Qual dos elementos abaixo está mais, e o que está menos, confortável, e o mais, e o menos, elegante, com a vestimenta formal que os organizadores acharam por bem colocar nos tenistas, por conta do evento ser jogado em Londres? Os dois elementos mais atrás, de chapéu coco, não contam.
Adianto, não por ter “inside information”, mas por utilizar simples métodos utilizados por famoso residente da Baker Street, próxima do local da foto, que as vestimentas não pertencem aos jogadores e sim foram cedidas pela produção local – atentem para o detalhe dos bolsos duplos em quatro deles, dois com bolsos altos e o mesmo corte do bolso em mais dois – o que prejudica, ou pensando bem, ajuda os tenistas.
Vejamos a avaliação fashion de nossos leitores. Opiniões femininas valem dobrado.
O formato de dois grupos de quatro vem sendo usado no tênis profissional desde os tempos de WCT do arrojado Lamar Hunt. Fico imaginando quantos dos leitores sabem, sem ir correndo para a wikipedia, o que foi o WCT e quem foi Lamar Hunt. Ou quantos tenham ido ao Ibirapuera assistir quando o evento aconteceu por aqui.
O Masters era da FIT desde 1970 até 1990, quando a ATP dos tenistas o surrupiou dos cartolas, que tentaram, por um tempo, fazer outro, paralelo, e com uma montanha de dólares que Boris Becker chamou de obsceno, algo sobre o qual o alemão fala de cátedra. Em 1999 a FIT entrou em um acordo com a ATP, desistiu de seu evento e ambas passaram a administrar o atual Masters. Mas chega de história e vamos dar uma olhada nos grupos.
Grupo A: É o mais forte, inclusive pela presença de Federer. O suíço talvez se motive a jogar bem o último evento do ano que o consagrou como o melhor da história. Seria de se esperar. Como não tem feito nada demais nas últimas semanas, está com o físico intacto. Resta ver a confiança, a qualidade que faz o diferencial no seu estilo.
Andy Murray, que volta de uma contusão no pulso, só pode estar cansado de não fazer nada nas ultimas semanas. Jogar bem em Londres será sempre uma faca de dois legumes para o britânico. Tem a motivação de jogar para seu público e com ela vem o lado escuro do tênis – a pressão. Pelo menos não é Wimbledon. Pode aproveitar para tirar o peso das costas, o que seria bom para seu futuro no All England. Atrofia qualquer um, inclusive o Federer. Mas é uma incógnita.
Alguém precisa avisar o Delpo que a carreira não acabou com a sua conquista no Aberto dos EUA. Pelo contrário – agora é que o bicho pega. De lá para cá o argentino está com a cara de quem passou a noite da gandaia. Acorda!! É perigoso, mas parece estar se guardando para 2010.
Fernando Verdasco está no Masters pelo o que fez no primeiro semestre. É outro que não vem se apresentando no seu padrão. Ou será que esse é seu padrão? Corre por fora e sem pressão.
Se for para adivinhar, o que odeio, passam para as semis o suíço e o escocês.
Grupo B- O mais embalado e o que está jogando melhor, de todos, é o sérvio Djokovic. Venceu dois torneios seguidos e levará essa confiança para Londres e para 2010. Mostra, a cada dia, que, mesmo não sendo o mais técnico, é um grande competidor. Adora vê-lo jogar os pontos importantes.
Rafa Nadal é a incógnita. É o melhor competidor do tênis atual e um dos melhores da história, mas não está em sua melhor fase. O pior, para ele, é que a Espanha está na final da Davis mais uma vez e vai vencer mais uma vez. (Será que a CBT vai contratar o Albert Costa para 2010?) Vem patinando em semis e finais e não vence um torneio desde Roma, o que é muito pouco para seu padrão. Mas quem é macho de apostar contra?
É uma dureza escrever sobre Davydenko. O cara é ótimo tecnicamente, mas não tem coração. Parece um cantor de blues branco nascido em Boston ou sambista de olhos azuis criado nos Jardins. É horrível de torcer, a favor ou contra. Fora que treme na hora da onça beber água.
