Mais Valia
Com a chuva caindo, após mais uma noite em que fui dormir tarde, por conta do trabalho é bom lembrar, torna-se incontornável enxergar o mundo por um prisma um tantinho mais deprimente, senão realista, e começar a pensar um pouco na contra mão. A conclusão de tais elucubrações é que o atual circuito do tênis feminino é o naufrágio das idéias de Adam Smith e o ressurgimentos das teorias do velho Marx.
Não quero menosprezar ninguém, mas se até as próprias mulheres levantam a duvida!? As mulheres devem receber a mesma premiação do que os homens? Se olharmos pelo lado de que o que elas ganham não afeta em nada o que os homens ganham, então tudo bem. Porém, se olharmos pelo lado de uma comparação não deveriam.
Primeiro porque os homens jogam cinco e as mulheres jogam três sets. As horas masculinas de trabalho são mais longas e as condições mais inóspitas. Se isso não é argumento – e a WTA prefere discutir o sexo dos anjos e ouvir a missa em latim do que discutir esse ponto – então se poderia apelar para a “oferta e demanda”, a sábia regra que regula o mercado. Mas isso também é total heresia no ambiente da WTA, suas fundadoras e, óbvio, suas atuais atletas.
Poderíamos trazer à discussão o fator qualidade, sempre um diferencial no mercado onde impera o laissez-faire, e algo totalmente ignorado, ou melhor, desprezado, nos ambientes mais socialistas.
Considerando as partidas que temos acompanhado das melhores tenistas do mundo – e como toda regra, com suas excepcionais exceções – derretendo técnica e mentalmente em quadras, como se fossem meras tenistas 2ª classes (sem ofensas Maysa), cometendo um sem números de duplas-faltas, por conta de óbvia carências, física e emocional e, consequentemente, oferecendo um espetáculo de menor valor para o público, nos faz pensar como as idéias da “Mais Valia” do barbudo se encaixariam nessa discussão.
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Autor: paulocleto Tags: Adam Smith, dinara safina, karl marx, mulheres


