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Posts com a Tag Roger Federer

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Copa Davis, Tênis Masculino | 15:39

Davis

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Semana de Copa Davis é sempre certeza de emoções. O confronto da TV é Suíça x EUA e a primeira partida entre Mardy Fish x Stanisla Wawrinka. E nem precisava de outra.

A partida teve de tudo um pouco e pleno do que se espera de uma delas. Até o ultimo ponto, 4½ depois, não se sabia quem ganharia. No fim, vitória do americano por 6/2 4/6 4/6 6/1 9/7. Sendo que Fish sacou no 5/4 e no 6/5 no 5º set e não conseguiu fechar. O martírio, de ambos os lados, foi intenso.

No fundinho, e isso não confesso, torcia pelo Fish. Pela razão clássica. Como o Federer é o favorito óbvio contra John Isner, nada mais justo do que uma vitória americana na 1ª partida para deixar o confronto equilibrado, que é o que queremos, a não ser os gringos e helvéticos.

Os argentinos não devem ter maiores dificuldades com os alemães após o abandono do Kolhschreiber. Espanhóis e cazaques dependia muito da 1ª partida, entre Ferrero e Kukushkin, que o espanhol venceu 6/4 no 5o set em 41/2h. Em seguida jogam Almagro, que vai chegar, se chegar, a São Paulo acabadinho, contra Golubev.

A Sérvia vai arrasar a Suécia, que não tem jogadores. Alias, estava aqui pensando, o quanto a escolha dessa equipe sueca de Copa Davis, com um tenista #348 e outro #1426 (é isso mesmo, eu não errei) jogando as simples tem a ver com a recente decisão do Christian Lindell, #458 em voltar a ser brasileiro.

O MalaMelzer deu um jeito de ganhar do Kunitsyn em casa e pode colocar uma pressãozinha nos russos, que ainda podem ganhar de 4×1.

Mas o confronto mais surpreendente está sendo Japão, em casa, contra a Croácia. Primeiro, o japa Go Soeda (#93) derrota o Dodig 7/5 no 5º set, numa vitória que poderia ser decisiva. Em seguida, Nishikori entrega o wasabi perdendo em 3 sets para o fantasmaço Karlovic. Aquilo vai longe.

E ainda tem mais….

Notas relacionadas:

  1. Analisando a final masculina
  2. Pinóquio
  3. Matinê
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Masculino | 16:50

O rival

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Não sei se tem a ver com o cansaço do horário do trabalho, mas o fato é que às vezes me pego quase cochilando após o almoço, algo que odeio e me recuso a fazer, talvez ainda por conta de alguma culpa que não me permite tal conforto. Mas ali naquela hora, quando a pálpebra fica mais pesada, hoje um pensamento me invadiu.

Como é que vou explicar para os meus netinhos, e para meus leitores, que o melhor tenista da história tornou-se um freguezaço de carteirinha, com direito a carimbo e fotografia, de outro tenista? E olhem que não estou falando sobre uma ou outra derrota.

Trata-se de uma das maiores rivalidades da história, com certeza a maior da atual década. São 18 vitórias para Nadal e somente 9 para Federer. Após a partida de hoje, o espanhol Nadal pode, intimamente se não publicamente, dizer – o maior da história é meu filhote.

Se trava, se acomoda, se medra, se facilita, não importa. O fato é que a história se repete com uma frequência assombrosa, especialmente nos grandes palcos – os Grand Slams. 8×2 para o espanhol!

A partida foi repleta de ocasiões que Federer soube criar, graças a seu indiscutível talento e volume de jogo, assim como foi tão repleta de vezes que o suíço não soube aproveitá-las e transformá-las em vantagens contundentes e irrecuperáveis. Essa liberalidade por parte de Federer pode funcionar com a maioria dos adversários, mas não com o espanhol. E a cada vez que deixava uma delas fugir, mais distante lhe parecia e ficava a vitória.

Desconcentração é algo que acontece e já custa caro. As viagens de Federer são mais do que manjadas, mas é uma fraqueza que o espanhol aprendeu a farejar, conhecer, aguardar e explorar. E, pior ainda, para Federer, transformá-las em vitória. Um tenista que abre uma quebra de vantagem em três sets seguidos, se permite perder as tais, quase que imediatamente, perdendo dois desses três sets, e no decisivo quarto set, não consegue cacifar os break-points, não merece e não vai vencer. E se permite seu recorde contra seu maior rival tornar-se tão negativo, permite também que se questione a ambiguidade de, por um lado, ser o maior da história, e do outro ser tão decisivamente dominado pelo seu maior rival.

