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Posts com a Tag thomaz bellucci

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:09

Delírios?

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Hoje está mais difícil. Com esse assunto de acordar 5h da manhã – bem antes do meu habitual – fica a óbvia obrigação de ir dormir bem antes também. Ou a a casa cai. E de vez em quando cai mesmo, já que tem noite, como ontem, que devo ter passado da hora e aí a próxima hora não chegava. Um inferno.

É como jogo de tênis, você vai ficando confiante que a coisa está sob controle e pisa no tomate. Quarta-feira e eu me sentindo confiante, achando que o assunto estava dominado. Dancei.

Além disso, logo cedo jogo do Thomaz Bellucci. Jogo de brasileiro é diferente de jogo de estrangeiro. Tem o envolvimento emocional. Lembro que na época do Kuerten eu “me preparava” desde café da manhã – e o jogo era à tarde!

Por isso, hoje vou inovar. Adoro inovar – e inovo pouco. Bem menos do que deveria.

Dois comentários dos meus leitores chamaram a minha atenção. Como ambos são relevantes e interessantes, uso-os como raiz. Um deles de um leitor que diz ser antigo, no entanto não me lembro de tê-lo lido antes. O outro, o Bruxo, alguém que começa a aparecer com maior frequência por aqui.

Primeiro, o do Bruxo, falando sobre o jogo do Ricardo Mello:

“Só vi o jogo do Ricardo Mello essa noite. Ele fez o que pode. A única coisa que poderia ser melhor foi o saque. Quando você joga contra um animal como o Tsonga, se você começa a precisar muito de segundo saque, você basicamente está morto, porque ele vai te furar com o drive. O que falta pro Ricardo Mello começar a ter chance contra alguns cachorros maiores é um saque mais confiável (não precisamos ir longe, um saque como o do Falla, regular, com alta porcentagem de acerto no primeiro saque faria o Ricardo subir de nível).
Nos ralis achei o Ricardo taticamente esperto. Todas as vezes em que ele fez o Tsonga correr pra direita, ele anulou o potencial de ataque do Tsonga daquele lado e colheu alguns erros não forçados. Fica a dica para os próximos adversários do Tsonga: mudanças de direção são o caminho (ele voltou pesadão da pré-temporada e tem algumas dificuldades em jogar na corrida, e ele gosta de ter liberdade de movimentação pra fugir da esquerda). A partir do momento em que você consegue fazê-lo de limpador de para-brisa (correndo de um lado a outro e tirando a liberdade de movimentação dele), ele é extremamente vulnerável. Foi fazendo isso que o Ricardo embaçou os três sets.
O Tsonga por sua vez mostrou uma capacidade absurda de sair dos buracos. Não me lembro de nenhum break-point pro Ricardo onde ele tenha dado bobeira. Pelo contrário, o Tsonga vinha com um torpedo no saque, com um bom voleio, ou com uma patada troglodita de direita. Foi 3×0 pro Tsonga muito por mérito dele também.
O Tsonga tem bola demais pro Ricardo, mas ele fez um belo jogo. Foi a melhor derrota possível.”

O segundo, do LF, como ele se identifica, apesar de utilizar um email válido:

“Não acho que o Bellucci tenha jogado tão mal assim: falta personalidade e convicção nos pontos importantes. Ele teve inúmeras chances de quebrar o saque do Monfils, mas não cacifou. Ele continua pecando no mental, baixando a cabeça quando perde pontos que estavam sob seu controle.
Falta mais movimentação lateral e vertical: chegando frações de segundo atrasado em algumas bolas com a empunhadura que tem fica mais difícil ainda.

Pontos positivos: melhora sensível no slice (tanto cruzado quanto paralelo), ganhando alguns pontos com sua utilização. Instinto matador mais aguçado, indo para a rede volear (e bem!) quando sente que desequilibrou o adversário. Posicionamento mais aberto no saque: tirou a força e acrescentou efeito no serviço; fez menos aces, mas trabalhou bem com o saque aberto; fez menos dupla-falta também.

No mais, quero dizer que acompanho o blog há algum tempo e acho que seja o melhor do ramo no país. Acompanho o patrão na ESPN e aprecio muito seus comentários. Curto bastante a maioria dos blogueiros, todos contribuem bastante em termos de diversão e discussão.
Abraço a todos.”

Ambos, é óbvio, são tenistas. Suas colocações o evidenciam. Não assisti a partida do Ricardo, mas acompanho o raciocínio do Bruxo. Suas ponderações sobre o Tsonga são interessantes e reais. Suas colocações sobre o Ricardo também são boas, o que me lembra da máxima americana: o tenista é tão bom quanto seu 2º saque. Da mesma maneira que os cachorrões se distinguem dos outros pela sua capacidade de “fechar a porta” nos pontos importantes, como os BP.

