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Posts com a Tag maria sharapova

quinta-feira, 19 de maio de 2011 Grand Slam, Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:48

Pirigueti

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Hoje a búlgara Sesil Karatantcheva, que agora joga pelo Casaquistão, bateu a loirinha holandesa Machaella Krajicek pela 2ª ronda do Qualy de Roland Garros.

Para quem não se lembra Sesil, 21 anos, chegou às 4as de final de Roland Garros em 2005, aos 15 anos!, e naquele ano chegou a ser a #35 do mundo! O que aconteceu? Foi pega no antidoping de Roland Garros usando nandralona e suspensa por dois anos. Na época, era treinada e orientada pelo pai, que tinha fama de ser um “daqueles” pais.

Para os juizes alegou que estava grávida – precoce a menina – mas os testes não o comprovaram – mentirosa a moça! Ela sempre foi uma pirigueti bem humorada, um tanto maluquete e sem papas na língua. Foi pega como exemplo. Recentemente, quando perguntada sobre o que aprendeu com o incidente, respondeu: que é preciso usar camisinha sempre!

Antes da partida do vídeo abaixo, ela e Sharapova, outra do mesmo naipe, brigavam como duas gatas no cio e quase saíram a tapas, se é que não chegou a isso. Ambas treinavam na Academia Nick Boletierri e a ciumeira era total, já que brigavam para ver quem seria a próxima grande tenista. Chegaram a bater boca pela imprensa. Nick declarou que a búlgara foi o maior talento que já treinou. Quando perguntada, aos 14 anos, se era a nova Kournikova, respondeu perguntando “eu sou tão uma tenista tão ruim assim?”

De lá para cá, como não podia deixar de ser, sua vida de um rodopio total, voltou a jogar em 2008, mas tem penado no circuito. Agora, como #171 no ranking, ainda tenta voltar a ter uma carreira. Não está fácil.

Abaixo um vídeo dela, aos 14 anos, enfrentando, em Indian Wells, de igual para igual, uma Sharapova de 16 aninhos e uma foto tirada após a suspensão, já com a tatuagem da fadinha que mandou fazer para afastar os maus espíritos.

Notas relacionadas:

  1. Bem vinda
  2. Ombros e pernas
  3. Imagem solidificada
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sábado, 2 de abril de 2011 Masters 1000, Tênis Feminino | 21:22

As pernas da vitória

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E quando falo da qualidade das pernas de Victoria, comparadas com as de Maria Sharapova, não me limito a falar sobre a arquitetura da musculatura e toda inspiração sensual que dela vem. Falo, em especial, sobre a movimentação da moça, em contra partida à de Maria, que é lenta quase parando. Victoria é rápida e cobre bem a quadra, o que faz com que não exista a exigência de viver no limite, como é o caso de Sharapova.

Azarenka ganhou porque tinha um plano de jogo elaborado e conseguiu exercê-lo. Enquanto a adversária só acordou com o fato de que sua tática estava errônea quando estava um set abaixo e 0×4. Ele tomou conta dos pontos desde a primeira bola e colocou Maria na defensiva, onde ela é uma gata, perdão, peixe, fora d’água. Mas aí nem se sabe se é tática ou é a decisão de quem se vê perdido e vai para o vai ou racha.

Azarenka, de 21 anos, está batendo na trave há algum tempo – é só lembrar que ela já venceu Miami em 2009, e da surra que estava aplicando no Aberto da Austrália de 2010, quando abandonou a partida por se sentir mal em quadra. De lá para cá a moça ainda apanhou de seu gênio, que, dizem, é de amargar, e vem pagando o preço por esse déficit emocional. Mas é muito perigosa, por conta de uma esquerda que alia potencia com acuidade como poucas e a harmonia da envergadura com a velocidade, e a partir de segunda-feira é a 6ª do mundo.

No passado, escrevi sobre Victoria e seu início no tênis, uma história interessante(http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2009/04/04/o-anjo-da-victoria/ ) , por mostrar o quanto um atleta pode, de fato, ajudar outro, e não só ficar naquele monte da bobagem e marquetice que somos obrigados a ler a toda hora, com ex-atletas fazendo de conta que ajudam outros e as pessoas fingindo que acreditam – ou pior, acreditando.

