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23/11/2009 - 12:01

Pinóquio

O primeiro dia do Masters não trouxe maiores surpresas a não ser pelas atuações abaixo do padrão dos envolvidos. Federer errou mais do que se espera, especialmente na direita de ataque. Talvez o fato de ter perdido duas partidas seguidas teve alguma influencia na sua confiança. Mas lembrando o velho Federer, encontrou uma maneira de perder a terceira seguida. Ficou no ar a pergunta se o diferencial foi a sua mágica ou o Verdasco deixando escapar, mais uma vez, uma grande vitória.

O confronto entre Delpo e Murray prometia pela rivalidade entre os dois. Os dois não se bicam há tempos. Como deixaram de ser garotos brigando por uma rodada e se tornaram campeões lutando por grandes títulos e pelo topo do ranking, deixaram as picuinhas de lado e passaram a se respeitar, o que é bom e todo mundo gosta. Um lá outro cá.

O jogo não foi lá grande coisas. Como Murray lembrou, ambos não jogaram muito desde o U.S. Open. Um porque estava contundido, outro porque deu uma bobeada em sua carreira, após seu primeiro grande título, que ainda vai se arrepender.

No final Murray foi menos ruim. O que achei interessante foi a declaração do argentino sobre a interrupção causada por um sangramento em seu nariz. “Não foi nada demais. “É que tenho um nariz bem grande – esse é o problema”. Falou, Pinóquio.

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Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , , , , ,
21/11/2009 - 16:45

Barbeando a cara de pau.

Roger Federer saiu em defesa do francês Henri no caso da “mão de deus” versão francesa. Vale lembrar que Henri é companheiro de Roger nos comerciais da Gilette, junto com Tiger Woods e Kaka. Não li nenhuma declaração do Kaka.

Eu assisti o segundo tempo da partida entre França e Irlanda logo após sair da quadra e bater minha bolinha no clube. Era um fim de tarde glorioso e não me pareceu haver programa melhor do que sentar debaixo da jaqueira com amigos, tomar sucos de melancia e acompanhar uma partida decisiva pela Copa do Mundo, especialmente com chances de dar zebra.

Acompanhei quando o francês meteu a mão na bola, o gol, os irlandeses reclamando, o juizão, com a soberba natural dos juizes, ignorando as reclamações e o Henri fazendo cara de paisagem. Fiquei imaginando, quando a TV mostrava carinha do francês, se algum irlandês lhe iria lhe mandar poucas e boas, assim como para o juizão.

Os irlandeses, logo eles, levaram numa boa, no quesito ir à loucura, pelo menos os que estavam em campo. No final um deles até ficou sentado batendo papo com Henri, o que é surreal para mim. Agora, o mundo deve estar caindo para o juizão. Imagino se será crucificado ou, como muitas vezes acontece, será prestigiado. Já o Henri está sendo acusado de trapaceiro para baixo – na Europa a coisa está feia para o lado dele – e a FIFA, assim como a ATP, olha para o outro lado e finge que o problema não é com ela.

Pressionado, Henri diz que deveriam jogar uma outra partida, até porque sabe que a FIFA nunca concordará, como já avisou. Aí é fácil fazer o mea cupla – pergunta para o Agassi. Quero ver é bancar o macho honrado na hora certa.

Na Inglaterra os jornais britânicos foram perguntar para Federer o que ele achava da atitude do amiguinho dele.

Roger acha que quem tem que apitar é o juiz e que o Henri não tinha a obrigação de confessar, em campo, a sua falta. Confessar depois já está de bom tamanho. Amigo é para essas coisas. Se não marcaram nada, o erro é do juiz e do sistema e não de coitado do Henrizinho, pensa Federer. O suíço aproveita para cutucar a FIFA e afirmar que chegou a hora do futebol utilizar a tecnologia disponível. Ele, que nunca gostou do hawk eye, mas o utiliza a torto e a direito, diz que o futebol precisa da tecnologia mais do que o tênis.

Federer diz que não dá para usar replays em futebol para qualquer coisa, mas que algo deveria ser feito para que casos como esses não aconteçam. É genérico demais, já que 10 cabeças teriam 10 idéias diferentes. Agora, diz o tenista, o assunto tomou proporções políticas, o que não deveria acontecer, diz ele.