Nadal – batendo e aplaudindo o rival.

Notas relacionadas:

  1. Atitude
  2. Delírio
  3. Federer x Nadal
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:27

1000!! e sem surpresas

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Os meus leitores são um capítulo à parte no meu Blog. Logo que resumo meu trabalho na ESPN e ligo para minha mulher, ela me avisa que o Blog está bombando e que o pessoal está excitado com a aproximação dos 1000 comentários.

Como marquei hora com meu colega Romeu para bater umas bolinhas no Clube, mesmo debaixo do sol que ferve São Paulo, mesmo que só para tirar a inhaca, não vou poder postergar muito este meu post, que não será o definitivo do dia – adivinhem qual será o tema deste!? Será que será antes do milésimo – eu e o Federer flertando com esse numero redondo!

O fato é que o tema de outro recente post – “Fabulous Four” – acabou sendo profético sobre o Aberto da Austrália. Os quatro melhores do mundo chegam às semifinais, provando que eles estão um degrau acima do resto.

Um colega meu de ESPN me pergunta se isso não mostra um momento menor do circuito. É a história do meio copo d´água. Eu vejo como um momento diferenciado, só que pelo melhor. São quatro excelentes tenistas e qualquer um deles pode ficar com o título que não seria nenhuma surpresa.

Desses quatro, Djoko, Nadal, Federer e Murray, só este não tem um título. Por isso, e só por isso, a minha “torcida” pelo Mala. Aí nos próximos, incluindo as Olimpíadas, teríamos realmente quatro tenistas em igualdade de condições. MalaMurray precisa de um título para tirar esse urubu dos ombros e poder explorar seus limites.

Na chave das mulheres uma interessante ambiguidade. Três tenistas – Kvitova, Sharapova e Azarenka – com chances de terminar a quinzena como #1 do mundo, algo muito difícil de acontecer e que acrescenta no drama do torneio – CruzadinhaWozniacki não poderá, pelo menos por enquanto, levantar seu dedinho indicador mundo afora.

No entanto, a favorita ao título, o que também não quer dizer muito, ainda é Kim Clijsters, que, e aí a ambiguidade, está fora dessa corrida. Ela tem jogado menos e seus pontos não são o suficiente para a colocar na “briga”. A belga de 28 anos tem mais experiência do que todas e quatro títulos de GS. Ela e Sharapova já foram #1 do mundo e ambas já venceram em Melbourne. Kvitova nunca foi #1, mas ganhou Wimbledon. Por fora, a intensa Azarenka, que nunca foi #1 nem ganhou um GS. Mas aí também a vitória de qualquer uma delas não será uma surpresa.

Uma homenagem aos leitores deste Blog. Abss

Notas relacionadas:

  1. Clareza
  2. As semifinais.
  3. Surpresas
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Masculino | 17:14

Não tem preço

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Algum tempo atrás escrevi um Post sobre o fato de que uma bola pode definir o rumo e o resultado de uma partida, algo que alguns sofasistas atacaram com veemência. Hoje, na partida de Federer x Karlovic teve uma dessas.

Karlovic sacando em 6×5 no tie-break do 1º set – set point. Federer devolve de slice nos pés do croata, que devolve no meio da quadra, o suíço lhe enfia uma direita pesada também no centro, devolvida com um voleio e sai uma curtinha dos mais fantasmas.

Federer corre para frente e a de cerca de 40 cm da rede, sem ângulo e com o outro babando no seu cangote, inventa um lob. Karlão, que dera dois pulos à frente para fechar o ângulo, sai quase 1 milímetro do chão e taca o aro da raquete na bolinha que espirra para cima. Tudo isso magnífico e de se tirar o chapéu. Mas o que não tem preço é a carinha de um fulaninho que acompanhou o ponto no Box do Karlão, mostrado pelo vídeo abaixo.

Notas relacionadas:

  1. Tudo tem seu preço.
  2. O sacador
  3. Encontrando
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Masculino | 13:23

Crack!!

