Jay-Z | Playlist – Blog de Cultura Pop do iG, por Thiago Ney

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Posts com a Tag Jay-Z

quinta-feira, 11 de abril de 2013 música | 16:55

Jay-Z x Casa Branca

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Jay-Z e Beyoncé em Cuba - foto: AP

Sério. Como se Coreia do Norte, desemprego, controle de armas não fossem problemas suficientes, Barack Obama teve de se explicar sobre uma música de Jay-Z.

A coisa começou com a recente viagem de Jay-Z e de Beyoncé a Cuba – os dois comemoravam cinco anos de casamento.

Mas devido ao embargo comercial adotado há mais de 50 anos pelos EUA contra o regime cubano, a maioria dos norte-americanos é proibida de viajar àquele país sem uma autorização que é concedida pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

Um grupo de deputados republicanos criticou a viagem, dizendo que Jay-Z e Beyoncé estariam sendo usados como propagandistas do governo cubano. A viagem de Jay-Z e Beyoncé criou quase uma crise política nos EUA.

Jay-Z se irritou com os comentários e compôs a faixa “Open Letter”, rap com produção de Swizz Beats e Timbaland. Um trecho da letra diz: “I turned Havana into Atlanta… Boy from the hood/ I got White House clearance… Obama said, ‘Chill you gonna get me impeached/ You don’t need this shit anyway, chill with me on the beach’”.

Em poucas horas, “Open Letter” teve mais de 520 mil audições.

Aí nesta tarde o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, concedeu entrevista coletiva. Um dos repórteres, Donovan Slack, do site Politico, perguntou a Carney se Obama havia falado com Jay-Z sobre a viagem e se o presidente havia dado o OK para que o casal visitasse Cuba.

Carney chegou a brincar: “Acho que nada rima com Treasury”. E continuou: “Estou dizendo que a Casa Branca ou o presidente não têm nada a ver com a viagem de ninguém a Cuba, isso é algo tratado pelo Tesouro. Donovan, é apenas uma canção. O presidente não falou com Jay-Z sobre a viagem.”

O vídeo com a declaração da Casa Branca está abaixo.

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Autor: Thiago Ney Tags: ,

segunda-feira, 18 de março de 2013 música | 15:49

Kendrick Lamar encontra Jay-Z

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O “novo rap” encontra a velha-guarda.

Kendrick Lamar em show no SXSW - Foto: Getty Images

Kendrick Lamar, que ao lado de A$ap Rocky e Tyler, The Creator, puxa para a frente a nova geração do rap norte-americano, é responsável pela obrigatória “Bitch Don’t Kill My Vibe”. Poucas faixas causaram impacto tão grande na música feita hoje como esta que é um dos destaques do primeiro disco de KL.

Bem, “Bitch Don’t Kill My Vibe” ganhou uma nova versão – ritmo novo e até letra nova, graças a ele, o marido da Beyoncé.

Essa “Bitch…”-via-Jay-Z já estava circulando desde a semana passada, quando foi tocada numa festa durante o SXSW, em Austin (Texas). Agora temos a versão inteira. E, ao final, a capa do single. Jordan x Kobe???

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Autor: Thiago Ney Tags: ,

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Cultura pop | 16:59

Grupo recria clássico de Jay-Z com cenas de filmes

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Será que é um presente pelo nascimento da Blue Ivy Carter?

Trio londrino que já picotou-editou-recriou visualmente vídeos de Fatboy Slim, Public Enemy, U2 e outros, o Eclectic Method pegou “99 Problems”, uma das músicas mais conhecidas do Jay-Z, e a reconstruiu com pequenos trechos de filmes.

E deram o nome de “99 Problems in Film”.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011 música | 14:19

Jay-Z e o dubstep

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Aonde o dubstep vai parar? Depois da Britney Spears, até o Jay-Z está nessa.

Se a música eletrônica hoje soa inovadora, inquieta e relevante, o dubstep tem grande culpa nisso.

No Reino Unido, nomes como Burial, Skream, Rusko e Benga são grandes. Em 2010, vi Benga e Rusko no Creamfields, gigantesco festival em Liverpool, e os dois fizeram os dois sets mais quentes do evento.

