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05/11/2009 - 23:14

Rua!

Esse negócio de teste anti-doping está virando o samba do crioulo doido. Eu nem sei mais quem manda no que e em quem.

A última notícia é que a jovem, 20 anos, semifinalista do U.S. Open, a belga Yanina Wickmayer, foi suspensa um ano pelo Tribunal Belga de Anti-Doping. O que vale isso eu não sei, já que ela pode apelar e, aí o mais estranho, quem coordena os exames do circuito feminino é a FIT, que não declarou nada ainda, pois não foi notificada pelo tribunal belga. Esse caso vai longe.

A tenista não foi pega em nenhum teste, o que parece ser o problema. Os belgas alegam que ela não foi localizada para realizar três testes realizados por eles no prazo de 18 meses. Vale lembrar que nesse prazo ela passou por vários testes no circuito feminino, inclusive no U.S. Open. O torneio ainda não se manifestou.

Yanina alega que teve problema com sua senha no site para acompanhar os pedidos de exame e que as cartas registradas para sua residência não foram assinadas porque estava viajando para torneios. Sei.

Outro belga, Xavier Malisse, foi suspenso pelo mesmo motivo e pelo mesmo período. Parece que o Tribunal Belga está querendo mandar uma mensagem a seus atletas, que, parece, não o estavam levando a sério.

Outros tenistas – como Murray e Nadal – já reclamaram duramente sobre horários e procedimentos para os exames da WADA. Parece que eles têm que estar à disposição 24hs, sete dias por semana, todos os meses, em hotéis ou em casa. E se o pessoal da WADA não os encontrar o problema é deles. É como se a sua mulher impusesse o sistema “eu ligo pra você, se você não atender é porque está fazendo coisa errada. Rua!”.

yanina-wickmayer.p1 Alooou!! Yanina?! Onde está você? Suspensa!

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Feminino, Tênis Masculino Tags: , ,
21/09/2009 - 16:35

Massagem tailandesa.

Rafa Nadal anunciou que não vai jogar o Aberto da Tailândia por conta da tal ruptura no músculo do abdômen. Segundo seu médico, o rapaz precisará de fisioterapia, remédios e descanso por mais 2 a 3 semanas antes de voltar a jogar.

Até ai tudo certo. O que é difícil de entender é por que o Nadal, que está sempre sofrendo e reclamando de contusões tinha que se inscrever em um torneio dos mais mixurucas na Tailândia?

Dizer que era pela grana não vale – mesmo a grana para jogá-lo seria vultosa. Talvez pela massagem tailandesa. Melhor pensar que queria jogar lá, na semana seguinte em Peking (está inscrito), descansar uma semana e jogar os Masters 1000 de Xangai (também). Mas depois não vale dizer que o calendário é longo e ruim.

shutterstock_6010270 Nadal – ruptura naquele músculo do lado esquerdo.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags:
28/08/2009 - 12:32

Irritação e qualidade

Às vezes fico um pouco irritado com a posição de alguns leitores, e outros torcedores que encontro por aí afora, e o desdém que encaram a imensa maioria dos tenistas, com a exceção daqueles que elegeram como ídolos. O que mais me irrita é a maneira como chegam a desprezar qualquer um que não esteja ganhando Grand Slams ou brigando diretamente para tal. O negócio chega a ser tão ridículo que tentam menosprezar jogadores de enorme qualidade como se fossem pouco mais do que meros carregadores de malas em aeroporto, sem desmerecer a classe.

A maioria dessas pessoas não tem muita, ou nenhuma, ligação com o esporte. Se tem a escondem muito bem ou, pior, não tem nenhuma estima pelo que fazem. Não descarto também a possibilidade de simplesmente desmerecerem outros por conta da frustração interior de não conseguirem se sobressair em algo. Sei lá o que é, mas é irritante.

Desconhecem as dificuldades enfrentadas para se tornar excelente em uma atividade qualquer, em especial a esportiva, e, mais em especial, a tenistica. Isso porque o tenista, para se sobressair, tem que comer a pão que o diabo amassou por toda sua adolescência e mais um tanto, além de possuir, e construir, uma série de qualidades. E essas qualidades têm que, lógico, ser em maior número e mais fortes do que as deficiências que todo ser humano carrega. Ao contrário de um atleta de salta com vara, por exemplo, tem que ser execente técnica, fisica e emocionalmente, além de lidar com um adversário tentando destruí-lo. Quando escrevo sobressair, lembro os milhares que naufragam antes de se posicionar entre os profissionais que tem uma carreira dentro do tênis – algo ali em torno dos 150 do ranking mundial.

Tenho certeza que a maioria dos meus leitores ficaria contente se, entre os 20 e 30 anos de idade, pudesse gerar uma renda semelhante a esses indivíduos ou, mais realistamente, se pudesse gabar de estar entre os, digamos, 100 melhores do mundo em suas respectivas atividades. No meu ponto de vista, qualquer pessoa dentro dessa categoria é uma pessoa que demanda respeito.

Para não me alongar no assunto – já que o tempo médio do leitor no site é de 02:18 minutos por visita – lembro que o tênis é um esporte para se curtir como certas outras atividades na vida. Existem coisas intrinsecamente intuitivas e universais para se apreciar – uma bela paisagem, uma bela forma, uma mulher boa, ou qualquer coisa de gosto pessoal.