LF – será Luiz Felipe? – foi na veia quanto a Thomaz. Ele não jogou mal – lhe falta personalidade e convicção. Na mosca e só com uma outra forma de dizer o que tanto insisto. Alias, disponibilizo abaixo um link para uma entrevista feita pelo jornalista Julio Gomes da ESPN com o tenista brasileiro, logo após entregar a rapadura em terra de canguru. Nela, questionado diretamente pelo Julio, Thomaz admite algumas coisas pela primeira vez – um passo na direção correta.

A percepção de LF de como e quando Thomaz “abaixa a cabeça” é correta. Assim como a deficiência na movimentação lateral – gritante quando dividindo a quadra com Monfils.

Sua análise dos pontos positivos também é de quem entende e sabe “ler” o jogo. Os slices, que Thomaz tanto relutava em usar (aqui a influencia do técnico que, também canhoto, utilizava bastante o golpe). Não sei sobre o “instinto matador”, mas concordo com as idas – necessárias – à rede para fechar o ponto. A mudança conceitual no serviço é um dado, apesar de que Bellucci é sacador e não pode abrir mão de umas duas vezes por game ir para o ace, nem que seja para intimidar – hoje ele foi quebrado em demasia.

Vi também um terceiro Comentário, onde alguém delira sobre se tivéssemos um tenista com a técnica de Bellucci e a cabeça de Ricardo Mello. Já li também sobre a mesma mistura com a entrega de Meligeni. É isso que dá quando se ouve pessoas que só começaram acompanhar tênis após Gustavo Kuerten e não tem Luiz Mattar ou Jaime Oncins, que seriam melhores exemplos. Vou dormir! – mas antes vou bater uma bolinha.

http://espn.estadao.com.br/australianopen/noticia/236194_VIDEO+EXCLUSIVO+BELLUCCI+CULPA+ERROS+BOBOS+POR+VIRADA+E+ADMITE+QUE+PRECISA+MELHORAR+ATITUDES

Notas relacionadas:

  1. Perto
  2. Probabilidade
  3. Virada
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 01:12

Saudades

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Thomaz Bellucci venceu sua primeira partida da temporada batendo o português Rui Machado em Auckland. Não é uma vitória para se empolgar, mas é uma vitória em uma primeira rodada em um primeiro torneio da temporada, o que é de bom tamanho.

Machado não é exatamente um tenista de quadras duras, mas nem Thomaz pensa ser, o que eu continuo achando um erro estratégico do paulista.

Além disso, jogar em Auckland é sempre um feito per si, já que aquele lugar é um inferno para os tenistas – venta mais do que em Fortaleza, outro inferno tenistico. Pior do que Auckland só Wellington, pelo menos na Nova Zelandia.

Venus Williams divulga que não joga em Melbourne. Nunca se sabe exatamente as razões das irmãs Williams, mas Venus vem anunciando sofrer de uma doença de autoimune para a qual não há cura e que causa fatiga e dores. Ela havia anunciado jogar esta semana e no AO – não jogará nem um dos dois. Ela jura que volta – a balzaquiana tem 31 anos.

Todos sabem que Marat Safin se elegeu deputado na Rússia, com ou sem maracutaia nas eleições, como acusa a oposição. Poucos lembram que a outra candidata tenista – esta derrotada – era Anna Chakvetadze, que acabou não sendo eleita.

Como a moça não é de ficar parada, decidiu voltar à carreira que havia desistido, pelo menos temporariamente – lembram dos desmaios em quadra? Anninha venceu a cabeça #3, Monica Nicolescu, uma tremenda surpresa, em torneio disputado em Hobart, Austrália, esta semana. Parece que estava com saudades.

Chakvetadge – já que não foi eleita deputada, posso publicar sua foto com as bolinhas. Sorry aos fãs do Thomaz.

Notas relacionadas:

  1. Mãozinha.
  2. Pegada.
  3. Manso
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:02

Cobras no Ibirapuera

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A organização do Aberto do Brasil, que este ano será realizado em quadras de saibro construídas no complexo Ibirapuera em São Paulo, para a alegria de muitos e a tristeza de alguns, divulgou a lista do inscritos no evento.

Essa lista fecha 42 dias antes do início dos jogos. São os tenistas que fazem a inscrição – a maioria usa seus agentes para realizá-la. A ATP coleciona as inscrições e divulga a lista. Ela deixa espaço para convidados do evento e para os tenistas que veem da qualificação, que é um evento per si.

