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Posts com a Tag Nadal

sábado, 22 de novembro de 2008 Copa Davis | 12:44

As duplas, e o Nadal?

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Daqui a pouco entram em quadra os quatro tenistas que jogam as duplas, um ponto que pode, diante do abandono de Del Potro na competição por conta de um problema no adutor, ser decisivo.

Os capitães podem mudar os duplistas até uma hora antes do jogo. Até agora, o que tudo indica, é que jogam pela Argentina Nalbandian e Calleri, este um tenista com bom saque e voleios e Nalbandian uma das melhores devoluções e razoáveis voleios. Pela Espanha entrariam Feliciano Lopez e Fernando Verdasco, dois canhotos, excelentes sacadores, bons voleadores e razoáveis devolvedores. Aliás, dizer que Feliciano é um razoável devolvedor nas duplas, especialmente no revés, é de grande generosidade da minha parte.

Enquanto os quatro vivem seus momentos de gigantesca ansiedade, onde vamos achar o grande ausente de Mar Del Plata? As fotos recém tiradas nas Ilhas Maurício oferecem esta resposta.

Como disse o capitão Emilio Sanchez, em Mar del Plata, ele seria uma distração.

Notas relacionadas:

  1. O sorte io
  2. 1×0 Argentina – fácil
  3. Espanha 1×1, não tão fácil
Autor: paulocleto Tags: , ,

quinta-feira, 20 de novembro de 2008 Copa Davis | 16:50

O sorte io

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Assim como dizem os hermanos, “no creo em las brujas, pero que hay, hay”. Não sou muito de acreditar em sorte, mas que há, parece que há.

Os argentinos, pela primeira vez desde a época de Vilas e Clerc, jogarão as quatro partidas de Copa Davis na temporada em sua própria casa. Isso, com o crescimento de Del Potro e o autodesprezado talento de Nalbandian, podem levar a equipe ao inédito título. Fico pensando com meus botões o que poderia ter acontecido se o Brasil tivesse jogado a semifinal em 1992, após bater a Alemanha de Becker e a Itália, contra a Suíça aqui em casa – porque em 2000 perdemos a chance da história em Floripa contra a Austrália. Mas com “se” a história do mundo teria que ser reescrita.

Agora a sorte volta dar uma mãozinha aos hermanos, com o sorteio indo de acordo com seus desejos. A primeira partida será entre o experiente e líder do time David Nalbandian e o espanhol David Ferrer. Logo depois entram em quadra Del Potro e a surpreendente escolha do técnico espanhol Emilio Sanchez, o canhoto sacador/voleador/galã Feliciano Lopez.

Os argentinos queriam Nalbandian jogando o sempre nervoso e abridor de fronteiras primeiro jogo da série. A abertura é, em termos emocionais e psicológicos, o mais importante jogo do confronto, se não tivermos a quinta partida viva. Por isso é melhor o tenista mais experiente do time, no caso o frio Nalbandian.

O probleminha é que o rapaz enfrenta justamente o tenista mais quente do confronto, David Ferrer, um jogador que ninguém quer como adversário em um confronto como esse. O cara entra babando e só vai parar se derem uma pedrada na sua idéia ou quando acaba a partida. Se alguém quer saber o significado da palavra garra é só acompanhar o drama do argentino amanhã.

Os dois já enfrentaram nove vezes e Ferrer ganhou seis delas. Outro problema. O que deve tranquilizar um pouco, bem pouco, o sono do Nalbandian é o fato que nas cinco vezes que se enfrentaram em quadras duras o argentino ganhou três. Por conta desses números, dá para entender o mantra de Nalbandian: “carpeta coberta, carpeta coberta, carpeta coberta….”

Se Nalbandian vencer, o coração de Del Potro entrará, ainda no vestiário, em um gostoso, quentinho, morninho e bem-vindo torpor. Se Nalbandian perder, a coisa começa a ficar preta para os hermanos. Del Potro jogará com uma unha inflamada, e lhes digo que unha inflamada e jogo de tênis fazia os inquisidores da idade média terem orgasmos múltiplos. O argentino disse que o caso, que já lhe endoida há algumas semanas, é de arrancar a unha fora, uma cirurgia que, me garantem, não é mais realizada nos porões da marinha Argentina. Del Potro disse que vem treinando graças a uma pomadinha milagrosa, mas para jogar terá que tomar infiltração! Ou seja, perfeito o rapaz não estará, nem fisicamente.

