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Posts com a Tag richard gasquet

quarta-feira, 25 de maio de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 20:06

Valeu

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Valeu a pena esperar por uma quadra com cameras. Assim, os fãs do tênis que não tem a oportunidade de estar em Paris na primavera, puderam acompanha na telinha da ESPN a vitória brasileira. Desta vez, o presidente da CBT não teve razões para teorias conspiratórias e deve ter, como o resto dos fãs, adorado o que assistiu.

A Quadra 6, uma das secundárias do complexo Roland Garros, foi do tamanho certo para a torcida verde amarelo, que fez questão de acompanhar o paulista de Tiête. Infelizmente, ou melhor, felizmente, não teve muitas emoções, algo frequente, e nem sempre bem vindo, nas partidas de Bellucci.

A emoção ficou mesmo para depois do jogo, com o gostinho da vitória e o assunto para ser conversado com amigos brazucas em algum bistrot de nome complicado, regado com um vinho local, o que tambem está de bom tamanho.

Eu sempre escrevo, e não me canso disso, e espero que vocês também não – a confiança é o maior bem do tenista. E a semana de Roma deve ter feito maravilhas para a do Bello. Hoje deu para ver o resultado.

O italiano Seppi não jogou nada com coisa alguma – o que é problema dele. O do brasileiro era jogar bem, conseguir uma vantagem e administrá-la até o aperto de mãos. E isso ele fez, e bem feito.

Seppi não tem golpes para vencer Bellucci. Sua unica chance é se o rapaz de Tietê desse, mais uma vez, um tiro no pé – algo que os fãs brasileiros rezam todos os dias e acendem suas velinhas para que seja um cenário do passado.

Talvez, aos poucos, os sofasistas, ou aqueles que pouco entendem ou entendem pouco de tênis, comecem a compreender quando escrevo que Bello é um tenista com um arsenal de ótimo tamanho e o bastante para jogar com muito cachorrão à sua frente no ranking. O que ele precisa mesmo é ir acertando o seu emocional e sua parte mental.

Não sei se isso está acertado de vez por todas e não apostaria nisso nem o dinheiro do meu cachorro quente já que tenho muita conta à pagar. Mas hoje ele esteve perfeito nesse quesito e crédito há que se dado onde devido.

E o que é essa perfeição? É o tenista sair na frente, manter o adversário na defensiva, tecnica e mentalmente, se impondo através de seus golpes e sua postura, sem oferecer erros que possam o fazer voltar acreditar na vitória. Thomas jogou para o gasto, uma caracteristica de quem se dá bem em torneios, e deve ter saído de quadra pronto para a próxima rodada.

Se isso vai se repetir, conforme as dificuldades ténicas se apresentam, como fazem os Campeões, é uma outra história, a qual vamos descobrir mais na próxima rodada, onde ele enfrenta Richard Gasquet, que vem jogando bem na temporada, está motivado e confiante, tem talento e arsenal, e joga com o apoio do público. O que é uma faca de dois legumes que, se Thomas está pronto para mais um salto em sua carreira, pode, e deve, saber usar a seu favor. A conferir.

Notas relacionadas:

  1. Domingão em Paris
  2. Merecendo
  3. Lindo!
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sexta-feira, 20 de maio de 2011 Grand Slam, Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:27

Lafayette

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Todo brasileiro, talvez melhor toda brasileira, que vai a Paris, logo descobre as Galerias Lafayette, o mais tradicional magazine, ou shopping, de Paris. Como os organizadores estão sempre buscando um lugar típico da cidade para uma “oportunidade fotográfica” para divulgar o evento, e a cidade, mundo afora, desta vez o escolhido foi o teto das galerias.

O pessoal de Roland Garros não brinca em serviço com seu evento e fizeram uma mini quadra de saibro no teto. Nas fotos dá para ver que o saibro é igual ao de RG e que não daria para jogar uma partida por ali. Mas com uma vista daquelas quem se importa.

