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Posts com a Tag roland garros

domingo, 22 de maio de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:07

Começou

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O torneio de Roland Garros começou neste Domingo e não aconteceu muito. É o quinto ano que os franceses iniciam o evento no Domingo. Antes, começava na 2ª feira e o Domingo era um dia de festa, exibições de 9 games e bilheteria para caridade. A primeira e a ultima continuam, mas agora as partidas são oficiais, apesar de usarem bem menos quadras e, consequentemente, menos partidas acontecem. Desafoga um pouco a 1ª rodada e deixa o pessoal que pode frequentar só os fins de semana mais felizes.

Quem não vai ficar muito feliz são os fãs do Thomaz Bellucci, que não vão poder acompanhar sua partida, já que não há câmeras na Quadra 4, onde ele joga. Talvez os fãs brasileiros fiquem mais contentes em saber que vão poder acompanhar a partida, ou pelo menos boa parte dela, entre Ricardo Melo e Mardy Fish.

Quem vai ficar feliz, com certeza, é fã do tênis em geral que verá, a partir das 7:30, na ESPN, as partidas de Novak Djokovic, que hoje completou 24 aninhos e é o centro das atenções em Paris, enfrentando holandês viajante Thiemo de Bakker, e a de Roger Federer, que pode, ou não, estar feliz por deixar de ser a grande estrela, ou mesmo a segunda, do evento, contra o sacador/voleador Feliciano Lopez, de quem ganhou as oito partidas que jogaram. É um petisco assistir esses dois, um após o outro – a Quadra Central estará lotada.

Outra partida que pode vir a ser interessante será entre Richard Gasquet e o checo Radek “Galã de Praga” Stepanek. Dois tenistas talentosos e de estilos distintos. Duvido que mostrem muito, mas algo devem mostrar dessa partida. Eu adoraria ver.

A ESPN-BRASIL mostrará a partida de Del Potro e o “corta-fisico” sacador Karlovic a partir da 6h. Mas a idéia é quando começar o Ricardo Melo é mostrar esse jogo e flashs do argentino. O hermano deve mostrar com quantos paus se faz uma jangada, pelo menos após pegar o jeito do serviço, o que deve demorar um set.
 
Entre as mulheres, devemos ver alguma coisa da “Cruzadinha” Wozniacki e a coroa/gueisha Kimiko Date, de 40 anos e sempre perigosa.

Notas relacionadas:

  1. O esperado.
  2. Domingão em Paris
  3. Vai começar
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sexta-feira, 20 de maio de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:07

A chave de Roland Garros

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Rafael Nadal sorteou a chave feminina e Ana Ivanovic a chave masculina. Os dois devem ter ficado contentes com o desempenho do colega. Aninha tirou John Isner, o sacador de 2m de altura que vai comer o pão que o diabo amassou no saibro, nas mãos do Animal. Rafa retribuiu a gentileza, tirando o nome da sueca Johanna Larson, #66 no ranking.

Nadal, que gosta de jogos curtos em Paris, pode vir a encarar Davydenko na 3ª rodada, O russo não ganha mais nada, mas é dos poucos que tem mais vitórias do que derrotas contra o espanhol.

Nessa chave, Verdasco enfrenta Juan Monaco e Soderling corre por baixo. O sueco poderia enfrentar o espanhol nas quartas de final.

Na 2ª parte da chave superior, Murray olha e não vê ninguém que possa lhe incomodar – só se começar a procurar sarna para se coçar, o que não lhe seria estranho. Pode caminhar até as quartas sem susto – no caso dele é arriscado escrever isso – onde enfrentaria Melzer ou Troiscki.

Na chave de baixo, Novak Djokovic chega falando grosso contra o fantasma holandês De Bakker. Pode pegar na 2ª rodada Del Potro ou Gulbis, dois francos atiradores a esta altura; o letão sempre, o argentino pelas circunstancias.
 