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Quando eu escrevo que o Rafael Nadal é um animal não estou brincando. Não tem como descrever o físico desse atleta. A última dele, e é sempre difícil para seres humanos normais entenderem a profundidade da capacidade física do rapaz, aconteceu este fim de semana em Melbourne.

E o que vou contar aqui são palavras dele, quando, após sua vitória na primeira rodada, sobre o russo Kuznetsov, por 4,1 e 1, ele fez questão de nos iluminar com os assombrosos fatos.

Nadal entrou em quadra com uma pesada proteção no joelho, depois de treinar toda a semana sem nada. Ele conta que no sábado estava sentado no quarto do hotel quando “a coisa mais estranha aconteceu”. “Senti um “crack” no joelho, algo que em si não é tão estranho e muitas vezes acontece”. “Fiquei de pé, mexi o joelho e na segunda vez que o flexionei uma dor inacreditável começou. Não conseguia mover o joelho nem um tiquinho”.

Ele foi ao fisioterapeuta e acabou fazendo uma ressonância no hospital, que não mostrou nada de diferente. Mistério!

“Ontem à noite (Domingo) eu não tinha certeza de que se poderia jogar, por conta da falta de movimento do joelho”. Drama e suspense!

“Eu fiz muita fisioterapia, sentia muita dor, mas fiquei mais sossegado após a ressonância”. “Provavelmente o que deve ter acontecido foi um beliscão no tendão”. Uma explanação para sossegar os fãs!

“No Domingo passei o dia em tratamento e ainda sentia dores à noite. Hoje (2ª feira) acordei ainda com dores e fiz fisioterapia todo o dia até a hora do jogo. Comecei o jogo com medo e nervoso, desapontado com tudo. Mas, após vencer o 1º set, comecei a jogar normalmente. Não entendo tudo o que aconteceu, mas estou contente com maneira que joguei”. Superação!

Nadal admitiu tomar muitos antinflamatórios para jogar, inclusive no local. O fato fugiu à normalidade por não ter sido em consequência de esforço, o que provavelmente o deixou mais nervoso.

Sobre as declarações sobre Federer – ver meu Post anterior – Nadal disse não querer se alongar no assunto. “O que eu disse, eu disse. E provavelmente não deveria dizer aqui e sim nos vestiários, pra ele (Federer). Mas já foi, falei demais e não quero me alongar”.

Enquanto isso, Federer também venceu seu jogo sem maiores problemas e após o jogo a maior parte de sua entrevista foi sobre as declarações de Nadal.

Com muita categoria ele evitou qualquer tipo de confronto e afirmou que a relação permanece igual. Ele fica contente que Nadal tenha suas opiniões mesmo que diferente da dele – ele menciona que no inicio Nadal dizia “o que Roger disser está bom” – agora mudou e para melhor.

Ele afirma, como eu escrevi, que o que ele quer para o circuito é bem semelhante que a maioria quer. A diferença, ele afirma, é na maneira de conseguir o que querem. Federer acredita muito mais na diplomacia e em conversas. Rejeita qualquer conversa sobre greve para conseguir o que querem. Diz que o tênis atravessa uma fase dourada, com muita aceitação por parte do publico e patrocinadores – o que não deixa de ser uma fato.

É a velha história. As metas dos tenistas não diferem tanto de cabeça para cabeça, apesar de que os vestiários estão longe de uma unanimidade, e que muita bobagem é dita nessas reuniões – o pessoal é muito como uma manada. O que varia mais é como fazer a revolução que os tenistas dizem ser necessária. Federer definitivamente segue a tradição helvética com sua cultura de neutralidade, enquanto Nadal deve ter uma foto de Che em seu caderninho. Mas, como a história mostra, para que o primeiro consiga com seus caminhos, é preciso que o segundo exista. O segredo é eles saberem, sempre e até o fim, que estão do mesmo lado. Enquanto isso, no campo de Novak Djokovic, silencio absoluto.

Na carteira – Che e Mercedes

Notas relacionadas:

  1. Chato
  2. Acrobacias
  3. Federer x Nadal
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domingo, 15 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Masculino | 15:56

Pimenta

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Parece que o “namoro” entre Rafael Nadal e Roger Federer pode estar perto do fim. Os dois sempre mantiveram um cavalheirismo impar para um esporte tão competitivo e individual. Duvido que isso vá abalar o cavalheirismo reinante, mas agora é que não vão passar um fim de semana junto jogando truco, falando de futebol, música e crianças.

