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Posts com a Tag Roger Federer

sábado, 18 de maio de 2013 Masters 1000, Tênis Masculino | 18:26

Mau humor

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Os sofasista se assanham – é hora do maior clássico da ultima década, e um dos maiores da história, entre dois tenistas excepcionais, estilos e personalidades distintas. Está de ótimo tamanho para mais uma final.

Não assisti o jogo do Nadal com freguês Berdich, vencido em dois sets pelo espanhol. Não sai jogo. Já jogo do Federer foi um tédio. Não sei se me abraçou um sono porque foi durante e pós uma bela massa, com um molho de tomate e especiarias que nem sob tortura eu abro, mas tenho o maior prazer em fazer para amigos, se foi pela cara de sonso do francês Paire ou pelo mau humor do suíço. O fato é que tinham várias coisas melhores para se fazer.

O Federer deu, mais uma vez, de Federer. Jogou na birra, na teimosia. O adversário tem um tremendo revés e uma direita cega. Onde ele joga? No revés. Só ia na direita quando o negócio pegava fogo. Ganhou o primeiro set no TB e o segundo com uma mínima quebra, após flertar com o perigo a toda hora – poderia ter saído Foro Itálico mais cedo.

Tenho uma razoável certeza de seu mau humor. Primeiro, óbvio, o incomodo das costas. Dava para ver a cinta que ele está usando, o que parecia ser uma barriguinha à primeira vista. Com dor é muito chato. Além disso, o colocaram, pelo segundo dia seguido, que eu saiba, para fazer a ultima partida do dia. Ontem saiu de quadra mais de meia-noite. Hoje umas 22h. Ficar o dia inteiro esperando jogo é um tédio, além da tensão maior. Ir dormir tarde, pior ainda. Enfrentar Nadal no dia seguinte, sem preço.

Ele, melhor do que eu e você, sabe que amanhã, na final, às 11h de Brasilia, enfrentará seu maior carrasco, que foi descansar mais cedo, não está com dores nas costas, está fazendo misérias no saibro, exatamente o piso onde ele, Federer, é mais frágil e o oponente mais forte, e deve estar babando para aumentar a freguesia (19×10). E dá-lhe mau humor.

Notas relacionadas:

  1. Federer x Nadal
  2. O rival
  3. Espetáculo
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segunda-feira, 15 de abril de 2013 Masters 1000, Tênis Masculino | 09:06

Sócio do MCCC

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Diz a lenda que o vencedor do Aberto de Monte Carlo recebe, à parte do prêmio em Euros, um título do charmoso Monte Carlo Country Club, um dos mais fechados e desejados da Europa. Como Rafa Nadal já venceu oito títulos consecutivos, fico imaginando se ele pode distribuir seus direitos para outros membros da família, e também amigos, porque não sei se a família é tão grande.

O fato é que o espanhol segue vivendo na Ilha de Majorca e, presumo, só põe os pés no Mônaco durante o torneio – assim os títulos do MCCC não lhe trazem grande benefício. Ao contrário, por exemplo, de Novak Djokovic, que adotou residência no principado, porque a vista é legal, e treina bastante no clube, sempre como convidado, afinal é o #1 do planeta, mas sem as regalias, ou o prestigio, de um sócio, já que nunca conquistou o torneio, nem o direito ao título do clube. Isso é uma das dificuldades de ser contemporâneo do Animal.

Apesar de Nadal ser “só” cabeça-de-chave #3 do torneio e estar passando por um momento delicado na carreira, por conta de seu joelho, as bolsas de apostas devem estar bombando o nome do espanhol como favorito. Ele é o homem a ser batido. Resta saber por quem. Federer jogou a toalha e nem apareceu. Está escolhendo a dedo seus eventos e o quintal do Nadal não faz parte da lista. Djokovic, o eterno milongueiro, faz um doce danado para confirmar, ou não, sua presença e já estamos no segundo dia do torneio, por conta da torção que sofreu no primeiro set, na ultima partida da Copa Davis, quando venceu em três sets. Pelo menos já tem uma boa desculpa preparada em caso de ficar, mais uma vez, sem o título do MCCC.

Murray anda dizendo que nunca chegou tão bem preparado para o saibro como desta vez. Não sei dizer por que, já que até outro dia só estava jogando sobre quadras duras, mas será interessante ver se o escocês vai “tentar” se dar melhor nesse piso nesta temporada.