Outras exigem que se aprofunde para serem apreciadas de fato. Um bom quadro, uma boa música, um bom vinho, muitas outros gostos adquiridos e, atento, uma boa mulher. Porque senão se corre o risco de tomar sangue-de-boi como se fosse um vinho de qualidade – um dos 100 melhores do mundo, por exemplo – pendurar o quadro de um contemporâneo enganador como se fosse um artista telentoso, e se babar por uma bunduda qualquer como se fosse uma boa mulher. Aliás, mais uma razão porque admiro tanto Federer como Nadal. Eles sabem o que um bom homem precisa. E não é de uma mulher boa.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Porque o Tênis. Tags: ,
17/08/2009 - 09:27

A chave de Cincinnati

Olhando a chave de Cincinnati, o segundo M1000 nas quadras duras americanas se preparando para o U.S. Open, percebe-se que:

Roger Federer só tem freguês na chave, mas terá que enfrentar a garra de Andy Roddick, louco por uma revanche, desta vez na frente de seu publico, mas não ainda no seu palco favorito, nas quartas-de-final.

Andy Murray e Juan Del Potro, finalistas no Canadá, podem se encontrar em uma outra quartas-de-final.

Rafael Nadal enfrenta Gael Monfills na sua segunda rodada. Quem vencer pode enfrentar Tsonga. Chave encardida.

Novak Djokovic e Nikolai Davydenko estão na mesma chave. Assim como James Blake, Nicolas Kiefer, Gilles Simon e John Isner. Aiii, meus sais!

Como a chave foi feita antes da segunda-feira, Nadal ainda é o segundo cabeça de chave e Murray o terceiro.

Este torneio é ainda mais importante do que o Aberto do Canadá como preparatório ao U.S Open. Quem será que vai mostrar serviço? Será que alguém pode correr por fora?

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , ,
17/08/2009 - 09:05

WO nas duplas

Esta semana em Cincinnati Rafael Nadal e Novak Djokovic haviam combinado de jogar duplas juntos. Talvez desapontado com a irritação de alguns fãs brasileiros, que acharam o cúmulo ele jogar com um técnico veterano, ele combinou com seu rival/amigo.

No entanto a dupla acabou por não se inscrever. Pergunto: o espanhol já está se sentindo no ritmo necessário para enfrentar as dificuldades de mais um Masters 1000 ou o sérvio está em um mau humor tal que não quis saber de jogar uma duplinha com o rival.

Pode ser tambem que ambos chegaram à conclusão de o melhor é voltar a atual estratégia do tênis masculino onde tenista que tem altas pretensões nas chaves de duplas não joga simples.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: ,
07/08/2009 - 19:46

O joelho está bom.

Já que é para fazer um post curto, que seja de um e de outro, para ninguem ficar milindrado. As fotos são de Montreal, com a fera treinando. Dois detalhes: que raquete é essa na mão dele, que ele está verificando a tensão. Antes que achem que mudou de tacape, outra foto com a velha amarelinha.

E o detalhe importante: cade as proteções no joelho?

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags:
05/08/2009 - 17:10

A fera vai voltar

Tio e sobrinho declararam à imprensa espanhola a confirmação que Rafael Nadal volta às competições do Aberto do Canadá, desta vez realizado em Montreal, para defender seu título. Com certeza, os fãs do espanhol, que andam retraídos desde o fim de Maio, com a ausência forçada do tenista, vão ficar mais alegres.

Os americanos, que de bobinhos não tem nada – há décadas ouço várias pessoas voltaram dos EUA declarando que os gringos são meio bobos; há um otário a cada esquina já dizia WC Fields e acho que eles estão mais por aqui do que por lá – já lançaram um vídeo de Rafa fazendo um merchandise do circuito U.S Open Series.

Para os fãs do endiabrado tenista, de quem sou fã maior, de sua personalidade e caráter em quadra acima de tudo, vai aqui o vídeo para matarem as saudades. O rapaz deixa claro que é tenista e pescador. Não contou nenhum causo de pescador, mas deixou claro que o que gosta mesmo no esporte é a competição, e isso não é nenhuma mentira.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags:
29/07/2009 - 20:16

Nadal fala

Já pensando na sua volta, Rafa Nadal deu uma longa entrevista à TV espanhola, onde foi bem mais falante do que o seu normal e cobriu vários temas. Coloco abaixo a primeira parte da entrevista, a segunda é só procurar após assistir a primeira.

O principal, acima de tudo, agora é curar o joelho. Deixa transparecer que tem mais de um foco de tendinites ali, já que antes as dores eram abaixo da rótula e agora são acima. Por isso passou muitos dias de castigo sentado no sofá e agora trabalha cerca de 5 ½ hs por dia na parte física. Menciona que dorme com algo amarrado ao seu joelho para ajudar a cura.

Aos poucos as dores tiravam o tesão de treinar e jogar.

Hoje lhe invade “um mar de dúvidas” por conta do joelho e de como será a volta.

Confessa que jogava à base de inflamatórios e que jogou RG à base de infiltração.

Admite os erros que fez no seu calendário, especialmente em jogar Madrid, após Roma, algo que mencionei aqui e adiantei que iria mexer com sua carreira no curto prazo. Não fala da pressão de jogar o maior torneio de seu país, sabendo que não deveria. Nem sobre como esse torneio abriu as compotas da confiança de seu grande rival.

Em certo momento dá mais um cutucão no calendário da ATP. Mas em outro admite que, no fim das contas, ele é responsável pelo que faz e o que não faz. Deixa transparecer sobre o assunto quando comenta que é “difícil valorar as coisas corretamente antes que aconteçam”. E quando se descobre que errou o melhor é não repetir o erro.

Não sabe quando volta. Espera que seja Montreal. Mas só volta quando tiver mais certeza de que não terá dores.

Gostei de uma frase perdida no meio da entrevista, onde diz que uma das coisas que aprendeu é “sofrer desfrutando”. Algo que só um apaixonado e disciplinado pode compreender e captar.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags:
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