A questão que os separa não é de hoje, mas ficou mais visível. A questão são mudanças, ou não, na organização do circuito. E parece que desde a recente eleição do Presidente da ATP, a quem Federer endossou e Nadal não, a coisa ficou pior e mais óbvia. E se não era óbvia o bastante Nadal fez questão de deixar.

Dois dias antes do inicio do Aberto da Austrália o espanhol chuta o balde, põe a boca no trombone e coloca o gato no telhado. Quando perguntado, até que maneirou quando as perguntas eram em inglês, mas mandou ver no espanhol. Essa é uma tendência, e muitas vezes um tropeço dos tenistas. Em inglês, que é a entrevista para todo mundo, eles maneiram. Na língua nativa, para os jornalistas de sua casa, eles são bem mais abertos e francos. Só que vivemos em um mundo global.

Rafael disse, entre outras coisas: “é muito fácil para ele (Federer) ficar calado enquanto outros (no caso ele mesmo) se queimam externando suas posições. Ele passa por “gentleman” e nós não”. “Acontece que a maioria pensa como eu e ele, como presidente dos tenistas, não fala nada”. “Talvez ele tenha um super corpo e termine a carreira como uma flor. Djokovic, Murray e eu temos que dar duro em quadra e isso tem um preço no corpo”. “Eu não acho certo acabar a carreira com o meu corpo destruído”

A briga toda está parece estar no “approach” à questão. Parece-me que mesmo Federer é a favor de mudar o Calendário e diminuir as semanas. A grande diferença é que Federer é contra chutar o balde e levar a questão ao publico – o que ele acha que faz mal ao esporte. Já Nadal, e seu tio, sempre foram bem verbais sobre o assunto, culpando inclusive pelas dificuldades do espanhol. Murray, quando falou, como descendente do Wallace, foi logo falando em boicote – aí falaram para ele calar-se, e não foi o Juan Carlos.

Neste sábado houve mais uma reunião fechada dos tenistas, onde cada um fala o que quer – na verdade uma minoria fala e uma maioria escuta. Nela se sabe que o assunto “boicote” foi mais uma vez levantado, apesar de que isso é uma atitude extrema e a ultima delas.

Os tenistas ainda não estão se manifestando sobre o que se falou às portas fechadas, até porque a maioria prefere focar no torneio – o que sempre é um paradoxo, já que essas reuniões acontecem nos Slams porque é onde a maioria dos tenistas se encontra. Mas devemos ter alguns sinais de fumaça nas próximas semanas e em Miami eles devem voltar a se reunir e decidir o quanto vão ser enfáticos.

Por enquanto, a mudança mais visível pode acontecer quando alguns desses novos cachorrões, especialmente Nadal, se encontrar com Federer pelos corredores dos vestiários ou mesmo pelas quadras. Nada como uma pimetinha às portas de um Grand Slam.

“Ô suíço, chega desse papinho de gentleman e vamos botar uma pimentinha no relacionamento”

Notas relacionadas:

  1. A raposa
  2. O acaso
  3. Federer x Nadal
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sábado, 14 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Masculino | 22:00

A chave masculina

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Melhor do que os confrontos de Djokovic, que não tem grandes adversários nas primeiras rodadas, serão, na mesma chave, os jogos do Roddick e do Raonic, que, se vencerem, podem se enfrentar na 3ª rodada. Ah, o Hewitt está perdido por ali.

Nas quartas o sérvio poderá encontrar o “operário” Ferrer, que só deve ter problemas na quarta rodada, com o Tipsarevic, o Gasquet ou o Youzhni.

Mais em baixo, ainda na chave de cima, os dois principais cabeças são o malaMurray muhamedTsonga. O escocês enfrenta de cara a nova esperança americana Harrison. Por ali Bogomolov e o playboyGulbis. Aliás, a chave do escocês deve estar deixando o Lendl de cabelos em pé. Monfils, Troicki e Bellucci, que tem mais uma oportunidade de se vingar do israelense Sela – uma hora aprende. Um deles enfrenta o escocês na quarta rodada – o bicho pega por ali.

