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domingo, 5 de fevereiro de 2012 Entrevista | 06:16

Lacerda: “Nosso maior risco econômico é o da acomodação”

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Lacerda: Brasil está no perigo da zona de conforto (Foto: AE)

Este ano, o dólar já caiu 8,1% e fechou a sexta-feira cotado em R$ 1,71. A persistência de nossa moeda manter o fôlego alimenta as queixas, alertas e debates sobre a desindustrialização. O professor Antônio Corrêa de Lacerda (PUC-SP) é um acadêmico com trajetória sempre voltada ao setor produtivo. Economista-chefe da Siemens Brasil e conselheiro da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais (Sobeet), dedica-se à pesquisar os desafios de nossa indústria. Nesta entrevista ao Poder Econômico, Lacerda comenta sobre o câmbio, claro, e as medidas setoriais e protecionistas adotadas como solução. Mas faz um alerta sobre o futuro da economia brasileira, caso o governo demore a reagir: “Nosso maior risco econômico é o da acomodação”.

Poder Econômico – Qual a sua previsão para o câmbio este ano?
Antônio Corrêa de Lacerda – Deveremos continuar com uma expressiva volatilidade. Temos duas forças que agem contrariamente. O crescente déficit em conta-corrente de quase US$ 50 bi no ano passado, e que deverá expandir-se para US$ 60 bi este ano induz uma potencial desvalorização do real, frente a um cenário externo adverso. Por outro lado, prevalece no mundo um quadro de baixos juros reais, o que atrai grandes volumes de capitais para o Brasil: captações das empresas, investimento em bolsa, IDE, etc.. Esse outro aspecto contribui para a valorização do real.

Poder Econômico – Quais exemplos, de outros países que passaram por esse processo? Quais foram as conseqüências?
Antônio C. de Lacerda –  A consequência é a desindustrialização e o aumento da vulnerabilidade externa. O real valorizado diminui a competitividade da produção brasileira, não apenas para exportação, mas frente aos importados, especialmente de países, que, ao contrário do Brasil, mantém sua moeda desvalorizada e subsidiam fortemente seus produtores para ganhar mercados. Outros fatores de competitividade sistêmica têm prejudicado a geração de valor agregado local, como custo elevado de financiamento e crédito, carga tributária sobre investimentos e exportação, infraestrutura e logística, caras e deficientes, custo elevado de insumos, como aço e energia, etc. O nível da produção industrial do final de 2011 é praticamente o mesmo do de setembro de 2008, pré-efeito da crise, da quebra do Lehman Brothers. Todo desempenho industrial ao longo destes mais de três anos apenas nos fez recuperar o patamar alcançado então. O PIB deve ter acumulado um crescimento de cerca de 10% no período, mas a indústria parou. Nos tornamos um mercado de consumo relevante, mas um produtor decadente.

Poder Econômico – Algumas empresas estão aproveitando “oportunidades” e captando lá fora mesmo sem necessidade.
Antônio C. de Lacerda – Está sobrando recursos no exterior, porque os juros estão muito baixos nos EUA e Europa. As empresas precisam de capital de giro e de financiar suas operações e investimentos. Trata-se de uma oportunidade pois o Brasil e suas empresas são atrativos em um mundo com muitos países em recessão ou estagnação e ainda taxas de juros muito baixas.

Poder Econômico –  O governo deveria atuar para reduzir a valorização do real? Por quê?
Antônio C. de Lacerda – A desindustrialização é um fenômeno precoce e intempestivo no Brasil. Algo que deve ser fortemente combatido, pois não se trata de uma demanda setorial corporativa. A indústria é um forte indutor do desenvolvimento, como denotam as experiências históricas internacionais e a nossa própria, sendo fator determinante do padrão do valor agregado, comércio exterior, renda, emprego, tecnologia e de balanço de pagamentos. Especialmente em um país com as nossas características. Não se trata de uma escolha excludente entre produzir bens primários ou manufaturados, já que temos potencial para sermos competitivos em ambos. Desde que haja condições sistêmicas isonômicas e um arcabouço de políticas de fomento voltadas para tal. Só depende de estratégia e de olhar além do curto prazo.