Nas fotos vemos os convidados para a visita e o bate bola: Richard Gasquet, Jo Tsonga, Sam Stosur, Aninha Ivanovic, o que deixa de ótimo tamanho e alguns pegadores de bola. Na foto com os troféus do torneio, masculino e feminino, que os tenistas levam uma miniatura para casa, o fundo a mais bela cidade do mundo, com vistas ao longe da Madelaine e a Torre Eiffel e logo próximo os fundos da Ópera Garnier de Paris.
 
Por essas e outras é um evento único e o meu preferido.

Notas relacionadas:

  1. Arrojo protelado.
  2. Arrojo protelado.
  3. Arrojo protelado.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011 Curtinhas, Light, Masters 1000 | 11:37

Delicadezas

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Dia frio, ruim para as dores no joelho, eu me vingo com uma boa notícia e um vídeo para nos alegrar.

Juan Del Potro anunciou pelo twitter que irá a Paris. Ele estava sem jogar por conta de um problema muscular na altura da cintura, mas disse que vai dar sua presença em Paris. Espero que de mesmo e de para jogar delicadezas bem.

O vídeo é de uma jogada da partidaça entre Roger Federer e Richard Gasquet em Roma. O jogo, entre dois tenistas ricos em talento e habilidades, proporcionou jogadas inesquecíveis.

No entanto, a que deve ter dado mais assunto para conversa no jantares de pasta e chiantti naquela noite em Roma foi a que mostro abaixo. Um momento de sutileza, deixando claro que no tênis a graça e a habilidade falam alto e encantam.

Notas relacionadas:

  1. O melhor da história! ? !
  2. O melhor da história! ? !
  3. O melhor da história! ? !
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quinta-feira, 12 de maio de 2011 Masters 1000, Tênis Masculino | 14:53

Lindo!

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Só uma coisa a falar sobre a vitória do Richard Gasquet sobre Roger Federer por 4/6 7/6 7/6:

Lindo!!

Deve até dar uma certa vegonha a quem bate o revés com as duas mãos, ao assistir a plasticidade das esquerdas desses dois.

Se alguém perde o seu tempo com considerações fanáticas, que seja. Mas quem gosta e joga tênis deve ter acompanhado essa partida de joelhos e agradecendo o papai do céu pela oportunidade.

Amém…

Notas relacionadas:

  1. Piscou
  2. Salameiro??
  3. Golpe de vista
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sábado, 26 de março de 2011 Masters 1000, Tênis Masculino | 00:31

Surpresas

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Em um dia de sol escaldante e muitas surpresas, a idéia foi se movimentar o mínimo, assistir ao máximo e beber muito líquido.

Acompanhei a derrota do Murray. Ele até que não jogou mal e seu adversário, Bogomolov, jogou bem. A diferença é que a confiança do escocês está na sarjeta. Já escrevi dezenas de vezes – não se pode ficar dando milho para bode achando que a hora que quiser se resolve a parada. Murray, do jeito que está jogando, está frágil e batível. Essas são as boas notícias. A ruim é que agora ele vai para o saibro, onde nunca foi tão bom quanto em outros pisos, e depois pula da frigideira para o fogo de Wimbledon. Eu lhe desejo boa sorte – vai precisar.

O fantasmaço Granollers jogou muito tênis e bateu o favorito Wawrinka. Thomaz Bellucci poderia dar uma olhadinha nos jogos desse espanhol para entender como se pode fazer muito com pouco. Deu gosto ver a vitória do rapaz, especialmente na hora da onça beber água no 3º set. Lindo ele sacando para fechar a partida, indo à rede e voleando com carinho em um dois “drop volleys” seguidos para fechar.

Gasquet super focado, tentando esquecer os beijos proibidos do ano passado. O começo de sua partida contra o italiano Lorenzi foi enrolado. O francês manteve o foco, a dominância e venceu com facilidade.

Soderling escapou por pouco de perder para o Dodig, que vem jogando bem e ainda vai incomodar por aí. O sueco ganhou na experiência e na confiança.

O Verdasco é um brincalhão. Não está ganhando de ninguém e ainda fala mal de adversário.

Ninguém quer entrar em quadra contra o Djoko.