Mais acima está o brasileiro Bellucci, que enfrenta o talentoso Golubev, que enfrenta sérios problemas de confiança; não ganhou uma partida em 5 torneios no saibro – não vai me inventar agora. Thomaz enfrentaria o vencedor do italiano Seppi e do russo Gabashvili, dois caras que sabem jogar no saibro, mas que, a esta altura, o paulista deve saber como lidar com. Em uma 3ª rodada, poderia enfrentar o francês Gasquet, que vem jogando bem, mas aperta direitinho quando joga em RG. Temerário falar sobre uma próxima rodada, que seria contra o sérvio-babão.

Na 2ª parte dessa chave, Federer enfrenta o freguês Feliciano Lopez. Tem o Dodig, que é fantasmaço, na 2ª rodada e o Tsonga ou Wawrinka na 3ª rodada. Mais acima, Ferrer e Monfils vão brigar para ver quem incomodaria Federer que, com essa chave, só sofre se quiser – e atualmente vem querendo.

Só para ficar claro; Nadal está na chave de Soderling e depois Murray. Djoko está na chave do Bellucci e Berdich. Federer na do Ferrer. E o Ricardo Melo pega o Mardy Fish na 1a rodada.
Na chave feminina, as Williams não jogam. Caroline Cruzadinha está na chave da Hantuchova e da Kuznetsova. Mais abaixo, a fortinha Stosur na chave da maluquete Bartoli. Mais abaixo ainda, Zvonareva colide com a atual campeã Schiavonne nas quartas.

Na chave de baixo, Clijsters, voltando de contusão, na chave da bonitinha Kirilenko e da ex-dançarina Petkovic. Sharapova, a mais simpática das tenistas, enfrenta Marjiana Lucic, que um dia era para ser a melhor de todas, antes de brigar com um pai daqueles. A russa está na chave da estranha Radwanska.
 
Por fim, a cabeça #4 Azarenka, mais imprevisível que bumbum de nenê, mais igualmente perigosa, está na chave da Li e da talentosa e perigosa Petra Kvitova.

Aninha e Nadal – sorte nas mãos.

Notas relacionadas:

  1. Sacando/voleando em Roland Garros
  2. A hora do turismo.
  3. Lafayette
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Grand Slam, Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:27

Lafayette

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Todo brasileiro, talvez melhor toda brasileira, que vai a Paris, logo descobre as Galerias Lafayette, o mais tradicional magazine, ou shopping, de Paris. Como os organizadores estão sempre buscando um lugar típico da cidade para uma “oportunidade fotográfica” para divulgar o evento, e a cidade, mundo afora, desta vez o escolhido foi o teto das galerias.

O pessoal de Roland Garros não brinca em serviço com seu evento e fizeram uma mini quadra de saibro no teto. Nas fotos dá para ver que o saibro é igual ao de RG e que não daria para jogar uma partida por ali. Mas com uma vista daquelas quem se importa.

Nas fotos vemos os convidados para a visita e o bate bola: Richard Gasquet, Jo Tsonga, Sam Stosur, Aninha Ivanovic, o que deixa de ótimo tamanho e alguns pegadores de bola. Na foto com os troféus do torneio, masculino e feminino, que os tenistas levam uma miniatura para casa, o fundo a mais bela cidade do mundo, com vistas ao longe da Madelaine e a Torre Eiffel e logo próximo os fundos da Ópera Garnier de Paris.
 
Por essas e outras é um evento único e o meu preferido.

Notas relacionadas:

  1. Arrojo protelado.
  2. Arrojo protelado.
  3. Arrojo protelado.
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domingo, 10 de abril de 2011 História, Tênis Masculino | 20:54

Campeão do público

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Já faz algum tempo o tenista Yannick Noah vem ganhando a vida, se é que ele precisa fazê-lo, como cantor em uma banda, sem deixar de fazer algumas, raras, exibições tenisticas. O pessoal do torneio Masters que deve acontecer em São Paulo em Maio tentou trazê-lo – ele sempre foi um fã do Brasil e dos brasileiros, mas Noah tem um compromisso musical na mesma época e sua presença vai ficar para outra oportunidade.