Poder Econômico – As medidas setoriais são uma alternativa?
Antônio C. de Lacerda – Medidas setorais, embora necessárias, não alteram o fator preponderante que  é a enorme diferença cambial, em grande parte advinda da diferença abissal que há entre o nivel de juros praticados no pais e no exterior.

Poder Econômico – Quais os maiores riscos destas medidas?
Antônio C. de Lacerda – O Brasil vem conquistando avanços importantes em vários campos, em especial no econômico-social, o que tem nos propiciado maior autonomia das políticas econômicas para enfrentar as adversidades do ambiente externo. O sucesso tem se traduzido em um nível elevado de aprovação do governo, o que mostra que a sociedade reconhece os progressos. O governo da presidente Dilma Rousseff vem consolidando importantes conquistas que se viabilizaram especialmente ao longo dos últimos dois decênios. O controle da inflação, mais recentemente acompanhado de um maior crescimento do nível de atividades, vem refletindo na melhora do emprego, com auxilio das políticas sociais, o que tem gerado distribuição de renda e minimizado a nossa ainda elevada desigualdade. No entanto, o maior risco econômico que enfrentamos, ao contrário do passado recente, não advém dos fatores externos, mas de caráter interno, que é o risco da acomodação. A conjugação de fatores, econômicos, políticos, sociais, etc, tende a levar-nos a um sentimento de acomodação geral e a não realizar as transformações necessárias. Aqui há um claro conflito, entre o conforto do presente e a sustentabilidade futura.

Autor: Jorge Félix Tags: , ,

25 comentários | Comentar

  1. 25 paulo henrique coimbra de oliveira 06/02/2012 9:14

    Para Gilson Soares. Sua explicação sobre roubalheiras estava indo muito bem. Porém no ultimo paragrafo se denunciou ou foi incoerente. Deve ser petista e como todo bom petista gosta do regime de Cuba. Então quem deve conhecer ou mudar-se para lá é o senhor. E um lembrete. Quando fizer comentários atenha-se ao assunto e não fique cutucando os leitores com baboseiras. Tem comentários muito mais bem fundamentados que o meu e o Sr. não soube defender sua ideologia. Provavelmente por ser petista e neste caso não tem argumentos.Informo ainda que a PF sempre trabalhou muito e seu trabalho sempre foi do conhecimento da nação. Quando falei circunstancialmente sobre roubalheira foi que no caso especifco dos ultimos governos ela ter extrapolado todos os limites. O amigo não está atento as estatisticas ou não sabe interpretá-las.

  2. 24 carlos 05/02/2012 22:29

    Geopoliticamente correto. Esse sr defende interesses alemãos no 3º mundo.

    Entretanto, descobriu a pólvora e não fez barulho!!!

    O PROGRESSO EVOLUTIVO tem que estar em todos os setores e no próprio ser humano!

    A acomodação poder ser refluxo ou retrocesso, e determina o começo do fim.

  3. 23 eudes 05/02/2012 21:49

    Os economistas nunca estão contentes, eles vivem de crises, se as mesmas não existem procuram em algum lugar, teorias, ora as teorias, o povo tem é que consumir, não me venham com teses baratas, o Brasil cansou, chega….são os apologistas do quanto pior melhor.