Eu nunca gostei da personalidade do Henri, mas não consigo imaginar nenhum outro jogador levantando o dedo e confessando o ato impróprio ao juizão, que no tira teima da TV Globo estava encoberto na hora H. Antes eu estivesse errado. Foi um daqueles infortúnios, próprio do futebol, onde a tragédia falou mais alto do que a ética e o fair play. No fundo, acho que a FIFA adora que essas coisas aconteçam. Mantém o estigma do futebol.

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bighands1_141635s henrythief_141655stub_141637sAlgumas pérolas que os jorna britânicos, que estão possessos, publicaram na internet.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino Tags:
20/11/2009 - 19:37

Os grupos do Masters

O formato de dois grupos de quatro vem sendo usado no tênis profissional desde os tempos de WCT do arrojado Lamar Hunt. Fico imaginando quantos dos leitores sabem, sem ir correndo para a wikipedia, o que foi o WCT e quem foi Lamar Hunt. Ou quantos tenham ido ao Ibirapuera assistir quando o evento aconteceu por aqui.

O Masters era da FIT desde 1970 até 1990, quando a ATP dos tenistas o surrupiou dos cartolas, que tentaram, por um tempo, fazer outro, paralelo, e com uma montanha de dólares que Boris Becker chamou de obsceno, algo sobre o qual o alemão fala de cátedra. Em 1999 a FIT entrou em um acordo com a ATP, desistiu de seu evento e ambas passaram a administrar o atual Masters. Mas chega de história e vamos dar uma olhada nos grupos.

Grupo A: É o mais forte, inclusive pela presença de Federer. O suíço talvez se motive a jogar bem o último evento do ano que o consagrou como o melhor da história. Seria de se esperar. Como não tem feito nada demais nas últimas semanas, está com o físico intacto. Resta ver a confiança, a qualidade que faz o diferencial no seu estilo.

Andy Murray, que volta de uma contusão no pulso, só pode estar cansado de não fazer nada nas ultimas semanas. Jogar bem em Londres será sempre uma faca de dois legumes para o britânico. Tem a motivação de jogar para seu público e com ela vem o lado escuro do tênis – a pressão. Pelo menos não é Wimbledon. Pode aproveitar para tirar o peso das costas, o que seria bom para seu futuro no All England. Atrofia qualquer um, inclusive o Federer. Mas é uma incógnita.

Alguém precisa avisar o Delpo que a carreira não acabou com a sua conquista no Aberto dos EUA. Pelo contrário – agora é que o bicho pega. De lá para cá o argentino está com a cara de quem passou a noite da gandaia. Acorda!! É perigoso, mas parece estar se guardando para 2010.

Fernando Verdasco está no Masters pelo o que fez no primeiro semestre. É outro que não vem se apresentando no seu padrão. Ou será que esse é seu padrão? Corre por fora e sem pressão.

Se for para adivinhar, o que odeio, passam para as semis o suíço e o escocês.

Grupo B- O mais embalado e o que está jogando melhor, de todos, é o sérvio Djokovic. Venceu dois torneios seguidos e levará essa confiança para Londres e para 2010. Mostra, a cada dia, que, mesmo não sendo o mais técnico, é um grande competidor. Adora vê-lo jogar os pontos importantes.

Rafa Nadal é a incógnita. É o melhor competidor do tênis atual e um dos melhores da história, mas não está em sua melhor fase. O pior, para ele, é que a Espanha está na final da Davis mais uma vez e vai vencer mais uma vez. (Será que a CBT vai contratar o Albert Costa para 2010?) Vem patinando em semis e finais e não vence um torneio desde Roma, o que é muito pouco para seu padrão. Mas quem é macho de apostar contra?

É uma dureza escrever sobre Davydenko. O cara é ótimo tecnicamente, mas não tem coração. Parece um cantor de blues branco nascido em Boston ou sambista de olhos azuis criado nos Jardins. É horrível de torcer, a favor ou contra. Fora que treme na hora da onça beber água.

