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terça-feira, 20 de outubro de 2009 Light, Tênis Masculino | 11:26

Programa sueco

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Esta semana, a partir de quinta-feira, estarei comentando o Torneio de Estocolmo na ESPN-Brasil. O evento, um dos últimos da temporada, tem como estrelas o dono da casa Robin Soderling, Tommy Haas, J. C. Ferrero e Juan Monaco. Para nós tem a participação de Thomas Bellucci, com uma boa chave para progredir e, esperamos, estar vivo ainda na quinta-feira.

O que promete dar IBOPE em Estocolmo não está acontecendo nas quadras, mas envolve dois tenistas, ainda não identificados. A história, ainda nebulosa, diz que os dois entravam no hotel dos jogadores acompanhados de duas prostitutas suecas, quando foram abordados e presos pela polícia local.

Para mim isso é mal entendido, coisa de polícia tentando fazer um exemplo com estrangeiros, que são os principais acusados de turismo sexual por lá, ou , na pior das hipóteses, dois tremendos incompetentes e preguiçosos tentando se dar bem.

É interessante e intrigante o fato que a Suécia não é exatamente um lugar difícil para se encontrar companhia, sem ter que pagar por ela, principalmente para jogadores, que são sempre assediados por belas mulheres. Por que então o programa?

A lei na Suécia, um tanto peculiar e com uma moral avessa ao padrão, diz que é proibido pagar por sexo, mas não é proibido vender. Ou seja, o freguês vai em cana, mas as moças podem continuar rodando suas louras bolsinhas. Segundos a legislação local, prostituição é uma violência dos homens contra as mulheres. A lei tem boa repercusão entre o público, mas tem tambem seus críticos, já que leva a prostituição para o underground e envolve tipos criminosos na atividade.

O diretor do torneio diz que o caso não vai interferir na participação dos jogadores e, suspeito, a coisa acaba por aqui.

Swedish Estocolmo – Programa perigoso

Notas relacionadas:

  1. Acachapante
  2. Duas bolas
  3. Wimbledon ou sexo?
Autor: paulocleto Tags: , , , , ,

segunda-feira, 19 de outubro de 2009 Light, Tênis Masculino | 18:45

Wimbledon ou sexo?

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Os britânicos estiveram perto de ter dois tenistas entre os “Top 4” e um time forte o bastante para vencer a Copa Davis alguns anos seguidos. Como? Fazendo uma mágica que não é tão desconhecida por aí afora.

Em 2006 a federação inglesa e Novak Djokovic sentaram para conversar mais de uma vez, para que o sérvio recebesse um passaporte britânico e assim pudesse defender a Grã Bretanha, que na Copa Davis, ao contrário do futebol, joga por uma única bandeira.

Djoko confessa que a conversa chegou a ficar bem séria, mas que no fim das contas ele já não precisava tanto da grana como um dia precisou. O que os britânicos ofereciam nunca ficou claro. Mas com a montanha de Libras que ganham com Wimbledon e o magnífico centro de treinamentos em Roehampton, dá para se ter uma idéia do que podem ter oferecido a um jovem de 19 anos, que recém entrara entre os 100 do mundo, de um país sem tradição tenistica e destruído pela guerra.

Mas, àquela altura, Novak “Já tinha o bastante para viajar com um técnico”. Ele diz que, no frigir dos ovos, não fechou porque preferiu ficar como sérvio, o que talvez não seja totalmente transparente; porque então começar a conversa?

A situação estava bicuda em seu país e alguns atletas havia tido tinham tido problemas por conta da mesma situação. Talvez, como ele diz, se fosse pela Grã Bretanha teria jogado com tanta dedicação como vem jogando pela Sérvia, mas, no fundo, ele não teria sentido que realmente “pertencia”  ao novo país.

Ele costumava a jogar os torneios juvenis e era, segundo ele mesmo, o mais disciplinado de todos – com sacola arrumadinha nos mínimos detalhes, horários cumpridos etc. Sua primeira técnica o havia convencido que nada vem gratuitamente e disciplina teria que fazer parte perene de sua carreira.

A técnica lhe dizia a hora de ir para cama, como fazer seu dever de casa e insistia que ele nunca deveria beber coca-cola porque lhe faria mal. Novak confessa que se bebeu um total de um litro de coca-cola na vida é muito.

Eu acredito em cada palavra de Novak, até porque é um tenista que mostra claramente que a disciplina, a força mental e a determinação foram os diferenciais para conquistar o sucesso que teve até hoje na carreira. É um belo atleta e um exemplo, especialmente para os tenistas brasileiros, que têm que enfrentar algumas dificuldades semelhantes às que o sérvio enfrentou.

Acredito também, porque ele mostra, em conversa paralela, que, apesar da disciplina com a carreira, ainda mantem os pés na realidade. Perguntado o que é melhor – sexo ou ganhar – confessa que “nada, nada é melhor do que sexo, é o que Deus nos criou para fazer”. Mas perguntado se “não preferiria vencer Wimbledon a dar uma bela transada”. “Uhmm, me pergunte após eu vencer”.

Jelena Ristic - melhor do que a taça em Wimbledon?

Jelena Ristic - melhor do que a taça em Wimbledon?

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  1. Petit garçon
  2. Dúvidas
  3. Nostradamus de Las Vegas
Autor: paulocleto Tags: ,