
Jatinho apreendido: foto da PF esconde prefixo da aeronave (Foto: Divulgação/PF)
A pedido de Poder Econômico, a Receita Federal informa que, neste momento, estão apreendidos 16 jatos executivos em diversos aeroportos do país por suspeita de sonegação de impostos.
Nove dessas aeronaves foram arrestadas na Operação Pouso Forçado, deflagrada no dia 20 de junho em parceria com a Polícia Federal e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A situação desses jatinhos era mesmo tão enrolada em termos tributários que, até hoje, estão sem condições de serem liberados. Os proprietários dos aviões são acusados de descaminho, sonegação e falsidade ideológica.
A Operação Pouso Forçado segue em sigilo de Justiça, determinado pelo juiz federal Jorge Alberto Araújo de Araújo, da 1.ª Vara Federal de Guarulhos. Mas alguns nomes vieram a público ao serem notificados pela Polícia Federal, como André Esteves, do BTG Pactual, Fábio Auriemo, da JHSF, e Antônio Carlos Freitas Valle, do Banco Garantia. Todos negam as acusações.
Os proprietários das outras sete aeronaves, no entanto, não estão protegidos por sigilo de Justiça ou fiscal, mesmo assim a Receita e a Anac não divulgam seus nomes. Um deles é José Seripieri Junior, da Qualicorp, que tem seu avião registrado no exterior, onde afirma ter pago impostos. Outra aeronave apreendida pertence à Igreja Universal da Argentina. E o empresário Abílio Diniz também está sendo obrigado a provar que a documentação fiscal de seu jatinho está em dia com as regras do país.
Atualização às 14h15: o empresário Abilio Diniz, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que seus aviões “estão de acordo com a legislacao nacional”.
Atualização às 18h33: nota da assessoria de André Esteves, presidente do BTG Pactual, enviada ao Poder Econômico: “André Esteves não foi notificado pela Polícia Federal na Operação Pouso Forçado. Seu avião particular está em dia com o que determina a legislação vigente”. Poder Econômico errou, pois, no relatório da PF consta que a aeronave apreendida na operação pertence ao sócio de Esteves no BTG, Marcelo Kalim.
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