Soderling. Esse é tão maluco que se eu fosse produtor de Hollywood chamava o Jack Nicholson, quando jovem, para fazer seu papel – “here´robin!”. Até o Norman chegar à sua vida não tinha um único amigo no circuito. Agora tem o Norman. Se a Hingis estivesse por aí casavam e teriam um filho. Já imaginou o que viria? Mas gosto de vê-lo jogar, especialmente quando está motivado, o que não é assim tão comum. Tem que se tirar o chapéu para alguém que bate a direita como ele bate, com aquele bração, e aquela esquerda que eu roubava e não devolvia.
Nas semis devem ir Djoko e Nadal. Mas não perco por nada o jogo entre o sueco e o espanhol.
Os jornais começam a publicar as reações dos tenistas sobre a declaração de Andre Agassi e suas “bolinhas” da alegria.
Federer diz estar surpreso e decepcionado e que espera que casos como esse não se repitam. Fiquei na dúvida se não quer que neguinho fique doidão ou se neguinho conte a verdade muito tempo depois. Federer prefere dar ênfase em tudo que Agassi fez de positivo para o tênis, o que é um fato incontestável.
Nadal foi mais claro. Que história é essa de cuspir no prato? Não falou então e agora vem falar e danificar o esporte/tênis? E coloca o dedo na ferida ao apontar que a ATP pisou na bola total acobertando para o americano e que isso é um desrespeito com o resto dos esportistas. Aquelas conversas do Agassi ficar cutucando o espanhol teve volta.
Roddick insiste em dizer que Andre é seu maior ídolo e nada muda isso. Ele diz que só o julga por como ele sempre o tratou e como Agassi mudou o mundo para melhor. Gosto da transparência do Andy.
Boris Becker, que está ali com o Caetano, que tem uma opinião sobre tudo, diz que ainda está tentando descobrir qual a razão por detrás das revelações do rival. Atente que a dúvida não é sobre a razão do cara tomar drogas. Ele concorda que ajudará o americano vender livros. Mas pergunta por que, já que Andre é um homem rico.
Serena diz que sequer sabe o que é “crystal meth” e não tem nada a declarar, a não ser que ela também está lançando um livro. Será que ela vai contar sobre o relacionamento familiar, questões com racismo e o que ela disse para juíza de linha, ou vai falar sobre moda?
Martina Navratilova, a rainha do politicamente correto – ela andava pelo circuito e nas entrevistas com um cachorro de três pernas, coitadinho, para deixar isso bem claro – diz que Agassi é um mentiroso que se livrou da punição. Ele bateu alguns tenistas enquanto deveria estar suspenso – como fica isso? Arrancam os títulos dele? A senhora não alisou.
Até agora não há repercussões de Pete Sampras, o seu maior rival e sempre low profile, e de John McEnroe, o homem que tem a boca do tamanho do mundo. Os dois devem estar pensando bem o que falar.
O comentário mais crú veio de um jornalista; aprecia a honestidade, mesmo que tardia, mas preferia que ela não viesse com a etiqueta de U$29,99, o preço do livro.
Se existe um caderno de instruções para blog não me enviaram. E provavelmente se me enviassem eu não faria do jeito que os outros quisessem. Por isso vou descobrindo meu caminho, já que o assunto é novo para mim, como deve ser para a maioria, até porque a internet é uma adolescente.
Se por aqui estou tateando, e por conta disso dou minhas acertadas e minhas erradas, no assunto tênis a experiência é bem mais ampla. E, como acontece com qualquer um, em qualquer assunto, continuo aprendendo, até porque mantenho minha mente e meus olhos abertos. Não por isso tenho que concordar com tudo que me é falado ou leio – independente de onde e de quem venha. Até porque senão isso aqui viraria o blog do “Maria vai com as outras” e não mais o do Paulo Cleto.
Quando escrevo que certos tenistas, como Nadal e Djokovic são limitados técnicamente, deve-se entender exatamente isso. Eles têm limitações. Por outro lado, como foi escrito, tem emocionais e mentes fortíssimas, o que os possibilita explorar e alongar esses limites impostos pela ausência de certos talentos e habilidades. Se fossem uns fracos, aceitariam seus limites e nenhum de nós ouviria falar deles.