Soderling. Esse é tão maluco que se eu fosse produtor de Hollywood chamava o Jack Nicholson, quando jovem, para fazer seu papel – “here´robin!”. Até o Norman chegar à sua vida não tinha um único amigo no circuito. Agora tem o Norman. Se a Hingis estivesse por aí casavam e teriam um filho. Já imaginou o que viria? Mas gosto de vê-lo jogar, especialmente quando está motivado, o que não é assim tão comum. Tem que se tirar o chapéu para alguém que bate a direita como ele bate, com aquele bração, e aquela esquerda que eu roubava e não devolvia.

Nas semis devem ir Djoko e Nadal. Mas não perco por nada o jogo entre o sueco e o espanhol.

oitono o 2Os oito galáxicos no O2

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino Tags: , ,
18/11/2009 - 13:01

State of the art.

Fui algumas vezes ao Masters quando era realizado em Nova York e Hannover. Na primeira, o evento era ótimo, na segunda uma droga. Na primeira, era realizado no Madison Square Guarden, em Midtown New York, uma cidade que ferve. Na segunda, em um complexo mastodôntico, feito para uma feira mundial, nos arredores de uma cidadezinha fria que era o fim da picada. Não fui a Xangai, onde presumo adoraria a cidade e odiaria o evento.

Nova York era campeã pela cidade, pelo local e pelo público, componentes chave de um evento, além dos os atletas, of course. Enriquece demais o calor do público que sabe como e quando aplaudir e quando silenciar. O tenista intui quando o pessoal das arquibancadas é tenista ou pára-quedista e seu desempenho espelha o fato. Para o público visitante, a cidade onde é realizado o evento é uma enorme diferença, para o bem ou para o mal.

Hannover tinha um bom público, os alemães viviam a febre de Graf e Becker, além de entenderem o tênis, o local era estranho, mas passável – algo como um gigantesco Anhembi – mas a cidade era de chorar. Um frio cão, ninguém nas ruas, nenhum lugar para ir, uma tristeza de cortar os pulsos.

Xangai, eu imagino, seja uma cidade interessante, o local devia ser bom, mas o público era de chorar. O pessoal e o tênis estavam em galáxias distintas. E para nós, que acompanhamos pela TV, evento do outro lado do mundo é de ir à loucura pelo fuso horário. Minha mulher deve pensar seriamente em me largar durante o Aberto da Austrália e as transmissões da madrugada. Eu, se pudesse, me largava.

Por conta disso, a minha expectativa com o Masters em Londres é bem positiva. A cidade é ótima, quanto a isso não há duvidas, apesar de que o local do evento, a Arena O2, ser fora do centro da cidade, lá onde Judas perdeu as botas no lado oeste e do outro lado do rio. Nada que um “tube” ou um taxi não resolva.

A Arena é “state of the art”, um local que nos faz sentir terceiro mundo apesar de sermos a sede da próxima Copa do Mundo e Olimpíadas. Imagino se um dia teremos um lugar daqueles por aqui e com os eventos para acompanhar.

O público inglês é também um dos melhores, tem por quem torcer, e tenho a suspeita será mais participativo do que o que comparece ao All England Club, local que inibe e constrange. Já foram vendidos 250 mil ingressos para os oito dias. Além disso, a imprensa é a melhor do mundo, de longe, e bota longe nisso. Isso ajuda a elevar o padrão do evento, dentro e fora da quadra, de maneiras objetivas e subjetivas.

Grupo A
Roger Federer
Andy Murray
Juan Martin del Potro
Fernando Verdasco

Grupo B
Rafael Nadal
Novak Djokovic
Nikolay Davydenko
Robin Soderling

DUPLAS

Grupo A
Daniel Nestor-Nenad Zimonjic
Mahesh Bhupathi-Mark Knowles
Frantisek Cermak-Michal Mertinak
Mariusz Fyrstenberg-Marcin Matkowski

Grupo B
Bob Bryan-Mike Bryan
Lukas Dlouhy-Leander Paes
Lukasz Kubot-Oliver Marach
Max Mirnyi-Andy Ram

Considerações a respeito dos grupos em post futuro.

o2ink101uploadedimage Bons ingredientes: Londres, Masters, O2 Arena, público, tênis.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino Tags: , ,
12/11/2009 - 12:48

Possibilidade remota

Por alguns comentários um pouquinho mais na linha ignorante/torcedor da batida rivalidade Federer/ Nadal que apareceram de ontem para hoje, dá para sentir que há algo no ar.

