Publicidade

Posts com a Tag thomaz bellucci

segunda-feira, 25 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:39

A semana

Compartilhe: Twitter

Começa hoje em Belgrado a temporada de Novak Djokovic sobre a terra. O torneio é da família Djokovic o que, em circunstâncias normais, poderia ser considerado um conflito de interesse. Em tempos atuais é visto como um investimento da família no esporte sérvio. O torneio é um evento secundário que consegue arregimentar uma chave bem mais forte do que qualquer torneio latino americano. São sérvios, espanhóis, japoneses, argentinos e até o brasileiro Ricardo Melo que enfrenta na 1ª rodada o americano Isner. A semana em Belgrado serve para a torcida sérvia matar as saudades do melhor tenista do mundo da temporada, e homenagear os atuais campeões da Copa Davis das mais diversas maneiras.

Thomaz Bellucci passa a semana em Lisboa jogando nas quadras do Estoril. O torneio, sempre restrito, são três eventos na Europa na mesma semana, mas sempre arrojado, desta vez levou Soderling, Verdasco, Tsonga, Simon, Raonic, Del Potro entre outros. É uma bela chave para as circunstâncias e uma grana preta em garantias. É um belo lugar, incrustado entre Cascais e Sintra, oferecendo um charme especial aos tenistas. O evento ganhou, em 2010, o Prêmio de Marketing da ATP, o que demonstra os esforços de João Lagos, dono do evento, e ajuda assegurar a participação dos patrocinadores.

O torneio de Munique é um evento acomodado, que nunca teve ambição de crescer, mas que prossegue sólido como as montanhas próximas à charmosa cidade bávara. O torneio existe desde 1900, o que deve deixar sofasistas de cabelo em pé e é realizado no Clube Iphitos desde 1974. O pessoal que aparece por lá é outro. Davidenko, Youzhni, Wawrinka, Cilic, Kohlschreiber, Stakhovsky. É a turma do lado de lá. As quadras são pesadas para danar, uma característica local, até pelo clima molhado. Só tem um latino americano inscrito e nenhum espanhol, uma raridade no saibro.

Duas boas notícias para o tênis brasileiro na semana passada. A nova conquista de João “Feijão” Sousa. O rapaz venceu o Torneio de Santos, o que o levou ao 148º lugar do ranking. É mais um respiro que os torcedores do tenista paulista dão na expectativa que uma hora o rapaz consiga engrenar, pegar confiança e começar a conquistar as vitórias que seu talento possibilita.

A outra é o fato de que Andre Sá igualou o numero de conquistas de títulos de duplas em torneios Challengers ao vencer Santos com o parceiro Franco Ferreiro. Mas isso é razão para outro Post.

Tenistas sérvios reconhecidos pelo seu país – bando de burgueses e seus passaportes diplomáticos.

Notas relacionadas:

  1. Um bom fim de semana
  2. Próxima semana
  3. Merecendo
Autor: paulocleto Tags: , , , ,

quinta-feira, 21 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:48

Grande jogador

Compartilhe: Twitter

A maneira como Rafael Nadal arrasou o imprevisível, definição do espanhol, Santiago Giraldo, que na 1ª rodada bateu Thomaz Bellucci, expõe o abismo que separa o brasileiro e Rafael Nadal.

Não que isso seja uma novidade para mim, e para os eternos críticos do tenista brasileiro, dos quais não faço parte, apesar de chegamos a mesma conclusão, por razões distintas, já que eles, críticos perenes, adoram simplesmente descer a lenha em que desaponta seus confortáveis e pueris sonhos de torcer por um melhor do mundo, seja no esporte que for.

Quando fiz, recentemente, as comparações entre o tênis do espanhol e o do brasileiro, muitos não entenderam – o que posso fazer? Não se aflijam sofasistas, porque até um ex-tenista juvenil, que teoricamente teve tempo de aprender algo sobre o esporte e a leitura, fez pouco de meu comentário.

