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Posts com a Tag roland garros

segunda-feira, 13 de junho de 2011 O leitor escreve, Tênis Masculino | 11:51

Leitor em Paris

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Mais uma vez um leitor, Alexandre Macedo da Penha, tem o trabalho e a cortesia de nos enviar seu relato, e fotos, sobre sua visita a um torneio – Roland Garros. Adicionando ao interesse, Alexandre nos conta como foi que adquiriu ingressos, algo que nossos leitores estão sempre perguntando.  Como é quase sempre o fato, inclusive para mim, a visita a Roland Garros é mais um caso de emoções do que qualquer outra coisa. Agradeço.                        

Impressões sobre Roland Garros 2011

Vou relatar as impressões sobre minha primeira ida ao torneio de Roland Garros, edição de 2011. São impressões puramente emocionais e leigas.

Comecei a planejar a viagem e ida ao torneio no fim do ano passado (2010) e procurei saber com algumas pessoas que já tinham ido sobre a compra de ingressos. Fiz meu cadastro no site oficial do torneio e fiquei aguardando a data inicial para comprá-los. Essa data foi no dia 23 de fevereiro. Acessei o site às 8 horas, fiquei esperando na fila de acesso por 1 hora e só consegui comprar um ingresso para o segundo dia (segunda-feira, 23/5). Quando fui tentar comprar outro ingresso para o quarto dia, não havia mais ingressos. Como não queria ir somente para um dia, contatei uma agência conhecida de São Paulo que lida somente com torneios de tênis e comprei o outro ingresso por 5 vezes o valor original do bilhete.

Da confirmação da compra dos bilhetes até a entrada no complexo de Roland Garros, tive que conter a ansiedade, principalmente nos dias próximos ao torneio. O acesso da Champs Elysees (próximo onde estava hospedado) foi feito de metrô, bem tranqüilo. Percebe-se várias pessoas que também estão indo ao torneio. Ao descer da estação e caminhar até a entrada do complexo, a emoção aumentava e a atmosfera do torneio já tomava conta da região.

 A entrada para as quadras, para minha surpresa e contrário a alguns comentários, foi tranquila e bem organizada. Ao entrar me veio à memória um fato que me ocorreu há 33 anos, qunado meu pai me levou pela primeira vez ao Maracanã para assistir uma partida do querido Vasco da Gama. Foram sensações que se misturaram, pois entrar naquele templo do futebol aos 8 anos foi uma emoção que até hoje não esqueço. Em Roland Garros, confesso que a emoção não foi a mesma, até mesmo porque ao 42 anos já não nos emocionamos tão facilmente, mas foi uma sensação diferenciada e tive a certeza de ser um privilegiado por estar naquele local.

 No princípio fiquei um pouco perdido, pois as indicações das quadras não são muito claras, e como cheguei a Paris na noite anterior, não tive como ver a programação das quadras. Também não é fácil obtê-las, aí percebi que tinha que comprar por 2 euros o jornalzinho do torneio. A partir daí, ficou muito mais fácil para me programar e assistir os jogos das quadras auxiliares e da Philippe Chatrier.

 O torneio, apesar dessas pequenas deficiências com relação a indicações das quadras, é muito bem organizado, e as pessoas que trabalham (na maioria jovens) são muito simpáticas e falam várias línguas.

 A atmosfera, tanto dentro das quadras quanto no complexo, é fantástica: são torcedores e amantes do tênis que entendem do esporte e o respeitam muito e que, mesmo torcendo por seus favoritos, sempre respeitam o jogo e os jogadores. As exceções são contidas muito rapidamente e com eficiência.

 Apesar de tudo funcionar bem, fica a sensação de que realmente o torneio tem que conseguir ampliar seu espaço físico, pois quando acaba um jogo na Philippe Chatrier, ou o jogo não é tão interessante nessa quadra, fica uma aglomeração muito grande no complexo e o acesso às quadras auxiliares fica impraticável. Mas no geral o torneio é bem organizado e não se pode reclamar de falta de conforto nos espaços oferecidos, principalmente com relação aos banheiros, restaurantes, bares e lojas.

