A chave de Roland Garros
O vôo é longo e chegar a São Paulo no fim da tarde de sexta-feira não é exatamente um passeio. Mas as novas tecnologias nos oferecem essas possibilidades de vida – acordei em Paris e dormirei em São Paulo – e temos que fazer o melhor das circunstâncias.
Abro o computador e vejo as chaves, junto com os comentários dos fãs, já adiantando seus pereceres. O resto do que tenho que fazer vai ficar para amanhã, já que tenho que publicar este post e ir dormir, porque fiquei, estoicamente, acordado toda a viagem.
Não vejo o Federer se complicando nas primeiras rodadas mesmo que tente. Só na quarta rodada, quando pega ou seu conterrâneo Wawrinka ou, mais provavelmente, Gael Monfils – neste caso um bom jogo.
Abaixo, Ricardo Mello enfrenta Marin Cilic – deve dar o croata, a não ser que o Ricardinho esteja muito confiante e o adversário nem um pouco. Numa possível 3ª rodada, Cilic enfrentaria o fantasmão letão Gulbis – aí o bicho pega.
Nesta chave está Soderling, que pode enfrentar o Montanes na 3ª rodada. O Nadal prometeu uma paella no melhor restaurante de Mallorca para quem mandar o sueco mais cedo para casa, e estão todos querendo agradar o chefe.
Andy Murray e Richard Gasquet. O escocês que já não vinha dormindo bem desde de que saiu da Austrália, agora vai apelar para o Dormonid de vez. O Gasquet, que não tem nada a perder, deve estar rindo sozinho. Nada como jogar em casa, como zebra, contra um dos favoritos, pelo menos pelo ranking, que não vem jogando nada e não acha o saibro seu melhor piso. Essa é a 1ª rodada dos sonhos do francês – que saiba aproveitar! Vai ser um jogão. A chave dos dois ainda tem o Tsonga, o Robredo, o Youzhni e alguns outros menos cotados.
Na chave de baixo, Nadal tem no seu caminho – uma força de expressão – Hewitt e Ljubicic. Por ali também o Bellucci, que enfrenta outro fantasmão, o francês Michael Llodra. O rapaz gosta de sacar e volear, dar slice de esquerda, bater de direita, ir à rede; ou seja não dá nenhum ritmo para o oponente e longe de ser uma primeira rodada agradável. Thomaz vai ter que sacar bem, não se aborrecer e ficar concentrado na partida. Além de contar com a cabecinha do Llodra, que pode aprontar qualquer coisa – para um lado ou para o outro.
Mais acima, Fernando Gonzales e o paulista Thiago Alves vão competir qual dos dois dá mais pancadas de direita. Ainda por ali, Almagro e Fernando Verdasco, ambos tendo uma boa temporada no saibro.
Ainda nesta chave, Djokovic enfrenta Korolev na estréia e na quarta rodada pode enfrentar Juan C. Ferrero, que adoraria jogar bem em Paris. Mais acima, a seção mais fácil do evento. Roddick, que gosta de pensar ser um cego no saibro, o que não é tão longe da verdade, deve abrir as portas para o operário David Ferrer se enfiar nas quartas de final.
Só para ficar mais claro, de cima para baixo: Federer, Monfils, Cilic e Soderling. Murray, Berdich, Youzhni e Tsonga.
Na outra chave, de baixo para cima: Nadal, Ljubicic e Gonzales, Verdasco. Djokovic, Ferrero, Ferrer e Roddick.
Federer, o presidente da FF e Kunetsova, sorteando a chave.
Notas relacionadas:
Autor: paulocleto Tags: Djokovic, Federer, Nadal, thomaz bellucci
Esvaziando…
Muitas opções no Sul do Pacífico








Nadal – e aqui ele está só torcendo.
Final da Copa Davis: Espanha x Rep. Checa.