Victoria Azarenka – dominando seu poder mental.

Notas relacionadas:

  1. Durona
  2. O anjo da Victoria
  3. Ombros e pernas
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quinta-feira, 31 de março de 2011 Tênis Masculino | 12:42

Hoje bomba

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A quarta feira foi fraquinha em termos de emoção. Todas as quartas de final –femininas e masculinas – decididas em dois sets. Pouco para quem já viveu grandes emoções.

Hoje, na pior das hipóteses, temos Federer e Nadal em quadra, o que garante que as as arquibancadas vão bombar. Federer enfrenta o “Magro” Simon, que deve estar à vontade na lenta Quadra Central. O fato da partida ser à tarde e o tempo estar aberto, deve deixar o jogo mais rápido, o que ajuda o suíço. Mas é um joguinho chato, que exige paciência e ele sabe disso. Ambos sabem.

À noite, Nadal encara o arqui-rival Thomas Berdich. Os dois fingem que se gostam, na pior das hipóteses se respeitam, mas suspeito que não se bicam. Além disso, pegam pesado na bola, o que deixa o confronto de alto risco para juízes de linhas obesos, um padrão nos EUA, e pegadoras de bolas bem jovens, outro padrão por aqui.

O dia vai começar com Sharapova enfrentando a sensação do evento, a dançarina Petkovic, que já avisou: quem gosta que curta, porque depois de Miami não tem mais dança em quadra. Suspeito que houve inveja e pressão para acabar com a festinha da moça. O jogo de ambos é razoavelmente unidimensional, especialmente o da russa, que é mais experiente e forte. A alemã é mais rápida, inexperiente e sem nada a perder. E muito mais simpática e interessante como pessoa, o que conta barbaridades. Suas entrevistas são divertidas, espirituosas, inteligentes e sinceras. O oposto da marqueteira russa/americana.

No ultimo jogo, Vera Zvonareva sempre dando uma de “mineirinho”. Em surdina vai chegando perto de mais uma final. Sua adversária, a Azarenka, está prometendo estourar a algum tempo. Um dia a casa cai. A Clijsters sentiu o peso daquele revés.

Petko – divertida e transparente.

Notas relacionadas:

  1. Raro e triste
  2. Possibilidade remota
  3. O Robô campeão.
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 Light, Tênis Feminino | 22:54

Fashion girl

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Como a moça não ganha nada em quadra há tempos, vamos faturar em outras freguesias. Maria Sharapova pode estar enfrentando algum tipo de conflito emocional no que diz respeito a sua carreira dentro das quadras, fora a moça não tem dramas.

Ouvi falar que ela ficou noiva – teria ganho um anel que está usando com todo orgulho. O rapaz é o jogador de basquete – o que mais seria, já que a moça é uma vara de pegar balão – Sasha Vujacic, da Eslovênia e dos Los Angeles Lakers.

A esmagadora parte dos contratos de Maria vem do fato dela ser a tenista mais fotografada (fala aí Aninha) e, de longe, a mais fashion. Sei que o assunto é mais a área da minha coleguinha Bê Arruda, mas tenho que conceder; Maria tem bom gosto, entende de moda e sabe usar a mídia a seu favor. Aliás, poderia dar umas aulinhas para as breguissimas e cafonérrimas irmãs Williams em cada um desses departamentos.

Como está sobrando tempo fora das quadras, a moça segue realizando “fashion statements”. Desta vez foi para a revista russa Tatler, que eu desconhecia, mas estou considerando virar assinante.

Maria arriscou, e se deu bem, com um visual “retro”, o que não é para qualquer uma. Por conta, poderão convidá-la para o “remake” de algum filme “noir”, onde ela terminaria assassinada a raquetadas após passar o filme torturando sexualmente algum bonitão de Hollywood. Mas terão que escalar um grandão, pois o Brad Pitt, e outros muitos, teriam que filmar em uma escadinha.