Não acredito que é o que vá acontecer, até pelo momento de ambos, mas a derrota precoce de Roger Federer abre a possibilidade matemática de Rafael Nadal brigar pelo título de melhor do ano, mudando todo um clima existente desde Roland Garros. Ah, o ar de Paris, c’est la diference!

Depois dos resultados de ontem, a diferença entre ambos caiu para 1215 pontos e pode descer a 305 se o espanhol vencer Paris, uma possibilidade remota pelo o que Nadal vem apresentando. Mas, eu já disse, nunca apostaria contra o espanhol. Como ainda falta o Masters, torneio generoso em pontos…

fed ver Federer – nem quero ver essas contas!!

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: ,
10/11/2009 - 16:58

Confiatrix

Fiquei contente em ver o Novak Djokovic vencendo uma final em Basel, na casa do adversário, ninguém menos do que o melhor do mundo, e ainda segurando a onda na hora da onça beber água. O sérvio havia perdido um único set até a final, na semi contra Stepanek, quando encontrou um jeito de escapar de três match-points. Conquistar o título, quebrando Federer duas vezes no set final, quando ainda fechou a porta na cara do #1 do mundo, salvando três break-points seguidos, dá medida da sua confiança.

Para Novak é uma pena que comece a pegar o jeito no fim da temporada – porém, melhor tarde do que nunca. Em Paris fica um pouco difícil seguir com sua invencibilidade, pois jogar bem, e vencer, dois torneios consecutivos é complicado.

Djoko vem procurando maneiras de melhorar seu tênis, já que a competição ao seu redor tem crescido. Para isso, vem investindo em diferentes alternativas como trazer Todd Martin para seu grupo, sem dispensar Marian Vajda, seu técnico principal, mudar de raquete e trocar o preparador físico.

Será interessante ver se o sérvio colocará seus maiores esforços em Paris ou se os guardará para Londres. Como há uma semana de intervalo entre os dois torneios, ele talvez tente ir para as cabeças. Até porque o resto do pessoal vai estar esperto e querendo derrubá-lo.

Com certeza, para ele, e os outros envolvidos, o ideal é terminar a temporada com um “Big Bang”. Até porque as duas últimas semanas servem mesmo é para aplacar a consciência, do que se fez ou não se fez no resto da temporada, assim como pelas férias oficiais que se aproximam. Mas, para não sair do terreno do intangível, o bom mesmo é adquirir uma motivação maior para cansativa pré-temporada e injetar nos tubos uma boa dose de “confiatrix”, a melhor droga do esporte e a única que não bate de frente com a WADA.

confidence_Full Inflando a confiança para 2010.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: ,
16/10/2009 - 20:30

Nostradamus de Las Vegas

Enquanto tenista, Andre Agassi sempre foi um dos mais articulados nas entrevistas. Era capaz de expor um raciocínio com mais claridade do que a maioria, até porque esta, praticamente em qualquer área, é feita de pessoas que ou não tem muito a dizer ou tem dificuldades em fazê-lo.

Nunca ouvi um tenista se alongar nas táticas e estratégias do jogo com a mesma clareza do americano. Até por conta dessa capacidade, foi o maior marqueteiro da história do tênis.

Agassi afastou-se do mundo do tênis após encerrar a carreira e tentou aumentar a sua fortuna – possivelmente a maior entre os tenistas, especialmente se somada à de fraulein – tentando uma grande tacada imobiliária que foi para a cucuia.

Coincidência ou não, após a bancarrota, que começou a tomar forma no ano passado (fiz um post a respeito), o rapaz faz um estratégico e pensado retorno ao mundo do tênis: inauguração da quadra coberta em Wimbledon, presença ostensiva em Wimbledon e U.S. Open (onde recebeu convidados pagantes em um mega-camarote), estréia em torneios Masters (derrotado na final na semana passada) e agora declarações bombásticas sobre o futuro do tênis, mais especificamente sobre tenistas.

O Nostradamos de Las Vegas anunciou que a carreira de Federer e Nadal está perto do fim. Bem, dito dessa maneira até a D. Ruth acerta,apesar de que a contragosto. A mãe do suíço, quando de visita a São Paulo também já falou que o filho não jogará para sempre (outro post meu sobre o assunto).

