Jorge Félix | Poder Econômico - Part 10

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terça-feira, 30 de outubro de 2012 Governo | 12:41

Dilma faz primeira reunião com ministro para discutir apagão

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Zimmermann: apagão em pauta (Foto: Alan Sampaio/iG)

Depois da eleição, o assunto agora é apagão. Dilma Rousseff recebe logo mais, às 16h30, o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. É o primeiro encontro dos dois para discutir o tema.

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Indústria | 06:17

CNI discute o gargalo das patentes

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Um empresário demora oito anos para registrar uma patente no Brasil. Se fosse na Coréia do Sul, conseguiria o documento em três anos e, nos Estados Unidos, em três anos e meio, em média.

O gargalo é na fila de processos diante do pequeno número de examinadores, aponta levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e de escritórios estrangeiros.

Por conta da falta de pessoal, demora seis anos para a documentação começar a ser analisada no país, enquanto a média dos EUA é de dois anos. Hoje, o INPI conta com 273 examinadores.

Segundo o cálculo da CNI, para se aproximar das duas grandes potências em produtividade seria necessário chegar a quase 600 examinadores.

A CNI discute o assunto nesta quarta-feira, em Brasília, no seminário Propriedade Intelectual: Onde estamos global e localmente? Estão confirmadas as participações do presidente do INPI, Jorge Ávila, de representantes da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI).

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Governo | 05:16

Uma dívida entre Dilma e Fernando Haddad

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Dilma e Haddad: dívida é a hora da verdade (Foto: Agência Brasil)

Durante toda a campanha eleitoral em São Paulo, o prefeito eleito Fernando Haddad exaltou sua parceria com o governo federal. No dia seguinte à vitória, Haddad esteve, ontem, com Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Discurso e gesto estão em linha.

Mas há o desafio das decisões administrativas. Nenhum deles é maior do que a renegociação da dívida da cidade. O tema é o mais importante para afastar o risco de a boa relação entre o dois gestores do PT ficar mais na perfumaria do que no relevante.

Quem conhece finanças públicas e já esteve com ela nas mãos (tanto em governos do PT como do PSDB), desconfia que no momento de o tema ser discutido para valer, há perigo de uma grande frustração nessa parceria.

Não por divergência entre os dois. Mas porque a dívida da cidade está atrelada a dos cinco estados (SP, RJ, MG, RS e AL) que reivindicam a renegociação. E o governo federal, como se sabe, não pode tudo. Tem um compromisso com o superávit primário e com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Se abrir a porteira, todos vão querer entrar.

Essa novela arrasta-se desde 1998. Pressão sempre existiu e nunca o governo cedeu (ou pôde ceder). Se Haddad conseguir arrancar essa renegociação, aí sim, será sua grande vitória.

A dívida da capital hoje gira em torno dos R$ 60 bilhões e a prefeitura gasta 13% da arrecadação no pagamento de juros. Hoje há um consenso de que não basta a troca de indexador (de IGP-DI +9% pela Selic ou TJLP), mas há necessidade da revisão do saldo devedor em troca de uma antecipação da amortização para a União.

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012 Comunicação, Negócios | 16:15

Com lucro baixo, Jornal da Tarde chega ao fim

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JT: 1966-2012 (Foto: Reprodução)

Agora é oficial: o Jornal da Tarde desaparece no próximo dia 1º de novembro, aos 46 anos. Ao contrário do que muitos imaginam, o jornal estava no azul.

No entanto, o lucro (decrescente, claro) girava em torno de R$ 800 mil ao ano, o que, para o Grupo Estado, era considerado insignificante diante da operação, ou seja,  tornou o investimento injustificável.

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Congresso | 15:42

O primeiro teste da MP 579

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É grande a expectativa para a primeira reunião, na próxima quarta-feira, da comissão especial que analisa a Medida Provisória 579, que trata da renovação das concessões do setor elétrico e redução da tarifa de energia.

A sala de sessão será pequena para tanta gente do setor interessada em acompanhar o primeiro debate.

Apesar de ter recebido centenas de emendas dos parlamentares,  a MP tem tudo para ser aprovada com um texto bem próximo do original, de acordo com avaliação de quem acompanha de perto o tema.

O setor já sentiu que o governo montou uma tremenda tropa de choque.

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Finanças Públicas | 12:23

O nome mais forte para comandar as finanças de São Paulo

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Machado: de volta ao governo (Foto: Divulgação)

Dois economistas são os mais próximos dos próximos do prefeito eleito Fernando Haddad: Leda Paulani, professora da Universidade de São Paulo, e Nelson Machado, ex-ministro da Previdência (governo Lula) e ex-secretário-executivo de Guido Mantega (até 2010).

Leda é unha e carne com Haddad e todos dão como certo sua volta ao governo municipal (já esteve lá na época de João Sayad, no governo Marta Suplicy).

Coordenador do programa de Haddad na área de desenvolvimento econômico, Machado, por sua experiência no governo federal, porém, é mais apontado por quem conhece o assunto e por integrantes do PT.

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Internacional, Mercado financeiro | 05:02

Os bancos chineses estão chegando e rápido

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Charles Tang, presidente da Câmara, com Dongxiang: parceria (Foto: Divulgação)

Depois de emplacar a liderança nas exportações para o Brasil, a China vislumbra agora uma maior participação no nosso setor financeiro.