Yannick voltou às manchetes internacionais – porque na França é sempre notícia – este fim de semana por conta de uma ameaça de morte que sofreu pouco antes de um concerto com sua banda na cidade de Roanne, França. O tenista/cantor levou a carta que recebeu no hotel à polícia, prestou a queixa, mas seguiu com a apresentação. Felizmente, como acontece na maioria das vezes, ficou só na covardia da ameaça.

Noah é um daqueles tenistas que faz falta no circuito, por conta de sua personalidade e seu tênis arrojado – ele foi o ultimo francês a vencer Roland Garros e oúltimo a fazê-lo sacando e voleando. Foi a ultima vez de fato que os franceses foram ao delírio, pois eles nunca conseguiram se emocionar com canadense/francesa Mary Pierce, a última a ganhar em Paris que era mais complicada do que falar grego.

Extremamente simpático e divertido ele era o inverso de Pierce – a Quadra Central adorava torcer por ele. O francês/camarones encantava a todos. Chegou a vir ao Torneio de Itaparica, mas só para jogar futebol durante o dia e dançar á noite, se recusando a participar do evento. Lembro que ele subiu no vôo da Air France de volta a Paris, após passar três dias de folia na ilha, de shorts, camiseta regata e descalço – e posso garantir que não era amigo de um chuveiro. Ninguém levantou um dedo para impedi-lo de tomar seu assento na 1ª classe.

Atualmente passa ainda um bom tempo nos EUA, para onde mudou após encerrar a carreira. Seu filho estudou por lá e joga no Chicago Bulls, o mesmo time que jogava Michael Jordan. Desde que conseguiu deslanchar a carreira de cantor voltou a passar um bom tempo em Paris. Gostava do Brasil pela negritude, pelo futebol, pela música e, presumo, as pessoas. Presta uma homenagem ao país, sendo sócio de um restaurante, na sofisticada ilha de St Barthelemy, chamado “Do Brasil”. Paga um tributo mais sutil com a música do vídeo abaixo.


Notas relacionadas:

  1. Hors D’oeuvres
  2. A hora do turismo.
  3. Ficamos em Paris
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:44

Ficamos em Paris

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Para mim essa eleição de Domingo, onde a Federação Francesa votou a permanência do Aberto da França no Estádio Roland Garros, tinha suas cartas marcadas.

Eu já havia escrito a respeito do assunto mais uma vez, por conta da importância do tema. Os franceses flertavam com a idéia de mudar o local de seu Grand Slam, algo que os americanos e australianos fizeram com sucesso e os ingleses nem sonham em fazer.

Ainda acho que foi tudo um jogo de cena para conseguir o que queriam, ou máximo possível, da prefeitura de Paris. Para tirar o torneio da Porte D´Auteuil três prefeituras próximas a Paris fizeram e apresentaram seus planos à Federação. Todas elas contemplavam um local maior e mais arejado, o maior problema de Roland Garros, e um salto ao futuro, assim como fizeram os australianos. Não conseguiram convencer os conselheiros da FFT.

O diferencial foi a cidade de Paris – e como competir com a cidade mais charmosa do planeta? Eu sou um que ficaria indignadíssimo se tivesse que viajar 30 a 40 km diariamente para ir ao torneio, porque não me vejo ir ao Aberto da França e não me hospedar em St. Germain.

Como quase sempre, há o outro lado da moeda; se tornou extremamente desagradável o problema da lotação do local, para o público, os tenistas e a imprensa. Muitas pessoas, pouco espaço, especialmente nas quadras secundárias, o que tornou assistir partidas nesses locais um desgosto. Por conta disso e outros pontos, a mudança tinha vários defensores, incluindo Amelie Mauresmo, que deixou claro a sua preferência pela mudança. A moça diz que faltou visão e coragem à Federação.

