Editora Record dá uma forcinha para Umberto Eco
A Editora Record deu uma forcinha em seu principal best-seller, O cemitério de Praga, de Umberto Eco, no fim do ano.
De surpresa, enviou um boleto de cobrança para as pequenas livrarias Brasil afora que haviam recebido os exemplares em regime de consignação.
Nas grandes livrarias, como é praxe no mercado em caso de best-sellers, a editora só aceitou venda desde o lançamento.
Atualização 19h03 do dia 31/01 A assessoria da editora Record enviou a seguinte nota ao Poder Econômico: “O que ocorreu foi um procedimento padrão de auditoria, em que alguns títulos com consignação muito alta são escolhidos para serem faturados. A livraria fica com aquela duplicata em mãos, mas no vencimento pode devolver os livros não vendidos (com frete pago pela editora) e pagar apenas a diferença. Como o prazo é bem extenso, 90 dias, as livrarias puderam ficar com as mercadorias expostas no período de natal e até meados de março. Na prática nenhum livreiro pagará livro não vendido, seguindo, portanto, o princípio da consignação. Ninguém será lesado. A prática da consignação é muito desfavorável para a editora. Não há como garantir certeza nos números. No começo do ano fizemos devolução total em algumas lojas e apareceram uns “rombos” enormes. Ficou evidente a prática de retenção de acerto. Editoras com poucos livros em catálogo e poucos pontos atendidos diretamente conseguem recolher com frequência e auditar periodicamente. No nosso caso, com quase 8.000 itens em catálogo e 1.000 pontos atendidos diretamente, é muito mais difícil. Por isso, essas mini auditorias pontuais. Mas sempre com direito a devolução e sem lesar o livreiro de forma alguma.”
1 comentário | Comentar
Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

1 Lucrecia Anchieschi Gomes 27/11/2012 9:30
Li o “Cemitério de Praga” e reputo como uma grande criação de Umberto Eco nos seus 84 anos de vida. Grande trama desenvolvida por uma personalidade psicótica – dupla personalidade. Bastante atraente! Prende bastante a atenção!
Já conhecia “O Nome da Rosa” e “A Ilha do Dia Anterior”, muito bons!
Lucrecia Anchieschi Gomes
São Paulo/SP