  4. 22 joao luiz 05/02/2012 19:57

    Conheci e trabalhei com o Antônio Lacerda nos idos de 1.978, em uma empresa de injeção de plásticos, no alto da lapa – SP. Posso afirmar que é uma pessoa de exímia competência, integra, ética e com grande capacidade profissional. Desligou-se da empresa e foi trabalhar na VOITH, desde então não mais o vi. Se vc Antônio ler esta msg, desejo-lhe muito sucesso.

    abraços

  5. 21 Luciano 05/02/2012 19:49

    Onde está a nossa tão sonhada política industrial? Sempre criticamos nossos antecessores, fizemos muito pouco e com medidas isoladas e protecionistas. Temos estudiosos e empreendedores que não estão muito distante,dos europeus e americanos, em conhecimento e motivação . O que acontece conosco? Será que falta vontade política? Coragem? Ou humildade para ouvir os mais capazes? O Brasil mudou muito e para melhor, só não vê quem quer, mas é muito pouco, queremos e podemos fazer mais. Não tenho aversão à globalização, ao contrário. Mas, ver nossas fábricas fechando, é muito triste. Precisamos agir contra a desindustralização e sem protecionismo, que é outra doença.

  6. 20 Geraldo Leite 05/02/2012 19:48

    Quando ele fala acomodação é para o Brasileiro que tem fama de memória curta não se esquecer que há dez anos atrás o Brasil estava falido, desacreditado e a única saída era o aeroporto, e todo mundo sabem quem governava até então, o PSDB e DEM, lembrem-se disso.

  7. 19 edy clodio petry jardim 05/02/2012 19:29

    De 1994 a 1998 ,FHC,navegou em céu de brigadeiro,com dolar no máximo a 1.80,o salário
    minimo era de 60,00.Hoje o salário minimo esta dez vezes mais e dolar não passa de 1,70,
    A inflação em dolar neste período é de 8 pc.O pais capta dolar no mercado internacional
    atraves da taxa juros.O Brasileiro acha que melhorou muito,Mas tem tem muito de fatasia.

  8. 18 E.Silva 05/02/2012 18:59

    Esse pessoal da Siemens não está com a bola toda não, para ficar dando palpite.
    Recentemente a alta diretoria da empresa teve que fazer uma limpa em colaboradores que estavam metendo a mão no dinheiro.
    Assunto fartamente anunciado na mídia.

  9. 17 Egomet 05/02/2012 17:59

    Moeda valorizada é sinônimno de povo mais rico.
    Essa cantilhena de que o Real está supervalorizado só joga a favor dos maus empresários e faz o jogo dos economistas a serviço deles – o câmbio é livre, como tem de ser! E, se não favorece a outras moedas, não é sempre porque este ou aquele país pratica o jogo sujo do câmbio manipulado.
    O Brasil já praticou esta indecência; não deu certo e não dará de novo. Quem não tem competência não se estabelece.
    Hoje mesmo, o Sr. Vice-Presidente da Cargill (produtora de etanol) está aproveitando o chororô dos maus empresários e economistas brasileiros que interpretam a seu favor a necessidade de um câmbio atrelado. Estrangeiro, ele prega a necessidade de o Governo controlar o câmbio a favor de sua empresa: “seria outra história se o Dólar valesse R$2,20″.
    Para quê? O etanol americano é feito de milho – uma total incapacidade de competir com o nosso. O que irá resultar quando o Governo atender aos seus anseios de todos estes pseudo-empresários é que o câmbio deixará de ser livre, será manipulado de forma a enriquecer os maus empresários, comprometer o mercado em que somos melhores, desvalorizar os nossos produtos e empobrecer o povo brasileiro.
    Melhor para o Brasil e para os brasileiros é que, no caso, o Etanol brasileiro se valorize com o Real valorizado (custando o que tiver de custar para ser comercializado) e que o nosso dinheiro, o Real, no bolso do povo valha mais.
    Assim sendo, quem, tem seus dólares desvalorizados, que pague mais pelo que precisa.
    Ou será melhor para o nosso País e o nosso povo que o Governo faça o que outros querem?!

