gestão eficiente explica o resultado recorde mundial durante anos?

A atitude do ministro Guido Mantega, de extrair à fórceps juros menores dos bancos públicos, no entanto, explicam o motivo da existência dessas instituições. Os brasileiros pagam aposentadorias privilegiadas, fundos de pensões generosos, agências onde nenhum banco privado quer estar entre outras despesas do BB e da CEF para quê? Se não for para o poder estatal ter condição de atuar quando avalia necessário corrigir distorções de mercado, os bancos públicos poderão entrar na primeira lista de privatização sem nenhum prejuízo à sociedade.

É bom lembrar que a formação de bolhas financeiras são atribuídas menos à quantidade de crédito e muito mais à sua qualidade – incluído aí como critério, sobretudo, os juros. Nada adianta para a economia encenar um teatro de que quem pega o empréstimo irá pagar e quem empresta irá receber, independentemente do nível das taxas. Deixar esse laiser faire prosperar dá na ópera bufa do século XXI, que teve seu ápice na quebra do Lehman Brothers, em 2008.

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sexta-feira, 30 de março de 2012 Breve análise | 07:04

Casos Bolsa e Vale: desafios para as leis do mercado financeiro

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BM&FBovespa: brecha na lei permite decisão unilateral (Foto: AE)

Os casos da Vale e da BM&FBovespa desafiam a legislação e as regras tão propagadas de governança corporativa e transparência no mercado financeiro.

As duas empresas são objeto de questionamento judicial, a primeira por impostos cobrados pela Receita Federal sobre lucro no exterior, e a segunda por atos de improbidade administrativa referentes a operações no mercado futuro de dólar, em 1999.

Apesar de, no caso da Vale, tratar-se de uma questão jurídica polêmica e, no da Bolsa, já existir uma condenação em primeira instância, as duas empresas acreditam em absolvição no fim do processo e decidiram agir de acordo com opiniões unilaterais.

A Vale nega-se a contabilizar a suposta cobrança – em torno de R$ 30 bilhões – em seu balanço. E a Bolsa, agora, só comunica o que ela mesma acredita ser necessário e quando ela mesma avalia ser o tempo correto.

Os dois casos demonstram como, apesar de tantas campanhas sobre o Novo Mercado e discursos sobre o amadurecimento do mercado de capitais do país, muito ainda está por ser feito – sobretudo na legislação vigente.

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sexta-feira, 23 de março de 2012 Breve análise | 06:07

A dificuldade para Dilma atender os pedidos dos empresários

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A maior dificuldade para Dilma Rousseff atender às demandas dos empresários convidados por ela para a reunião no Palácio do Planalto é política.

Quase todas as reivindicações dependerão, mais cedo ou mais tarde, de votação no Congresso Nacional.

Dilma com empresários: falta política para cumprir promessas (Foto: Agência Brasil)

A avaliação de políticos e economistas ouvidos por Poder Econômico é de que o Ministério da Fazenda tem um grande arsenal para defender a indústria nacional e estimular a economia. No entanto, boa parte dessas medidas precisarão de mudanças legislativas. Principalmente a parte mais sensível aos empresários: a reforma tributária.

Horas depois de Dilma ouvir os pedidos de percentual significativo do PIB, seus líderes adiavam a votação da Lei Geral da Copa. Na pauta do Congresso, há ainda o Código Florestal. E Medidas Provisórias que dizem respeito diretamente ao setor produtivo, como as que tratam de infraestrutura aeroportuária e do código comercial.

Será necessário, portanto, melhorar a interlocução política para garantir algo de prático ao encontro e avançar efetivamente sobre os temas que estão na mira de empresários e do governo.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

quinta-feira, 22 de março de 2012 Breve análise | 13:08

No Qatar, a Copa do mundo será mais alegre

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Pelo visto, na questão da venda de bebidas nos estádios, o Brasil decidiu mesmo ficar mais atrasado do que o Qatar, país islâmico, sede da Copa do Mundo de 2022.

Com a transferência da decisão para os estados, como adiantou o Poder Econômico, há cada vez mais risco de em algumas cidades, o torcedor ficar na secura.