A vinda do evento coloca de volta a cidade de São Paulo no mapa do tênis oficial mundial, e que frequentou com galhardia nos anos setenta, com o WCT, no mesmo Ibirapuera, nos anos oitenta, com o evento na CPT (o qual fui o promotor junto com meu sócio Paulo Ferreira) e nos anos 90 com eventos nos jardins do Parque do Ibirapuera, no Hotel Transamérica e no Clube Pinheiros. Fico imaginando quantos dos meus leitores frequentaram parte ou todos esses?

A lista é a mais forte do evento desde os tempos áureos de Gustavo Kuerten. Têm Nalbandian, sempre uma força e um talento, Simon, o “king paparra” e o melhor rankeado (#12), Verdasco, que viu seu ranking despencar para #24 em dois meses, a farra deve estar grossa, o elegante dorminhoco Chela, o operático e por vezes quase aposentado Tommy Robredo, o ex- #1 e melhor direita do circuito, e eterno quase aposentado JC Ferreiro, e outros não tão estrelas como Potito Starace, Montanes, o interessante Giraldo e outros. Isso sem mencionar os dois brasileiros direto na chave, Ricardo Mello e Thomaz Bellucci, que alguns já afirmam ser o favorito. Até poderia ser, se imbuído do espírito correto e necessário para se vencer em casa. Tênis para tal ele tem, veremos o resto. Torcida ele terá, inclusive a minha, para o desespero de alguns que frequentam este Blog.

A presença dessas estrelas deve ter custado alguma$ coisas para os organizadores. Só espero que com a proximidade do torneio não aconteçam desistências. Os convites (4) devem ser distribuídos entre tenistas brasileiros – mas a organização deverá esperar para anunciar os últimos na bacia das almas, na esperança de que algum não inscrito arrependido peça um convite, e que poderá ser atendido, desde que seja um nome relevante.

Conhecendo a organização da Koch-Tavares, o torneio deverá ter um bom padrão no quesito de organização e atendimento ao público, até porque, com Copa do Mundo e Olimpíadas, o padrão dos nossos eventos deverá ser de acordo com o que já acontece nos melhores eventos internacionais.

Notas relacionadas:

  1. Lista baiana
  2. E agora?
  3. Duvida
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:31

Bellucci e seu novo técnico

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Thomaz Bellucci divulga que seu novo técnico será o argentino Daniel Orsanic. Coerente com seu pensamento de que o Brasil não possui técnicos de gabarito, e com aquilo que recém escrevi, foi à Argentina buscar seu novo braço direito.

Sua opção não poderia ser mais radicalmente oposta e distante da anterior. Daniel é um cara reservado, que não gosta de aparecer, super educado, afável, um gentleman. Seus últimos anos no circuito foram dedicados às dupla e seu parceiro favorito era Jaime Oncins, com quem teve razoável sucesso no circuito (foram à semi de Roland Garros) – foi o ultimo parceiro de Jaime, que adorava o amigo/parceiro. Que eu lembre seu ultimo pupilo foi o uruguaio/argentino Pablo Cuevas – não sei com quem estava trabalhando ultimamente.

Imagino que a experiência de Thomaz com Larry não deve ter sido a mais fácil. O gaúcho cobra mesmo e não é de guardar para amanhã o que tem a dizer hoje. Só imagino como isso casava com Thomaz, um rapaz introspectivo e reservado. Pelo menos nesse sentido a experiência com Orsanic será bem distinta e afinada com o jeito de ser do tenista brasileiro. O que é melhor – se opostos ou semelhantes – é algo discutível até no casamento…

Resta agora saber se o “jeito” de Daniel Orsanic facilitará o dialogo e “falará” aos ouvidos de Thomaz. A torcida, óbvia, é para que ambos tenham muito sucesso. Começam a trabalhar na semana que vem, com o início da pré-temporada.

Daniel Orsanic – novo treinado de Bellucci

Notas relacionadas:

  1. Bellucci, o pulo do gato.
  2. Um novo e bem vindo Bellucci
  3. Bellucci x Nadal
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:44

Atitude

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Fui intimado pela D. Ruth a escrever algo sobre a vitória de Roger Federer em Paris. Infelizmente perdi esse bonde, por razôes de força maior, o que não impede que eu, pelo menos, passeie pelo fato. Antes de mais nada, ainda bem que não sou chegado a bolões e afins. Os meus favoritos ao título, postados no Blog no inicio do torneio, eram Federer, Tsonga e Murray. Pimba, na cabeça!