  10. 16 alain 05/02/2012 16:34

    Porque não fazer no Brasil o que não se fáz na Alemanha ? “the great question” se for o caso montamos na China mesmo que me parece que é o endereço final para todos os seres pensantes do mundo ……Más ainda penso que apesar de todas as dificuldades ´podemos fazer aquí mesmo uma LCD ou LED ou PLASMA ou até uma singela batedeira de cozinha com a respeitável marca SIEMENS

  11. 15 alain 05/02/2012 16:16

    Vejo que o senhor Antonio só se preocupa com o aspecto financeiro da empresa e é só núneros bem sei que o custo Brasil chega a ser inacreditável …. vai lá sustentar políticos e juizes que estão a peso de ouro mas por outro lado vejo que a Siemens que tem um QI prá lá de Bagdá jamáis se interessou pelo consumo normal na á área de eletroeletrônicos ou mesmo área do tipo linha branca para o qual ela tem um dos maiores potenciáis dado pela competência na área de eletromedicina , geração e distribuição de energia elétrica (carrier) comando e controle de energia , telecomunicações que é minha especialidade (line fault analizer) e outros mas acho que chega o momento de lançar a marca Siemens até em tv, geladeira, aquecedor, fogão, ar condicionado, ventilador etc, e porque não em celular .
    Uma empresa deste porte não pode se preocupar só em números mas sim em pesquisa e desenvolvimento e após isto em mercado e propaganda que no caso dela é que menos ela precisa
    Alain

  12. 14 Gilson Soares 05/02/2012 16:03

    Para Paulo Henrique Coimbra. Roubalheira sempre existiu, só não era divulgada como agora. Sem defender este ou aquele governo, é só olhar as estatísticas. Estes últimos governos foram os que mais expulsaram servidores por corrupção. A polícia federal nunca fez tanta operação e se prendeu tanto, nunca em um ano de governo se trocou tantos ministros por conduta inadequada ou até mesmo corrupção. Felizmente, ou infelizmente, estas coisas são da democracia, ou alguém vai querer a volta da ditadura, onde até a letra das músicas eram censuradas. Se não está feliz, mude-se para Cuba ou Coréia do Norte, lá é ditaduras.

  13. 13 Santiago 05/02/2012 15:47

    Desde que me conheco por gente exite crise, so sera afetado por ela quem fica acomodado, pois as coisas acontecem com uma grande velocidade, mais o grande problema eh q a maioria quer saber de acelerar e com isso perdem a entrada e nao curtem a paisagem e quando acontece isso fica dificil voltar na contramao, temos q respeitar o limite de velocidade…

  14. 12 Volnei Lazzaretti 05/02/2012 15:16

    Ah, a redução dos juros também seria bem vinda e contribuiria para o crescimento do país Os bancos tem muito dinheiro para colocar no mercado. Tenho 47 anos e nunca ouvi falar em prejuizo de banco nesse país.
    Volnei Lazzaretti – Prtofessor e Relações Públicas

  15. 11 Volnei Lazzaretti 05/02/2012 15:13

    A sorte nossa é que o Brasil cresce naturalmente. As vezes ironizo a coisa de que Deus é brasileiro, tamanha a acomodação do povo e vontade política a passos lentos. O Brasil emperra na burocracia e na falcatrua. Preconizo que o Brasil vai crescer 7% este ano, senão, chegará bem próximo. O Brasil precisa urgentemente “vender-se” melhor no exterior. Outra coisa, também é urgente a diminuição da “chinelagem” = tem muito vagabundo e falcatrua em todas as esferas.
    Vonei Lazzaretti – Professor e Relações Públicas

  16. 10 Bruno Bonvini 05/02/2012 15:12

    O sr. Jorge Felix e’ muito melhor que o economista anterior que costumava escrever e apresentar artigos nessa coluna. O nivel elevou-se e as materias publicadas sao de grande valia e interessantissimas . Parabens, Sr. Jorge Feliz continue assim.
    abs
    Bruno

  17. 9 joao luiz 05/02/2012 14:01

    Conheci o Antônio nos idos de 1.978, trabalhamos juntos na Tubozin, empresa de injeção de plásticos, situada ns região da Lapa, em SP. Desde o início percebi em seu trabalho um alto grau de profissionalismo, atuava na área de Engenharia e era um dedicado funcionário; desligou-se da empresa e foi trabalhar na VOITH, desde então não mais o vi. Caro Antônio estou muto satisfeito pela sua trajetória profissional, você bem que o merece.