O Devverman, com aquele joguinho dele, sabe ganhar jogo e despachou o sacador Raonic. O jogo em Miami está bem mais lento do que em Indian Wells.

Granollers curtindo a fama debaixo das arquibancadas.

Gasquet trocando os sapatos-tênis.

Bogomolov curtindo a fama na Quadra Central.

Bogo atirou a camisa nas arquibancadas. A incrível iluminação da QC. A troca de rede na QC.

Notas relacionadas:

  1. Complicado
  2. Uma nova visão
  3. BOQUINHA BATIZADA
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 Tênis Masculino | 15:32

BOQUINHA BATIZADA

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Como já escrevi antes, esse negócio de tribunais e esportes está ficando cada vez mais complicado e labiríntico.

Hoje a Corte de Arbitragem do Esporte decidiu não atender a apelação da WADA e da FIT, sobre o desafio destes à decisão de um Tribunal Anti Doping independente, que aceitou a alegação de Richard Gasquet de ingerir cocaína através de um beijo de uma desconhecida em um bar.

Em miúdos – vou ter que contratar um painel jurídico para o Blog – Gasquet se safou e pode voltar às quadras. E a WADA, mais uma vez, e a FIT ficaram a ver navios.

A apelação tinha sido feita por conta de não haver evidencias comprovando a alegação de Gasquet, o que, convenhamos, nos forçou a imaginação e a boa vontade. Pode, e deve, até ser verdade. Mas, por esse raciocínio, aquele cara do Cruzeiro, e qualquer outro que cair de cara nas carreiras da vida, também pode alegar que beijou a boca errada. Mas depois da estória daquela russa que engravidou do Becker em tenho que acreditar em qualquer coisa.

O Tribunal independente aceitou que havia cocaína no metabolismo do tenista, mas aceitou também suas alegações. Para o Tribunal os dois meses de suspensão foram de bom tamanho, e não os 12 meses que queriam a WADA e a FIT.

Para os que querem mais informações de como funciona o Programa Anti Doping do Tênis, acessem a página: www.itftennis.com/antidoping

Fecha a boca, fecha

Fecha a boca, fecha

Notas relacionadas:

  1. On line, email ou SMS
  2. On line, email ou SMS 2
  3. On line, email ou SMS 3
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sexta-feira, 17 de julho de 2009 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:21

Uma nova visão

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Uma das reações paralelas ao bizarro julgamento de Richard Gasquet é a comparação com o caso de Martina Hingis, suspensa por dois anos no ano passado pela mesma razão. A quantidade de cocaína encontrada no corpo de Hingis era ainda menor do que a “pitada de sal” mencionada no caso do francês. Se o teste fosse realizado pelo exército americano, que não quer seus soldados mais doidos do que já são e por isso os testam, ela ser enviada para o deserto do Iraque ou as montanhas do Afeganistão sem maiores problemas.

A diferença estaria na defesa de ambos. Enquanto Gasquet abriu o coração e entregou tudo o que aconteceu naquela noite na boite de strip-teasers – pelo menos na versão dele e que a FIT afirmou acreditar em cada palavra, o chamando de “homem integro e honesto” – Hingis, no pedestal de sua conhecida arrogância e combatividade, o contrário do afável francês, preferiu desafiar a FIT e todo o processo de antidoping. Para variar ela falou o que lhe veio à cabeça, resolveu não aprofundar sua defesa no tribunal e escolheu, mais uma vez, a aposentadoria precoce. Simplesmente mandou um fo…..   Economizou com advogados, mas perdeu o dinheiro de prêmios, patrocínios e, talvez mais importante, perdeu a credibilidade.

A consequência imediata do “caso Hingis” foi que a FIT resolveu olhar com mais carinho à situação, já que, pela quantidade encontrada em Hingis, ela nem queria jogar melhor em Wimbledon nem teria cheirado algo que pudesse lhe dar algum “barato”. Com isso, passaram um memorando, logo após o julgamento, informando que “apesar de a substância ser proibida…não havia  intenção de melhorar a performance… a sanção pode ser de uma advertência a dois anos de suspensão”. Estava aberta a porta para uma nova visão, que se tornou realidade no “caso Gasquet”, visão que só surgiu à custa da arrogância e o consequente sacrifício da “bonequinha de luxo”. Agora, que isso tudo continua sendo pessimamente administrado, continua.