Além disso, há um outro probleminha para o qual não inventaram infiltração. Del Potro vem dizendo, com muita sabedoria, que o favoritismo é uma faca de dois gumes. Jogar em casa, na frente de um público ávido, torcedor e repleto de expectativas não é uma situação totalmente confortável. Gustavo Kuerten deve ter pesadelos lembrando a inesperada derrota para Lleyton Hewitt em Floripa até hoje.

Muitas vezes as decisões do capitão de um time é uma incógnita para o resto do mundo. Só Sanchez sabe dizer, e não vai fazê-lo nem sob tortura, as reais razões – nessa hora o técnico diz os maiores absurdos e a imprensa publica – porque colocou Feliciano Lopez, #31, e não Verdasco, #16. Lopez e Del Potro se enfrentaram três vezes. Todas em quadras duras. O argentino venceu duas e o espanhol uma, a última, no Aberto de Miami. Imagino que seja pelo estilo.

Lopes vai sacar muito e tentar não dar ritmo ao argentino, o que, em jogos tensos, pode mexer com a qualidade de quem gosta de pontos mais longos. Mas Lopez é um tenista que não joga o seu melhor tênis em momentos importantes, tanto na partida como nos torneio – e ele nunca teve um momento tão importante em sua carreira como essa final.

Como perceberam, não me estendi sobre o confronto Nalbandian x Ferrer. Só digo uma coisa. Se Ferrer, que vinha jogando muito mal esse fim de temporada, conseguir reverter essa tendência e voltar jogar o que sabe, o jogo será de fazer o coração sair pela boca. E isso fala mais alto do que qualquer comentário.
Assim como dizem os hermanos “no creo em las brujas, pero que hay, hay”, não sou muito de acreditar em sorte, mas que há, parece que há.

Os argentinos, pela primeira vez, desde a época de Vilas e Clerc, jogarão as quatro partidas de Copa Davis na temporada em sua própria casa. Isso, com o crescimento de Del Potro e o autodesprezado talento de Nalbandian, podem levar a equipe ao inédito título. Fico pensando com meus botões o que poderia ter acontecido se o Brasil tivesse jogado a semifinal em 1992, após bater a Alemanha de Becker e a Itália, contra a Suíça aqui em casa – porque em 2000 perdemos a chance da história em Floripa contra a Austrália. Mas com “se” a história do mundo teria que ser reescrita.

Agora a sorte volta dar uma mãozinha aos hermanos com o sorteio indo de acordo com seus desejos. A primeira partida será entre o experiente e líder do time David Nalbandian e o espanhol David Ferrer. Logo depois entram em quadra Del Potro e a surpreendente escolha do técnico espanhol Emilio Sanchez, o canhoto sacador/voleador/galã Feliciano Lopez.
Os argentinos queriam Nalbandian jogando o sempre nervoso e abridor de fronteiras primeiro jogo da série. A abertura é, em termos emocionais e psicológicos, o mais importante jogo do confronto, se não tivermos a quinta partida viva. Por isso é melhor o tenista mais experiente do time, no caso o frio Nalbandian.

O probleminha é que o rapaz enfrenta justamente o tenista mais quente do confronto, David Ferrer, um jogador que ninguém quer como adversário em um confronto como esse. O cara entra babando e só vai parar se derem uma pedrada na sua idéia ou quando acaba a partida. Se alguém quer saber o significado da palavra garra é só acompanhar o drama do argentino amanhã.

Os dois já enfrentaram nove vezes e Ferrer ganhou seis delas. Outro problema. O que deve tranquilizar um pouco, bem pouco, o sono do Nalbandian é o fato que nas cinco vezes que se enfrentaram em quadras duras o argentino ganhou três. Por conta desses números, dá para entender o mantra de Nalbandian: “carpeta coberta, carpeta coberta, carpeta coberta….”