Nadal tem oito títulos consecutivos e só perdeu na sua primeira participação no evento, em 2003, na 3ª rodada, para o argentino Coria, que foi ouvido dizer em uma bar de Buenos Aires que do Nadal, em Monte Carlo, nunca perdeu.

As quadras principais do MCCC, que no torneio viram uma.

Vestiário do MCCC, banho à porta fechada.

Enquanto isso Federer treina na terra em algum lugar desconhecido. Pelas rochas, na Suíça, e em local sem o glamour de Monte Carlo. Como se ve, não é preciso muito para um bom treino, apsar que o local transmite altas vibrações.


Notas relacionadas:

  1. Piscou
  2. Sócio benemérito.
  3. Respeito
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sexta-feira, 15 de março de 2013 O leitor escreve, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:40

Eu não

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Normalmente, trago para os Posts um Comentário diferenciado de alguma forma; na maneira que se apresenta e se expressa, no ineditismo da idéia, no lirismo, que acrescente ou inicie um debate. Pretendo fazer isso com mais frequencia, sempre dependendo do que é apresentado. Alias, ontem, tive tremenda surpresa agradável, quando no meio de uma conversa importante no Clube Pinheiros, foi brevemente interrompido por alguem que se apresentou como o Becker, nosso arquiteto preferido, e que, como ele mesmo confessou, está afastado dos comentários do Blog. Eu havia saído da quadra e ele estava indo para uma – quase cai de surpresa e espero vê-lo novamente por lá.

Voltando ao assunto inicial. Hoje escolhi este texto do Bet@  porque é um texto que se resume a reportar o que aconteceu ontem à noite na partida Nadal x Federer (acho que a primeira vez que inverto a ordem dos dois). Isso, porque simplesmente eu me recuso a escrever sobre um confronto que não aconteceu e que beirou o desrespeito. O mínimo que se espera em um espetáculo pago e envolvendo prêmios em dinheiro é que os participantes se entreguem de corpo e alma ao confronto, algo que ontem simplesmente não aconteceu por parte do Sr. Federer.

Bastaram dois games para se saber o que iria rolar no jogo da dupla dinâmica. No primeiro, serviço do suíço, dificuldade para cacifar e só fechou porque o saque entrou bem várias vezes. No segundo, serviço do espanhol, as devoluções mal voltavam para sua quadra, fechou sem a menor dificuldade. Daí pra frente, era questão de apostas:

- Em qual game Federer será quebrado?
- Quantos games ele conseguirá fazer na partida?

A primeira pergunta escapou por pouco no quinto game, mas no sétimo não teve jeito. Isso ainda porque o suíço sacou bem no começo desse game e fez 40×15. Dali pra frente, tudo errado e quebra. Fazer 4 games no primeiro set foi lucro, como escreveu o Querubim lá pra cima.

A segunda, pelo início do segundo set, apontava para chance de um pneu ou algo próximo. Porém, durante dois games, o quarto e o quinto, Federer jogou um pouco mais de tênis e Nadal um pouco menos. Foram as últimas oportunidades de se ver algo de bom saindo da raquete do Federico. Final: 6/4 e 6/2.

Não há dúvidas que Nadal tem a receita básica para derrotar o suíço, mas há algumas condições mínimas para isso ocorrer. Ontem, parecia que Nadal jogava em Cincinatti e Federer em Monte Carlo, tal a diferença de velocidade da bola de cada um.

O radar do placar mostrava que a velocidade dos saques do suíço eram bem inferiores a sua média, confirmando em números o que se via na quadra. Nas trocas, enquanto Nadal fazia a bolinha voar, Roger parecia estar empurrando as bolas. E quando vinha alta então, parecia um jogador com reumatismo, tamanha a dificuldade em bater de forma decente na peluda.

Nadal tem um revés muito potente e que sempre andou muito, desde que ele chegue inteiro na bola e se posicione bem. Aí, gera uma potência significativa. Quando ele não consegue chegar nessas condições, seu revés é bem mais comum e deixa de ser incisivo. Ontem, com a bola do Federico andando em terceira marcha, foi um prato cheio para o espanhol, que fez aquela festa toda.

Outra coisa que finalmente o Rafa resolveu fazer (e nunca entendi porque levou tantos anos para isso) é usar aquele seu monstruoso forehand como arma de ataque e não só de contra-ataque. Além dessa batida poder variar facilmente entre uma veloz e uma cheia de spin estratosférico, encurta os pontos e mostra quem manda no jogo.