Diferentes versões surgiram para justificar o desempenho do suíço em Paris. Uma delas de um dos meus leitores: atualmente Federer só foca em torneios do Grand Slam, eventos que nunca ganhou e em casa.  Não deixa de ser interessante e perto da verdade. Por razões além da lógica, Federer nunca havia vencido em Bercy!

O fato é que quando confiante Federer é um jogador dificílimo de bater. O diabo, pelo menos para ele, é que andou maltratando sua confiança uns dois três anos atrás, o que o tornou mais vulnerável. Além disso, Nadal sempre mexeu com a sua cabeça, e consequentemente  sua confiança, algo que Novak começa a fazer e Murray faz de vez em quando. Ou seja: imbatível ele não é, mas é um tenista maravilhoso e, sem duvida alguma, o tenista mais gostoso de assistir. Pelo menos para quem gosta do tênis clássico e vistoso.

Quanto a Murray, leio uma declaração do Boris Becker a respeito do escocês. Como a semana que vem tem torneio em Londres e o alemão costuma a comentar para a BBC e escrever para o The Times, e adora aparecer, achou de bom tom dar seu pitaco no tênis do rapaz. Deve ter lido os Comentários do meu Blog antes de fazer o dele.

Becker, que tem seis títulos de GS, afirma que o rapaz é muito “negativo” e que já o viu, mais de uma vez, jogando para não perder e não para ganhar, esta sendo a maneira certa para se ganhar um GS. Nenhuma novidade, só que vindo de um tenista como ele talvez, e bota talvez nisso, faça um impacto no escocês. O mais provável é que este retruque algum desaforo a respeito. Para seu azar, e o nosso, já que pelo talento Murray poderia ser bem mais interessante de se assistir se outra atitude – mais positiva – tivesse.

Falando em atitude, assisti, pela TV, já que ainda não tenho condições de sair por aí, a derrota de Thomaz Bellucci para o alemão Beck, que podia ontem ter se transformado em freguês de caderneta do Thomaz. E não é que o brasileiro vai lá e perde para seu quase-fregues logo jogando em casa?

Considerando os dois últimos parágrafos, fica a pergunta de quanto se pode realmente esperar uma mudança de atitude de um atleta. No caso de Thomaz, sempre me fica a impressão que ele poderia ganhar 90% ( e é realmente esse o numero) das partidas que perde, se conseguisse trazer o espírito de “briga de rua” para a quadra. Ele tem o arsenal, tem o talento, mas continua não sabendo o que fazer com ele. Suas variações são poucas e o seu “pensar” em quadra deixa bastante a desejar. Mas o pior é não conseguir ir lá e vencer um jogo na marra, na vontade, na simples decisão que um cara como o Nadal faz, a cada vez que entra em quadra: EU não vou perder!!!! Nem f……

Quanto ao aspecto tático, que o nosso Bet@ menciona em seu Comentário, assim como o Felipe B, que mostra entender do riscado, deixo aqui o meu pitaco para quem acompanhou a partida e tem boa lembrança.

O alemão fez uma festa com seu saque entrando no corpo, pelo revés, do brasileiro, apelando a ele nos pontos importantes. Esse saque incomoda qualquer um, até aí tudo normal. O duro é ficar sofrendo três sets com esse saque e não fazer o ajuste para escapar ao incomodo. Pior mesmo só cair na velha armadilha de perder o saque – e consequentemente a partida – no primeiro game do set decisivo, após vencer o segundo. Aí, nem f…..

Sexta – Noite – E hoje, na hora da onça beber água, quando poderia por tudo a perder, Thomaz buscou no fundo do baú a Atitude e achou, de um jeito ou de outro, uma maneira de ganhar. Perder?? Nem f…., disse ele.

Notas relacionadas:

  1. Chave de Miami
  2. Atitude
  3. Mudanças
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:03

Duvida

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Fiquei um tanto triste em ver tão poucas pessoas ontem nas arquibancadas do Ibirapuera, onde acontece a Final dos Chalengers. É aquilo que falo; as pessoas gostam de tênis, mas não saem de casa para acompanhar bons jogos. Eles querem festa, grandes nomes, grandes acontecimentos, badalação.

Talvez a maior falta de carisma de Thomaz Bellucci não motive o publico a ir torcer, que é o que a grande maioria gosta de fazer. Poucos são apaixonados pelo esporte para curti-lo independente do “nome” em quadra. Já eu gosto até de ver o pangas disputando uma duplinha no clube. Se há disputa já está bom, com qualidade melhor ainda.