Se Nalbandian vencer, o coração de Del Potro entrará, ainda no vestiário, em um gostoso, quentinho, morninho e bem-vindo torpor. Se Nalbandian perder, a coisa começa a ficar preta para os hermanos. Del Potro jogará com uma unha inflamada, e lhes digo que unha inflamada e jogo de tênis fazia os inquisidores da idade média terem orgasmos múltiplos. O argentino disse que o caso, que já lhe endoida há algumas semanas, é de arrancar a unha fora, uma cirurgia que, me garantem, não é mais realizada nos porões da marinha Argentina. Del Potro disse que vem treinando graças a uma pomadinha milagrosa, mas para jogar terá que tomar infiltração! Ou seja, perfeito o rapaz não estará, nem fisicamente.

Além disso, há um outro probleminha para o qual não inventaram infiltração. Del Potro vem dizendo, com muita sabedoria, que o favoritismo é uma faca de dois gumes. Jogar em casa, na frente de um público ávido, torcedor e repleto de expectativas não é uma situação totalmente confortável. Gustavo Kuerten deve ter pesadelos lembrando a inesperada derrota para Lleyton Hewitt em Floripa até hoje.

Muitas vezes as decisões do capitão de um time é uma incógnita para o resto do mundo. Só Sanchez sabe dizer, e não vai fazê-lo nem sob tortura, as reais razões – nessa hora o técnico diz os maiores absurdos e a imprensa publica – porque colocou Feliciano Lopez, #31, e não Verdasco, #16. Lopez e Del Potro se enfrentaram três vezes. Todas em quadras duras. O argentino venceu duas e o espanhol uma, a última, no Aberto de Miami. Imagino que seja pelo estilo.

Lopes vai sacar muito e tentar não dar ritmo ao argentino, o que, em jogos tensos, pode mexer com a qualidade de quem gosta de pontos mais longos. Mas Lopez é um tenista que não joga o seu melhor tênis em momentos importantes, tanto na partida como nos torneio – e ele nunca teve um momento tão importante em sua carreira como essa final.

Como perceberam, não me estendi sobre o confronto Nalbandian x Ferrer. Só digo uma coisa. Se Ferrer, que vinha jogando muito mal esse fim de temporada, conseguir reverter essa tendência e voltar jogar o que sabe, o jogo será de fazer o coração sair pela boca. E isso fala mais alto do que qualquer comentário.

Argentinos e espanhóis de olho na Taça

Autor: paulocleto Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 18 de novembro de 2008 Sem uma categoria | 15:15

Caça milhão

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O segundo melhor tenista do mundo e atual presidente do conselho da ATP, que, junto com Rafa Nadal, tanto esforço e falatório vem fazendo para encurtar o calendário, poderia explicar, de maneira convincente, a necessidade de ir a essa exibição caça-níqueis? (agora eu sei que forcei, o rapaz deve estar recebendo um zilion para jogar essas duplinhas).

Não acredito que um setinho contra Blake e uma duplinha com McEnroe e Borg vá deixar alguém pior das costas, mas talvez a mensagem enviada não seja a ideal para a sua nova posição na liderança de seus colegas de trabalho. Talvez eu só não tenha o que escrever. Talvez eu queria aquele milhão, sei lá.

 Mac, Blake, Federer e Borg. O que o Blake está fazendo nesta foto??

Notas relacionadas:

  1. Coerência e liderança
Autor: paulocleto Tags: , , ,

sábado, 15 de novembro de 2008 Masters | 18:11

Sólidos, rápidos e motivados

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A vitória do Djokovic até que era esperada, mas o Magro Simon com sua cara de blefador de poker vendeu caro a derrota. O francês é um tenista diferente, um tanto estranho, especialmente na técnica, mas com um emocional excelente e diferenciado – e aí reside a razão de seu recente sucesso. Será interessante acompanhar o desenrolar de sua carreira, a começar pelo início da temporada 2009 quando deve jogar os eventos em quadras duras, suas favoritas.

Djokovic ir à final, ou mesmo vencer o Masters, também não surpreende. Ele começou o evento muito bem e, enquanto outros caem pelas tabelas ou não aparentam estar tão motivados o sérvio fez a conta e chegou à conclusão que a sua marca em 2008 seria começar (Aberto da Austrália) e acabar bem a temporada.

Se está de bom tamanho para ele, para mim também. O rapaz joga muito, mas durante a temporada amargou passar de coadjuvante de Federer e Nadal a ofuscado pelo Murray, o que deve estar pesando no seu coração e no seu ambiente familiar, que tanta expectativa tem no arrimo familiar.