Hingis, arrogante e pouco gostada no circuito.

Gasquet, tímido, afável e gostado no circuito.

Notas relacionadas:

  1. Complicado
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domingo, 10 de maio de 2009 Tênis Masculino | 20:51

Complicado

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Aos 9 anos de idade, quando foi capa da mais importante revista de tênis da França, Richard Gasquet já era considerado um diferenciado e o melhor da sua idade no país. Seu pai era um técnico de tênis e seu professor. Seu talento era tanto e as expectativas tamanhas que aos 15 anos recebeu um convite para jogar o qualy de Monte Carlo, no quintal da França. Passou pelo qualy, batendo o romeno Voinea e o russo Davidenko e estreou na chave principal batendo o argentino Squillari e perdeu na segunda rodada para Marat Safin.

Naquele mesmo ano recebeu um convite para a chave principal de Roland Garros, onde foi derrotado pelo eventual campeão Albert Costa. Logo em seguida começou a vencer torneios Challengers e aos 16 anos já era um perigo no circuito.

Desde lá é uma promessa, a maior da França desde Yannick Noah, que nunca chegou a concretizar, como esperado, apesar de ter chegado a #7 do mundo em 2007, aos 20 anos. Nada mal, mas ainda menos do que os franceses e seus fãs esperavam. E talvez isso tenha sido seu veneno.

O problema é que o relacionamento de Richard com o pai é complicado, assim como seu relacionamento com a federação francesa, com o capitão da Copa Davis e com a imprensa. Resumindo, o rapaz é complicado.

Apesar do talento, muito claro na maneira como bate a esquerda, uma das melhores e mais bonitas do circuito, Gasquet nunca pareceu feliz em quadra. A mim sempre pareceu que gostaria de estar em algum outro lugar fazendo alguma outra coisa. E nunca me passou o sentimento que estaria inclinado a brigar por uma vitória. Sempre me pareceu a um passo da depressão. Ele não é um mau garoto, nem mascarado, nem agressivo, nem mal intencionado. Só complicado; possivelmente porque desde os 10 anos é pressionado por todos os lados.

Enquanto oscilava pelo circuito afora, ia causando todo tipo de frustração por conta do que poderia ser e de sua atitude quase indiferente perante as partidas e as derrotas. No ano passado a casa caiu quando arrumou uma encrenca, que se tornou pública, com o capitão da Davis, Guy Forget.

Forget o acusou de fazer corpo mole e se recusar a jogar uma partida, contra Roddick, insinuando que o rapaz teria medrado. Se as coisas já iam mal, ficaram pior. Desde então Richard vem prometendo dar uma reviravolta na carreira, mas as oscilações continuam, mesclando boas vitórias com derrotas inesperadas.

Agora é pego em dos exames do antidoping, realizado em Miami. Ali a coisa ia mal, já que saiu do torneio na ultima hora. Mas fez o exame, como são obrigados os tenistas sempre que é pedido. Não precisam estar jogando, nem na cidade dos eventos. Eles são obrigados a deixar a ATP saber onde encontrá-los, em um dia, para passar por exames na incerta. Os tenistas têm reclamado muito dessa pressão e exigência, mas enquanto jogadores continuarem serem pegos as exigências não devem mudar.

Ser pego com cocaína, uma chamada droga social, mostra que a preocupação de Gasquet não era melhorar seu rendimento e sim se divertir, o que mostra onde está sua cabeça. Mas o esporte em geral já decidiu que as drogas sociais também são proibidas por que esportistas devem servir de exemplo. Mas se for por falta de bons exemplos dados, sem falar em maus exemplos a toda hora evidenciados, muita gente por aí teria que fazer algo mais na vida, além de ser atleta. E não estou falando do tênis. É um pouco, talvez muita, de hipocrisia, mas as alternativas são ainda piores.

Gasquet, em um night club, em torneio na Romenia.

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