Fica a duvida se o evento no Rio de Janeiro, que começa hoje, vai conseguir atrair mais gente ao Maracanãzinho. Se for pelo raciocínio acima a resposta é sim. E mais ainda no sábado, com Gustavo Kuerten em quadra. O que é uma pena, já que é solidificação do que escrevi no primeiro parágrafo.

Notas relacionadas:

  1. Capitão Kuerten
  2. Parâmetro
  3. Respeito
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011 Tênis Brasileiro | 01:17

Acabou

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Comecei a desconfiar de algo mais sério na partida desta quarta-feira entre Almagro e Seppi, quando vi o Larri Passos sentado na arquibancada vazia da quadra secundária, perto do Ricardo Piatti – técnico do Ljubicic e recém contratado pelo Gasquet – e com cara de poucos amigos. Que diabos o Larri faria por lá sem a companhia de brasileiros?

O email recebido da amiga Dani, assessora de imprensa de Thomaz Bellucci, é curto e grosso. Ali se insinua que a decisão de romper a parceria entre tenista e o técnico Larri Passos foi do jogador, apesar de tomada após conversa entre ambos. Em breve o grapevine deve nos contar algo, mas duvido que venhamos saber realmente como foi a conversa.

O certo mesmo é que a parceria nunca decolou. Teve seu momento de esperança em Madrid, que foi o momento de esperança todos nós torcedores do tênis brasileiro. Alí, todos pensamos, talvez querendo forçar a barra, que a coisa iria. Mas não vingou.

O fato dos dois serem como água e azeite é só uma das razões – não acho que a mais importante. Não acho que tenista e técnico devem ter o mesmo perfil. É como no casamento – pode funcionar assim como assado. Foram 25 torneios, 25 vitórias e 25 derrotas. Dá para jogar no bicho.

O negócio fracassou mesmo pela frustração das expectativas. E não falo das nossas. As deles mesmo. E tal frustração veio porque o que tinha a ser acertado em quadra não o foi. Bellucci me deixou claro, na ultima vez que conversamos, dias antes de divulgar a contratação de Passos, que a sua meta e razão maior para a parceria seria chegar aos Top 10. Meta realística para quem, na temporada anterior, chegou ao top 20.

A realidade foi que a marcha foi na direção oposta. Como Bellucci teve sua maior parte de pontos no 1º semestre, seu ranking está ainda segurando. Mas seu “ranking de 2º semestre” foi de tenista fora dos top 100. E a conta chega a partir da Austrália. Aí virá a pressão pela obrigação de defender pontos, com pouco a se ganhar.

Como escrevi várias vezes o problema de Bellucci não era problema de calendário – isso é insistência de que não conhece tênis, o circuito e tenistas. A questão era ter metas e não conseguir cumpri-las. E as razões para não conseguir são várias, e não é o assunto deste Post. Mas todas questões de quadra.

Na verdade, comecei a matutar no assunto antes mesmo de ver o Larri nas arquibancadas hoje. Pensei antes, como todos, em várias situações durante a temporada, mas pensei novamente na derrota para o gringo Bogomolov.

Foi mais uma típica derrota de Bellucci, algo que já vimos inúmeras vezes. Bellucci sai jogando bem, desenvolvendo o que sabe fazer, o que não é pouco. Porém, na primeira frustração, geralmente com a perda de um segundo set – e são várias frustrações que um campeão tem que lidar por jogo – o rapaz abaixa os ombros, entra em parafuso e deixa seu jogo despencar, em um prelúdio para mais uma derrota.

Contra Bogomolov, com o jogo ainda bem vivo, teve um momento, após uma quebra de seu serviço, que ele fez aquele gesto que qualquer técnico digno de seu boné odeia – o tenista dando uma munhecada com a mão, de cima para baixo, á frente do corpo, como dizendo – ahhh deu, não quero mais! Imagino o homem dos pampas olhando e engolindo aquilo na ultima semana do ano, sabendo que a parceria estava em jogo e, tal qual um doente na UTI, em precisão de uma reviravolta fenomenal que alentasse o coração de ambos. E aí vem a mãozinha…

Desejamos e pensamos e todos que Passos, com sua positividade, daria um jeito, ou pelo menos um belo upgrade no mental de Thomaz. Não aconteceu. Para sua frustração e indignação, o gaucho está descobrindo, a cada dia que passa, que uma coisa foi ser técnico de Gustavo Kuerten. Outra é ser técnico Paszek, Hantuchova, Bellucci.