Deixo agora algumas impressões sobre os jogos e alguns jogadores que vi, como Federer, Djokovic, Monfils, Bellucci, Berdych, Feliciano Lopes, Hanescu, os irmãos Bryan, Schiavone, Wozniacki, Murray , Gasquet (esses dois últimos treinando) e outros.

O que mais me impressionou foi Federer, que, como me diz um amigo espanhol, se parece com  Zidane jogando, dá a impressão de que está flutuando, é um deleite ver o “cara” jogar.

Djokovic, nas duas partidas que vi, estava sobrando, com uma confiança poucas vezes vista, batendo e se movimentando acima da média.

Monfils é um jogador com um físico fabuloso e com uns “tiros” de direita impressionantes, mas a cabeça não ajuda muito.

Bellucci jogava com confiança, mas às vezes parece que demora um pouco a fazer a leitura do jogo.

Mais um dos leitores que teve o trabalho e a cortesia de enviar seu relato e fotos de sua aventura em Roland Garros. Adicionando ao interesse, ele nos conta como conseguiu seus ingressos.

Mas os que me impressionaram muito foi ver os “brothers” Bryan jogando, têm muito entrosamento, movimentação e na rede intimidam os adversários.
 
 Para finalizar, quero dizer que fiz esses comentários para tentar repassar um pouco daquilo que foi a realização de um dos sonhos que tinha, ir àquele que considero o Maracanã do tênis, misturando emoções e prazer ao ver uma espetáculo que jamais esquecerei, tanto quanto aquele que presenciei no distante 1978, no Estádio Mário Filho.

 

 

Notas relacionadas:

  1. Brazucas em Paris
  2. Ficamos em Paris
  3. Emoção
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terça-feira, 7 de junho de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:57

Emoção

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Fechando o torneio de Roland Garros, coloco um vídeo que o leitor Santos Dumont garimpou na internet. Nele fica evidente o que acredito ser mais importante sobre o torneio. É um evento extremamente emocional. É assim que o vejo e estou na companhia, entre tantas outras pessoas que conheço, de nosso maior tenista, Gustavo Kuerten. Acho que esse vídeo, mais do que nada, fala sobre isso: emoção. Em Paris. Em Roland Garros.

Notas relacionadas:

  1. Brazucas em Paris
  2. Alma
  3. Ficamos em Paris
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domingo, 29 de maio de 2011 Grand Slam, Tênis Masculino | 21:34

Keaton

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Quando eu cheguei à ESPN hoje de manhã vi em um dos monitores da sala que a ESPN BRASIL  transmitiria a partida entre o Fabio Fognini e o Albert Montanes. Virei para o Romulo, meu companheiro de transmissão, e previ – isso aí vai longe.   Foi!

Também não precisa ser nenhum Bidu para saber. Bastava conhecer um pouco o estilo do Fognini. Ou só lembrar a partida do ano passado quando o “empurrador” italiano encontrou o “empurrador” francês Gael Monfils na mesma quadra. Demoraram dois dias para sair.

Naquela ocasião aconteceu de tudo um pouco, inclusive uma daquelas bobagens que os árbitros fazem ao deixarem rolar o jogo para ver se acaba, mesmo que a luz ambiente esteja pior do que a de um inferninho de quinta categoria. Um dos vídeos abaixo mostra as condições que os dois jogaram antes que interrompessem a partida.

Voltaram no dia seguinte e o italiano venceu a partida por 9/7 no quinto set após um sem numero de horas. Com isso, o rapaz adquiriu um know-how interessante, apesar de uso restrito. Pois não é que logo no ano seguinte o Buster Keaton da Cinecittá tem uma nova e idêntica oportunidade?!