Parente próximo do drum’n'bass, o dubstep pratuicamente não tem melodia nenhuma; é feito de batidas quebradas, sincopadas, que criam um tom escuro, enfumaçado. Começou a se aproximar do pop com o trio Magnetic Man, formado por Benga, Skream e Artwork.

Depois veio a Katy B., qu apareceu em 2009, com 20 anos, apadrinhada pela rádio comunitária londrina Rinse FM. Katy B. empresta sua voz na ótima “Perfect Stranger”, do Magnetic Man.

Aí veio a Britney Spears. Ela pediu ajuda aos superprodutores Dr. Luke e Max Martin para a música “Hold It Against Me”. A dupla colocou (meio timidamente, é verdade) na faixa um trecho de dubstep (ouça aqui; o dubstep entra a partir de 2min20).

Bem, agora o rap se aproxima do dubstep. J. Cole, rapper sob o guarda-chuva do Jay-Z, acaba de soltar “Mr. Nice Watch”. A música, na qual Jay-Z empresta alguns versos, é praticamente inteira feita em cima de batidas de dubstep.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Cultura pop, música | 19:43

Jay-Z e Kanye West: tudo para dar errado

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Jay-Z e Kanye West vão fazer um disco juntos. É o tipo de ideia que tem tudo para dar errado.

Primeiro porque reúne o popstar dono do maior ego do planeta (Kanye West) e um rapper que ultimamente parecia preocupado apenas com a marca que seu nome se transformou (Jay-Z).

As notícias que saíram em seguida não foram animadoras. Jay-Z vai colocar a mulher, Beyoncé, para cantar em uma das faixas? Vão usar um sample de “Try a Little Tenderness”, uma das mais conhecidas melodias da soul music?? Querem virar Puff Daddy???

Kanye West e Jay-Z

Mas “Watch the Throne”, o disco, deu muito certo. Porque Kanye West não esqueceu como se produz beats, e Jay-Z ainda é das vozes mais afiadas do rap.

Kanye produz quase todas as faixas (e ainda recebe ajuda de Swizz Beatz, Neptunes, RZA); e Frank Ocean (Odd Future) e Mr. Hudson (além de Beyoncé) aparecem nos vocais.

“No Church in the Wild” inicia o disco e consegue abrir espaço tanto para divagações teológicas (“What’s a king to a god?/ What’s a god to a non-believer?/ Who don’t believe in anything?”) como para citações a Sócrates e Platão. E fica ótimo.

“Lift Of”, com Beyoncé, é o ponto fraco do disco. Tudo é exagerado: o vocal de Beyoncé, o sintetizador dance-pop farofa. “Niggas in Paris” coloca o álbum na linha novamente. Jay-Z canta sobre um beat simples, mas infalível. A letra é deliciosamente nonsense: “What’s Gucci, my nigga?/ What’s Louie, my killa?/ What’s drugs, my deala?/ What’s that jacket, Margiela?”.

E aí vem “Otis”. Um dos truques mais baratos – e usados – por gente com fiapo de talento é “criar” música apoiando-se em samples conhecidíssimos. “Otis” poderia ser mais um desastre. Mas, com a voz de Otis Redding ao fundo, Jay-Z e Kanye emendam rimas com charutos, cubanos, dominicanos, até terminar com “Lord, please let them accept/ the things they can’t change/ And pray that all of their pain be champagne”. Gênios.

“Gotta Have It” é viciantemente enfumaçada; “Why I Love You” tem um refrão climático que me lembrou TV on the Radio (?!?!); “Murder to Excellence” tem coral inocente e melodia meio quebrada; Em “New Day”, Kanye diz: “I’ll never let my son have an ego/ He’ll be nice to everyone, wherever we go”. Auto-crítica? E vem a ironia: “I mean, I might even make them be Republican/ So everybody knows he loves white people”.

Em “That’s My Bitch”, Kanye cita Basquiat, enquanto Jay-Z lista Mona Lisa e Marilyn Monroe até “voltar à minha Beyoncé”. “Who Gon Stop Me” aparece como uma pedrada, com batida pesada e nervosa.

Músicas, discos e shows que juntam pesos-pesados quase sempre entregam menos do que prometem. “Watch the Throne” é uma (tremenda) exceção.

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Autor: Thiago Ney Tags: , ,