- No médio prazo, nossa expectativa é que, pelo menos, dois novos bancos se instalem no Brasil, afirma Kevin Tang, diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC).

O consultor Roberto Troster confirma:

- Os chineses estão rondando a área.

No momento em que os bancos médios brasileiros sofrem um abalo inédito, o nicho de mercado para empresas é promissor, sobretudo, para o país com maior crescimento na nossa balança comercial na década.

A China, como se sabe, pulou de 3,3% nas nossas importações em 2002 para 15,2% este ano. É natural que o setor financeiro mire o aumento do número de empresas em busca de funding ou aproveitem a oportunidade de oferecer seus serviços a clientes antigos daquele país que, agora, vendem para o mercado brasileiro.

Outro motivo a estimular a vinda de chineses é que o Bank of China e o ICBC, o maior banco do mundo, já estão aqui e com bons resultados. O Banco de Desenvolvimento da China (com atuação similar ao BNDES) também tem escritório no Brasil, mas sua atuação é apenas administrativa. Até agora não pediu autorização ao nosso Banco Central para atuar efetivamente no crédito.

Como a China atua rápido, a CCBC reuniu, num hotel em São Paulo, representantes de grandes empresas para apresentar o Bank of China e vender aos brasileiros os serviços de seus bancos. Tiveram direito a aperto de mão do presidente do banco no Brasil, Zhang Dongxiang. Como bem sabem os chineses, no mundo capitalista, tempo é dinheiro.

A atuação dos chineses, porém, está longe de vislumbrar o varejo. Nenhum deles tem interesse no segmento. Eles simplesmente não entendem o mercado de varejo daqui. Talvez isso lhes exija alguns anos a mais de vida no mundo capitalista.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012 Governo | 20:49

Garibaldi emplaca novo presidente do INSS

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Lindolfo Sales: amigo de Garibaldi (Foto: ABr)

Como adiantou Poder Econômico, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, conseguiu emplacar seu favorito para a presidência do INSS, em substituição a Mauro Hauschild, demitido por Dilma Rousseff. Lindolfo Sales toma posse dia 30.

Hauschild, como se sabe, era indicado por Renan Calheiros (PMDB-AL).

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Agências Reguladoras, Empresas | 13:51

Planos de saúde sob intervenção estão na UTI

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Quem entende do setor de saúde aposta que dos 301 planos proibidos de aceitar novos clientes desde o dia 5, quando passou a valer a intervenção da ANS, poucos irão atravessar a tormenta e resistir à seca no caixa.

A questão é que o modelo de negócios desses planos implica em fluxo de caixa abastecido pelos novos contratos.

No mínimo, fusões e aquisições devem ser a saída a médio prazo.

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Infraestrutura | 12:09

Apagões de energia têm o mesmo motivo: falta planejamento

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O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, ao comentar o apagão desta madrugada, fez distinção entre os eventos ocorridos no governo FHC e os do governo Dilma.

De acordo com sua análise, há uma diferença que considerou importante: no governo tucano, foi um racionamento, uma crise de abastecimento de energia e, no atual, as interrupções que já viraram rotina são provocadas por falhas ou acidentes no sistema. Segundo ele, há energia.

Termoelétrica em ação: mesmo situação ocorreu há 11 anos (Foto: Divulgação)

Da mesmo forma que um paciente deitado numa maca de hospital à procura de atendimento dificilmente questiona se o enfermeiro é funcionário público ou terceirizado, o consumidor de energia pouco quer saber o motivo da falta de fornecimento em sua casa, sua empresa ou sua cidade inteira.

Pouco adianta, agora, a preocupação de querer definir se o apagão tucano é pior ou melhor do que o apagão petista. São ambos deficiências de planejamento dos dois governos.

No caso de FHC, como se sabe, o governo priorizou o ajuste fiscal a despeito de investimentos no setor – aliás, requeridos pelo ministro de Minas e Energia (Rodolpho Tourinho) àquela época. Ele ouviu um sonoro “não” do então dono do cofre, Pedro Malan, e o país ficou contando megawatt, como quem conta moedas, por mais de um ano.

Dessa vez, os sucessivos “apaguinhos” têm a mesma causa:  falta de investimentos. O sistema está vulnerável a qualquer passarinho que pousa num fio. Ou a uma seca prolongada.

Ninguém pode prever fenômenos meteorológicos, mas os Estados Unidos estão passando pelo mesmo problema sem viver apagões ou alterar substancialmente a fonte de geração de energia. Talvez porque há mais previsibilidade por lá. Por aqui, Chipp anunciou ontem que será necessário ligar as termoelétricas.

Detalhe: os Estados Unidos vivem a pior seca dos últimos 60 anos. Seria até admissível um blecaute. No Brasil, o nível de armazenamento dos reservatórios está baixo como já esteve em 2001. Ou seja, vivemos uma situação já experimentada há apenas 11 anos. Ninguém imaginou que ela pudesse se repetir?

Em julho, a The United States Energy Information Administration, responsável pelo sistema, emitiu um alerta sobre um possível racionamento na Califórnia. Mas não houve blecaute, embora exista uma disputa desértica por água entre os agricultores e o setor de energia – onde o uso é maior do que nas plantações. O racionamento, no entanto, sequer prejudicou a extração do óleo de xisto (shale gas), o novo ouro norte-americano, cuja técnica de exploração é intensiva em consumo de água.

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Ainda é cedo para avaliar sucesso da MP 579

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