Desta vez a partida foi até um pouquinho mais longa – 11/9 no quinto. Se no ano passado o jogo foi emocionante pelo suspense e o conflito de jogar com um tenista da casa, com a torcida contra, e a duvida se a partida terminaria ou não, com o publico apupando a cada vez que se fazia menção de suspender o jogo, hoje o drama foi outro.
Fabio começou a ter cãimbras e a dar sinal de que não conseguiria terminar o jogo. Todas as nuanças do que aconteceu no quinto set são impossíveis de transmitir aqui e não irei nem tentar. Só posso dizer que o Fognini às vezes está mais um Mastroiani do que um Panatta.

Em 6/7 15/30 o italiano, sem conseguir andar por conta das cãibras, parou o jogo para ser atendido. Voltou e ganhou o game. No 7/8 teve 2 match points contra e jogou como se não tivesse mais absolutamente nada a perder. Não perdeu o game.

Sem poder correr, sacava meio movimento e encurtava os pontos com bolas do estilo ou vai ou racha. Em 8/9 ele teve mais três match-points salvos nessa maneira. Nos intervalos recebia massagens milagrosas.

Vale lembrar que as regras atuais não permitem que o tenista receba tratamento por conta de cãibras. Por conta disso, só ele e a juíza, sim, era uma mulher, sabem o que foi dito para ele continuar recebendo vários tratamentos por algo que ficou bem claro que eram câimbras. Foi a mesma percepção que teve o publico, que vaiou o italiano, e também o adversário, que lhe deu um aperto de mãos dos mais gelados.

À parte disso, o jogo foi emocionante, cheio de suspense e drama e manteve todos na beira das cadeiras até o fim com a pergunta: será que o cara vai ganhar? De algum jeito ele ganhou. Ou, sinto em dizer, de algum jeito o espanhol perdeu.

Notas relacionadas:

  1. A chave de Roland Garros
  2. Começou
  3. Valeu
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quarta-feira, 25 de maio de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 20:06

Valeu

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Valeu a pena esperar por uma quadra com cameras. Assim, os fãs do tênis que não tem a oportunidade de estar em Paris na primavera, puderam acompanha na telinha da ESPN a vitória brasileira. Desta vez, o presidente da CBT não teve razões para teorias conspiratórias e deve ter, como o resto dos fãs, adorado o que assistiu.

A Quadra 6, uma das secundárias do complexo Roland Garros, foi do tamanho certo para a torcida verde amarelo, que fez questão de acompanhar o paulista de Tiête. Infelizmente, ou melhor, felizmente, não teve muitas emoções, algo frequente, e nem sempre bem vindo, nas partidas de Bellucci.

A emoção ficou mesmo para depois do jogo, com o gostinho da vitória e o assunto para ser conversado com amigos brazucas em algum bistrot de nome complicado, regado com um vinho local, o que tambem está de bom tamanho.

Eu sempre escrevo, e não me canso disso, e espero que vocês também não – a confiança é o maior bem do tenista. E a semana de Roma deve ter feito maravilhas para a do Bello. Hoje deu para ver o resultado.

O italiano Seppi não jogou nada com coisa alguma – o que é problema dele. O do brasileiro era jogar bem, conseguir uma vantagem e administrá-la até o aperto de mãos. E isso ele fez, e bem feito.

Seppi não tem golpes para vencer Bellucci. Sua unica chance é se o rapaz de Tietê desse, mais uma vez, um tiro no pé – algo que os fãs brasileiros rezam todos os dias e acendem suas velinhas para que seja um cenário do passado.

Talvez, aos poucos, os sofasistas, ou aqueles que pouco entendem ou entendem pouco de tênis, comecem a compreender quando escrevo que Bello é um tenista com um arsenal de ótimo tamanho e o bastante para jogar com muito cachorrão à sua frente no ranking. O que ele precisa mesmo é ir acertando o seu emocional e sua parte mental.

Não sei se isso está acertado de vez por todas e não apostaria nisso nem o dinheiro do meu cachorro quente já que tenho muita conta à pagar. Mas hoje ele esteve perfeito nesse quesito e crédito há que se dado onde devido.