O outro lado da moeda são tenistas ricos em habilidades e talentos, porem desprovidos de força mental e emocional. Não vou dar exemplos porque vocês nunca ouviram falar deles. Ou até ouviram, mas é melhor deixá-los para lá porque não acrescentam.
Felizmente temos pessoas que sabem ler o que aqui está escrito, mesmo quando eu falho em ser mais claro e detalhista. Talvez porque conheçam um pouco mais do esporte, talvez porque mantenham as antenas mais ligadas, talvez porque não deixem as emoções ofuscar a razão. Como alguns destes últimos mencionaram em seus comentários, a ausência de um arsenal técnico mais amplo não é necessariamente uma condenação a eternidade da mediocridade. Isso depende do indivíduo. Claramente os dois mencionados não aceitaram essa imposição do destino.
Temos no circuito tenistas como Federer, Murray, Gonzalez, Berdich, Monfils, Tsonga, Nabaldian, Gasquet, Safin, Haas e outros com um arsenal mais amplo. Se alguns não são ainda melhores do que são, ou olhado por outro prisma, não melhores do que os dois mencionados, isso fala tão alto sobre gregos e troianos.
Aviso os leitores que Rafael Nadal e Marcos Daniel se enfrentam lá pelas 7:30 da manhã desta segunda-feira e logo em imediatamente em seguida Roger Federer entra em quadra para enfrentar Alberto Martin. Que eu me lembre, é a primeira vez que vejo quaquer um dos GS colocar os dois favoritos para jogar no mesmo dia, quadra e logo em seguida.
Os jogos serão transmitidos pela ESPN e os comentários do seu blogista favorito.
Fica parecendo que eu odiei o Novak Djokovic imitando o Nadal na cerimônia de premiação. O que eu escrevi é que a Sra Léa Pericolli, que eu conheço bem e é uma simpatia, foi inoportuna com o sérvio que, deixou claro antes da cerimônia, não queria fazer a imitação, por conta, como ele mesmo confessou, dos tenistas não gostarem.
Uma coisa é vocês e o público gostar, outra é a realidade entre os tenistas. Eles não gostam dessas brincadeiras em público. Uma coisa é o que acontece no vestiário ou no show do Torneio de Monte Carlos, outra é no estádio lotado com Tv transmitindo. Por isso ambos ficaram com aquela cara de constrângimento, mas cederam pela insistência de Lea.
Ou vocês nunca foram colocados em uma situação onde, a contragosto, foram obrigados a dizer algo que era o oposto do que queriam. Ou se amanhã a futura sogrona, mãe daquela princesinha que voces tanto estão de olho, perguntar se voces gostariam de ir missa com eles, “após o almoço lá em casa” , onde o sogrão, grande, mau-humorado, super protetor como ele só, estará presente e fazendo questão de contar suas aventuras como caçador de cervos e de mostrar a coleção de carabinas antigas que ainda funcionam, e servido um suspeitissimo prato miudos, especialidade da nonna, que já não fala coisa com coisa, voces vão fazer cara séria e insistir que “nem sonhando, eu e a Claudinha vamos é ver o jogo do Timão e passar para conferir as fachadas dos motéis ali na Marginal”.
Me enganem que eu gosto. Vão dar aquele sorrisinho amarelo que o Nadal deu, jurar que vão adorar a missa das sete, e os miúdos nem se fala, assistir o Fantástico no sofá e ainda fazer suas piadinhas com aquela mesma desenvoltura do Djokovic.
Só para conferir. Como adiantou o leitor Phillip, que parece saber das coisas, a apresentadora é mesmo a Lea Pericoli, ex-primeira dama do tênis italiano. Mais atrás estavam o galã Nicola Pietrangeli, aquele monumento Conchita Martinez e o que ninguém identificou, o holandes-voador Tom Okker, todos campeões no Fora Itálico.
