Ex de Marilyn Manson, a celebrada stripper Dita Von Teese estreia como vocalista em uma parceria com a dupla britânica Monarchy.
O Monarchy colocou a voz de Dita dentro de camadas de sintetizadores na faixa “Disintegration”, que já está à venda no iTunes.
A música ganhou clipe no qual Dita interpreta uma dona de casa dos anos 1950 que deixa aflorar fantasias nada caretas. O vídeo foi dirigido pelo israelense Roy Raz e lançado hoje pelo ótimo site Nowness.
Uma bela banda gringa e uma bela banda paulistana comandam uma noite recomendadíssima nesta sexta em São Paulo. A dobradinha Dirty Projectors e Holger leva ao Cine Joia um tipo de rock que tem as raízes espalhadas pelo mundo.
O Holger acaba de lançar o segundo disco, “Ilhabela”, que mostra a banda num lugar único entre os nomes roqueiros do país. Porque busca inspirações de fontes pouco usuais – Paralamas da fase “Selvagem”, ritmos nordestinos e nortistas, africanismos, rock experimental norte-americano.
E, com todos esses ingredientes, fizeram um disco autoral, divertido, dançante. Um bom exemplo é a faixa título, que ganhou clipe além de um remix feito pelo Adriano Cintra (da dupla Madrid).
O Holger é uma banda apropriada para abrir o show do Dirty Projectors (o Holger deve começar às 22h30; o DP, à meia-noite). O objetivo é o mesmo: fazer do rock um gênero o mais elástico possível.
Em sua (mais ou menos) curta e (bem) prolífica vida (seis discos em dez anos), o Dirty Projectors tornou-se um dos principais nomes do rock de veia experimental dos EUA. O mais recente álbum, “Swing Lo Magellan”, mostra uma banda que parece evoluir a cada ano, que vai dando forma cada vez mais coesa à infinidade de influências que absorve.
Um bom exemplo é “Gun Has No Triger”, um dos singles desse último disco.
A “maior artista pop dos últimos 20 anos” (segundo a Billboard) alugou um Boeing 777, reuniu 200 pessoas (gente da indústria, jornalistas, fãs) e embarcou na 777 Tour, que passará por sete países em sete dias para sete shows. A primeira passagem foi pela Cidade do México, no dia 14. No dia 15, foi a vez de Toronto. Depois seguem Estocolmo, Paris, Berlim, Londres e Nova York.
Na segunda (dia 19), Rihanna lança “Unapologetic”, seu sétimo disco que traz não apenas participações de Eminem e David Guetta (e Chris Brown) como é puxado pelo ótimo single “Diamonds”.
Não sou só eu quem acha “Diamonds” excelente. A música estreou em segundo lugar na parada norte-americana e acaba de ganhar duas novas versões, bem diferentes entre si. Uma de Kanye West e outra da neo-gótica Zola Jesus.
As duas versões seguem abaixo. Em seguida, o clipe oficial da faixa.
Pois ele divulgou seu mais novo projeto. Desta vez, ele reuniu diversos pictogramas em um único pôster para cada artista. Os escolhidos da nova série são Beatles, Dylan, Bruce Springsteen, Bowie, Elvis, Iggy Pop, Johnny Cash e Stones.
Banda que costuma lançar ótimas músicas e clipes, o Arcade Fire inova com o vídeo de “Sprawl 2 (Mountains Beyond Mountains)”.
A versão “tradicional” do clipe está abaixo.
O surpreendente é a versão “interativa”, que pode ser acessada por aqui.
O Arcade Fire te convida a dançar em frente ao computador. A webcam da sua máquina capta seus movimentos e eles são “reproduzidos” pelos dançarinos do vídeo. Se o seu computador não tiver câmera, você pode usar o mouse para comandar os dançarinos.
Tune-Yards (a grafia correta é tUnE-yArDs) é a banda da faz-tudo Merrill Garbus. E é também dona do comentadíssimo disco “Who Kill”, uma miríade de ritmos e desenhos vocais.
A faixa “Gangsta” é a minha favorita. “What’s a boy to do if he’ll never be a gangsta?/ Anger in his heart, but he’ll never be a gangsta/ (…) What’s a girl to do if she’ll never be a rasta?/ Singing from her heart, but she’ll never be a rasta”. Boa.
O britânico Dorian Lynskey escreveu “33 Revolutions Per Minute: A History of Protest Songs“, livro que lista diversas canções de protesto e contextualiza o momento em que foram feitas. Foi editado na Europa e nos EUA no início do ano.
“Ghost Town” foi lançada em junho de 1981, quando Londres também convivia com tumultos – motivados por questões raciais e sociais. O Specials tentava traduzir o início da era Thatcher no Reino Unido.
Mas poucas músicas conseguiram sintetizar desesperança, raiva, funcionar como um grito para levantar o traseiro da cadeira como “Going Underground”.
Foi lançada um pouco antes de “Ghost Town”, em 1980, pelo The Jam.
O Jam era um trio liderado por Paul Weller, guitarrista e vocalista. Teve uma vida curta: o primeiro álbum saiu em 1977; o último, em 1982. Você dificilmente verá um disco do Jam em listas de melhores discos -porque o Jam nunca lançou um disco realmente ótimo. Mas poucos conseguiram retratar uma época como o Jam, graças a músicas espetaculares: “That’s Entertainment”, “Town Called Malice”, “In the City”, “Down in the Tube Station at Midnight”, “Eton Rifles”.
E “Going Underground”. Não saiu em nenhum disco da banda, apenas em single. Weller tinha 22 anos. Seu inconformismo, revolta (e uma certa ingenuidade) transbordam pela música.
“Going Underground” chegou ao topo da parada britânica. Mas não foi o suficiente para acalmar Weller. Ele acabou com o Jam em 1982. Porque estava com 24 anos. Achava que estava velho para esse tipo de canção.
Abaixo, o vídeo de “Going Underground”. Em seguida, a letra.
Some people might say my life is in a rut,
But I’m quite happy living with what I got
People might say that I should strive for more,
But I’m so happy I can’t see the point.
Somethings happening here today
A show of strength with your boy’s brigade and,
I’m so happy and you’re so kind
You want more money – of course I don’t mind
To buy nuclear textbooks for atomic crimes
And the public gets what the public wants
But I want nothing this society’s got -
I’m going underground, (going underground)
Well the brass bands play and feet start to pound
Going underground, (going underground)
Well let the boys all sing and the boys all shout for tomorrow
Some people might get some pleasure out of hate
Me, I’ve enough already on my plate
People might need some tension to relax
[Me?] I’m too busy dodging between the flak
What you see is what you get
You’ve made your bed, you better lie in it
You choose your leaders and place your trust
As their lies put you down and their promises bust
You’ll see kidney machine replaced by rockets and guns
And the public wants what the public gets
But I don’t get what this society wants
I’m going underground, (going underground)
Well the brass bands play and feet start to pound
Going underground, (going underground)
[So] let the boys all sing and let the boys all shout for tomorrow
We talk and we talk until my head explodes
I turn on the news and my body froze
Braying sheep on my TV screen
Make this boy shout, make this boy scream!