Federer teve um mérito ontem a ser reconhecido: mesmo estando visivelmente torto, foi lá, apanhou calado e permaneceu em quadra mesmo sabendo que ia ser feio. Não houve nenhum c’mon, não vibrou em nenhum ponto e aceitou passivamente sua condição de inferioridade. Morte anunciada. A Mirka até que acreditou um pouco no começo, mas depois relaxou e ficou lá brincando no seu celular, esperando o apito final.

A dificuldade que ele estava em se movimentar lateralmente era evidente, tanto que ele não chegava em algumas bolas que até um manco chegaria sem problemas. Comparando com sua movimentação no AO, por exemplo, a diferença era gritante. Não havia movimentação de pés, mal conseguia fugir da esquerda para bater de direita (tática que usou e resultou em vitória nesse mesmo IW ano passado) e as suas batidas de esquerda nunca completavam o movimento, parava o braço no meio do caminho.

Junto à rede estava duro, não conseguia se posicionar corretamente, não vergava o tronco, tudo que não se deve fazer para um voleio. Fora que as subidas eram quase todas com aproaches curtos, sem velocidade e mal colocados. Seus melhores voleios vieram em cima das poucas bolas que voltaram flutuando e altas, sendo que seu último voleio foi algo patético de se ver.

O único momento em que conseguiu fazer algo decente foi nos dois games que cacifou no segundo set, pois os do primeiro set foram ganhos principalmente por ter conseguido fazer bons saques. Nos games do segundo set que ele ganhou, uma quebra e um serviço seu, jogou dentro da quadra, conseguiu pegar as bolas na subida (só nessas ocasiões sua bola andou um pouco) e devolvê-las fundas, baixas e no pé do espanhol, tanto que foram os dois únicos games em que Nadal errou bastante.

O resto do jogo foi um disparate a favor do espanhol, que foi disciplinado taticamente (como sempre) e não tinha nada a ver com os problemas de movimentação do seu oponente. Jogou muito bem, fora aqueles dois games já citados, atacou muito, sacou bem e fez o seu.

Nas devoluções, Nadal ficou lá atrás, como de costume, e contou ainda a falta de velocidade de muitos serviços do suíço, principalmente o aberto no iguais. A bola vinha tão lenta que, mesmo angulada, dava todo o tempo do mundo para o espanhol chegar nela, se posicionar e meter aquele revés com spin alto lá no fundo, complicando a segunda batida do suíço.

O forehand do espanhol está andando muito e, aproveitando a espantosa velocidade de braço que ele tem, tá conseguindo jogar mais dentro da quadra. A mistura de antecipação na batida com a velocidade gerada está fazendo estragos em cima dos adversários. A movimentação ruim que foi vista no Chile e no Brasil desapareceu e, se não é exatamente a mesma dos bons tempos, está muito próxima disso.

Resumindo: ganhou quem já vinha fazendo um torneio melhor e está jogando bem. O outro, apesar de alguns problemas físicos evidentes, perdeu porque está jogando pior e isso é incontestável.

Derrota da semi do ano passado devolvida, Nadal segue firme para a final, pois é mais fácil o Federer ganhar dele no saibro do que o Berdych fazer isso em qualquer ocasião. Agora, do outro lado da chave, vai sair faísca hoje …

Não foi só eu que não gostei…….

Notas relacionadas:

  1. E o desafio?
  2. O acaso
  3. Federer x Nadal
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quinta-feira, 14 de março de 2013 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 10:17

Game, set e match

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Assisti a mais um derretimento mental de Wawrinka, na hora da onça beber água, frente a seu algoz e parceiro El Roger, acompanhado da minha querida mulher, enteado, trancinhas de mel e um pote de sorvete La Basque.

Patricia passou o jogo torcendo pelo suíço errado e falando sobre seu sentimento ambíguo com Federer – coisas de amor e ódio femininos. É lógico que, sempre propenso em ver o circo pegar fogo, eu também torcia pelo Wawrinka. Primeiro porque existe o tema de torcer pelo mais fraco, segundo variações são bem vindas, depois há a minha quase incondicional parceria com a parceira, aliás atenta leitora deste Blog.

Wawrinka jogou como quase nunca e perdeu como quase sempre frente a Federer. O pior é que durante uma boa parte da partida foi disciplinado táticamente, colocando seu maravilhoso revés no revés adversário – literalmente fugindo da direita alheia. Não todo o tempo, e quando não o foi eu aproveitava para apontar o deslize mental à tenista ao meu lado.

O ultimo game foi uma piada – antes disso tenho que dizer que a qualidade do jogo foi altíssima, com dois tenistas de muito talento encantando os admiradores do tênis-arte, algo valioso em dias de Conans armados de raquetes.