A contundente vitória de Nadal em Barcelona só deixa mais evidente o meu ponto. Rafael Nadal é, atualmente, muito mais jogador do que Thomaz Bellucci. A diferença é que muitos se enganam ao acreditar que o X da questão trata de direitas e esquerdas. É só prestar atenção ao que eu disse que Nadal é superior – jogador.

Existe uma diferença enorme entre bater bem na bolinha, ter arsenal e golpes contundentes e ser um grande jogador. Achei que a definição da palavra bastasse para explicar o conceito. Achei que sair do sofá bastasse para alguém entender. Hoje nem essa certeza eu tenho.

Enquanto isso, meus leitores continuarão ensandecidos sem nem saber direito por que. Enquanto isso, Rafael Nadal continuará a ser o melhor do mundo, por razões que ele, seu técnico e seus adversários bem entendem, apesar de que seus fãs nem tanto. Enuqanto isso, Thomaz Bellucci continuará a não frequentar o mesmo paraíso e, suspeito, ele não entenda bem o por que e seu técnico, que já treinou um grande jogador, bem deve entender.

O que nos leva ao X da questão. O técnico Larri Passos conseguirá fazer Bellucci entender os conceitos que fazem de um tenista um grande jogador?

Rafael Nadal e sua intensidade.

Notas relacionadas:

  1. Cachorro grande
  2. Encardido
  3. Ajuste
Autor: paulocleto Tags: , ,

domingo, 27 de março de 2011 Masters 1000, Tênis Masculino | 12:39

Bellucci x Nadal

Compartilhe: Twitter

Assisti na Quadra 2 a derrota do Thomaz Bellucci. Assisti na Quadra Central a vitória do Rafael Nadal. As minhas observações me levaram a uma breve, e talvez controversa, conclusão.

O brasileiro tem tanto ou mais arsenal técnico do que o espanhol. É muito mais sacador, algo crucial no tênis atual. Tem um drive de direita tão potente e redondo quanto ao número 1. O revés de ambos não é nenhuma brastemp, muito pelo contrário. E vocês escolham quem é melhor voleador.

A diferença entre ambos?

Para Nadal, perder não é uma opção. O cara entende que o tênis é um jogo e por isso ele tem que ser um Jogador. Um conceito que ainda não atingiu a alma do rapaz de Tiete.

Nos momentos bicudos da partida, Nadal abre a caixa de ferramentas e tira de lá uma determinação que o possibilita vencer, na vontade, na briga, na marra, os pontos que são os decisivos do jogo. Quem joga sabe do que estou falando. Tanto sobre vencer pontos na marra, como sobre os momentos cruciais que levam à vitória.

Bellucci passeia por esses momentos sem reconhecer a importância eles. E quando parece fazê-lo não consegue elevar seu padrão, pelo contrário.

A derrota para Blake foi nessa linha. Thomaz jogou muito tênis no 1o set equanto seu oponente parecia estar com a cabeça na lua e sem vontade. Sacou como um monstro, especialmente o “kick” – não vi ninguém sacando daquele jeito por aqui!

Quando Blake brigou para entrar no jogo, Thomaz perdeu seu serviço na hora da onça beber água do 2o set, o que já é um problema, e se viu no set decisivo com um tenista agora motivado e confiante – bem ao contrário de até então.

No set final o brasileiro sentiu a pressão, o jogo ficou tenso e as arquibancadas vibrantes, e se enervou, o que é normal. Enquanto isso, o outro, com aquele jogo de débil mental, ficou na dele. Aliás, um jogo estava difícil de assistir. Não só pelo calor massacrante, que me deixou bronzeado e queimado, como pela ausência de opções de golpes e jogo de ambos. Era assim: você bate forte que eu bato mais forte- e salve-se quem puder.

No fim da história, Thomaz perdeu por não conseguir colocar uma que fosse de três bolas na paralela de revés no 5×5, quando teve 15×40 no saque alheio, em duas delas com o americano vencido.

Quando não conseguiu aquela bolinha que faltou, temeu pelo pior e, como sempre, foi o que aconteceu. Perdeu na bacia das almas – o tie-break- do set final.