Por baixo, ainda por cima, Tsonga pega o Istomin logo de cara e se ganhar pode pegar o Ricardo Melo, que enfrenta o quali espanhol Roberto Bautista, uma bela 1ª rodada. Na chave do francês estão ainda o Granollers, Dodig, Nishikori, o Simon e o Feijão, que enfrenta o da casa Mathew Ebden. Um grandalhão perigoso, que gosta de ir à rede, mas que nunca deslanchou.

Na chave de baixo, começando por cima, tem os cabeças Fish, Delpo, Monaco, Mayer, além de outros como Falla, Kohlschreiber, Muller e outros – pode sair qualquer coisa dalí, especialmente o Delpo.

Na próxima, tem Federer – que 2ª feira às 6h joga, e eu comento na ESPN, contra o russo Kudryavtsev, Dolgolopov e Melzer. Perdido ali o corta-físico Karlovic e o habilidoso Tomic, que está na hora de começar a apresentar serviço contra os big dogs – ele enfrenta o Verdasco na 1ª rodada, provavelmente a mais interessante delas.

Na 2ª chave de baixo, Berdich na área do sacador Anderson, Wawrinka na chave do Baghdatis, Chardy e do talentoso Dimitrov, que também está na hora de mostrar mais serviço, e do Almagro – chavinha encardida.

Mais embaixo, outra chavinha travada: O giganteamaral Isner, Niemenem, que foi à final esta semana, Nalbandian, que pode decidir jogar, Davydenko, que deve estar considerando a aposentadoria, mas é imprevisível, e o Deliciano Lopez que melhorou bem na temporada passada.

Na ultima chave de baixo Nadal é o cara e um cara de sorte. Por ali só Haas e Ljubicic, dois super vets. Podemos ter Nadal x Isner na 4ª rodada. Berdich, se não inventar, deve encontrá-los nas quartas.

Para os sofasistas; Nadal x Federer e Djoko x Murray nas semis. Para os que gostam de tênis, mais uma chance de assistir muitos jogos de primeiríssima linha, a partir de Domingo à noite nos canais ESPN. Serão três canais envolvidos, com os principais jogos na ESPN, ESPNHD e alguns tapes na ESPN-BRASIL. Eu estarei com vocês a partir de 2ª feira às 6h da manhã. Bons sonhos.

A CHAVE.

Notas relacionadas:

  1. A chave de Cincinnati
  2. A chave de Wimbledon
  3. Chave de Miami
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sábado, 31 de dezembro de 2011 Tênis Masculino | 19:52

Aforismos sem juízo

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Não sou muito chegado a assistir exibições – prefiro acompanhar uma boa e disputada partida de pangas lá no clube. Exibições são mais para se ter a oportunidade – muitas vezes raras, dependendo do local onde se vive – de se assistir um tenista ao vivo. Já na TV é forçar a minha paciência.

Por que? Porque o tênis é um dos jogos mais competitivos que existem, e aí seu maior interesse, e em partidas de exibição esse componente é praticamente inexistente. Os caras estão ali mais para um treininho bem do sem vergonha, já que em treinos os caras até que se aplicam para ganhar, levar uma grana legal e, após umas férias, testar o corpo.

Isso ficou claro nas declarações Federer após esse evento caça níquel sei lá onde: ele disse algo na linha do que estava ali mais para testar algumas coisas no seu jogo do que para ganhar.

Sei que o suíço é chegadinho em umas desculpas quando perde – alias, tirando o Roddick, essa geração é bem dada ao quesito – mas dá para entender o que ele estava dizendo. Não vai ser em uma exibição que a gente vai ver o melhor do tênis. Mas, não se preocupem, logo logo a cobra vai voltar a fumar.

——–        ——–          ——

Tristeza e surpresa pela morte do jornalista Daniel Piza do Estadão. Morrer aos 41 anos de AVC me parece uma estupidez sem nexo. Gostava de ler o Daniel, mesmo, talvez inclusive, quando ele se passava no rococó das opiniões sobre tudo. Não deixava de ler sua coluna genérica, sempre plena de informações, ao mesmo tempo em que passava longe de seus pitacos futebilisticos. Tinhamos em comum uma paixão por Machado e Francis, o que, para mim, já o fazia especial.