E o que é essa perfeição? É o tenista sair na frente, manter o adversário na defensiva, tecnica e mentalmente, se impondo através de seus golpes e sua postura, sem oferecer erros que possam o fazer voltar acreditar na vitória. Thomas jogou para o gasto, uma caracteristica de quem se dá bem em torneios, e deve ter saído de quadra pronto para a próxima rodada.

Se isso vai se repetir, conforme as dificuldades ténicas se apresentam, como fazem os Campeões, é uma outra história, a qual vamos descobrir mais na próxima rodada, onde ele enfrenta Richard Gasquet, que vem jogando bem na temporada, está motivado e confiante, tem talento e arsenal, e joga com o apoio do público. O que é uma faca de dois legumes que, se Thomas está pronto para mais um salto em sua carreira, pode, e deve, saber usar a seu favor. A conferir.

Notas relacionadas:

  1. Domingão em Paris
  2. Merecendo
  3. Lindo!
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domingo, 22 de maio de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:07

Começou

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O torneio de Roland Garros começou neste Domingo e não aconteceu muito. É o quinto ano que os franceses iniciam o evento no Domingo. Antes, começava na 2ª feira e o Domingo era um dia de festa, exibições de 9 games e bilheteria para caridade. A primeira e a ultima continuam, mas agora as partidas são oficiais, apesar de usarem bem menos quadras e, consequentemente, menos partidas acontecem. Desafoga um pouco a 1ª rodada e deixa o pessoal que pode frequentar só os fins de semana mais felizes.

Quem não vai ficar muito feliz são os fãs do Thomaz Bellucci, que não vão poder acompanhar sua partida, já que não há câmeras na Quadra 4, onde ele joga. Talvez os fãs brasileiros fiquem mais contentes em saber que vão poder acompanhar a partida, ou pelo menos boa parte dela, entre Ricardo Melo e Mardy Fish.

Quem vai ficar feliz, com certeza, é fã do tênis em geral que verá, a partir das 7:30, na ESPN, as partidas de Novak Djokovic, que hoje completou 24 aninhos e é o centro das atenções em Paris, enfrentando holandês viajante Thiemo de Bakker, e a de Roger Federer, que pode, ou não, estar feliz por deixar de ser a grande estrela, ou mesmo a segunda, do evento, contra o sacador/voleador Feliciano Lopez, de quem ganhou as oito partidas que jogaram. É um petisco assistir esses dois, um após o outro – a Quadra Central estará lotada.

Outra partida que pode vir a ser interessante será entre Richard Gasquet e o checo Radek “Galã de Praga” Stepanek. Dois tenistas talentosos e de estilos distintos. Duvido que mostrem muito, mas algo devem mostrar dessa partida. Eu adoraria ver.

A ESPN-BRASIL mostrará a partida de Del Potro e o “corta-fisico” sacador Karlovic a partir da 6h. Mas a idéia é quando começar o Ricardo Melo é mostrar esse jogo e flashs do argentino. O hermano deve mostrar com quantos paus se faz uma jangada, pelo menos após pegar o jeito do serviço, o que deve demorar um set.
 
Entre as mulheres, devemos ver alguma coisa da “Cruzadinha” Wozniacki e a coroa/gueisha Kimiko Date, de 40 anos e sempre perigosa.

Notas relacionadas:

  1. O esperado.
  2. Domingão em Paris
  3. Vai começar
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sexta-feira, 20 de maio de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:07

A chave de Roland Garros

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Rafael Nadal sorteou a chave feminina e Ana Ivanovic a chave masculina. Os dois devem ter ficado contentes com o desempenho do colega. Aninha tirou John Isner, o sacador de 2m de altura que vai comer o pão que o diabo amassou no saibro, nas mãos do Animal. Rafa retribuiu a gentileza, tirando o nome da sueca Johanna Larson, #66 no ranking.

