Crise faz europeia ter menos filhos e ameaça economia
A crise financeira mundial está derrubando – ainda mais – as taxas de fecundidade dos países europeus.
Pesquisa do Vienna Institute of Demography publicada pela revista inglesa The Economist mostra que de 15 países analisados, 11 apresentaram quedas bruscas no indicador ao ponto de anular (só nos últimos três anos) todo o ganho obtido, por meio de políticas de incentivo ao segundo filho adotadas na década passada.
O avanço da fecundidade na Europa estava pujante, mas é interrompido exatamente em 2008.
Enquanto a taxa mínima para a reposição da população é de 2,1 filhos por mulher, a Espanha, por exemplo, caiu de 1,46 (2008) para 1,38 (2011).
Uma das principais razões apontadas pelos demógrafos é o desemprego alto entre os jovens que adia o casamento e a maternidade.
The Economist não avança sobre as consequências desse fenômeno. Mas o principal deles é um maior – e mais acelerado – envelhecimento da população européia.
Como o aumento da expectativa de vida deve prosseguir em elevação, a taxa de dependência (trabalhadores x aposentados) crescerá e dificultará ainda mais a saída para a crise a longo prazo devido às pressões sobre o sistema de previdência social.
4 comentários | Comentar
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4 José Januário Justo 10/07/2012 15:38
Mais uma falácia, a queda da natalidade está ocorrendo em todos os países, principalmente no Brasil que está com a economia cantada em prosa e verso.Se é devido a queda da economia que está caindo a natalidade na Europa.Por quê no Brasil ocorre ao contrário?Parece que os pesquisadores escrevem para idiotas, é mais ou menos que o Al Gore ou Gole escreveu sobre o derretimento das geleiras do Himaláia.
3 rafael 10/07/2012 15:08
Os europeus são incoerentes. A taxa de natalidade deles cai assustadoramente, mas por outro lado eles festejam importações de colônias estranjeiras. A Bélgica, por exemplo, já importou em épocas diferentes, marroquinos, italianos, poloneses, romenos, indianos, congoleses e outras comunidades, sempre com a desculpa de falta de uma determinada mão de obra. Hoje esses entrantes dominam o comércio, estão sendo eleitos na política e são responsáveis pela manutenção da densidade demográfica. Suas mulheres são fortes e gostam de ter mais de 3 filhos, enquanto que a mulher belga se alimenta de pilulas anticonsepcionais. Elas querem trabalhar fora e ganhar muito dinheiro igual ao homem. Nem percebem que acabam dando grande parte do que ganham para fins sociais que vão acabar atendendo as mães que tem mais filhos. Resumindo: o europeu gosta de ver e sustentar os filhos dos outros.
2 Ricardo 10/07/2012 14:59
É uma notícia bem preocupante que os nossos antepassados estejam gerando menos crianças.
1 Mauro 10/07/2012 14:12
Ou seja, para os economistas e burocratas quanto maior é o rebanho mais os ricos ganham!
A economia deve se adaptar à sociedade, não o contrário.
É só ter mais distribuição de renda e uma sociedade mais igualitária que não terá problema!!!