Respeitava Piza pela erudição, a dedicação e entrega ao seu trabalho que, de alguma maneira, tinha uma leve tangencia com o meu. Sendo ele 22 anos mais jovem do que eu, era a minha expectativa acompanhar sua carreira e o desenvolver de seu pensamento. É estranho que ele tenha ido antes, tão antes. É a vida, não diria ele, como podemos ver na sua ultima coluna, publicada no dia 25/12, onde ele, como sempre, entre muitas outras coisas, escreve sobre ausências e que, como homenagem deixo o link abaixo:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,de-presentes-e-ausencias-,815145,0.htm

Notas relacionadas:

  1. O bicho pegou
  2. Novo técnico de Federer
  3. Fundação Nadal x Federer
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 Curtinhas, Light, O leitor escreve, Tênis Masculino | 20:03

Encore

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Uma leitora, Maria Helena, envia a caricatura abaixo, de um jornal canadense. Infelizmente não envia maiores informações, mas o assunto tem a ver com o Post anterior, o assunto do momento. Quem tiver mais infos a respeito nos envie.

O título é algo como: Federer mais uma dá a volta por cima.

Diz o Djoko: é pelo menos a 3a vez que cavo sua tumba

Diz o Murray: e ele nos enterra a todos.

Diz o Nadal: …….

Notas relacionadas:

  1. Delírio
  2. Mudanças
  3. A sexta-feira em Paris
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Masters, Tênis Masculino | 00:34

100 e 70.

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Huumm! Estava pensando e, como escrevia Fernando, o Pessoa, isso nunca tem bom fim. Algumas poucas verdades se impõem neste fim de temporada. Primeira, Roger Federer apresentou uma confiança e, consequentemente, um tênis que há tempos não mostrava.

Segunda, seus principais adversários – Djokovic, Nadal e Murray – acabaram com a gasolina antes de cruzarem a linha de chegada. Enquanto ele sobrou, em Basel, Paris e Londres. Só espero que os idiotas de plantão entendam o que escrevo e não façam suas errôneas deduções – mas é um fato.

Federer é um tenista intuitivo e que joga na confiança. Quando está com a auto estima em alta é um perigo, um verdadeiro corta-físico, praticamente invencível. Mas um ou outro tem mexido com sua cabeça nas ultimas temporadas. Como eles não mantiveram o padrão e a janela de oportunidade surgiu, o homem cresceu barbaridades

A falha de Djoko é compreensível e perdoável. Nadal, de repente, tornou-se uma incógnita. A final da Copa Davis, esta semana, poderá se tornar um mau sonho e, duvido, mas não impossível, um pesadelo. Quanto a Murray, o cara, mais uma vez errou a mão – é muita instabilidade para quem é contemporâneo dos outros três.

Federer sempre gostou de jogar nas quadras cobertas – é quase uma unanimidade como o melhor nessa quadra na atualidade. Mas nunca havia vencido Paris-Bercy!? Talvez porque se poupasse para o Masters, que este ano ganhou pela sexta vez; sorry! Mais um recorde para a coleção.

Foi a 100º final e o 70 título – um ratio maravilhoso, para se dizer o mínimo, típico de um mega campeão. Como dizem, o verdadeiro campeão não morre na praia. E para quem teve que dividir espaço com Rafa Nadal a porcentagem fala alto.

Eu ia comentar o final do segundo set, quando Roger sacou para vencer o torneio e foi quebrado. Viagem? Tremeu? Tsonga jogou muito? Bem, sei lá. A SporTv, em uma marcada enorme, já mostrando a partida em video, horas após a realização desta, simplesmente interrompeu o jogo no 5×4 para Federer e não mostrou a quebra, nem o tie-break do set, vencido pelo Tsonga – tudo o que deve ter sido o momento mais emocionante do confronto! Mas tivemos a chance e o privilégio de assistir o game que em que o suíço teve sua segunda oportunidade de ganhar e o fez como campeão: sacou bem, pressionou, foi à rede, não cometeu erros e não deu espaço nem esperança ao adversário. Ciao e benção.

Notas relacionadas:

  1. A chave de Cincinnati
  2. A final masculina
  3. Federer x Nadal
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. Última