Nadal, que gosta de jogos curtos em Paris, pode vir a encarar Davydenko na 3ª rodada, O russo não ganha mais nada, mas é dos poucos que tem mais vitórias do que derrotas contra o espanhol.

Nessa chave, Verdasco enfrenta Juan Monaco e Soderling corre por baixo. O sueco poderia enfrentar o espanhol nas quartas de final.

Na 2ª parte da chave superior, Murray olha e não vê ninguém que possa lhe incomodar – só se começar a procurar sarna para se coçar, o que não lhe seria estranho. Pode caminhar até as quartas sem susto – no caso dele é arriscado escrever isso – onde enfrentaria Melzer ou Troiscki.

Na chave de baixo, Novak Djokovic chega falando grosso contra o fantasma holandês De Bakker. Pode pegar na 2ª rodada Del Potro ou Gulbis, dois francos atiradores a esta altura; o letão sempre, o argentino pelas circunstancias.
 
Mais acima está o brasileiro Bellucci, que enfrenta o talentoso Golubev, que enfrenta sérios problemas de confiança; não ganhou uma partida em 5 torneios no saibro – não vai me inventar agora. Thomaz enfrentaria o vencedor do italiano Seppi e do russo Gabashvili, dois caras que sabem jogar no saibro, mas que, a esta altura, o paulista deve saber como lidar com. Em uma 3ª rodada, poderia enfrentar o francês Gasquet, que vem jogando bem, mas aperta direitinho quando joga em RG. Temerário falar sobre uma próxima rodada, que seria contra o sérvio-babão.

Na 2ª parte dessa chave, Federer enfrenta o freguês Feliciano Lopez. Tem o Dodig, que é fantasmaço, na 2ª rodada e o Tsonga ou Wawrinka na 3ª rodada. Mais acima, Ferrer e Monfils vão brigar para ver quem incomodaria Federer que, com essa chave, só sofre se quiser – e atualmente vem querendo.

Só para ficar claro; Nadal está na chave de Soderling e depois Murray. Djoko está na chave do Bellucci e Berdich. Federer na do Ferrer. E o Ricardo Melo pega o Mardy Fish na 1a rodada.
Na chave feminina, as Williams não jogam. Caroline Cruzadinha está na chave da Hantuchova e da Kuznetsova. Mais abaixo, a fortinha Stosur na chave da maluquete Bartoli. Mais abaixo ainda, Zvonareva colide com a atual campeã Schiavonne nas quartas.

Na chave de baixo, Clijsters, voltando de contusão, na chave da bonitinha Kirilenko e da ex-dançarina Petkovic. Sharapova, a mais simpática das tenistas, enfrenta Marjiana Lucic, que um dia era para ser a melhor de todas, antes de brigar com um pai daqueles. A russa está na chave da estranha Radwanska.
 
Por fim, a cabeça #4 Azarenka, mais imprevisível que bumbum de nenê, mais igualmente perigosa, está na chave da Li e da talentosa e perigosa Petra Kvitova.

Aninha e Nadal – sorte nas mãos.

Notas relacionadas:

  1. Sacando/voleando em Roland Garros
  2. A hora do turismo.
  3. Lafayette
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Grand Slam, Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:27

Lafayette

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Todo brasileiro, talvez melhor toda brasileira, que vai a Paris, logo descobre as Galerias Lafayette, o mais tradicional magazine, ou shopping, de Paris. Como os organizadores estão sempre buscando um lugar típico da cidade para uma “oportunidade fotográfica” para divulgar o evento, e a cidade, mundo afora, desta vez o escolhido foi o teto das galerias.

O pessoal de Roland Garros não brinca em serviço com seu evento e fizeram uma mini quadra de saibro no teto. Nas fotos dá para ver que o saibro é igual ao de RG e que não daria para jogar uma partida por ali. Mas com uma vista daquelas quem se importa.