Notas relacionadas:

  1. Um novo e bem vindo Bellucci
  2. Progresso
  3. Atire a primeira pedra
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:18

Limites

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Com certeza o segundo semestre da temporada 2011 não será algo que trará boas memórias a Thomaz Bellucci e seus fãs. Ele fez uma aposta, consciente e, mais do que provável, sob a orientação de seu técnico, Larry Passos, mas não se pode dizer que teve o sucesso esperado.

A estratégia de Bellucci era dar o pulo do gato com sua carreira e estender seus limites. Numero 21 do ranking ele já foi, o projeto era quebrar a barreira dos top 20 e testar a barreira dos top 10. Não foi nesta temporada, o que não quer dizer que não vá ser em outra.

A escolha de seus torneios, assim como foi a escolha do técnico, espelha a ambição do tenista brasileiro, algo saudável em um esportista. Se o tenista não almeja crescer na carreira com certeza começa, e merece, cair.

No entanto, não basta planejar bem, tem que executar bem. E foi aí que Thomaz fracassou, pelo menos se levarmos em consideração sua estratégia e ambição. Neste segundo semestre, o brasileiro apostou em grandes eventos, não se escondendo nos torneios menores.

Jogou todos os Masters 1000, viajou mais cedo para a América do Norte, começando em Los Angeles, se guardou na semana anterior aos Grand Slams, foi à Ásia, onde jogou os torneios maiores e mais difíceis, voltou ao Brasil, e voltou à Europa por duas semanas. Tudo como deveria.

Alguns exigem que deveria ter feito diferente. Poderia, mas não seria um calendário melhor. Para jogar Estocolmo ou Moscou teria que ir direto da Ásia – onde jogou dois eventos – jogar na semana seguinte em St Petesburgo ou Viena e depois Basel/Valencia, Paris, um Master 1000. Seria uma viagem de seis semanas por dois continentes e vários fusos, além de ter que voltar e jogar em São Paulo. Infelizmente o tenista atual, por diferentes razões, não está mais acostumado a fazer isso. E nem é bom fazê-lo. É pensar pequeno e pensar só em ganhar dinheiro.

O plano ideal é fazer pequenas intervenções – só que a ideia é conseguir resultados positivos nessas oportunidades. Se não se consegue ganhar, qualquer estratégia vai por água abaixo.

Critica-se Bellucci por jogar alguns torneios com a mesma tranquilidade que o criticam por jogar um outro torneio. Falam que ele deveria jogar torneios menores como St Petesburgo ou Viena, ao mesmo tempo em que deveria ficar longe de Basel. Infelizmente são críticas de sofasistas que enxergam e criticam uma mesa já posta. Só que o calendário é escrito na melhor das hipóteses 42 dias antes, e muitas vezes bem antes disso, obedecendo uma estratégia maior.

Muito mais vital para a carreira de Thomaz do que acertar suas prioridades de calendário, será ele aprender, ou conseguir, ganhar jogos apertados. É aí que o bicho está pegando para o brasileiro. Desde Los Angeles, Bellucci venceu três partidas e perdeu oito – sem contar a Davis. Nas que perdeu, só tomou um cacete em uma – para Gasquet. Em todas as outras o jogo foi equilibrado. Um tenista com confiança e de sucesso vence essas partidas.

Na Davis, onde foi elogiado, deixou escapar uma partida que poderia ter mudado o seu destino, assim como o do time brasileiro. Ele jogou bem? Jogou. Lutou? Sim. Mas não venceu e o tênis é cruel. Assim como a vida, os adversários e os torcedores. Essa é a realidade de um profissional de um esporte altamente competitivo. Se não gostar e lidar com pressão não sobrevive.

Por isso, discutir e criticar o calendário do tenista é pueril, até porque, como eu já disse, ele não errou. Pecou na execução, o que é outro assunto. Talvez se possa criticá-lo por sonhar alto, algo que eu não faria. Prefiro esse perfil ao de alguém que se esconde, onde quer que seja e pela razão que for, para não enfrentar grandes desafios, onde estão os grandes riscos e as grandes conquistas.

Seus pontos atuais devem mantê-lo nos grandes torneios durante pelo menos no primeiro semestre. Dependendo dos resultados, talvez Bellucci tenha que reavaliar sua estratégia. Mais uma vez a diferença estará na execução e não na escolha dos torneios. Só espero que ele mantenha a coragem fora das quadras e consiga se encontrar dentro delas.