Lá no Qatar, como se sabe, a bebida sofre rigorosas restrições de venda e consumo. Quem nasce no Qatar é proibido de beber.

Por aqui, se bebe em qualquer lugar, mas não nos estádios. Faz sentido?

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terça-feira, 20 de março de 2012 Breve análise | 06:01

Garibaldi Alves arruma um “pepino” para o seu “abacaxi”

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Garibaldi: Secretaria do Idoso (Foto: Agência Brasil)

Ao sugerir a criação de uma Secretaria do Idoso no âmbito de sua pasta,  o ministro Garibaldi Alves Filho pode transformar a Previdência Social, que ele mesmo definiu como um “abacaxi”, em um tremendo “pepino”.

Garibaldi, provavelmente sem saber, expôs a fragilidade das ações do governo no tema.

Desde 2009, a coordenação da Política Nacional do Idoso foi transferida legalmente do Ministério da Justiça para a Secretaria de Direitos Humanos (SDH).  Mas, em 2010, a pasta publicou seu regimento interno sem citar qualquer orientação ou resolução do Conselho Nacional de Defesa do Idoso (CNDI). Não há recursos, estrutura, funcionários, nada em relação à pessoa idosa  no âmbito da SDH.

A atitude sempre causou indignação no CNDI. A presidente Karla Giacomin, inclusive,  já enviou correspondência alertando a ministra Maria do Rosário e solicitando a revisão do regimento da SDH. Até hoje, nenhuma resposta.

A ideia de uma Secretaria do Idoso surge no ano em que o CNDI completa uma década de existência. A proposta de Garibaldi, além de soar como factóide ao CNDI, soma-se assim à efeméride e promete aquecer o debate.

A favor do governo está a política de reajuste do salário mínimo. Mas o CNDI acredita que há muito a ser feito em um país que envelhece tão rapidamente e a desarticulação das políticas públicas em benefício do idoso, agora reconhecida pelo próprio ministro, é a culpada.

- Embora o ministro afirme que esta é uma reivindicação antiga dos trabalhadores, os trabalhadores nunca manifestaram isso. Quem manifestou foi o CNDI na tentativa de fazer o idoso existir dentro da SDH – diz Giacomin.

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sexta-feira, 16 de março de 2012 Breve análise | 07:04

O tsunami cambial e o fim da Era Collor

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Collor: mais um alerta (Foto: AE)

Como noticiou Poder Econômico, vem aí medida para conter a importação de vinho. Faz parte do pacote contra o “tsunami cambial” que está escolhendo aqui e ali o que proteger.

Aliás, o senador Fernando Collor (PTB-AL) bem que poderia fazer outro alerta a Dilma Rousseff.

Se o governo Fernando Henrique Cardoso foi, como ele mesmo definiu, “o fim da Era Vargas”, o atual está se desenhando como o fim da Era Collor.

Aos poucos está acabando com uma das pouquíssimas coisas que elle fez de bom: a abertura da economia.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

quinta-feira, 15 de março de 2012 Breve análise | 16:41

Coteminas entre o boom imobiliário e a desindustrialização

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A decisão do presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, de desativar duas fábricas têxteis no Rio Grande do Norte mostra bem o dilema da indústria no Brasil.

Próximo ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o terreno de 885 mil metros da Coteminas teve uma valorização tão grande que o empresário, cingido pela redução das exportações do setor nos últimos anos,  se viu obrigado a destinar o terreno para outro fim ou colocá-lo à venda por centenas de milhões de reais.

Josué Gomes da Silva: dilema (Foto: AE)

Mantê-lo como indústria seria prejuízo. Decidiu ele mesmo investir em um complexo imobiliário – com shopping, hotel, escritório e residências.

Antes de anunciar sua decisão, há três semanas, o empresário explicou seu dilema à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), e garantiu a ela manter o máximo de empregos possíveis.

Além do aeroporto, a região metropolitana de Natal, onde está o terreno da Coteminas, também se valorizou pela perspectiva de criação da Zona de Processamento de Exportação de Macaíba.

A ZPE está atraindo indústrias de tecnologia da Coréia e da China – por ironia, os principais concorrentes dos têxteis brasileiros alimentam o boom imobiliário no país com a pujança de suas indústrias.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

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