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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 Grand Slam | 18:47

Na madrugada

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Estou chateado, que é uma forma simpática de dizer que estou em um tremendo mal humor. Fora as minhas dores nas costas, que agrava cada vez que jogo e piora quando o tempo muda, como é o caso hoje, tem o nada agradável fato de que a partida entre Roger Federer e Marat Safin não acontecerá no meu turno de comentários.

Continuo trabalhando na hora do lobisomem, que vai das 22h às 4 da manhã, o que é assumir o fuso australiano vivendo em São Paulo. O jogo do Federer deve acontecer lá pelas 8h da manhã de sexta e nesse horário ainda estou dormindo. Meu horário de ir para a caminha está lá pelas 5:30h.

Terei que me contentar, esta noite, em comentar Del Potro enfrentar o sacador Gilles Muller de Luxemburgo, um conflito interessante de estilos, e Dokovic encarar o americano Amer Delic, que bateu Taylor Dent e Paul Mathieu.

Podemos ainda mostrar Roddick e Santoro, um espetáculo garantido, porém corro o sério risco de encarar Jankovic e Sugiyama. A escuridão da madrugada pode nos aterrorizar com eventos medonhos.

Notas relacionadas:

  1. Enchendo linguiça
  2. Semifinais de Sidney
  3. Primeiro dia, ou noite?
Autor: paulocleto Tags: , , ,

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009 Grand Slam | 18:28

Primeiro dia, ou noite?

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Não precisei entrar no avião e voar por cima da Antártida para o outro lado do mundo para ser obrigado a lidar com o fuso horário. Bastou começar a trabalhar na cobertura do AA na ESPN. Uma noite e já fiquei torto. Fui deitar 5:15h da manhã, que é hora de padeiro não de tenista. Enfim.

Logo no 1º dia e os brasileiros já estão fora. Nada bom. Roddick deu uma surra no sueco Rehenquist, que é um tremendo fantasma. Djoko passou pelo italiano Stoppini, mas ainda está fora de jogo e com a direita indecisa. O Federer jogou bem um set, acomodou e jogou para o gasto. O Potro está jogando muito.

O Safin ganhou; atenção Roger. O Nalbandian venceu em quatro – nunca em três. O jovem australiano, 16 anos, Tomic, bateu o Staracce em quatro sets e venceu três tie-breaks; tem jogo e personalidade! O garoto é a grande esperança dos donos da casa, apesar do pai problemático.

O Baghdatis voltou a vencer, o Moya voltou a perder e o Santoro venceu o Juan C. Ferrero; a decadência é uma tristeza. O Berdich deu um pau no Ginepri, o que não é fácil. O Tipseravic venceu em 5 sets; normal.

No melhor jogo da rodada, o Gilles Muller bateu o bonitão Feliciano Lopez 16/14 no 5º set. Enquanto eles jogavam o quinto set eu era obrigado a comentar o jogo da Sugyama contra a Dubois; castigo!

O David Ferrer venceu, o Gremelmeyer, em 5 sets; sempre na marra. O Niemenem, finalista em Sidney, abandonou no 2º set contra o Mathieu; o corpo pifou. O Robredo, que deve vir ao Brasil, venceu, fácil, o americano Reynolds. O sempre perigoso Celic passou pelo africano Anderson. O talentoso Malisse voltou a jogar, após longa contusão e ser obrigado a jogar o qualy; bateu o maluco do Llodra.

Djoko – caras e bocas                          Robredo – pensando no sol da Bahia

Nalbandian – sempre mirabolante           Niemenem – corpo cedeu.

 

Notas relacionadas:

  1. Enchendo linguiça
  2. Semifinais de Sidney
Autor: paulocleto Tags: , , , ,

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008 Copa Davis, Grand Slam | 11:25

Enchendo linguiça

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Este é um post para, literalmente, encher uma lingüiça natalina. Sem pauta e sem idéia definida. Começo com o vídeo do Andy Roddick, produzido pela ESPN, jogando com uma frigideira na mão e enfrentando um tremendo nerd. O rapaz venceu um concurso na ESPN e o direito de enfrentar Andy que, assim como quase todos os americanos e uma série de tenistas de outros países, estão na Florida, mais precisamente em Boca Raton, treinando. Na academia Evert a USTA realizou uma barragem para decidir qual dos gringos ficaria com o WC a qual a USTA tem direito no AO, conseqüência de um acerto com a federação australiana. O gigante John Isner ficou com a vaga.