Depois de muita briga e bolas maravilhosas (veja o 1o video abaixo), Federer não conseguiu fechar a partida sacando em 5×4 no 2º set. Após uma série de mágicas e vencer o 2º set no TB, Wawrinka tinha que fazer seu serviço, o que vinha fazendo com certa facilidade, e levar a partida para o TB do 3º set. Começou com 0×30 e flertando com erros táticos. No 13×30 deu uma encolhida no braço que me constrangeu a milhares de quilômetros do estádio. No 15×40 pirou. Espera aí, não acabou o jogo e você tá sacando – lute! O rapaz deu uma bola no meio da quadra, quase no centro e na direita do topetudo e foi à rede – imagino que para apertar a mão do Roger! Este ficou tão surpreso com que devolveu na mão, só para Wawrinka volear de volta na direita do bonitão – aí dançou mesmo. Crau, game, set e match!

Mas foi um ponto solto no início do 3º set que causou a polêmica e a irritação do melhor do mundo. Federer sacou aberto no iguais e, raridade, foi à rede, quando foi assaltado pela duvida se o serviço havia sido bom, apesar de nada ter sido chamado.

Com certa displicência voleou a bola na rede, virou para o juiz de cadeira e pediu o desafio de seu próprio saque, algo permitido – desde que dentro dos parâmetros do Desafio. O juizão negou, alegando que ele não interrompera o ponto, fazendo o voleio. Federer alegou que foi tudo muito rápido e o voleio instintivo. O juiz insistiu que fora um golpe a mais do que o permitido. Federer pediu o Supervisor, que só pode regular sobre regras, nunca sobre fatos.

Federer ainda tentou pegar o Supervisor em um contra pé verbal (veja o 20 video abaixo). Ao ser informado que a decisão era de fato e não de regra. Roger disse: quer dizer que você concorda com a decisão?

O Supervisor, com tremenda categoria, respondeu seco que ele não havia dito aquilo que o tenista insinuava, virou as costas e partiu, já que nada mais tinha a fazer por ali e não fica bem em atrasar o jogo. Ponto e jogo para os dois oficiais e quem não entendeu se perdeu.

Notas relacionadas:

  1. Duas bolas
  2. Duplinha
  3. Não tem preço
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terça-feira, 5 de março de 2013 O leitor escreve, Tênis Masculino | 09:11

O tempo

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Não é de hoje que a leitora LuA nos brinda com seus textos. Este uma reverberação do meu texto anterior. Divirtam-se

Boa Noite!
.

Tenho um tiquinho de embaraço ao tentar entender esta relação tatuada entre pai e filho. Uma conjunção entre Catavento e Girassol. Quando há.
Ao justo, melhor mesmo separar o coração: o pisar lento do piso rápido e mortal. Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Isto eu não sei. Só sei que estes dois aí são dois lugares num raio só. Não caem.
Se raio, lembrança. Rememorada como outras, mas não como as outras. Veio.
.
O televisionamento dos principais torneios foi, realmente, uma lenha na alma dos fãs do Tênis e no coração dos Fedalmaníacos. Estes ardem de modo diferente daqueles, todavia com enlevo igual. Também no tempero a internet, o marketing, a beleza física (a outra é subjetiva e deixo para os fãs) e o carisma de ambos, com a marca de O Melhor de Todos os Tempos (já vistos) e o Rei do Saibro (até então).
Impossível mais!
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O velhinho tem mesmo que arriscar se preservando. A manhã será triste quando Mirka resolver que o pai precisa levar as filhas para a escola e sossegar o facho em casa. Quando chegar o anoitecer dele, meu choro de gratidão e saudade escorrerá, tem jeito não, é assim. Sempre foi.
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O novinho, dizem, sempre conviveu com a dor. O mal de todo atleta. E a terra vermelha com o pó beirando a rótula sempre foram um santo remédio. Não duvido que o novinho fique mais por aí. Mais na terra que no ar. Há muito mistério ainda nesta volta . Ele já mostrou outras vezes uma capacidade enorme de se reinventar.
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Nunca tive medo do novo que virá. Que já veio! Ortodoxo e fazendo o sinal da cruz para espantar os maus olhados. Como se dissesse “está repreendido” para os olhares cansados que se miram contra ele. Sinal da direita para a esquerda. Tanto faz! Vou com ele. O moreno queixudo me atrai e “pra mim não é qualquer notícia que abala o coração”. Se o Tênis não fosse também um constante Renoir, digo, Renovar, não teria o mesmo charme. Negócio seguinte. É entrar no barco e descobrir outras paisagens.
Levo também o mala com a mala tentando tirar uma roupa diferente da bagagem. Não resisto a uma novidade e não dispenso roupas com estações e formas diferentes. Fico sempre na esperança de sair de lá uma combinação boa que fuja do cotidiano. Chega de “me sorri um sorriso pontual “. Déjà vu com gosto de hortelã é bom, mas todo dia e toda hora enjoa.
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Fazer o que? Novos tempos. Aliás, o Tempo. O Tênis – a girar e a pulsar como a vida de quem está sempre entrando na quadra.
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Notas relacionadas:

  1. Ceia
  2. Engoliu
  3. Para quem?
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domingo, 3 de março de 2013 Tênis Masculino | 20:39

Juras e promessas

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Os dois protagonistas da maior rivalidade tenistica da década vivem momentos delicados e distintos. Por conta disso, o tênis profissional masculino caminha por um fio da navalha que pode fazer com que a temporada 2013 apresente mudanças radicais no topo do ranking e nos corações dos fãs. Especialmente aqueles, em enorme número, que aprenderam a acompanhar e apreciar o tênis através do televisionamento dos melhores torneios profissionais, realidade que se instalou quase que concomitante na realidade brasileira com o surgimento desses dois protagonistas.

Como escrevi anteriormente, com a idade Roger Federer adquiriu certos direitos no circuito ATP. Um deles é sobre a obrigação de participação nos Masters 1000. Agora joga só o que quer, sem se preocupar com multas e pontos. Por conta disso, avisou que jogará Indian Wells, que caminha para ser o “O Torneio”, e dá uma esvaziada no Torneio de Miami e uma cutucada na IMG, dona do evento. Independente de cutucadas federinas, o torneio continua o favorito dos brasileiros. E vai ficar ainda melhor com os investimentos que farão, agora que a prefeitura estendeu o contrato.

Após Indian Wells, Federer só volta a jogar em Madrid e Roma, para treinar para Paris, e Halle para treinar para Londres. Com a petulância que lhe é costumas, ainda deve pensar em vencer um Grand Slam, mas o fato é que, a cada um deles, a tarefa fica mais difícil. Jogar bem uma quinzena de cinco sets é diferente de jogar bem uma semana em três sets. Por isso elegeu o blefe e o andar na corda bamba. Chegará a Paris sem ritmo, porém totalmente fresh, que é sua aposta. Como não poderia deixar de ser, acredita que o talento fará a diferença. A checar.

Para nós fãs é lucro. Quanto mais tempo Federer achar que dá para ficar competitivo – e a nos encantar – melhor. E, em um evento como Wimbledon, ele ainda pode surpreender sues adversários. É só os ingleses cortarem um pouquinho mais a grama e, nos dias certos, o tempo estar úmido que o bicho pode pegar. Mas com o MalaMurray por perto eu duvido que o façam.

Rafael Nadal também vai segurar as rédeas daqui para frente. O quanto, talvez nem ele saiba. Será interessante ver como o Animal irá se domar. O fato é que a sua carreira dificilmente será mesma daqui para frente. Aquela entrega que surpreendeu o mundo dificilmente será a mesma. Além disso, terá que administrar a carreira – e aí me refiro a pontos, ranking, pisos e torneios. Não dá para ficar no topo só jogando no saibro – por isso sua insistência em tentar intimidar, e dobrar, a ATP em aumentar o número de eventos na terra. Bom para ele, não necessariamente para o tênis, os fãs e o resto dos tenistas.

Sua vitória em São Paulo e Acapulco mostrou que o cara é fera e fora de série – como se ninguém soubesse! É só ver como uma mortal como a Venus, que teve problemas de saúde e ficou longe das quadras, encontra dificuldades em pegar o ritmo de vitórias, bem diferente de ritmo de jogos.

Esta 2ª feira Rafa vai a New York judiar de seu joelho por um saco de dinheiro. Será uma maneira de ver como o bichado reage nas quadras duras. Lá mesmo deve dizer se vai ou não à Califórnia. Eu apostaria um cachorro quente e uma coca que sim. E não duvido que o tal do Ellisson, dono do evento, não lhe de uma telefonada encorajadora. Vai lá e vê como funciona. Se não machucar muito, vai a Miami também. Mas depois não vá reclamar! Ou então joga no seguro, pega um voo da Ibéria de volta para casa, vai gastar o saibro europeu e dar graças a Deus que ainda joga na terra. Mas, como todo mundo que já teve problemas com contusão sabe, uma coisa é quando dói; a gente faz juras e promessas, outra é quando a dor some e a euforia toma conta. Aí voltamos a acreditar que somos inquebrantáveis e invencíveis. Doce ilusão.