Durante a partida, senti que havia momentos que tudo que o brasileiro precisava era mudar um pouco o ritmo do jogo – um slice aqui (pelo amor de Deus, unzinho!!) uma bola alta acolá, uma subida à rede mais audaciosa. Só apresentou uma curtinha, na hora errada, a três metros da rede, na quadra dura, com o adversário mais perdido do que cachorro em procissão, em um 0×30 do terceiro set. Bola para 0×40!

O contraponto foi a vitória, mais uma, de Nadal. E o que eu vi, entre várias coisas?

Nadal não hesita em usar o slice de revés para se defender ou mudar o ritmo para interromper um ataque. Nadal não pensa duas vezes em bater um tremendo top spin com altura e profundidade com as mesmas intenções. E na hora de atacar, enfia a mão tanto de um dado como de do outro. Aliás, o espanhol está trabalhando com uma bolinha nova para as quadras duras: está entrando barbaridades dentro da quadra para bater o revés na subida e apurar o adversário, ao invés de deixar a bola chegar e ser maltratado.

Mais um para o Belo marcar um treino e perceber que o tênis admite, se não é que implora, ser jogado em mais de uma dimensão e com pitadas de criatividade. Sem falar de muita garra e determinação – algo que percebi uma certa melhora do brasileiro que foi, como já escrevi, aplaudido pelos torcedores mesmo na derrota. Um tenista apático não enseja isso no público.

Bellucci - procurando sua melhor identidade em quadra.

Notas relacionadas:

  1. Nadal volta aos treinos
  2. Um novo e bem vindo Bellucci
  3. Fundação Nadal x Federer
Autor: paulocleto Tags: ,

sábado, 26 de março de 2011 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:47

De rachar

Compartilhe: Twitter

A sexta feira esteve com um sol de rachar a cabeça de qualquer um. Mas não creio que isso teve algo a ver com a derrota de Thomaz Bellucci.

Os dois primeiros sets foram mornos, mais pelo sol do que pelo jogo em si, mas no set final o ambiente mudou, o jogo incendiou as arquibancadas, deixando torcedores americanos e brasileiros, em grande número, emocionados e felizes com o espetáculo.

O brasileiro perdeu a partida, mais uma vez, na bacia das almas, o que fala mais sobre o seu emocional e sua confiança do que sobre seu jogo. Até porque teve oportunidades de assumir uma vantagem no placar do terceiro set que, inevitavelmente, lhe dariam a vitória.

Mais tarde escreverei mais sobre a partida e a participação do brasileiro. Por enquanto, basta dizer que Thomaz saiu de quadra aplaudido pelo publico que lotou a quadra e com a galera brasileira gritando seu nome, apesar da frustrante derrota, o que não é qualquer atleta que pode dizer isso.

Notas relacionadas:

  1. Pegada.
  2. Próxima semana
  3. A idade
Autor: paulocleto Tags:

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 09:46

Merecendo

Compartilhe: Twitter

Após a combatida vitória sobre o polonês maluco Lukasz Kubot, um tenista que gosta de jogar no limite de seu potencial quando não é o favorito, Thomaz Bellucci declarou que “mereceu esta vitória”.

Achei curiosa a declaração, que presumo ser mais um desabafo. Nunca vi no tênis uma vitória que não fosse merecida.

Mas talvez de para entender por trás das palavras a intenção do brasileiro. Vencer uma partida de 3h, em uma melhor de três sets, é sempre uma tarefa árdua, um feito. Mais uma vez não assisti a partida, porque, creio, não foi mostrada, nem na TV nem na internet.

Mas, acompanhei parte pelo Ao Vivo. O que transparece, após tanta briga, ou altos e baixos como escreveu um leitor, “sofasista” creio, é que Thomaz começa a vencer partidas onde o componente “briga” é uma exigência. E aí existe a mão do treinador.

Isso fica ainda mais claro na declaração de Larri Passos que o pupilo “esteve perfeito até o 3×1, 40×15 do 1º set”. Após perder a vantagem, e o primeiro set, no TB, Bellucci ainda encontrou forças para virar uma partida que deve ter sido “brigada” ponto a ponto. Não entrou em depressão após se complicar, nem se encolheu em definitivo quando a hora da onça beber água chegou. É bom lembrar que sacou para fechar no 5×3 do 3º set, perdeu o saque e encontrou uma maneira de vencer no game seguinte. Não era difícil “pirar” nessa hora, como acontecia.