As cidades candidatas foram Versailles, Gonesse e Marne-la-Valle, local da EuroDisney. Como eram quatro propostas, a federação foi realizando votações onde a cada vez uma proposta era eliminada. Na 1ª eliminaram Gonesse, depois Varsailles e por fim Marne, em uma votação que Paris teve 70% dos votos.

Roland Garros ganhará 5 hectares da prefeitura, poderá usar parte do clube Jean Bouin, onde até a poucos anos realizava o qualifying, o centro de treinamento da FFT deixará Roland Garros e irá para o estádio George Hebert, a menos de 2 km do atual, a Quadra Central ganhará um teto retrátil para os dias de chuva e jogos noturnos (lembrando que a luz natural só acaba às 22h em Paris e até não se jogou à noite no torneio) e o empréstimo do local pela Prefeitura será estendido para os próximos 99 anos.

É óbvio que a tradição do local e o charme da cidade falaram mais alto do que a praticidade e modernidade das alternativas. Se a decisão foi correta o tempo dirá. Enquanto isso eu fico pelas charmosas ruas do Quartier Latin.

Ficamos em Paris e a Quadra Central ganhará um teto.

Notas relacionadas:

  1. Tem que ser em Paris
  2. Brazucas em Paris
  3. Alma
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010 Grand Slam, História | 10:48

Alma

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O suspense sobre o futuro de Roland Garros persiste. Esta semana, o presidente da FFT declarou que a nova boa notícia para manter vivo o Projeto “Roland Garros em Roland Garros” deu um passo a frente. A federação conseguiu uma concessão para o uso das quadras do tradicional Clube Jean Bouin onde, até poucos anos, era realizado o qualifyng de Roland Garros. O clube abriga 17 quadras de tênis e um estádio de rugby para 12 mil pessoas, que deve  passar por uma mega-reforma, fica a cerca de 200 m de uma das laterais do estádio de Roland Garros e vizinho do Parc des Princes, onde joga  o “Paris Saint Germain”, o clube que fez de Raí um ídolo na França.

Apesar desse possível acerto, ainda há boas chances de Roland Garros partir para subúrbios de Paris como Versailles, Marne La Valle e Gonesse. A decisão final deve acontecer na Assembléia da Federação Francesa em fevereiro, com a possível construção de um novo complexo, em Roland Garros ou longe dele, estar pronta entre 2015 e 2016.

Vale lembrar que o U. S. Open realizou essa mudança em 1978, ao sair do tradicional West Side Tennis Club em Forest Hills para o Coronna Park em Queens, assim como os australianos saíram em 1988 de Kooyoung para o Melbourne Park.

Os franceses afirmam que um fator preponderante na decisão é a alma existente no complexo de Roland Garros, mas circunstâncias incontornáveis, como a má vontade da prefeitura atual de Paris, podem determinar a mudança, o que seria uma grande pena.

 Stade Jean Bouin – quadras de tênis e estádio de  rugbi.

Notas relacionadas:

  1. Brazucas em Paris
  2. Blefando?
  3. A hora do turismo.
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sábado, 5 de junho de 2010 Grand Slam, Tênis Feminino | 18:53

Passione.

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Que prazer foi comentar uma final diferente, de uma maneira tão interessante, das que vem acontecendo nos últimos anos. Não é por nada, e dispenso os comentários raivosos de fanáticos ofendidos, mas comentar, seguidamente, partidas do estilo das Safinas, das Venus, das Shrapovas ninguém merece. Não deixa de ser impressionante o que esses mulherões são capazes de fazer com as coitadas das bolinhas, mas um pouco de variedade, criatividade e finesse são muito bem vindas.

A Sam Stosur é uma típica tenista formada em quadras de grama, com golpes curtos, bons voleios e um ótimo saque “kick”. Quando, como juvenil, começou a jogar sobre o saibro, quase foi à loucura, pois queria resolver os pontos na primeira bola. De lá para cá aprendeu a domar o espírito e a controlar os golpes, tornando-se uma tenista “all around”. Será interessante ver o que será capaz de fazer nas quadras mais rápidas de Londres e Nova York.

