Valeu
A Quadra 6, uma das secundárias do complexo Roland Garros, foi do tamanho certo para a torcida verde amarelo, que fez questão de acompanhar o paulista de Tiête. Infelizmente, ou melhor, felizmente, não teve muitas emoções, algo frequente, e nem sempre bem vindo, nas partidas de Bellucci.
A emoção ficou mesmo para depois do jogo, com o gostinho da vitória e o assunto para ser conversado com amigos brazucas em algum bistrot de nome complicado, regado com um vinho local, o que tambem está de bom tamanho.
Eu sempre escrevo, e não me canso disso, e espero que vocês também não – a confiança é o maior bem do tenista. E a semana de Roma deve ter feito maravilhas para a do Bello. Hoje deu para ver o resultado.
O italiano Seppi não jogou nada com coisa alguma – o que é problema dele. O do brasileiro era jogar bem, conseguir uma vantagem e administrá-la até o aperto de mãos. E isso ele fez, e bem feito.
Seppi não tem golpes para vencer Bellucci. Sua unica chance é se o rapaz de Tietê desse, mais uma vez, um tiro no pé – algo que os fãs brasileiros rezam todos os dias e acendem suas velinhas para que seja um cenário do passado.
Talvez, aos poucos, os sofasistas, ou aqueles que pouco entendem ou entendem pouco de tênis, comecem a compreender quando escrevo que Bello é um tenista com um arsenal de ótimo tamanho e o bastante para jogar com muito cachorrão à sua frente no ranking. O que ele precisa mesmo é ir acertando o seu emocional e sua parte mental.
Não sei se isso está acertado de vez por todas e não apostaria nisso nem o dinheiro do meu cachorro quente já que tenho muita conta à pagar. Mas hoje ele esteve perfeito nesse quesito e crédito há que se dado onde devido.
E o que é essa perfeição? É o tenista sair na frente, manter o adversário na defensiva, tecnica e mentalmente, se impondo através de seus golpes e sua postura, sem oferecer erros que possam o fazer voltar acreditar na vitória. Thomas jogou para o gasto, uma caracteristica de quem se dá bem em torneios, e deve ter saído de quadra pronto para a próxima rodada.
Se isso vai se repetir, conforme as dificuldades ténicas se apresentam, como fazem os Campeões, é uma outra história, a qual vamos descobrir mais na próxima rodada, onde ele enfrenta Richard Gasquet, que vem jogando bem na temporada, está motivado e confiante, tem talento e arsenal, e joga com o apoio do público. O que é uma faca de dois legumes que, se Thomas está pronto para mais um salto em sua carreira, pode, e deve, saber usar a seu favor. A conferir.
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Autor: paulocleto Tags: richard gasquet, roland garros, thomaz bellucci