    Abraços

  18. 8 Jose Maria 05/02/2012 12:58

    Ninguém tem coragem para dizer verdades sobre os governos exercidos pelo PT/Lula/Dilma. Corrupção, desvios de verbas, licitações fraudulentas, onde ninguém é de fato responsabilizado, punido e o dinheiro recuperado, isso é a tônica desses governos, a impunidade! Futuro, a assim permanecer, que futuro? E mais, NÃO TEVE FAXINA DA DILMA COISA NENHUMA, PELO CONTRÁRIO, TODOS OS ALOPRADOS MINISTROS QUE SAIRAM FORAM PRANTEADOS POR ELA E SEU CRIADOR, LULA DA SILVA.

  19. 7 Alceu Dutra 05/02/2012 12:55

    ….que medo de publicar a verdade, hein ? jornalista, onde está a liberdade de expressão ?

  20. 6 Edivelton Tadeu Mendes 05/02/2012 12:37

    Realmente a acomodação é o perigo, veja o caso dos impostos.O brasileiro trabalha 4 meses, somente para pagar impostos, que não geram nenhum tipo de serviço/beneficio ao mesmo, mas gera sim, o furto descarado, praticado nos três poderes!

  21. 5 Claudio 05/02/2012 11:57

    A coisa está tão banalizada, que os produtos importados, especialmente “made in china” não são mais novidades, mas sim os produtos nacionais é que são novidades.

  22. 4 João 05/02/2012 11:54

    Passando a copa do mundo e as olimpíadas, o Brasil terá um monte de elefantes brancos, uma grande dívida pública. Não teremos as reformas estruturais que o Brasil necessita, e nem infraestrutura necessária para o país continuar crescendo, além da desindustrialização do país e gastos públicos descontrolados.

    Na fábula da “cigarra e a formiga”, o Brasil está mais para a cigarra.

    Se nada mudar Grécia, Espanha ou Portugal poderão ser o futuro desse país.

  23. 3 Aldo Dutra 05/02/2012 11:25

    Realmente, acomodação! é típico dos tupiniquins brasileiros, vamos deixar pra ver como fica, a ponte tá ruindo mas vamos deixar pra depois, a infra-estrutura do país em alguns seguimentos está um caos mas vamos deixar pra depois da copa, o prédio não é seguro mas vamos deixar cair ou queimar depois a gente resolve, os bueiros estão explodindo mas um dia se resolve, não é ACOMODAÇÃO é simplesmente falta de CULTURA, este é país do CFC : cerveja, futebol e carnaval. E não adianta aumentar o salário mínimo, porque com certeza o dinheiro será gasto com roupas e eletro-eletronicos, não adianta coibir o uso de drogas, elas sempre existirão pois, fluem da terra. O que tem de ser feito é melhorar a CULTURA de berço, do contrário estaremos sempre 50 anos atrás dos americanos e europeus.

  24. 2 divaldo 05/02/2012 9:58

    Realmente devemos fugir da acomodação e não ficar pensando que tudo ficará como está por longo tempo, a economia é dinamica e a qualquer instante reserva-nos uma surpresa. Quem poderia prever uma sequencial crise como vimos? O que se eperava era uma simples recuperação mas a última foi ainda pior que a primeira e promete ainda ficar por um bom tempo. Eu fico a todo tempo tentando entender como os economistas não levam em conta o fator principal da politica economica do governo que é a inflação e ela está atrelada muito intimamente ao que ele falou acima. Infelismente o brasileiro ainda não conseguiu sair do bipolo inflação x valorização do dollar e não vejo nenhuma estrategia para nos tirar deste digamos enrrosco.

  25. 1 paulo henrique coimbra de oliveira 05/02/2012 9:20

    Quando ele falou em acomodação é a roubalheira que norteia os ultimos governos.

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