Nas fotos vemos os convidados para a visita e o bate bola: Richard Gasquet, Jo Tsonga, Sam Stosur, Aninha Ivanovic, o que deixa de ótimo tamanho e alguns pegadores de bola. Na foto com os troféus do torneio, masculino e feminino, que os tenistas levam uma miniatura para casa, o fundo a mais bela cidade do mundo, com vistas ao longe da Madelaine e a Torre Eiffel e logo próximo os fundos da Ópera Garnier de Paris.
 
Por essas e outras é um evento único e o meu preferido.

Notas relacionadas:

  1. Arrojo protelado.
  2. Arrojo protelado.
  3. Arrojo protelado.
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domingo, 10 de abril de 2011 História, Tênis Masculino | 20:54

Campeão do público

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Já faz algum tempo o tenista Yannick Noah vem ganhando a vida, se é que ele precisa fazê-lo, como cantor em uma banda, sem deixar de fazer algumas, raras, exibições tenisticas. O pessoal do torneio Masters que deve acontecer em São Paulo em Maio tentou trazê-lo – ele sempre foi um fã do Brasil e dos brasileiros, mas Noah tem um compromisso musical na mesma época e sua presença vai ficar para outra oportunidade.

Yannick voltou às manchetes internacionais – porque na França é sempre notícia – este fim de semana por conta de uma ameaça de morte que sofreu pouco antes de um concerto com sua banda na cidade de Roanne, França. O tenista/cantor levou a carta que recebeu no hotel à polícia, prestou a queixa, mas seguiu com a apresentação. Felizmente, como acontece na maioria das vezes, ficou só na covardia da ameaça.

Noah é um daqueles tenistas que faz falta no circuito, por conta de sua personalidade e seu tênis arrojado – ele foi o ultimo francês a vencer Roland Garros e oúltimo a fazê-lo sacando e voleando. Foi a ultima vez de fato que os franceses foram ao delírio, pois eles nunca conseguiram se emocionar com canadense/francesa Mary Pierce, a última a ganhar em Paris que era mais complicada do que falar grego.

Extremamente simpático e divertido ele era o inverso de Pierce – a Quadra Central adorava torcer por ele. O francês/camarones encantava a todos. Chegou a vir ao Torneio de Itaparica, mas só para jogar futebol durante o dia e dançar á noite, se recusando a participar do evento. Lembro que ele subiu no vôo da Air France de volta a Paris, após passar três dias de folia na ilha, de shorts, camiseta regata e descalço – e posso garantir que não era amigo de um chuveiro. Ninguém levantou um dedo para impedi-lo de tomar seu assento na 1ª classe.

Atualmente passa ainda um bom tempo nos EUA, para onde mudou após encerrar a carreira. Seu filho estudou por lá e joga no Chicago Bulls, o mesmo time que jogava Michael Jordan. Desde que conseguiu deslanchar a carreira de cantor voltou a passar um bom tempo em Paris. Gostava do Brasil pela negritude, pelo futebol, pela música e, presumo, as pessoas. Presta uma homenagem ao país, sendo sócio de um restaurante, na sofisticada ilha de St Barthelemy, chamado “Do Brasil”. Paga um tributo mais sutil com a música do vídeo abaixo.


Notas relacionadas:

  1. Hors D’oeuvres
  2. A hora do turismo.
  3. Ficamos em Paris
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:44

Ficamos em Paris

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Para mim essa eleição de Domingo, onde a Federação Francesa votou a permanência do Aberto da França no Estádio Roland Garros, tinha suas cartas marcadas.

Eu já havia escrito a respeito do assunto mais uma vez, por conta da importância do tema. Os franceses flertavam com a idéia de mudar o local de seu Grand Slam, algo que os americanos e australianos fizeram com sucesso e os ingleses nem sonham em fazer.

Ainda acho que foi tudo um jogo de cena para conseguir o que queriam, ou máximo possível, da prefeitura de Paris. Para tirar o torneio da Porte D´Auteuil três prefeituras próximas a Paris fizeram e apresentaram seus planos à Federação. Todas elas contemplavam um local maior e mais arejado, o maior problema de Roland Garros, e um salto ao futuro, assim como fizeram os australianos. Não conseguiram convencer os conselheiros da FFT.