Enquanto isso, vocês podem checar como ela aparecerá na próxima edição de Wimbledon, onde o branco é mandatório, e como a russa pin up, perdão tenista, prova que uma mulher pode ficar estranhamente sensual mesmo metida em cuecões.

Maria de cuecões, de vamp virginal e com um interessante “branco Wimbledon”.

Notas relacionadas:

  1. Durona
  2. Bem vinda
  3. Imagem solidificada
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010 Grand Slam, Tênis Feminino | 12:10

Imagem solidificada

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Maria Sharapova, que já foi a 1ª do ranking, não está mais sequer entre as 20 primeiras. E não dá mais para usar como razão dessa despencada no ranking a sua contusão no ombro – ela já voltou às quadras há mais de um ano.

Aos 23 anos de idade, a russa fatura mais fora das quadras do que qualquer outra tenista – de Serena Williams a Aninha Ivanovic. Lembro quando escrevia no O Estado de São Paulo, alguém vencia um torneio e Maria perdia nas semifinais, no dia seguinte publicavam uma foto da russa. Isso dá bem o tom do assanhamento que a moça causa mundo afora.

Ao mesmo tempo em que Maria não pode ser chamada de um talento natural, podemos afirmar que a moça fez uma diferença e um impacto no circuito por conta de sua capacidade de brigar por uma vitória. Maria é uma tenista unidimensional, sem maiores reservas técnicas e com algumas claras deficiências, tais como o serviço e os voleios – o que também não chega a ser uma novidade no circuito feminino. Mas tem dentro dela aquele fator intangível que produz campeões.

A russa tem 1.88m, pelo menos na ultima vez em que medi, o que faz dela uma daquelas tenistas que bate de cima para baixo, algo que faz uma diferença, especialmente considerando que a moça não tem o menor receio em enfiar a mão na bola.

Só que tal estilo exige acuidade, treino e, acima de tudo, confiança. O primeiro quesito só vem com muito do segundo. O terceiro só vem com a presença dos dois primeiros e da sua mais fiel tradução – a vitória. É a velha história do ovo e a galinha. Vence quem tem confiança e tem confiança quem vence. Em algum lugar ali tem o Big Bang para iniciar a fusão, mas isso é uma outra história.

Nos últimos dois anos, pelo menos nos EUA e Europa, que é onde conta para a moça e seus patrocinadores, Sharapova tem marcado mais presença nas páginas de celebridades do que nas de esporte. Ele confessa que tem uma enorme queda pelo fashionismo e está sempre desfilando a última moda pelos locais mais badalados.

Infelizmente, nos torneios não vem fazendo o mesmo impacto – pelo menos aquele que se espera de uma tenista que em 2004, aos 17 anos, venceu Wimbledon e se tornou a 1ª do ranking mundial. De lá para cá venceu também o US Open em 2006 e o Aberto da Austrália em 2006. Seu melhor resultado em Roland Garros foi a semifinal em 2007. São resultados que falam alto sobre a capacidade de vencer da russa.

Em 2010, Maria venceu Memphis e Strasbourg, dois torneios menores, ao mesmo tempo em que teve inesperadas derrotas precoces. Nos maiores, incluindo os GS, foi sempre uma coadjuvante, o que começa a refletir na sua confiança, na atitude de suas adversárias, nos resultados e no ranking. Só voltou a competir após o US Open – onde foi eliminada na 4ª rodada – no Japão, na semana passada, quando foi eliminada pela quarentona Kimi Date na 1ª rodada. Esta semana, em Pequim, leva outra chibatada logo de cara de uma freguesa e amiga Elena Visnina, o que coloca seu fim de temporada em perigo, já que só resta mais um evento do porte – Doha, sem falar na sua autoestima.

Provavelmente ficaram para 2011 as respostas sobre o futuro da carreira de Maria Sharapova. Conseguirá se reinventar e voltará fazer um impacto no circuito, o que não é tão impossível considerando a competição? Ou se acomodará em ganhar muito dinheiro em mantendo uma imagem solidificada sobre resultados já na gaveta e o impacto que causa uma loura de 1.88m e longas pernas com uma raquete na mão?