Talvez um dia Thomaz seja obrigado a aceitar suas limitações. Talvez ele consiga crescer como jogador e derrotá-las. Só tenho a certeza que ele se sentirá melhor, pelo resto de sua vida, se souber que tentou ser o melhor que pode ser e não se curvou às forças de uma realidade que tentam impor a ele. Adversários, fãs e sofasistas.

Notas relacionadas:

  1. Decisões
  2. Progresso
  3. Valeu
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:04

Tamborim x Balalaica

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Lá nos cafundós da Rússia o Brasil tentará, mais uma vez, voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis. Infelizmente desde o fim da era Gustavo Kuerten a equipe tem colecionado uma série de fracassos e desiludido as expectativas. Fica a ver se será lá nos cafundós que isso se acertará, mas só o peru morre na véspera.

A equipe formada pela CBT é encorpada, preenche os requisitos da competição atual e a formação de uma equipe moderna. Pelo menos em termos de cargos e infra-estrutura está tudo lá e mais um pouco. Se os escolhidos são os melhores é o que determina o sucesso ou não.

A dificuldade real começa por jogar fora de casa, em um país que conseguiu formar uma certa tradição nos últimos anos. O problema ameniza quando se verifica que os russos não têm mais um time temível, nem os indivíduos que faziam a diferença. Foram-se Kafelnikov, Safin e Davydenko. Ainda resta Youzhni, que não queria jogar e o técnico trouxe no laço e na chantagem emocional. Mas, mesmo ele já não é o mesmo perigo, apesar de ser um “jogador de Davis”.

O Brasil não surpreendeu com seus singlistas. Bellucci e Ricardo Mello são as melhores opções. Bellucci porque é o nosso melhor tenista – ver o ranking – mesmo não tendo mostrado o tal espírito de Copa Davis. Ricardo todo mundo sabe do que é, ou não, capaz. E já mostrou que cresce na competição, o que conta. Desta vez o técnico/capitão levou dois singlistas e dois duplistas, formação ideal e com seus riscos. Se um dos singlistas ficar dodói é um problemaço.

Os russos surpreenderam. Escalaram Youzhny, nenhuma surpresa aí, que enfrenta Melo. Mas, deixaram Tursunov fora e colocaram Andreev para enfrentar Bellucci. Das duas uma: ou o técnico/capitão Tarpicshev, que manda mais no tênis russo do que o pessoal da antiga KGB, sabe algo que não sabemos, o que não seria nenhuma novidade, ou a arrogância do Capitão pode custar caro.

Técnico surpreender a todos não é nenhuma novidade. Ele sabe todas as cartas do baralho e nós só sabemos as que ele quer mostrar. Mas, se ele quis poupar o Tursonov, por alguma razão, ou mesmo para as duplas, achando que o Youzhny ganha de qualquer jeito do Mello e o Andreev pode bater o Belo, o Czar pode cair do cavalo legal.

Mais uma vez o sucesso do nosso time passa pelo Bellucci. Ou ele joga ou nós toma. O Ricardo perder é esperado, mas, pelo o que jogou com o Simon em Nova York, dá para fazer uma fezinha bacana no campineiro. O jogo do Thomas é mais para ele do que para o adversário. O cara não joga bem faz tempo, tem um ranking bem pior e na única vez que se enfrentaram o brasileiro venceu (Gstaad 09). Os dois se dão melhor no saibro – então o Belo que ganhe.

Considerando um 1×1 após a sexta-feira, a perestroika russa pode azedar nas duplas do sábado. Os nossos – Melo/Soares – são mais duplistas, independente de quem entre em quadra pelos russos. O que é legal, mas tem um detalhe: a responsabilidade da dupla pão de queijo. Precisam ganhar ou vencer.

O terceiro dia eu deixo em aberto. Só garanto uma coisa. Se o Brasil abrir 2×1 para o Domingo, o tamborim pode tocar mais alto do que a balalaica e o estádio de Kazan pode se tornar um Gulag para Tarpicshev e seus camaradas.

A garotada vai invadir e pode tomar conta.

Notas relacionadas:

  1. Decisões
  2. Merecendo
  3. Grande jogador
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terça-feira, 30 de agosto de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:19

Padrões

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Boa parte dos comentários dos meus leitores diz que o problema de Thomaz Bellucci é um caso mental e que a solução deveria ser a procura de um psicólogo. Simplista.

O mental é o grande diferencial de um tenista, mais do que em qualquer outro esporte, só o golfe na mesma linha. Um tenista com bons golpes, excelente físico e sem a parte mental no mesmo padrão do resto do arsenal está tão perdido quanto cego em dia de procissão.

