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Posts com a Tag martina hingis

terça-feira, 26 de julho de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:00

Dupla de ouro

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Martina Hingis sempre gostou de aparecer. Suas exibições, e brigas, com Anna Kournikova e a quebra de seu contrato com a fábrica de roupas Sergio Tachinni para usar Adidas, que na época fazia roupas sensuais para Kournikova, são uma pequena amostra de seu perfil.

Atualmente, depois de abandonar a carreira, após ser pega em antidoping em Wimbledon em 2007 – com cocaína no sangue, o que, para variar, ela sempre negou – virar dançarina profissional e casar, ela começa, já balzaquiana, a pensar em jogar mais tênis. Há poucos dias andou jogando uma exibição com Serena Williams – as duas não podiam se ver no passado.

Agora ela fez chegar à imprensa suíça a história que o pessoal de Roger Federer a sondou para jogar duplas nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Ela se apressa em dizer que não foi “ele”, e sim “eles” que a sondaram, sem especificar quem seriam, só adiantando que é um pessoal que próximo a Roger. Ela afirma que as conversas devem se estender esta semana. Porque ela divulgou isso antes de se confirmar eu deixo em aberto.

Vale lembrar que, mesmo que Roger confirme o convite, Martina teria um longo caminho a percorrer. Primeiro, teria que voltar a competir para conseguir chegar aos critérios de quem entra na lista das duplas, o que não seria fácil, nem impossível. Talvez pudessem até receber um convite da FIT. Dependeria como anda a barra dela na federação após a suspensão e as coisas que ela andou falando após a suspensão.

O assunto interessa mais à moça do que ao moço. Federer quer mesmo é ganhar as simples, até porque já ganhou as duplas com Wawrinka. Seria até uma chave de ouro para encerrar a carreira, apesar de que em todas as oportunidades ele nega que esse seja o plano. Além disso, diante da medalha conquistada na China, penso que Wawrinka seja uma prioridade acima de Martina. Será que Roger irá querer jogar as três provas? É bonito no papel a possibilidade de vencer as três, mas os riscos são maiores.

É interessante lembrar que Martina é menos de um ano mais velha do que Roger, apesar de serem de épocas distintas no tênis. Martina fez chover entre 1996, quando venceu Wimbledon, e 2002. Sempre foi excelente duplista, além de singlista. Tem cinco títulos de GS em simples e nove em duplas.

Se os dois decidirem jogar em Londres, não será a primeira vez. Em 2001 os dois jogaram a Copa Hopman, um evento preparatório para o Aberto da Austrália reunindo uma mulher e um homem no time. Na época, Martina era uma estrela consagrada (ela venceu seu 1º GS aos 16 em 1997) e Roger ainda começava a aparecer – estava ainda a dois anos e meio de vencer seu primeiro GS. Jogaram seis partidas e perderam somente dez games – o que dá uma idéia da potencialidade da dupla.

Martina e Roger – campeões na Austrália em 2001

Notas relacionadas:

  1. Uma nova visão
  2. Alarme
  3. Duplaça
Autor: paulocleto Tags: ,

quinta-feira, 6 de maio de 2010 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:21

Ma-ra-vi-lho-sas

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A leitora Maysa me acusa de ser implacável com as tenistas. Logo ela que é uma flor de pessoa – talvez eu deva rever minhas posições, ou pelo menos a maneira de externá-las.

Ela faz uma apologia da Anna Kournikova que não me convenceu muito: “pra quem vem de uma família russa bem humilde às vezes é melhor enriquecer mais rápido usando as armas que tem do que se desgastar usando as armas que não tem…”, raciocina a Maysa.

Se olharmos por aí, todas moças, e moços, terão uma desculpa na manga. Porque a desculpa está sempre a um passinho do tenista perdedor – é só esticar a mão e agarrar. Ou não. A Anna tinha o talento, não teve a disciplina e o compromisso.