Garra vale mais do que técnica, me perguntaram no início da transmissão? Só posso dizer que uma vale pouco sem a outra. Os grandes atletas são uma harmonia, mesmo que desequilibrada, dessas duas qualidades.

Francesca Schiavone ficou com o título porque sempre sonhou com ele. Desde criança, lembra seu pai, ela sonhou com Roland Garros, um torneio nunca vencido por uma italiana. A cada manhã, disse ele, ela acordava e trabalhava para fazer algo como isso, se referindo à conquista.

Francesca se preparou para essa final a vida toda e o dia que o destino a colocou no palco, ela sabia exatamente qual era seu papel e o que fazer. Não vi dúvida em seu semblante durante a partida. Talvez em um único game, quando teve seu serviço quebrado no início do segundo set. Muito pouco para uma partida de tal importância. Durante todo o resto foi o espelho da paixão e entrega pelo tênis, aliada à garra, coragem e busca incessante pela vitória.

Ao contrário de muito tenista que anda por aí, acreditando que seus vestidinhos “fashion” possam fazer a diferença na hora da onça beber água, Francesca não quis que o destino ou os erros da adversária decidissem se ela seria feliz o resto da sua vida. Foi atrás do que era seu, agarrou com as duas mãos e, quando necessário, esteve pronta para arrancar das mãos das adversárias.

Para o resto de sua existência, Francesca, que já ajudou a Itália vencer em duas ocasiões a Fed Cup, um evento tão emocional quanto a Copa Davis, poderá abrir aquele sorriso gostoso e dizer orgulhosa que foi, verdadeiramente, uma campeã em Roland Garros.

Francesaca – paixão em quadra, que delícia de ver.

Notas relacionadas:

  1. Arrojo protelado.
  2. A hora do turismo.
  3. Doeu.
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quinta-feira, 3 de junho de 2010 Grand Slam, Tênis Feminino | 23:01

Doeu.

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Já vi muita estória mal contada, mas esse abandono da Elena Dementieva é uma uva. A moça jogou um set inteiro sem mostrar um sinal de dor. Não chamou fisioterapeuta em quadra uma única vez. Nas entrevistas, explicou que as dores eram na panturrilha e que não dava para sequer andar!?? Correu atrás de tudo até o fim do set! Uma jornalista a interpelou na entrevista, dizendo que falara com sua mãe/técnica momentos antes e que esta dissera que o problema é no tornozelo. Elena retrucou “não quero entrar em detalhes, vamos deixar pela panturrilha.” Dois dias atrás ela usou uma faixa na coxa – hoje usou um emplastro na panturrilha. Está certo que a panturrilha é perto do tornozelo, mas não é a mesma coisa, nem de longe. Para mim a “contusão” é mais para cima. O problema não é meu, nem a perna é minha, e não posso fazer suposições. Mas posso escrever algo, afinal, era a semifinal de um Grand Slam, com um estádio lotado e TV para o mundo inteiro e não deveria ser assim como foi.

Elena – não dava para andar?!

Notas relacionadas:

  1. Lógica feminina
  2. Frações
  3. Bloqueio no HD
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quinta-feira, 27 de maio de 2010 Grand Slam | 21:03

Caos controlado.

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Os meus jornais desde Domingo estão dobrados à minha frente, enquanto tento fazer outras tarefas mais urgentes. Confesso que para ir ao clube bater uma bola consegui encontrar um tempinho. Mas isso, para mim, é tão vital como uma refeição, em especial durante estes dias em que sou obrigado a passar horas sentado em um ambiente inóspito, no subsolo, sem janelas, totalmente vedado e com o ar refrigerado permanentemente ligado.