Notas relacionadas:

  1. Djoko, panquecas e coca light.
  2. Mudanças
  3. A chave masculina
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 Tênis Masculino | 14:34

Adrenalina

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É duro acordar 6h da manhã. Na época que fazia os comentários na TV acordava antes das 5h. No caminho, via aquelas pessoas no ponto do ônibus ou acelerando os passos para o trabalho e me invadia um sentimento estranho na alma assistir aquelas pessoas cumprindo suas tarefas cotidianas. Sabia que eu tinha que durar duas semanas, e ainda estava de carro, enquanto elas o fazem há anos e anos por vir, para chegar ao fim do mês e a coisa toda mal dar para pagar as contas.

Agora eu não tenho que acordar o que é diferente de acordar por opção. Ontem à noite cheguei de viagem, ficamos conversando em família até tarde, sempre um bom programa, mesmo sabendo do horário do jogo. Federer x Murray em GS é jogo imperdível e, como já escrevi antes, aproveitem porque durará pouco. Quando minha mulher começou a se mexer de manhã eu estava no meio de um sonho estranhíssimo, uma redundância, porém algo extremamente tranquilo e prazeroso, o que sempre me faz relutar em voltar a este mundo.

Os primeiros sets foram “assistidos” com um olho na TV e outro no mundo paralelo. Mais neste do que naquele. Os comentários da Patricia me traziam de volta quando necessário e um sexto sentido desenvolvido me acordava para os pontos importantes. Assisti todo o TB do 2º set, crucial, e no 3º já estava alegrinho. No quarto estava comentando mais do que o Meligeni, para alegria da Patricia.

O quarto foi o set. De tudo um pouco. Muito de bom e pouco de ruim. É uma beleza assistir tênis nessa qualidade, com intensidade de drama e comprometimento. Especialmente drama.

É raro ver os cachorões se estranhando em quadra como aconteceu hoje. Geralmente o respeito fala mais alto ou alguém acaba engolindo em seco e pronto. Hoje na hora do showdown alguém piscou e esse alguém, surpreendentemente, foi o Federer.

Como já disse eu pisquei várias vezes, mas duvido que a coisa começou antes do finzinho do 4º set, ápice do drama da partida de hoje. Começou com a juíza de linha de fundo engolindo sua própria chamada. Chamou pela metade, mas chamou. Aliás, pensando bem começou antes. Começou no Murray sacando 5×4 no 4º set, primeiro ponto. O escocês joga a bola para sacar e Federer pede para parar. Argentinada? Sei lá, podia ter algum gaiato lá atrás. Mas começou.

Voltando à juíza que cantou pela metade. O Murray reclama, o juiz de cadeira deve ter dado overuled, não sei porque os narradores continuaram falando, o Murray reclama mais e o Federer se aproxima para acompanhar. O juizão fala para o Murray que se quiser desafie, o que não faz sentido, porque se a juíza de linha cantou quem teria que desafiar era o Federer, a não ser houve mesmo o overule. O escocês desafia e descobre que pegou linha. Pouco antes, enquanto Murray estava ruminando o Federer retruca para o juiz – e se foi boa, vai repetir? Pressão. O juizão diz que foi um late call e não repetirá o ponto. Federer se afasta, sabe que a bomba vai estourar no colo do outro, como de fato estoura. Murray fica bravo, reclama, perde o game e segue reclamando no intervalo, mas não entendemos nada do que diz, pois os narradores continuam falando em cima. No final do intervalo, Federer, surpreendentemente ( e atenção) decide que também tem algo a dizer (provavelmente reclamando do Murray reclamando). Mais uma vez não ouvimos.

Game seguinte, Murray sacando em 5×6. Federer ataca vai à rede e o escocês lhe mete uma passada maravilhosa – a câmera nele. Claramente ele reage, incrédulo e irado, a algo que o suíço lhe grita. A adrenalina está no auge, o drama intenso e os fuck you voam pela Rod Laver Arena.