Maria – atualmente fazendo mais sucesso fora das quadras

Notas relacionadas:

  1. Durona
  2. Dói
  3. Bem vinda
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010 Tênis Feminino | 18:45

Kimi

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No início desta semana, uma das primeiras rodadas do Aberto do Japão, em sua versão feminina, reuniu, de um lado, a princesa do tênis japonês, a dona da casa, e não dona de casa, a veterana das veteranas Kimiko Date, que celebrou 40 anos na noite do confronto, e a loiraça, e, consequentemente, objeto dos desejos mais obscuros dos locais – para não ser injusto, não só deles – Maria Sharapova.

Imagino o que não colocaram nas mãos da russa, e não por falta de lugar melhor, estou falando em dólares ou euros, para a moça ir a Tókio alegrar os diminutos, porém decididos, fetichistas locais por uma loura gigantesca. Imagino também, se os mesmos tiveram algum tipo de conflito interno, daqueles de se rever os rígidos padrões Bushido dos samurais locais, para decidir em sua torcida entre a balzaquiana local e a deusa loura do outro lado do Mar do Japão.

Seja qual tenha sido a equação dos corações e mentes locais, o destino pregou mais uma peça nas expectativas humanas. Kimi, diminutivo do nome da diminuta Kimiko, não quis saber de conflitos em seu jardim das cerejeiras e, apesar das enormes diferenças, de tamanho, fama e altura, deu a russa uma severa noção do que o tênis arte pode fazer com o tênis força.

Kimi, estou todo intimo da moça, venceu por 7/6 3/6 6/3, criando uma não sei se tão bem vinda zebra japonesa. O fato chama a atenção – mas alerto que, após a vitória de Kim Cljisters em New York no ano passado, nada me surpreende no circuito das moças. Mas não deixa de ser um certo alento para os apreciadores, pelo menos do tênis, senão das pernas longas, que uma mulher de 40 anos, com uma pegada continental na direita, uma finesse para bater na bola, roubando a força alheia, possa derrotar uma mulherona que, apesar da descomunal força do alto de seus 1.88m, tem enormes dificuldades para tratar a bola com o carinho que a peludinha também merece.

Kimi e Maria – tamanho não é tudo.

Notas relacionadas:

  1. Dói
  2. Empurradinho
  3. No condomínio.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010 O Leitor no Torneio, Tênis Feminino | 17:40

O leitor no torneio – Estrasburgo

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 Mais uma vez um leitor nos envia texto e fotos de uma visita a um torneio. Desta vez é o André Tschumi, que passeia pela Europa e, como um bom fã do tênis, foi ver as meninas competirem em Estrasburgo. Abaixo seu texto e fotos. Um abraço e obrigado.  
  
Aproveitando minha estadia em Estrasburgo, ontem (quarta-feira), tirei o dia de folga para assistir os jogos do WTA local. Na chave de simples ocorreram os jogos de oitavas-de-final e na chave de duplas houve jogos da primeira fase e das quartas de final. Apesar de ser um dos torneios de mais baixa premiação do circuito dentre aqueles de primeira linha, o WTA de Estrasburgo costuma atrair pelo menos uma grande jogadora por temporada. Assim, já ganharam o torneio jogadoras como Lindsay Davenport (1995, 96), Steffi Graf (1997) e Jennifer Capriati (1999). Esse ano a grande atração do evento é a Maria Sharapova. Conversei com um ex-juiz de linha do torneio que me contou que ano passado a Sharapova havia pedido um milhão de dólares para jogar o evento (fora a premiação oficial, é claro). Assim, em 2009 não foi possível trazê-la. Mas esse ano ela vinha de contusão e perdera na semana passada a única partida da temporada feita no saibro. Então, precisando ganhar ritmo de jogo na terra batida, ela baixou o seu cachê para apenas 500 mil dólares e assim foi possível trazê-la para essa edição.
 