Parece que o sérvio Novak Djokovic aprendeu a lição e não quer mais saber de imitar seus colegas de trabalho. Pelo menos não publicamente. Os companheiros/adversários deixaram claro não estavam gostando das brincadeiras. A maioria o deixou saber obliquamente; técnicos, managers etc. Já Roddick foi na jugular e Federer nos pais.
No entanto, Novak não conseguiu dizer “não” à sinuca de bico criada pelos anfitriões na entrega dos prêmios após a final de Roma. Aliás, tremenda falta de tato dos italianos: Diz a apresentadora, repetindo o que lha havia dito Novak “não posso fazê-lo porque os jogadores se ofendem. Rafael, voce se ofende?,ele pode fazê-lo?”, martelava a apresentadora, enquanto puxava o coro “vai. vai, vai. Vai ser desagradável assim lá longe. Lá foi o sérvio, sem nenhuma convicção. Nunca vi uma imitação tão envergonhada e insossa. Podem apostar que o sérvio nunca mais vai passar por essa.
Mas a pergunta para os meus leitores é a seguinte: quem era a senhora sem o “simancol’ e quem são os campeões logo atrás dos finalistas?
Monte Carlo mais lento, Roma mais rápido. Madrid mais rápido, Paris nem tanto. Para Nadal, pouca ou nenhuma diferença faz. Hoje ele é o homem a se bater, e não parece haver adversário para ele. Muito menos no saibro. Alguma coisa teria que mudar, drasticamente, na sua cabeça, ou na de alguém, para seus adversários enxergarem alguma luz.
Com a vitória em Roma o espanhol, de 22 anos, arregimenta 15 títulos nos Masters 1000. Mais dois iguala Agassi, que se aposentou aos 32 anos. Agora são 30 vitórias consecutivas no saibro. E em Roma não perdeu um set. E o mar de pontos que o separa de Federer continua em maré alta.
O Djokovic que, como eu já escrevi, tem a mente muito forte, consegue levar o samba até o ponto onde é obrigado a encarar a besta de frente. A cabeça do sérvio é ótima, mas ainda não tão ótima quanto a do Animal Nadal. Pelo menos nas horas da onça beber água. Algo que o vice-campeão teve a humildade de reconhecer após a derrota; para sua agonia.
A pressão sobre Djoko era grande. Lutava não só pelo título, mas para fechar a porta por onde acabou entrando o escocês bagaceiro. Ao invés de passar Federer – ele teve três oportunidades nos últimos meses – Novak será passado para trás no ranking por um adversário que ainda não se encontrou na temporada de saibro. C’est la vie.
Gaston Gaudio, que a esta altura eu pensava estava se dedicando a pesca nas águas gélidas da Patagônia, voltou a vencer lá pelos lados do Saara. Um torneio pequeno, mas para ele uma vitória gigantesca. A cabeça desse rapaz consumiria vários charutos de Freud. O que será que ainda o leva a insistir se cada vez que chega lá joga tudo fora? Será que é tão difícil parar? Podia pedir umas dicas para o Coria, já que esse o ajudou mais do que se fosse seu pai.
Freud pediria uma linha de crédito em Havana ou queimaria seu divã se tivesse que percorrer o circuito de tênis por uma única temporada. Ou alguém sabe explicar, de uma maneira que eu e vocês entendamos, o que se passa pela cabeça do quase, quaaaaase, melhor da história, Roger Federer?
E provavelmente Sigmund colocaria sua barba de molho tentando entender o tênis feminino. No primeiro torneio, em Stuttgart, como número 1 do mundo, Dinara Safina foi derrotada na final pela freguesa Svetlana Kusnetsova. Dinara havia vencido os últimos quatro confrontos entre as conterrâneas. Foi só virar numero 1 do mundo que o encanto acabou.
De um lado da chave Nadal chega à semifinal com 28 partidas invicto no saibro. Não é a maior série – que eu lembre Vilas e Muster tiveram maiores – mas é impressiva. Por mais que eu ache a direita do Gonzales o golpe mais impressivo do tênis, não acredito que ele vá balançar o embalo do espanhol. O que ele vai é usar muito a esquerda slice baixa, dos dois lados, e atirar com a direita quando possível.Vale lembrar que o chileno perdeu 5 vezes do espanhol, e as 4 ultimas, mas venceu 3.