Federer vence o TB e jogo vai para o quinto. E aí veio o mais estranho que, suspeito, tenha algo a ver com o antes narrado. No intervalo Federer escolheu sair da quadra, o que, ajudou Murray a se recompor – será que o suíço penso nisso? No 1º game, Andy no saque, e ainda viajando, literalmente escapa de ser quebrado e ver o jogo ir para a cal, sabendo que no fundo continua sendo Andy Murray. E aí então a grande surpresa.

Federer vai para o saque e joga um game horrível, após tanta luta no quaro, sendo quebrado e dando a confiança para o outro sacar como um leão e abrir um 3×0 que provou ser irrecuperável. Antes, um detalhe. No 2º game, quando o suíço foi quebrado, um ponto marcante. Federer na rede e dá uma bolinha curta e convidativa. Murray vem na corrida e a bate de cima da linha de saque. Não escolhe ir na paralela ou na cruzada; vai mesmo no corpo no adversário – se pega nocauteia. O assunto ficara feio e pessoal. A partir desse momento Roger Federer murcha não jogou mais nada.

Nas entrevistas, quando perguntados, os dois desconversaram, dizendo que essas coisas acontecem, que o momento era tenso, coisas foram ditas e esquecidas após o jogo. Tenho sérias duvidas se Murray ficaria calado se tivesse perdido. Se por alguns momentos os rapazes perderam a elegância em quadra, fora dela souberam esgrimar os jornalistas e deixar a ênfase na excelência do tênis apresentado. Isso, é óbvio, vai sem dizer, mas, como em uma partida dessas é um ou dois detalhes que fazem a balança pender para um lado, aqui foi a versão oculta do drama hoje.

Notas relacionadas:

  1. Começa em Londres
  2. 2a semifinal em Dubai
  3. Não é…
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sábado, 19 de janeiro de 2013 Tênis Masculino | 11:35

Tomic

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Os australianos estão todos contentes pela postura de Bennie Tomic na derrota, em três sets, para Federer. Afinal, ele não barbarizou, não largou ostensivamente a partida, jogou um ótimo set – o segundo – quando teve suas chances de vencer e ainda deu uma entrevista equilibrada onde elogiou o oponente e não fez nenhuma declaração controvertida. Mas…

Que o australiano é um talento diferenciado eu escrevo desde de ele tem 16 anos, sempre com alguma controvérsia para apimentar o texto. Até aí nenhuma novidade. O jogo de hoje continuou sem novidades.

Ele confessa que se distraiu, para não dizer intimidou, ouvindo a lista de títulos de Federer no bate bola, jogou de igual para igual o segundo set, quando não existia tanta pressão, teve suas chances e não conseguiu cacifar. Até aí tudo bem.

O fato, não vou escrever problema, é que no 3o set Tomic mostrou mais uma vez a sua grande questão. Ao se ver dois sets abaixo, abaixa a guarda e entrega a rapadura. Levou 6×1. E a luta?

É nesse detalhe que Tomic deixa transparecer a falta em sua personalidade e a razão para não deslanchar na carreira, não cacifando seu potencial e assim frustrando seus fãs. Mudou? Ainda não. Só deu uma melhorada, apazigou seus críticos locais e uma lustrada na reputação.

Notas relacionadas:

  1. Hooning
  2. Dupla perfeita
  3. Expectativas
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 Tênis Brasileiro | 17:56

Paralelos

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Enquanto o Aberto da Austrália bomba, duas outras notícias movimentam o tênis. Uma lá fora, outra aqui. Aqui, a organização do Aberto do Brasil anuncia oficialmente, algo que eu já anunciara como bem provável, que teremos Rafael Nadal fazendo sua reentrada no circuito internacional em São Paulo, o que deve deixar os fãs locais do espanhol bem feliz, especialmente após a glamorosa passagem de seu arquirrival pela cidade.

Quem conhece Luis Felipe Tavares, o líder da empresa Koch-Tavares, sabia que não deixaria escapar a oportunidade. Ele é o mais antigo realizador de eventos tenisticos do país, e, após trazer Federer, sabia o impacto que tal presença terá no seu evento e no tênis nacional. Deve ter se armado com seu melhor estoque de charme para ir atrás do respaldo financeiro com seus patrocinadores, já que a pedida do espanhol não foi pouca. Mas, quem o conhece sabe que Tavares é bom de negociação. A pedida, dizem, foi de 1 milhão de Euros, o numero fechado ainda uma incógnita.