O primeiro jogo da quadra principal foi o da espanhola Medina Garrigues, cabeça de chave 5 (atual 49 do ranking) e tri-campeã do evento na época em que era top-30. Não assisti a esse jogo, pois fui a quadra 3 dar uma força à Maria Fernanda Alves, que jogava duplas com a Jorgelina Cravero da argentina. Elas fizeram um jogo bem disputado contra a dupla cabeça de chave 3, perdendo por 6/4 7/6. A Nanda Alves possui bons golpes, se virando bem tanto na linha de base quanto na rede. Mas infelizmente a sua bola não tem peso para machucar as adversárias, o que exige que ela trabalhe muito as jogadas ou conte com um erro não-forçado das adversárias para ganhar o ponto. Com o  jogo que apresenta, se tivesse golpes potentes a Nanda estaria tranquilamente no top 100 da WTA. Ao término da partida ela foi muito simpática e prestativa, quando conversamos brevemente. Ela agradeceu pela minha torcida solitária e aceitou tirar uma foto comigo.
 
Depois do jogo da Nanda fui para a quadra principal e assisti a vitória com tranqüilidade da Vania King sobre a Alize Cornet. Coincidentemente, as duas disputam juntas o torneio de duplas (onde venceram o seu jogo mais tarde). No jogo de simples, a Cornet esteve muito irregular. Quebrou duas vezes o serviço da King  ao longo da partida, mas teve o seu saque quebrado por cinco vezes, cometendo um caminhão de erros não forçados. A King, que costuma jogar com o Marcelo Melo as duplas mistas nos GS, não é uma jogadora adepta ao saibro. Assim, apesar de não estar fazendo uma boa temporada, a Cornet em tese é mais jogadora sobre o saibro e deveria ter ganhado esse jogo inclusive com relativa tranqüilidade. Mas as jogadoras francesas, com raras exceções, sempre tremem quando jogam em casa.  Incrível e uma pena. Até porque, para o público (masculino) é quase impossível deixar de torcer para ela. Afinal a Cornet é linda demais!
 
O jogo seguinte na quadra central foi o da Sharapova, que de fato é uma super star do tênis. Ao contrario de todas as demais jogadoras, a russa chegou a quadra protegida por vários seguranças e cercada por um grande alvoroço. O publico, que até então era pequeno, praticamente lotou a quadra para ver a Sharapova. Pena que o jogo não teve muita graça: 6/3, 6/0. Apesar de estar ainda sem ritmo de jogo, a russa não teve trabalho algum pra despachar sua adversária, vinda do qualifying e apenas número 267 do ranking. No primeiro set Sharapova começou devagar e permitiu à adversária confirmar por três vezes o serviço. No segundo set a russa esquentou e enfiou um pneu. Se pelo menos o tempo estivesse bom, o público masculino poderia ter se divertindo observando os atributos físicos da Sharapova. Mas para a nossa infelicidade, os termômetros marcavam 10°C nessa quarta a tarde, um frio fora do comum para essa época. Assim, a Sharapova jogou com uma roupa extremamente longa para os seus padrões. Ao ver o uniforme da russa, teve muito marmanjo pedindo de volta o dinheiro do ingresso!
 
O quarto e último jogo que assisti foi outra decepção para o público francês. A Virginie Razzano, cabeça de chave número 3 do torneio, tomou uma bela virada da sueca Arvidsson: 3/6, 6/3, 6/2. Após vencer o primeiro set a jogadora francesa sentiu um problema na perna. Chamou o fisioterapeuta, mas não teve jeito. Ela acabou tomando a virada e estragando a tão aguardada, aos menos pelos franceses, semifinal com a Sharapova. Resta agora a torcida local apoiar a musa russa, já que nenhuma jogadora francesa passou das oitavas de final. Pelo menos o torneio mostrou uma bela revelação e esperança para a torcida. Trata-se da francesa de origem sérvia Mladenovic, que completou 17 anos na semana passada e já conseguiu uma vitória na chave principal do WTA de Estrasburgo (que não pude ver porque coincidiu com a hora dos jogos da Cornet e da Sharapova). Isso que ela é ainda a número 235 do ranking. Então guardem esse nome: Kristina Mladenovic. Muito em breve ouviremos bastante falar nessa garota, quem sabe, inclusive brigando em poucos anos pelo título de Roland Garros.