O diferencial foi a cidade de Paris – e como competir com a cidade mais charmosa do planeta? Eu sou um que ficaria indignadíssimo se tivesse que viajar 30 a 40 km diariamente para ir ao torneio, porque não me vejo ir ao Aberto da França e não me hospedar em St. Germain.

Como quase sempre, há o outro lado da moeda; se tornou extremamente desagradável o problema da lotação do local, para o público, os tenistas e a imprensa. Muitas pessoas, pouco espaço, especialmente nas quadras secundárias, o que tornou assistir partidas nesses locais um desgosto. Por conta disso e outros pontos, a mudança tinha vários defensores, incluindo Amelie Mauresmo, que deixou claro a sua preferência pela mudança. A moça diz que faltou visão e coragem à Federação.

As cidades candidatas foram Versailles, Gonesse e Marne-la-Valle, local da EuroDisney. Como eram quatro propostas, a federação foi realizando votações onde a cada vez uma proposta era eliminada. Na 1ª eliminaram Gonesse, depois Varsailles e por fim Marne, em uma votação que Paris teve 70% dos votos.

Roland Garros ganhará 5 hectares da prefeitura, poderá usar parte do clube Jean Bouin, onde até a poucos anos realizava o qualifying, o centro de treinamento da FFT deixará Roland Garros e irá para o estádio George Hebert, a menos de 2 km do atual, a Quadra Central ganhará um teto retrátil para os dias de chuva e jogos noturnos (lembrando que a luz natural só acaba às 22h em Paris e até não se jogou à noite no torneio) e o empréstimo do local pela Prefeitura será estendido para os próximos 99 anos.

É óbvio que a tradição do local e o charme da cidade falaram mais alto do que a praticidade e modernidade das alternativas. Se a decisão foi correta o tempo dirá. Enquanto isso eu fico pelas charmosas ruas do Quartier Latin.

Ficamos em Paris e a Quadra Central ganhará um teto.

Notas relacionadas:

  1. Tem que ser em Paris
  2. Brazucas em Paris
  3. Alma
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010 Grand Slam, História | 10:48

Alma

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O suspense sobre o futuro de Roland Garros persiste. Esta semana, o presidente da FFT declarou que a nova boa notícia para manter vivo o Projeto “Roland Garros em Roland Garros” deu um passo a frente. A federação conseguiu uma concessão para o uso das quadras do tradicional Clube Jean Bouin onde, até poucos anos, era realizado o qualifyng de Roland Garros. O clube abriga 17 quadras de tênis e um estádio de rugby para 12 mil pessoas, que deve  passar por uma mega-reforma, fica a cerca de 200 m de uma das laterais do estádio de Roland Garros e vizinho do Parc des Princes, onde joga  o “Paris Saint Germain”, o clube que fez de Raí um ídolo na França.

Apesar desse possível acerto, ainda há boas chances de Roland Garros partir para subúrbios de Paris como Versailles, Marne La Valle e Gonesse. A decisão final deve acontecer na Assembléia da Federação Francesa em fevereiro, com a possível construção de um novo complexo, em Roland Garros ou longe dele, estar pronta entre 2015 e 2016.

Vale lembrar que o U. S. Open realizou essa mudança em 1978, ao sair do tradicional West Side Tennis Club em Forest Hills para o Coronna Park em Queens, assim como os australianos saíram em 1988 de Kooyoung para o Melbourne Park.

Os franceses afirmam que um fator preponderante na decisão é a alma existente no complexo de Roland Garros, mas circunstâncias incontornáveis, como a má vontade da prefeitura atual de Paris, podem determinar a mudança, o que seria uma grande pena.

 Stade Jean Bouin – quadras de tênis e estádio de  rugbi.

Notas relacionadas:

  1. Brazucas em Paris
  2. Blefando?
  3. A hora do turismo.
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