Na semana passada, estive em uma palestra com Gustavo Kuerten, da qual oportunamente darei mais detalhes, onde isso ficou ainda mais evidente. Gustavo não seria, nem de longe, o tenista que foi, se não fosse pelo seu brilhante e diferenciado mental. A diferença entre um numero 1 do mundo, com um determinado arsenal técnico, e o mesmo arsenal sem o mental, é que este será #200 do mundo, com sorte.

Bellucci é, entre outras coisas, uma personalidade introvertida, para o bem e o mal. Essa personalidade, que o mantêm focado e determinado em seu trabalho, ao contrário de tantos outros, o possibilitou ser o melhor tenista brasileiro desde o fim da era Kuerten e a estar entre os 20 melhores do mundo. O que não é pouco.

Essa mesma personalidade tem também outros aspectos. Dificuldade de comunicação e de ser expansivo, por exemplo, e uma determinada miopia para certas coisas. Tem também o fato de guardar suas emoções, mais do que um ser mais expansivo, por exemplo. No fim das contas, as variáveis são tão infinitas quanto as impressões digitais.

Os torcedores brasileiros, herdeiros, também para o bem e para o mal, da cultura futebolística, tendem analizar atletas pelo prisma emocional, o que sabemos bem qual é o resultado.

O fato é que estamos no tênis, como não poderia deixar de ser, focados na carreira do brasileiro e de um ou outro ídolo. Esses ídolos, até para serem campeões, oscilam bem menos. Mas o fato é que tenistas oscilam muito, porque, como já disse antes, é o “jogo do diabo”, exigindo demais do aspecto mental. Quem joga, sabe, que não joga…. Mas não se pode esperar que todos sejam fortes mentalmente como Nadal.

Que Thomaz não está no mesmo padrão de Gustavo Kuerten, e de outros tenistas atuais melhores classificados, é um fato óbvio. Não precisa nenhum gênio ficar se descabelando tentando nos convencer disso. O tenista é um ser em constante transformação e tem que se provar a cada jogo. Não tem esse negócio de ganhar um evento a cada tantos anos e colocar a medalha no peito. São vários leões por semana, a cada semana.

Bellucci tem muito que aprender. Tanto em quadra como fora. Sei que tem a ambição de fazê-lo dentro, desconheço seus planos fora. No entanto, mesmo que isso não seja totalmente claro a princípio, uma coisa caminha com a outra. Especialmente no aspecto emocional.

O rapaz parece ter alguns padrões negativos que o levam à derrota com uma constância terrível. Não sei dizer, à distância, se é um caso de psicólogo ou se o técnico resolverá. Nunca é tão simples como parece ser de longe. Não custa lembrar que, nesse quesito, o pupilo original de Passos foi um “pacote” que veio pronto. A realidade agora é bem outra – uma outra galáxia emocional – e olhe que galáxias são grandes.

O que tenho percebido, novamente à distância, é que as instruções técnicas de Larri Passos são colocadas em prática por Thomaz Bellucci, e surtem seus efeitos, até enquanto este tem o controle de seu emocional. A partir do momento que o tenista o perde, por uma razão ou outra, quase sempre em consequência de um pequeno tropeço que seja do jogo, algo totalmente previsível e normal dentro de uma partida, as instruções e o plano tático vai para a cucuia. Ontem o estopim veio por conta de um pequeno incidente com o juiz de cadeira. Quase que insignificante.

Thomas foi um tenista até os 2×0 em sets e o break acima. Ele sacou em 3×2 e foi quebrado. Um fato normal. O que ele fez disso é que não é normal. Após perder essa vantagem, começou o derretimento emocional que culminou com o ridículo quinto set e seus acontecimentos, algo que deve estar latejando na cabeça do brasileiro até agora e por mais algum tempo. Esse tipo de derrota dói muito. E dói mais para ele do que para qualquer um de nós.

O que Thomaz fará para sanar esses desvios, que aparecem com uma freqüência maior do que ele, ou seus fãs gostariam, determinará o tamanho de seu sucesso em quadra, com mais certeza do que os acertos estratégicos e técnicos que está buscando, no que também está certo em tentar.

Como, e onde, ele buscará esse acerto, e se conseguirá reverter o quadro atual, é algo que ele nos apresentará e nós, fãs do tênis, acompanharemos, torcendo e comentando. Espero que sem muitas pedras na mão, porque senão pouco acrescenta e, como eu já escrevi, diz mais sobre o crítico do que sobre o criticado.

Thomaz e Larri – uma parceria em busca de melhores resultados.

Notas relacionadas:

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Autor: paulocleto Tags:

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