Voltando à declaração de Thomas, ele devia estar muito contente com seu desempenho e o fato de ter mostrado a seu técnico, e a ele mesmo, que sabe sim brigar por um resultado.

Espero que seja por aí. E que o seu histórico de não vencer partidas que exijam muito de uma sempre necessária combatividade fique, cada vez mais, para trás em sua carreira.

Na semifinal, hoje às 20h, o brasileiro enfrenta o espanhol Nicolas Almagro que está na crista da onda após vencer sua 12ª partida consecutiva no saibro latino-americano.

Pode-se dizer que Bellucci estará cansado após a maratona de ontem. No entanto, se seu adversário está muito confiante, aos poucos o seu físico também deve encurtando. Ontem venceu, também em partida longa, o colombiano Giraldo por 7/6 5/7 6/4 em 2.30h de jogo.

Com isso, Almagro está no meio de uma terceira semana seguida de batalhas. Uma hora o corpo arria. É mais uma oportunidade, desta vez de chegar a uma final, que surge e pode ser aproveitada pelo brasileiro. E o seu técnico sabe bem disso.

Notas relacionadas:

  1. Próxima semana
  2. A idade
  3. Novos sabores
Autor: paulocleto Tags: ,

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 13:09

Novos sabores

Compartilhe: Twitter

O brasileiro Thomaz Bellucci joga esta noite em Acapulco uma daquelas primeiras rodadas temidas por todos. Thomaz, #36 do ranking, ficou a uma posição de ser cabeça de chave no torneio, e com isso ter uma posição privilegiada na chave. O ultimo cabeça de chave foi o argentino Juan Chela, #37 do ranking.

Com isso, o brasileiro, um tenista com a mão pesada, perigoso e respeitado, ficou solto na chave. Ruim para ele e ruim para seu adversário, o cabeça de chave #2 Fernando Verdasco. O fato não é confortável para nenhum dos dois.

Para o brasileiro, pela óbvia razão de enfrentar um dos favoritos do evento e #9 do mundo. Para o espanhol por que enfrenta um tenista perigoso que, em uma das raras oportunidades na temporada, jogará sem a responsabilidade da vitória.

Sem a responsabilidade em termos. É óbvio que nas casas de aposta Thomaz não é o favorito – nem na sua cabeça. No entanto, pelo andar da carruagem, Bellucci adoraria vencer esta partida. Primeiro porque está precisando vencer partidas – seu ranking começa a sofrer o impacto das derrotas. Depois deve estar ansioso para mostrar, e ver, que sua parceria com Passos está no caminho certo, além de que é a típica partida boa de vencer para se receber uma confiança na veia.

Por outro lado, teoricamente, o espanhol estará “esperto” por conta da chacoalhada que levou do Raonic na 1ª rodada em Memphis. Além disso, a teórica vantagem que o paulista teria, por estar vindo de torneios no saibro e uma semana de descanso, o espanhol recuperou tendo mais dias disponíveis para treinar no saibro, além de descansar a cabeça e o corpo.

Com esse cenário colocado, a partida ganhou novos sabores, o que pode ser um prato mais interessante a ser aproveitado no início desta madrugada pelos fãs do brasileiro.

Para aproveitar nesta madrugada.

Notas relacionadas:

  1. Coelhos
  2. Festa no deserto
  3. Os degraus
Autor: paulocleto Tags: ,

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 12:32

Duas realidades

Compartilhe: Twitter

Dois tenistas, duas realidades.

Ricardo Melo, de quem o público brasileiro não espera muito ou quase nada, vai, comendo por fora, surpreendendo a muitos, e chega, pelo segundo ano consecutivo, à semifinal do Aberto do Brasil.

Thomaz Bellucci, de quem o público brasileiro espera muito e mais um pouco, fracassa, mais uma vez, no principal torneio do país.