Hoje, mais uma vez, o dia em Roland Garros foi difícil para tenistas, público, organizadores e outras pessoas de alguma forma ligadas ao evento. Sempre que a chuva cai, a incerteza gera uma série de estresses administrados de diferentes formas pelos envolvidos. A única constante é a intranquilidade que toma conta de tudo e todos.

Escrevi anteriormente sobre essas angústias dos atletas. Mas o público também sofre e por vezes acabando por desistir de passar o dia em uma situação de desconforto e sem a certeza do que poderá assistir. A organização sofre ao tentar agradar a todos, sendo que os conflitos de interesse são enormes e muitas vezes incontornáveis.

Outros envolvidos, dos pegadores de bolas às centenas envolvidos na infra-estrutura do evento à imprensa in loco, assim como ao redor do mundo, passam a ter que se ajustar às mudanças e incertezas, o que nem sempre é possível ou realizado da melhor forma. Um caos. Um caos controlado, mas um caos.

De tudo o que aconteceu – e suas consequências, como a que mencionei no post anterior – a que melhor caracterizará esse caos controlado é a performance Bracaleonesca da organização, ao lidar com o fim do dia e o fim da partida entre Gael Monfils e Fabio Fognini na noite de ontem.

Como tantas vezes acontece no dia a dia de nossas vidas, as pessoas acabam se confundindo e se complicando, por seguir as regras como foram pré-determinadas, deixando o bom senso de lado.

Cerca de 22 partidas foram canceladas, com os tenistas passando por todo o estresse de um dia de jogo sem jogo. Além disso, os que eventualmente vencerem amanhã, devem voltar a jogar no dia seguinte, assim como já acontece com Murray e Baghdatis que, após vencerem hoje, se enfrentam amanhã.

Quanto a mim, terei que acordar lá pelas 5:30h da manhã, já que às 7h estarei comentando a partida do brasileiro Thomas Bellucci (não deixem de acompanhar o brasileiro na ESPN), que jogou dois sets hoje, pode jogar mais três amanhã e, quiçá, mais cinco depois de amanhã.

Veja abaixo diferentes versões, e línguas, do tumultuoso jogo entre Monfils e Fognini. Para quem perdeu o que os canis ESPN mostraram, ontem e hoje.

Notas relacionadas:

  1. Brazucas em Paris
  2. Definindo
  3. A hora do turismo.
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terça-feira, 18 de maio de 2010 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 08:37

A hora do turismo.

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Além de Giles Simon e Nikolay Davidenko, o argentino Pança Nalbandian está fora de Roland Garros. O argentino ficou meses afastado das quadras por conta de uma cirurgia nos quadris, mas o que o afasta de Paris são dores no tornozelo.

Aos poucos os tenistas começam a chegar a Paris, que hoje amanheceu um pouco mais quente do que os outros dias, mais próximo do clima que se espera durante Roland Garros. É realmente incrível como uma semana ou duas faz uma diferença na temperatura nesta época na Europa.

Também por isso os franceses não abrem mão da data, sempre a ultima semana de Maio, o que deixa o evento um tanto em cima de Wimbledon, jogado na grama, duas semanas após o término do GS francês. Porém é claro que uma semana antes da data tradicional seria um risco em termos de clima.

Os jogadores que vivem na Europa chegam mais lá pela quinta-feira, já que estão treinando quase que em condições semelhantes e estão a praticamente uma hora de vôo ou pouco mais.

Os que vêm do Novo Mundo e não estão jogando torneios pela Europa já começam a aparecer, até para irem se acostumando com as cinco horas de fuso horário, que podem ser algo bem inconveniente. Garanto que é um inferno acordar cedo quando se vem do oeste. Além disso, é praticamente a única hora que eles podem se dar ao luxo de fazer um pouco de turismo pela cidade-luz.

Turismo – ao lado do Jardim de Luxemburgo, na frente do Panthéon.

Notas relacionadas:

  1. Tem que ser em Paris
  2. Hors D’oeuvres
  3. Deu pena.
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última