A outra semifinal, Federer x Djokovic, promete mais sangue. Primeiro que os dois não sentem amores recíprocos. Acho até que o suíço sente um certo desprezo pelo sérvio, que gostaria de ver o rival tirando leitinho de vaquinhas nos Alpes suíços e curtindo a aposentadoria precoce. Federer tem 7 vitórias em 10 confrontos, o que fala alto. Mas perdeu a última, em Miami, e 2 das ultimas 4, o que fala ainda mais alto.
Ambos vem trabalhando horas extras no desenvolvimento de seus físicos, tão essencial no saibro, especialmente com aquele “surdo” tarado solto por aí. Federer continua sem técnico, mas Pierre Paganini, seu preparador físico, está com ele em Roma, investindo na captura de suas metas maiores no semestre: Paris e Londres. Mas uma vitória em Roma seria bem vinda.
Djoko, que luta tanto para passar Federer como para evitar que Murray o alcance, recém contratou o austríaco Gerhard Phil-Gritch, o homem que tornou possível aquele maluco do Muster ligar o botão e correr como um cão danado durante horas e chegar ao topo do ranking, para o desespero e desprezo de Agassi e Sampras. Os adversários são tenistas que entenderam que o preparo físico é o diferencial do tênis atual. Esperem por muita correria nessa semifinal. Na outra tem Nadal, então não é preciso chover no molhado.
Centro de treinamento atual para tenistas profissionais.
Dois jogos me impressionaram e chamaram atenção hoje em Roma. Primeiro o jogão entre Fernando Gonzalez, a maior direita do mundo, e Jurgen Melzer, um interessante tenista austríaco. É sempre um barato assistir Gonzalez e ver as coisas que ele consegue fazer com aquela direita. E Malzer é um tenista que consegue sacar e volear, bem, na terra, mostrando muito toque e controle. Um habilidoso que poderia incomodar ainda mais se fosse mais sólido emocionalmente.
Os dois fizeram uma partidaça, para quem gosta de tênis. É como sempre digo, estilos distintos oferecem o melhor espetáculo. E esses dois jogam muito em suas características. Particularmente foi interessante ver o Melzer construir bastante do jogo em cima da direita do adversário, recebendo alguns erros inesperados daquele lado, assim como abrindo espaço para ataques no revés e no contra-pé. Uma tática diferente e interessante. 3/6 6/3 7/5 Gonzalez.
A outra partida que me chamou a atenção foi entre Nadal e Soderling. Para quem não sabe, os dois tiveram um desentendimento relativamente sério em Wimbledon 2007, quando o sueco, cheio das demoras do espanhol, foi deselegante com o adversário. Hoje, nos primeiros dois games até pensei que teríamos um confronto tal a disposição de ambos. Soderling sacou e confirmou. No segundo game teve 15×40 e algumas vantagens para quebrar. O espanhol sempre lhe fechou a porta, naquele que foi, de longe, o game mais longo da partida.
Após manter seu serviço Nadal jogou o que sabe e o que não sabe, usando os ângulos como raras vezes assisti, fazendo o outro correr mais do que um cachorro. Talvez seja impressão, mas achei que o espanhol curtiu alongar os pontos fazendo o sueco correr por toda a quadra.
Fiquei pensando naquele bate-boca deles em Londres e o quanto isso motivou o sueco correr demais e o quanto motivou o espanhol jogar com uma vontade assassina. O resultado final foi 6/1 6/1, acachapante o bastante para tirar o sono de qualquer um – especialmente de um rival a nível pessoal. Aposto que Soderling não dorme em Roma.
Foi técnico de jogadores como Luiz Mattar, Jaime Oncins, Carlos Kirmayr e Cássio Motta. Dirigiu a equipe brasileira na Taça Davis durante 17 anos e a equipe olímpica em Seul, Barcelona e Atlanta. Foi chefe da equipe no Panamericano de Winnipeg e técnico de equipes juvenis brasileiras campeãs Sul-Americanos e Mundiais.