Ricardo teve seu momento de encruzilhada alguns anos atrás e não conseguiu dar o pulo do gato, algo que Thomas, bem mais jovem, realizou de maneira mais contundente. Afinal o canhoto de Tiete já se enfiou entre os 25 melhores do mundo o que não é pouco.

Ricardo pegou toda a pressão que existe sobre um tenista e a jogou no lixo. Não lidou muito com ela. Não criou expectativas sobre sua carreira, para o bem e para o mal.

Thomaz assumiu, publicamente, que tem altas expectativas para sua carreira, inclusive se meter entre os Top 10 – uma meta tão audaz quanto difícil.

Ricardo aceita a vida como ela é e sua carreira como parte dela. Treina, viaja, compete, luta, mas nunca teve um compromisso com uma meta que o forçasse a romper barreiras e limites, seus e do circuito.

Thomas tem essa ambição. Junto com ela, e nunca é de outra maneira, tem também as pressões e os medos do fracasso que se esgueiram pelas mentes dos que sonham alto e buscam suas realizações. Não resta dúvida de que a maneira como lidará com esse aspecto da sua carreira, determinará a grandeza de seu sucesso. Ao contrário de, por exemplo, Gustavo Kuerten ou mesmo Luiz Mattar, essa é a fragilidade de Bellucci. Como ele a atacará e resolverá, ou não, nos resta a ver. Como dizem, às vezes se quer tanto algo que se torna ainda mais difícil conseguir.

Por seu lado, Ricardo, com a estratégia “Chaves” do “não querendo querendo”, ou seria o inverso, chega, mais uma vez, a semifinal do Aberto do Brasil, sem nunca ter tido um ranking melhor do que #50 do mundo.

Thomaz, que já foi #21 do mundo, como disse o meu caro leitor abaixo, continuará convivendo com seus demônios, até que consiga os exorcizar.

Notas relacionadas:

  1. Festa no deserto
  2. Tarefa almejável
  3. Duas seguidas
Autor: paulocleto Tags: ,

Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:35

Demônios

Compartilhe: Twitter

Mais uma vez pesco um comentário para colocar aqui na Home por conta de seu conteúdo. Não existe um único parametro para que eu o faça, até porque os inúmeros Comentários de qualidade que por aqui aparecem são de qualidades distintas. Algo que agregue à discussão, o olhar inusitado, a coêrencia, a escrita, o inusitado e outras baos razões. O abaixo, do leitor Joaquim Gloor, tem algo que vai na veia de quem entra em quadra, independente de seu padrão ou categoria, enfrenta seus demônios, uns dias os vence outros não, mas não deixa de ser apaixonado pelo tênis até por conta desses desafios. Aí reside a razão do tênis. 

Bellucci luta com aquele que pode ser o nosso pior inimigo, a nossa própria cabeça! Confesso que quando vejo jogos dele, nos quais ele joga como no dia de hj, não fico com raiva ou nervoso como muitos daqui, fico triste mesmo.

Para aqueles que já passaram por situações semelhantes na vida, seja no tênis ou em qualquer outro lugar, sabe, que não ha nada mais sofrível do que lutar contra sí mesmo, contra nossa própria cabeça, pois é uma briga contra um “inimigo” invisível e mesmo desconhecido, que possui mistérios que nossa vã filosofia nunca irá alcançar ou controlar. E acho que talvez seja a coisa mais decepcionante da vida quando temos a certeza que somos menos do que poderíamos ser, e o pior, que a culpa disso é só nossa e de mais ninguém.
Não acho que falta ao Bellucci vontade, sangue nos olhos, foco e todos esses clichês de psicologia esportiva. Ninguém dedica sua vida, embarca de cabeça em uma escolha feita por sí mesmo sem ter vontade, sem querer. Ninguém está entre os melhores do mundo na sua profissão quando lhe falta vontade, dedicação, entrega. Por isso não acredito que este seja o problema dele. Acredito que a dificuldade do Bellucci é simplesmente a dificuldade de todos nós, que é lidarmos com nós mesmos, com defeitos e qualidades em carne e osso.
A dificuldade está na dúvida que nos invade em frações de segundos na hora da escolha de um golpe; na pulga que se acolhe nas nossas orelhas encolhendo os nossos braços; no medo de errar que, obviamente, conduz ao erro; no estresse produzido por nossa própria cobrança que obriga o cérebro a pedir descanso nos devaneios sedutores da desconcentração; naqueles momentos que, cansados já de tanta luta em vão, entregamos os pontos, fechando os olhos, e, simplesmente para descarregar, colocamos toda a raiva e frustração nos músculos e disparamos uma pancada na bolinha, nos sobrando apenas a reza para que, como que em um milagre, o tiro perdido acerte a linha e se transforme em um maravilho winner, coisa que pode até acontecer, mas dificilmente se repetirá.