A ESPN americana adora fazer promoções e os esportistas adoram participar. Primeiro porque faz parte da cultura americana fazer um esforço para aparecer na TV. Depois porque a ESPN é o maior canal de esportes do mundo. Por ultimo porque fazia parte de um evento da Fundação Roddick. Este não teve duvidas em roubar uma frigideira e partir para a luta com o ” rei dos pangas” e quase perder. Fica claro que o quinto mundo nunca jogou raquetinha. Para não explicar as dificuldades técnicas, só digo que desta vez vocês terão que assistir ao vídeo abaixo:

Os dois finalistas da Copa Davis têm novos capitães. A Espanha ficou com Albert Costa, que bateu o pé e ficou com o posto que era acenado a Alex Corretja. Este seria uma escolha mais interessante e, talvez, melhor pela personalidade e bagagem, ambas mais ilustres do que a do companheiro. Mas, sendo o cavalheiro que é e sempre foi, Alex publicamente se afastou dizendo que não queria criar dificuldades.

A Argentina ficou com Tito Vasquez, um tenista da minha época e de quem sou amigo desde os tempos de juvenil. Tito recentemente morou um tempo na Inglaterra trabalhando para federação local. De volta a BA entrou nas graças de federação Argentina e sua escolha parece ser mais uma escolha dos cartolas do que dos tenistas, o que é um perigo. Especialmente com figuras como Nalbandian por perto e com a latente desavença entre Nalba e Del Pozzo, algo que não deve ajudar muitos os hermanos em 2009. Fora a ressaca da perda do título.

Tenho recebido noticias quase diárias sobre a preparação física de Andy Murray em Miami. O inglês fugiu do terrível clima inglês desta época do ano e foi treinar nas quadras da Universidade de Miami – especialmente seu preparo físico. Até agora a ênfase tem sido no preparo físico e sua equipe afirma que o inglês já ganhou quatro kilos de músculos. O que não é pouco e vai acrescentar aquilo que fez a diferença em seu jogo no segundo semestre. Fiquem de olho, o inglês será uma das estrelas do circuito assim que o Aberto da Austrália começar.

E para os que gostam de boas notícias, ou notícias boas?, Aninha Ivanovic largou a boa vida ao lado do garanhão espanhol e caiu no trabalho. Foi prematuramente para a Austrália para entrar em forma. Pelas fotos abaixo dá para ver que apesar do tremendo hardware, a sérvia está com qualidades sobrando no derrière e umas ondinhas a mais na barriguinha. Pré temporada nela, que em 2009 deverá continuar aliando qualidade técnica e estética. 

 

Murray vai chegar voando baixo na Austrália.

Aninha e seu preparador Scott Byrnes

 

Vindo ou indo, sempre uma alegria.

 

 

Notas relacionadas:

  1. Espanha 1×1, não tão fácil
  2. As duplas, e o Nadal?
  3. Sorte e azar?
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 Sem uma categoria | 20:42

Sacadores 2008

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O maior corta-físico do circuito atual é o croata de 2.08 m de altura Ivo Karlovic. Esta temporada ele encaixou 961 aces, o bastante para deixar qualquer um com uma boa grana no bolso e colocá-lo como líder do fundamento entre os profissionais. Lembro quando o croata explodiu no circuito em 2003, ao passar pelo qualy e vencer Lleyton Hewitt na 1ª rodada de Wimbledon. Fui a conferencia de imprensa logo em seguida e presenciei uma das cenas mais constrangedoras do circuito. O gigante croata era tão inibido, tão self-conscious que não conseguia finalizar uma sentença. Ele gaguejava todas as palavras e, apesar do microfone, falava tão baixinho que era dificílimo entender. Ele tem investido em melhorar o problema, mas até hoje sua maior paranóia é o discurso que o tenista é obrigado a fazer em quadra após conquistar um título. Nem sonhe em convidá-lo para entrevistas na TV.

Ao contrário de muito sacador, Ivo consegue colocar uma altíssima porcentagem de 1º serviço em quadra – 66%, o que o deixou em 10º lugar. O líder em porcentagem foi Fernando Verdasco, quer não é jogador de ficar dando muitos aces, e foi seguido de Potito Staracce e Hanescu.

Na frente dele, neste quesito também está Andy Roddick, com 68% e no 5º lugar. Andy ficou também em 2º lugar nos aces, com 889, o que prova que o americano é ótimo sacador.