O burocrata Davydenko é uma das incógnitas do circuito. O robozinho joga muito, mas tem zero de carisma. Quantos dos meus leitores pagam um mico pelo rapaz? Não vejo ninguém comprando briga pelo ucraniano/russo/austríaco ou seja lá quem oferecer um passaporte europeu para o rapaz.

Se Davydenko tivesse um tantinho de criatividade e personalidade – tipo o Murray, só para ficar entre os atuais – seria um rival à altura de Nadal, Federer, Djoko, e agora Murray. Será que um dia terá o que é preciso para vencer um Grand Slam e se converter em um dos “cachorros grandes? Duvido, mas não aposto contra.

Vencer o Masters seria bom, mas não é, nem de longe, do que estou falando. O rapaz tem golpes sólidos e pesados no fundo da quadra, é rápido, chega bem nas bolas e pode ser que saiba volear – acho que um dia desses eu o vi ir à rede, acho! Mas tem pouca lucidez tática, não possui um grande saque, não sabe subir seu padrão em pontos importantes, não vibra e, pior, o que o não deixou explodir até hoje, medra nos grandes momentos.

A final de amanhã é entre dois tenistas que precisam ganhar, por razões distintas dos outros três favoritos já eliminados. Não são sacadores, mas são sólidos e rápidos, qualidades que favorecem pontos longos e disputados. Vence o que quiser mais e tremer menos. 

 

Notas relacionadas:

  1. A bonitona da festa
  2. O jogo
Autor: paulocleto Tags: , , , , ,

quarta-feira, 5 de novembro de 2008 Sem uma categoria | 14:22

Coerência e liderança

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Tecendo um pouco mais sobre o assunto, incluindo os comentários de caros leitores como Marco, Martin e Rodrigo, a quem agradeço a elegância como discordaram, deixo um pouco mais claro o seguinte:

Não discuti, nem discuto os valores cobrados por tenistas ou seja lá por quem for. Como disse um dos leitores, paga quem quer. Não sendo serviço público, ou indispensável ao bem coletivo, essa é a regra do mercado.

O meu comentário, se prestarem atenção, é o seguinte. Atualmente maior porta-voz dos tenistas de o circuito estar sobrecarregado é o Nadal, no que não deixa de ter certa razão. No entanto, como muitos afirmam, cada um faz o seu calendário. Desde o início do ano Federer alertou que esta temporada seria mais intensa e perigosa por conta do calendário e que seria uma atenção extra no que jogar.

Este ano, Nadal, além de jogar os Masters Series, os GS, as Olimpíadas, as Copa Davis, jogou Queens, Barcelona, Dubai, Rotterdam e Chennai, fora qualquer exibição que eu não saiba. Estes últimos cinco eventos ele não tinha a obrigação de jogar. Queens eu até entendo. Barcelona tambem dá para entender. Os outros foram escolhas, e por razões, pessoais.

O circuito obrigatório tem muitas semanas, mas ele escolheu acrescentar ainda mais. Quanto as tais exibições, no Chile, até agora confirmada, e no Brasil, se está cansado e arrebentado, como reclama há meses, o que precisa fazer? Descansar! Mas se colocam EURO 1 milhão na mão dele, ele revê a posição política pela qual faz tanto alarde?

Na minha cabeça seria mais coerente dizer; o circuito está muito cheio, o meu corpo está quebrado, preciso de descanso e, por conta de tudo isso, sequer considero novos compromissos. Pedir um valor desses, por uma única partida, para os organizadores do segundo evento que venceu na carreira, aquele que abriu a marcante temporada de 2005, e onde foi muito bem tratado, segundo ele mesmo, em um país que não pode se dar ao luxo de rasgar dinheiro como um emirado árabe, talvez não tenha sido uma atitude muito coerente.

Vale mencionar que Nadal jogou catorze eventos no primeiro semestre e, até agora, sete no segundo – ou seja, metade. Cada um sabe onde dói e tambem quanto vale. Mas, como primeiro do ranking e agora membro do Conselho da ATP, a coerência, isenção e ética em todas as situações serão ainda mais bem vindas e esperadas.

Autor: paulocleto Tags: , ,

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