Notas relacionadas:

  1. Durona
  2. Dói
  3. Bem vinda
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010 Light | 22:47

Espirrou

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Maria Sharapova assinou um contrato com a Nike pelos próximos oito anos e receberá um total de U$70 milhões através desses anos. A russa receberá também uma porcentagem das vendas de suas roupas.

A tenista de 22 anos tem um relacionamento com a marca americana desde os 11 anos. Ao que parece ela foi assediada por outra companhia, mas assinou mesmo com a Nike após receber o que queria. Ela já tem também um contrato com a Cole Haan, uma fábrica de bolsas e acessórias subsidiaria da Nike.

A tenista fatura, dizem, cerca de U$20 milhões anos, a maior parte em patrocínios. Seu agente diz que ela deve abrir mão de alguns patrocínios que lhe pagam um fixo para abraçar aqueles que lhe dêem um fixo e uma porcentagem.

Ela é hoje muito mais uma personalidade mundial do que uma tenista e por isso está em um patamar bem distinto das outras tenistas. Que o digam jogadoras como Safina, Kuznetsova, Jankovic e outras conterrâneas que devem estar mordendo os aros de suas raquetes de inveja. A Serena fechou um contrato com a Nike que pode chegar a U$55 m em oito anos, sem porcentagens.

É como eu sempre disse. Na época em que eu escrevia no “O Estadão”, a Sharapova espirrava e colocavam uma enorme foto dela na página de esportes. As outras venciam um GS e publicavam a foto do campeão masculino. A moça pode ser uma mala, mas tem carisma e beleza - no mundo das aparências isso vale milhões.

maria-sharapova-nike-paris-dress-tiffany-elsa-peretti-wave-earringsMaria e seu uniforme.

Notas relacionadas:

  1. Forbes
  2. No condomínio.
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sábado, 5 de dezembro de 2009 Light, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 22:16

No condomínio.

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Depois da paspalhada tcheca na sexta-feira sequer hesitei na minha decisão. A força ímpar de meus leitores ajudou na decisão. Acordei sem pressa e da mesma maneira me meti na Castelo Branco, uma estrada lotada e chata em seu começo, mas que depois nos leva para novos horizontes.

Depois que o transito limpou, com Stevie Wonder reverberando nas caixas, a viagem de uma horinha foi fácil. O local da exibição Sharapova x Dulko é um belíssimo condomínio que um dia foi duas belíssimas fazendas. Com as chuvas de verão, o verde dos gramados e o vermelho dos Flamboyants nos fez sonhar com um terreninho por aquelas bandas.

O pessoal que organizou realizou um belo evento e o jogo foi a cereja do bolo. Foram felizes até na prudente idéia de cobrir a quadra, que ficou ótima e com lugar para quase 1000 pessoas. O piso era o mais usado no circuito indoor na atualidade – madeira pintada.

O jogo deu para o gasto. Nenhuma das duas queria fazer a outra sofrer. Como lembrou Gustavo Kuerten, sentado na lateral de uma das arquibancadas, as mulheres são por demais competitivas para fazerem uma boa e divertida exibição. Por isso o jogo foi sisudo e sério. Maria está lenta para as laterais, mas os golpes estão lá, assim como o instinto de jogar bem os pontos importantes. Gisele soube ser uma boa e feliz coadjuvante. Que não existam dúvidas, a estrela é a russa.

Uma das conversas das arquibancadas e corredores era se a mais bonita era Gisela ou Maria. Divisão na parada. Consenso; Maria é um mulherão, impressionante pelo tamanho e a juba loura, mas argentina é mais bonitinha, além de mais simpática. Maria é a rainha da marquetagem, algo que ela realiza com eficaz burocracia.

Encontrei amigos e pessoas que não via há tempos, o que é sempre um prazer e uma alegria. Um evento desses reúne uma fauna heterogênea, o que é parte do charme. Maria Esther foi homenageada antes da partida pelos 50 anos de seu 1º título. Gustavo Kuerten também foi chamado à quadra e fizeram a temeridade de lhe entregar o microfone na sua mão. Naquele momento a outra Maria, ali de pé sem entender uma palavra, foi simples coadjuvante.