 Roddick venceu 91% dos games que sacou, Ivo 90, Federer 89 e Nadal 88. Em seguida; Soderling, Djoko, Stepanek, Lopez, Tsonga e Ancic.

 O croata ganhou 81% dos pontos que encaixou o 1º serviço, Roddick 80 e Sodderling e Fish 78. Federer 77%. Depois Berdich, Tsonga, Stepanek, Gasquet e Tisarovic.

 Até aí estatísticas de sacadores. Agora coloco outras duas na mesa que exigem mais do tenista:

 Quando obrigados a jogar com o 2º serviço – que é uma vantagem que mescla o talento e a habilidade do sacador com a do jogador – o ranking ficou: Nadal, Federer, Djoko, Roddick, Andreev, Matthieu, Gonzalez, Moya, Almagro, Korlschreiber. Não deixa de ser interessante a mistura dos lideres do ranking com esse outro pessoal!

Para completar, e nesta eu vejo mais claro a força mental do que a habilidade do sacador. Os líderes dos tenistas que fecharam a porta na cara dos adversários e salvaram break-points, uma forte características dos grandes jogadores, na temporada 2008 foram:

Federer, Djoko, Soderling, Roddick, Ancic, Nadal, Karlovic, Tsonga, Bolelli e Gonzalez. Uma bela mistura de tenistas com bons serviços, boas mentes e concentração. Confesso que a presença do italiano e do chileno surpreendeu. Mas os números não mentem.

Os números mostram a importância do saque, tanto para os campeões como para aqueles que vivem dele. Pode-se conquistar bastante com um grande serviço. Mas também fica claro que grandes tenistas precisam extrair o máximo do serviço – sem isso fracassam.

A grande ausência nessas estatísticas foi Andy Murray. Talvez porque só no fim da temporada começou a sacar forte e melhor, a grande melhora técnica em seu jogo. Talvez porque nesta temporada ainda vá aparecer mais nas estatísticas dos devolvedores.

  

Ivo Karlovic e Olivier Rochus: o mais alto e o mais baixo do circuito.

Notas relacionadas:

  1. Coerência e liderança
  2. Andy e mais um
  3. Connors em cana.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008 Sem uma categoria | 11:59

Connors em cana.

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Por falar em Andy Roddick, um de seus últimos técnicos, o multi-campeão Jimmy Connors, foi em cana na semana passada. Jimbo sempre foi um brigão – adorava chamar McEnroe para o pau – e sua personalidade em quadra, segundo ele mesmo, era a de um “brigão de rua”.

Como não está mais nas quadras, Connors, que mora em um dos paraísos na terra, a cidade de St Barbara na Califórnia, foi preso por arrumar uma briga, ainda não esclarecida, em um jogo de basquete, e por ter desobedecido a polícia quando ordenado a se retirar do local. O rapaz sempre teve enormes problemas com autoridades – seu relacionamento com capitães de Copa Davis era tão ruim que acabou pouco participando da competição. O tenista já foi liberado, mas vai encarar um juiz no futuro próximo. Nada demais, mas não deixa de ser uma curiosidade.

Connors e sua Wilson T2000

Connors e seu amigão McEnroe.

 

Notas relacionadas:

  1. Caça milhão
  2. Andy e mais um
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Sem uma categoria | 11:36

Andy e mais um

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A ciranda de técnicos que alguns jogadores se metem parece não ter fim. E um dos mais insistentes é o americano Andy Roddick que um dia foi o número 1 do mundo – o que faziam os outros tenistas? – e agora tem que se contentar em se manter entre os 10 melhores.

Andy, de quem gosto da personalidade-pública, já passou por várias mãos desde que teve a péssima idéia de despedir Brad Gilbert, técnico-falastrão que o levou ao topo do ranking. Sei que o cara tem que ser surdo ou autista para conviver com Gilbert, mas foi o californiano que lhe mostrou o caminho das pedras. Desde então Roddick tentou todos e mais um pouco e nada o fez voltar ao seu efêmero momento de glória. E, receio, nada o fará.

A bola da vez é Larry Stefansky, que já trabalhou com Marcelo Rios, Kafelnikov e Fernando Gonzalez, deixando claro que ou encontrou um certo nicho de trabalho ou tem latentes inclinações masoquistas. Larry tem bagagem para ajudar Andy, mas a questão continua sendo se Andy pode ser ajudado.

Roddick nos tempos em que voava baixo 

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