Quanto ao Nadal, também nenhuma novidade. Todos sabem, até seus maiores fãs e defensores, que o espanhol sofre de sérios problemas no joelho, razão alegada pelo americano para encurtar a carreira do Animal. Até ai morreu Dolores. Os fãs podem falar o que quiser. Um comentarista também pode arriscar seus pitacos. Pelo jeito um ex-tenista também pode fazer suas previsões, mesmo sabendo da repercussão da declaração, até por ter sido um dos maiores ídolos do esporte e contemporâneo de todos esses que estão aí. Mas ficar secando um cara que até há pouco era #1 do mundo, já mostrou que é capaz de vencer GS na terra e na grama (desdizendo o que o careca declarou também publicamente) talvez seja um pouco demais.

Suas declarações não exigiram muita pesquisa, raciocínio ou insight. Dizer, nas atuais circunstâncias, que os sucessores devem ser Murray, Djokovic e Del Potro não exige mais do que uma simples conferida no site da ATP na seção de ranking.

Para um atleta com o gabarito, e a tal capacidade de articulação mencionada no início deste post, eu esperava algo mais rebuscado, audaz e inovador, e talvez um pouco mais de cortesia e respeito com os tenistas que estão, com tanta propriedade, comandando o circuito. Será que ele esqueceu o quanto ele mesmo alongou sua carreira, até com razoável sucesso.

Ou será que Agassi, que perpetuou o moto “Image is everything” no cenário esportivo está, por alguma razão ainda desconhecida e anunciada, tão necessitado de ganhar algum destaque na imprensa internacional?

Agassi na cermônia de abertura do US Open 2009

Agassi na cermônia de abertura do US Open 2009

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , , , , ,
09/10/2009 - 19:45

Forbes

Não que seja uma grande novidade, mas fica cada vez mais claro porque as meninas fazem tanta questão de sair nas capas de revistas, sensuais em quadra e fora delas, e nem tanta questão de vencer torneios.

Quem ganha dinheiro mesmo entre as mulheres, são as bonitonas, as gostosas, as sensuais. Se ganharem alguma coisa em quadra melhor. Pernas de pau, dragões e jurubeba estão fora. Essa é a Verdade Kournikova, que se instalou de vez no tênis feminino e acabou com a Verdade Navratilova, para o desespero de suas coleguinhas do calção masculino.

Maria Sharapova, que ficou boa parte da temporada longe das competições, foi a tenista que mais ganhou dinheiro em 2008, segundo a Revista Forbes, a pietisa da grana global. A russa ganhou U$22.5 milhões, sendo U$22 em contratos, o que exemplifica bem o que digo. Foi seguida por Serena com U$14 e Vênus $13 e Aninha com U$8 . As americanas têm o nicho Black no mercado americano. A sérvia, que em seu país não ganha nem bom-dia, têm que se virar com mais esforço para agradar globalmente, por isso as inúmeras fotos e reportagens, fazendo o tipo boa-menina/menina-boa por onde der.

Os jornais brasileiros, principalmente O Estadão, adoram publicar fotos enormes da Maria nas suas páginas de esporte e até mesmo na 1ª página. Quando eu entro na ESPN para comentar os jogos nos GS, os marmanjos que cruzam meu caminho perguntam uníssonos; a Maria joga hoje? A razão por detrás dessa paixão é a mesma que faz com que a russa receba rios de dinheiros de empresas como Canon, Colgate, Sony, Tiffanys e Motorola.

1.85m de altura, cabelos loiros e corpo da amazona nórdica também ajudam bastante nos contratos, além do inglês impecável da moça, que faz todos os seus contratos nos EUA e zero na Rússia. Os rublos devem ficar para a Safina e a Kusnetsova que – desmentindo Vinicius e boa parte do resto da humanidade – desenvolve a lógica da mulher feia, dizendo que o foco de suas carreiras é na quadra e que beleza não importa. Ahh, se a Eleninha vencesse um Wimbledon…

O campeão da grana é o suíço Roger Federer que faturou U$ 36 milhões. A grana entra de todos os lados – sendo que a participação em torneios é só uma pequena fatia financeira, mas a que alavanca o resto. A personalidade, a categoria, o carisma, os recordes ajudam bastante. Nike, Rolex, Jura, Gillette, Mercedes ajudam mais ainda. Só a Nike joga uns U$10 M nas mãos do rapaz.