Após o jogo tivemos um almoço e uma confraternização. A segunda foi ótima, até uma das minhas irmãs, a Vera, estava por lá. É sempre divertido bater rápidos papos com diferentes pessoas. Cruzei com pessoas das mais diferentes tribos; do tênis esbarrei no Carlos Bernardes, nos meus brothers Carlos Kirmayr e Luiz Mattar, ouvi dizer que Cássio Motta também estava por lá, Gustavo Kuerten, Mauro Menezes e outros. Não vou mencionar o resto, a outra turma, porque senão isto vira Quadra de Caras.

O almoço foi disputadíssimo, o pessoal estava morrendo de fome, pois o jogo acabou quase às 15hs, e a fila se movia, com infeliz insistência, mais lentamente que nossa fome. Para nos distrair, a vista do restaurante, que fica no topo de uma colina, como vem chovendo muito na região, estava uma maravilha.

Maria e Gisela pareceram e ficaram por pouco tempo. A russa sempre cercada de seguranças, o que me parece uma babaquice sem tamanho. Tirei algumas fotos com as moças. A da Maria, afagando meus cabelos, fico devendo, pois sumiu depois que minha mulher foi fotografar umas amigas.

Demorou mas o pessoal aprendeu a cacifar um evento tenístico. O evento de hoje foi realizado com esmero e cuidado, que é o que as pessoas esperam e deveriam receber quando saem de casa para se divertir, tanto quando convidadas ou quando pagando. Esse negócio de sair de casa, ser mal tratado ou, pior, correr o risco de tomar porrada em arquibancada é um programa de índio e uma cultura que nosso povo ainda não conseguiu eliminar.

Sei que alguns vão criticar o evento fechado como elitista. C’ést la vie. Os organizadores tiveram suas dificuldades em vender o evento – na Argentina foi cancelado por falta de grana, a Maria não cobra barato – e o plano original era ser aberto para o público.

No final, para a coisa acontecer, quem pagou a conta aqui foi Condomínio Fazendo Boa Vista, que tem sua própria agenda e interesses. Os convidados são possíveis clientes e foram entretidos com evento de se tirar o chapéu.

Quem quiser ver o jogo pode ligar na SporTV. O resto deve se contentar com o texto acima, as fotos abaixo e aguardar pelo Aberto da Austrália, que estarei comentando em Janeiro, quando Maria, e Gisela, voltam às quadras.

arena_montada_especialmente_para_o_desafio_sharapova_x_dulko

gisela

maria1

giga pc kA arena, as artistas, o blogueiro, o cara e o brother.

Notas relacionadas:

  1. Durona
  2. Champagne e flores
  3. Ombros e pernas
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009 Tênis Masculino | 13:00

Formadores de opinião

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A exibição da Maria Sharapova com a argentina Gisela Dulko em Buenos Aires, que seria realizada no BALT em Dezembro, já foi cancelada. A razão não foi divulgada, mas sabe-se que foi financeiro. Havia uma expectativa, primeiro porque a grandona causa expectativas em qualquer lugar, segundo porque Dulko a bateu este ano.

Pelo o que sei, as exibições de Maria no Chile e no Brasil continuam de pé. Devem ter balançado, porque uma coisa é a russa vir para a América do Sul para três datas, outra para duas – menos dólares. Menos dólares é sempre um problema para excursões caça-níqueis.

Pelo o que ouvi, no Brasil, Sharapova vai ajudar vender lotes de algum loteamento no interior de São Paulo, enfrentando a mesma Dulko. Poderia enfrentar a D. Ruth ou a Maysa que venderia, ou não, igual. Ou alguém por aí vai sair de casa para ver a namorada do Gonzalez, que sequer ouviram falar?

Também pelo o que entendi, o evento será fechado e restrito a possíveis compradores e formadores de opinião, o que vai deixar a maioria dos fãs brasileiros sem um presente de natal diferente e serve para aumentar a pecha de elitismo do nosso esporte.

shara Maria de presente.

Notas relacionadas:

  1. Forbes
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
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  5. 4
  6. Última