E é por perceber essas dificuldades que fico triste, pois percebo como ele sofre ao lutar contra seus demônios, assim como, de uma forma ou de outra, todos sofremos…

E por não querer poluir o ambiente com imagens grotescas, publicos estes demônios, que são tudo de bom.

Notas relacionadas:

  1. Encardido
  2. Ciclo vicioso
  3. Pollyana
Autor: paulocleto Tags:

sábado, 22 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 10:29

Engoliu e cuspiu

Compartilhe: Twitter

Mais alto para Tomas Bellucci do que sua derrota para Hernich, fala a contundente vitória de hoje do sueco Robin Soderling sobre o mesmo checo. Se perder para um tenista #241 do mundo, e 31 anos de idade, mesmo que perigoso, não deixa de ser surpreendente para um cabeça de chave a fácil vitória de Soderling – 3/1/4 – o que evidencia a distância que separa o brasileiro de sua ambição de estar entre os 10 melhores do mundo e ser um fator nos torneios Grand Slams.

Thomas concentrou seus comentários sobre a partida na capacidade do adversário em jogar reto e o incomodar. No entanto, Soderling pegou essa mesma qualidade do adversário, rasgou, engoliu e cuspiu. Nem tomou conhecimento.

Isso porque é capaz de impor seu estilo e não se preocupar com o do outro. É justamente essa capacidade – técnica e mental – de se impor, e sustentar essa imposição, que ainda falta a Bellucci.

O trabalho do brasileiro para melhorar consiste não só em resolver suas carências técnicas, como contra-atacar com qualidade e consistência; resolver e melhorar suas melhores armas, como saque e drive e ainda mais importante, acertar seu emocional, sua consistência, sua postura, sua resolução.

O momento que Bellucci conseguir lidar com os Hernich da vida, será a hora em que o brasileiro conseguirá fazer a transição que o tirará do atual limbo, onde já provou que pode frequentar, para se instalar no clube privée dos cachorrões do circuito.

Notas relacionadas:

  1. Reverteu
  2. Fazendo contas
  3. Progresso
Autor: paulocleto Tags: ,

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:56

Duas seguidas

Compartilhe: Twitter

Se Thomaz Bellucci não conseguiu vencer o colombiano Santiago Giraldo, um tenista imprevisível, o que já nem mais sei dizer se é bom ou ruim no circuto do tênis, pelo menos conseguiu vencer dois jogos seguidos, o que não deixa de ser interessante.

Pelas declarações de técnico e jogador, ambos reconhecem que Bellucci ainda está fora do padrão e do caminho que Passos imagina para o pupilo. Pegar a bola na subida, jogar dentro da quadra, saber escolher a bola vencedora, contra atacar com qualidade são coisas que um tenista tem que aprender e saber. Mas o que realmente vai fazer a diferença no tênis do brasileiro é ele brigar pela vitória a cada rodada. Seu maior objetivo é bons resultados em Grand Slams e isso exige mais vitórias consecutivas do que qualquer outro evento. E quanto a isso, o Aberto da Austrália começa neste Domingo pelos canais ESPN.

 Bellucci vai à rede.

Notas relacionadas:

  1. Mãozinha.
  2. Agora é briga
  3. A idade
Autor: paulocleto Tags:

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. Última