A reinvenção de Bobby Womack pelas mãos de Damon Albarn (“Please Forgive My Heart” é o primeiro single do disco que sai em abril). As irmãs Haim. “Midnight City”, do M83, uma das ótimas músicas de 2011, em versão da Saint Saviour. A trinca rap Danny Brown, Swizz Beatz e Big K.R.I.T. Para encerrar, a minha faixa preferida (hoje) do Bowie.
Que boa notícia. O A$ap Rocky está com show marcado no Brasil. Será em 24 de maio, no Cine Joia, em São Paulo, dentro do Popload Gig. Além dele, a noite terá o também nova-iorquino Teophilus London.
Apesar de ser de Nova York, A$ap Rocky chama a atenção porque faz um rap bem diferente daquele encontrado em sua cidade: pode ser como o de Houston, pode ir até a Bay Area de San Francisco, voltar para o sul dos EUA, sem fixar residência.
Algumas de suas faixas são produzidas pelo requisitado Clams Casino; outras são quase tão enérgicas quanto as de Tyler, the Creator. Já lançou uma mixtape, “LiveLoveA$ap”, assinou com grande gravadora e oprimeiro disco está a caminho.
A$ap Rocky é nome que está acontecendo agora, é música que ajuda a entender 2012. Abaixo, a ótima “Peso”.
Talvez tudo isso, mas não só. “Tramp”, disco da norte-americana Sharon Van Etten, e o inclassificável grupo Django Django também entram na lista.
Sharon Van Etten não é nenhuma novidade. Antes de “Tramp”, já havia lançado dois discos – e antes dos discos havia sido barista e namorava um sujeito que não botava fé em sua música e que constantemente a encorajava a largar a carreira.
“Tramp” é um disco forte, resultado de alguém que sabe exatamente o que está fazendo. Sharon tem uma voz pungente, seca, envolvida por melodias ásperas – lembra às vezes uma jovem PJ Harvey. Nesse sentido, ela está isolada dentro do cenário de cantoras pop: longe do party-pop de Lady Gaga, Beyoncé, Rihanna; do neo-soul de Adele e milhares de outras; do neo-gótico de Zola Jesus.
Um vigor energizante está presente no primeiro single, “Serpents”, que contrasta com a melancolia desesperadora de “Give Out”. Zach Condon, do Beirut, participa de “Magic Chords” e “We Are Fine”. “Warsaw” e “Kevin’s” são densamente lentas. E tem “Leonard”, em que confessa: “I am bad at loving you”.
Abaixo, Sharon Van Etten e “Serpents” no programa do Jimmy Fallon.
“Tramp” deve ser o disco que transformará Sharon Van Etten em um nome bem conhecido. Ela vai começar uma turnê grande pelos EUA e já está escalada para festivais como o South by Southwest (EUA) e o Primavera Sound (Espanha).
Não sei muito sobre o Django Django – sei que é um quarteto originário de Edimburgo e que está baseado em Londres. E que acabaram de lançar o primeiro disco, homônimo. E que é das coisas mais interessantes que ouvi ultimamente.
Música percussiva, quebrada, psicodélica, dançante. Com harmonias vocais que lembram Beach Boys. Música global, impregnada de referências, como boa parte do que vale a pena no pop hoje.
Classificar “Django Django” é impossível. Faixas como “Waveforms” e “WOR”, por exemplo, têm em comum apenas a interrogação que colocam no ouvinte: onde isso vai parar? Já “Default” ganhou remixes de JD Twitch e do Horrors.
Rapper do Harlem nova-iorquino, Asap já lançou a mixtape “LIVELOVEA$AP”, assinou contrato milionário com a Sony, armou turnê grande pelos EUA e, parece, prepara seu primeiro disco oficial.
Enquanto esse disco não vem, Asap Rocky solta “Celebration”, música que não era totalmente desconhecida, mas que ganhou o devido tratamento em estúdio e já pode ser ouvida.
Essa é apenas uma pequena parte da história. Que recebe talvez o mais surpreendente nome do rap neste ano: Asap Rocky.
Nascido no Harlem, em Nova York, Asap Rocky tem 23 anos e está para lançar sua primeira mixtape, “Live Love A$ap”.
Como no Odd Future, tudo que cerca Asap Rocky é interessante: as músicas, as referências, o modo como usa a internet (vídeos, MP3) para divulgar vídeos/músicas caseiros, como faz dos shows uma reunião anárquica com seus amigos.
Melhor do que descrever, é observar Asap Rocky num freestyle:
Com o anúncio do lançamento da mixtape, ele está começando a aparecer bem no noticiário. Já foi elogiado pela “Fader” e ganhou perfil no “New York Times”. O título da matéria do “Times”: “Thinking Globally, Rapping Locally”.
Porque, segundo a análise do jornal, Asap Rocky guarda pouca influência do rap de sua Nova York natal: suas faixas emulam o rap de Houston, de Atlanta, o hyphy de San Francisco.
Referências a drogas, mulheres e à moda estão em suas letras. “Raf Simons, Rick Owens/ Usually what I’m dressed in”, ele canta em “Peso”. Já cantou/citou em entrevistas Alexander McQueen, Alexander Wang, Gucci. Será um dos destaques do antenado projeto Creator’s Project, nos EUA.
Ao vivo, Asap Rocky é impressionante. Abaixo, o hit “Peso” no clube Santos, em Nova York:
“Peso” é a música que fez de Asap Rocky conhecido.
Ele tem também “Wassup”.
E “Get High”.
E “Purple Swag”. Que tem um vídeo que vale a pena, co-dirigido por ele.