Lá de fora chega a notícia que Brad Drewet, presidente da ATP há um único ano – após uma longa busca e cuja indicação causou rusgas até entre Nadal e Federer – anunciou que está se afastando do cargo para se tratar de uma daquelas doenças  malditas – a chamada Doença de Gehrig, assim batizada por ter afligido um dos maiores jogadores de baseball dos EUA. A ATP anunciou que iniciará de imediato a procura pelo substituto, o que deverá movimentar o mundo do tênis masculino, que atravessa um momento delicado por conta das diferenças com a FIT – Federação Internacional de Tênis.

Enquanto isso na Austrália, entre outros, Thomaz Bellucci não se adaptou, mais uma vez, às quadras duras, e quiçá rápidas e, o que é pior, especialmente para ele, deixou de progredir além das primeiras rodadas de um Grand Slams, algo que já foi declaradamente  seu principal objetivo, mas que segue sendo tão fugidio quanto sempre foi.

Notas relacionadas:

  1. Tudo tem seu preço.
  2. Dólar furado
  3. No Ibirapuera
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domingo, 13 de janeiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:34

A chave do Aberto da Austrália

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Começa hoje o mais improvável dos Grand Slams, aquele que subsistiu a todo tipo de adversidade, especialmente à distância dos centros do universo e uma data que maior mico não poderia ser. Sobreviveu graças à tradição do tênis local e uma mudança radical no evento, realizada pela federação local nos anos oitenta. Hoje é o GS mais gostado pelos tenistas, apesar dos senões.

Com a ausência de Rafa Nadal e presença de todos os outros, o evento, por ser o primeiro da temporada, é sujeito a pequenas zebras. É uma oportunidade para os tenistas que correm por fora conseguir bons resultados. Detalhe; as notícias que chegam afirmam que as quadras estão mais rápidas este ano, o que ajuda alguns e prejudica outros – inclusive no tête à tetê, sempre bom para las zebritas. Vejamos como ficou a chave masculina.

El Djoko começa contra Mathieu, que sempre ameaça, mas nunca cumpre. Pode pegar o jovem Harrison em seguida, se este passar pelo Giraldo. Por ali Troicki enfrenta Stepanek – nossa!

Wawrinka enfrenta Steebe, que ainda é uma incógnita, mas um talento. Monaco pode pegar Anderson na 2ª rodada, o que não é uma boa para o argentino.

Fechando o quadrante, Berdych, sem ninguém que o ameace por perto. Se ninguém estragar a festa, o checo deve encontrar o sérvio nas quartas.

No próximo quadrante, Ferrer deve enfrentar Karlovic na 2ª rodada. Dois metros de altura, em quadra rápida, não legal! O outro cabeça desse quadrante é o sérvio Tipsarevic, que enfrenta o malaHewitt de cara – duvido que passe. Tem que ser um dos quadrantes mais babas que já vi em GSs.

A chave de baixo começa com El Federer jogando com o francês Paire na 1ª rodada e, talvez, Davydenko na 2ª – interessante! Logo acima, Tomic, que acaba de vencer Sidney, enfrenta o argentino Mayer e pode, na 3ª rodada, enfrentar Federer, que já mandou uma mensagem para o australiano, quando perguntado a respeito – vai com calma, mané, que ainda tem muito feijão para comer.

Raonic, #13, está por ali – lembrem-se da quadra rápida! E pode enfrentar o fantasmaço Rasol na 2ª. Por ali também Bellucci, que encara o esloveno Kavcic, #93 do ranking. Nesse quadrante um presentinho para os fãs e uma sinuca para os amigos Tsonga e Llodra, que se enfrentam de cara. O Tsonga quando chegou na Austrália afirmou que chegou a hora de vencer um GS. Bellucci, que enfrentaria um australiano na 2ª, caminha em direção aos franceses.

No ultimo quadrante, Murray de um lado e Delpo do outro. O escocês deve ter olhado a chave e pensado que só complica se for sozinho nas 1as rodadas. Joginho encardido será Monfils e Dolgopolov – dois lixeiros. Simon x Volandri vão decidir quem empurra mais a bola – se for na madruga ninguém merece. Delpo também sem maiores problemas no início, a não ser que vocês considerem Chardy ou Granollers problemas.

Dessa maneira, sem lãs zebritas, as 4as de final ficariam assim: Federer x Tsonga e Murray x Delpo. Os vencedores vão para a semifinal. Na chave de cima, Djoko x Berdych e Ferrer x ??? (escolham aí entre Tipsarevic, Hewitt, Almagro e outros), na chave mais barbada do torneio.

Notas relacionadas:

  1. A chave de Cincinnati
  2. A chave de Wimbledon
  3. A chave masculina
Autor: paulocleto Tags: , ,

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