Kournikova escolheu o caminho mais fácil. Descobriu que ganharia muito dinheiro na vida só mostrando a bundinha e sem precisar correr atrás da bolinha. É uma opção, para uma menina humilde e vistosa na Rússia, assim como no Brasil, na Espanha e nos EUA etc. Todos escolhemos, priorizamos. Aliás, as irmãs Williams eram bem pobres. Mas elas tinham um pai que era uma fera e um obstinado pela vitória, pelo sucesso. O tênis era o passaporte para longe da miséria. Pode-se até raciocinar que elas não tinham a opção da Anna, o que, suspeito, elas não concordam. Já a mãe da Kournikova….

Maysa tem mais a dizer: “E quanto a Martina dançar na TV…não acho nada demais …o Helio Castro Neves também dançou…ganhou o campeonato de dança (dançou também com o imposto de renda americano…..) e acabou de ganhar uma corrida muito importante se não me engano… não acho propriamente uma apelaçao….”

Talvez aí esteja um pouco do tal do meu olhar crítico e implacável que a Maysa sugere. Talvez eu ache um pouco irritante ver a Martina fazer isso, procurar “estar” na mídia em uma idade onde ainda poderia ser uma tenista, se não tivesse desistido – e porque desistiu – ou cheirado cocaína. O que, lembro, não apaga tudo o que ela fez no tênis, que foi muuuuito.

“Quanto a cocaina…acho que ela não soube mentir direito (como toda boa suiça..)…ou tinha muitos desafetos que aproveitaram pra puxar o tapete dela ….”. A colocação me faz pensar que a Maysa tem o inverso do preconceito quando fala das tenistas.

Enfim, Maysa que afirma que “Pra dizer a verdade acho que a alma feminina é um mistério pro Cleto …ele mata a charada mas seu olhar é muito critico e implacável com as meninas….

É uma frase cortante como navalha afiada que é bom o blogeiro pensar no assunto com carinho. Assim sendo, e seguindo a dica da querida leitora, vou não só rever minhas posições perante as mulheres, como vou procurar escrever mais sobre as elas – até porque são ma-ra-vi-lho-sas.

Venus de maiô,   mas com 5 títulos em Wimbledon.

Notas relacionadas:

  1. Dói
  2. Uma nova visão
  3. Duplaça
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quarta-feira, 5 de maio de 2010 Light, Tênis Feminino | 15:11

Duplaça

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As duas têm um relacionamento de amor e ódio. Como tantas mulheres.

Uma se tornou famosa como a tenista mais precoce da história, vencendo RG juvenil aos 12 anos e se tornando numero 1 do mundo aos 16 anos, quando esteve a uma partida de vencer os quatro Grand Slams no mesmo ano.

A outra se tornou famosa por ser a Devassa do tênis. Também um talento precoce, que criou uma enorme expectativa, porem naufragou na sua personalidade.

As duas se amam e se odeiam. Tudo que Martina Hingis queria na vida é ser amada e desejada como Anna Kournikova. Tudo que Anna queria era ter sido a ubber-campeã que a amiguinha foi. As duas tiveram que se contentar com o que Deus lhes deu.

Hingis, 29 anos, teve o melhor instinto e inteligência direcionada que vi em quadra. Kournikova, 28 anos, nasceu vamp e sempre desempenhou o papel de lolita e perversa melhor do que o de tenista.

Uma coisa ambas têm em comum: adoram atenção. Nisso, a russa sempre ganhou de zero.

Por isso, mesmo com suas respectivas carreiras encerradas, anunciaram que jogarão o torneio de veteranas em Wimbledon. Se for o caso, vão lotar a quadra, seja qual for. Ou alguém duvida que os tarados dos ingleses irão preferir acompanhá-las do que, por exemplo, as irmãs Williams, atuais campeãs de duplas? Vale lembrar que as amigas venceram duas vezes o Aberto da Austrália.