Nadal vem em terceiro (Roddick está junto com as irmãs), com $20 M, mas poderia estar ganhando ainda mais se não fosse o receio de algumas empresas apostarem mais no futuro do tenista, por conta das contusões. Boa parte de seus ganhos também vem da Nike e de empresas espanholas, onde o rapaz é deus e o esporte é muito considerado. Por isso, meus leitores, se vocês não gostam da camisa verde e do calção xadrez do rapaz, aposto que ele adora.

maria-sharapova-sony-ericsson

roger-federer-et-rolex1

kuznetsova_262 Vou subgelendar o que?

Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino Tags: , , , ,
24/09/2009 - 11:31

Logo de cara.

Dos confrontos sorteados para a primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis 2010 dois se destacam.

A Sérvia recebe os EUA. Djoko e Tipsarevic vão ter a oportunidade de fazer uma recepção bem calorosa para os americanos. Será que eles vão para o saibro, já que Blake, Roddick, Querrey e outros menos cotados são razoavelmente ignorantes nesse piso? Não que Tipsarevic seja lá muito esperto na terra, mas Djoko pode fazer a diferença. Os sérvios têm ainda Zimonjic para as duplas e os americanos, suspeito, vão ter dificuldades em levar os melhores.

Mas o grande jogo da primeira rodada vai ser Espanha x Suíça no saibro espanhol. Isso se Nadal e Federer jogarem. Não sei qual eram os planos de ambos quanto a participação em uma primeira rodada. Mas agora, com esse sorteio, aquele que não jogar vai ficar parecendo que fugiu da raia. A ver.

O Brasil, que ficou no Zonal, aguarda o vencedor de Uruguai x Rep. Dominicana. O vencedor dessa chave enfrenta o vencedor de Canadá x Colômbia. Teoricamente devemos ter mais uma chance na repescagem.

federer_nadal_600 Rivais na Copa Davis

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Masculino Tags: ,
17/09/2009 - 18:56

Almoço familiar

Estava lendo os comentários dos leitores e pensando no impacto que a derrota de Roger Federer teve em sua carreira  – considerando que ele deixou de ganhar seu 16º GS e uns U$800 mil de prêmio, diferença que dava para fazer uma festa com as crianças ali na FAO Schwarz, não muito longe do hotel onde ele ficou.

Por outro lado, o rapaz não tem que provar mais nada a ninguém em termos de conquista, o que é um alívio na vida de qualquer um. Para melhorar o seu (o dele) astral, o suíço chegou aos U$50 milhões em prêmios, só como que ganhou na 1ª rodada do U.S Open, o que também deve fazer um bem danado para o bolso, o ego e alma de quem não chegou aos trinta. Percebam que não acrescentei um centavo de contratos mil.

Acho que a D. Ruth ficou mais chateada do que ele. Meu sobrinho disse que no meio do quinto set, para a surpresa e irritação do novo financista da família, a digna senhora simplesmente levantou-se e desligou a TV, alegando que o Federer não estava jogando bem e fim de papo. Os argumentos realistas do jovem, do tipo que o jogo não acabara, que queria ver o fim (suspeito que intimamente ele torcia pelo argentino – neto desnaturado) e que torcedor é para a vitória e a derrota, foram simplesmente ignorados enquanto ela providenciava um chá de camomila para acalmar os nervos.

Hoje ela apareceu aqui em casa para almoçar. Queria tecer e, suspeito, em uma surpreendente recaída, ouvir os comentários do filho entendido no tênis. Preferi investir na bela massa que estava a nossa frente e em conversas mais familiares, que normalmente podem até terminar mal. Uma coisa é certa; tentar uma conversa lógica, tranquila e equilibrada sobre o desempenho do campeão na final não ia melhorar nosso relacionamento.

E se ele diz que não está nem aí com a derrota, porque eu vou estragar o meu almoço em tão querida companhia?

new-york-storefront As gemeas ficaram sem o ursinho.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Light, Tênis Masculino Tags: ,
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