Um passeio pelos três dias do SWU
E acabou o SWU 2011. Um pouco do que vi/ouvi nos três dias do festival.
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No sábado, o dia do rap no SWU,
… Emcida levou na mão o (bom) público que o assistia às 15h sob um sol indecente. Não se intimidou com o enorme palco e com o fato de estar acompanhado apenas por um DJ. Cantou de Racionais a Thaíde & DJ Hum, em uma homenagem à história do rap brasileiro.
… a dupla Matt & Kim causou (no bom sentido) no palco secundário. Show performático, com a Kim subindo na bateria, rebolando no meio do povo ao som de Major Lazer. Humor, energia e ironia.
… o caos tomou conta do show do Odd Future. E nem poderia ser diferente. Cinco vocalistas – e o Tyler, the Creator também funcionou como dublê de DJ. Rap neurótico, niilista, furioso. E, ao vivo, ”Yonkers” fica ainda melhor.
… o Só Pra Contrariar apareceu no SWU. O assumidamente sem-vergonha Snoop Dogg encerrou seu show com pagode. Boa ideia, não?
… o Kanye West dividiu opiniões. Show com hits e bem produzido? Apresentação cafona e exagerada? Foi tudo isso, a cara do Kanye. Em duas horas, momentos ótimos (“Gold Digger”, “Flashing Lights”) e minutos intermináveis de tédio (nas músicas mais lentas e no falatório do Kanye).
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No domingo, o dia do pop velho no SWU,
… o Peter Gabriel brigou com o Ultraje a Rigor (você imaginou que viveria pra ler esse tipo de coisa?). Não foi fácil: técnicos saíram no tapa no meio do palco; Roger Moreira não poupou provocações a Peter Gabriel no microfone; a última música do show do Ultraje foi interrompida. Um pouco de emoção para a caretice que dominou o dia.
… o Zé Ramalho tocou Gonzaguinha e Geraldo Vandré.
… o Chris Cornell fez um show acústico.
… “Notorious”, “Wild Boyz”, “Come Undone”, “View to a Kill” não foram assassinadas pelo Duran Duran. Uma banda veterana que fez um show sem manchar seu passado.
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Na segunda, o dia do grunge no SWU,
… o Black Rebel Motorcycle Club finalmente fez show no Brasil. Começou lento, denso. Terminou com força com versões pesadas (e ótimas) de “Spread the Love” e “Whatever Happened to My Rock’n'Roll”.
… os velhos hits indies “Girl from Mars”, “A Life Less Ordinary” e “Shining Light” foram relembrados pelos irlandeses Ash.
… as guitarras distorcidas do Sonic Youth emocionaram (será que pela última vez?). Como eles são bons músicos, como fazem do barulho uma fonte de energia.
… o Peter Gabriel pediu desculpas ao Ultraje a Rigor.
… Teve Stone Temple Pilots. Teve Alice in Chains. E teve o “macumbeiro” Faith No More.
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Sobre a estrutura do festival, alguns pitacos:
- Bom ter um festival fora de São Paulo, fora do asfalto. Em Paulínia, em uma área maior do que a de Itu, o SWU ganhou mais espaço para o povo circular, mais espaço para banheiros e bares. Poucas filas foram vistas.
- Legal ter opção de camping, mas muita gente reclamou da falta de árvore e da terra.
- Sobre a lama que tomou conta do festival na segunda, é um risco que todo evento ao ar livre em local gramado corre. Mas isso não justifica, por exemplo, estacionamento com carros atolados.
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Autor: Thiago Ney Tags: SWU