As duas se odiavam, ficaram amiguinhas, vieram para a America do Sul, saíram no tapa dentro do vestiário no Chile, ficaram amiguinhas de novo, brigaram, e agora vão jogar uma duplinha para sacramentar a amizade e voltar à mídia.

Anna vive de aparições e exibições no circuito de celebridades no EUA. Já não aparece tanto nos jornais e TV como antes. Talvez nas revistas sensacionalistas e internet. Parou de jogar em 2003, sem maiores explicações, do que o fato de não aguentar mais explicar quando venceria um torneio de simples, o que nunca aconteceu.

Para ficar na mídia, Martina tentou até um daqueles torneios de danças na TV inglesa, o que, convenhamos, é uma apelação para quem já foi uma campeã como ela. Deixou de jogar pela 1ª vez em 2003, quando começou a levar ferro das Williams. Voltou em 2006, com razoável sucesso, mas cheirou cocaína em uma festinha em Londres, o que sempre negou, foi pega no anti doping de Wimbledon e suspensa por dois anos. Desistiu.

As duas foram marcantes na história do tênis feminino. Hingis pelo retumbante sucesso precoce e a maneira intuitiva de jogar. Anna por ter afastado as homossexuais do domínio do tênis profissional feminino e tornado o circuito atraente e sensual, ao mostrar às tenistas que elas não tinham de se sentir culpadas por serem bonitas e atraentes como mulheres, como as homossexuais por décadas conseguiram fazer. Alá é grande e o mundo agradece.

As amigas

Anna pousando sem uniforme de tênis.

 

 

Escolham: Martina classuda..

Ou Martina sensual…

Notas relacionadas:

  1. Dói
  2. Uma nova visão
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sexta-feira, 17 de julho de 2009 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:21

Uma nova visão

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Uma das reações paralelas ao bizarro julgamento de Richard Gasquet é a comparação com o caso de Martina Hingis, suspensa por dois anos no ano passado pela mesma razão. A quantidade de cocaína encontrada no corpo de Hingis era ainda menor do que a “pitada de sal” mencionada no caso do francês. Se o teste fosse realizado pelo exército americano, que não quer seus soldados mais doidos do que já são e por isso os testam, ela ser enviada para o deserto do Iraque ou as montanhas do Afeganistão sem maiores problemas.

A diferença estaria na defesa de ambos. Enquanto Gasquet abriu o coração e entregou tudo o que aconteceu naquela noite na boite de strip-teasers – pelo menos na versão dele e que a FIT afirmou acreditar em cada palavra, o chamando de “homem integro e honesto” – Hingis, no pedestal de sua conhecida arrogância e combatividade, o contrário do afável francês, preferiu desafiar a FIT e todo o processo de antidoping. Para variar ela falou o que lhe veio à cabeça, resolveu não aprofundar sua defesa no tribunal e escolheu, mais uma vez, a aposentadoria precoce. Simplesmente mandou um fo…..   Economizou com advogados, mas perdeu o dinheiro de prêmios, patrocínios e, talvez mais importante, perdeu a credibilidade.

A consequência imediata do “caso Hingis” foi que a FIT resolveu olhar com mais carinho à situação, já que, pela quantidade encontrada em Hingis, ela nem queria jogar melhor em Wimbledon nem teria cheirado algo que pudesse lhe dar algum “barato”. Com isso, passaram um memorando, logo após o julgamento, informando que “apesar de a substância ser proibida…não havia  intenção de melhorar a performance… a sanção pode ser de uma advertência a dois anos de suspensão”. Estava aberta a porta para uma nova visão, que se tornou realidade no “caso Gasquet”, visão que só surgiu à custa da arrogância e o consequente sacrifício da “bonequinha de luxo”. Agora, que isso tudo continua sendo pessimamente administrado, continua.

Hingis, arrogante e pouco gostada no circuito.

Gasquet, tímido, afável e gostado no circuito.

Notas relacionadas:

  1. Complicado
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