Maria Sharapova | Paulo Cleto - Part 2

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Posts com a Tag maria sharapova

quinta-feira, 28 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:53

12.53hs

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Hoje a NET me deixou sem internet e TV toda a manhã. Lá fora tem um cara com um megafone protestando contra algo. Eu devia ir lá tirar o mega da mão dele e fazer o meu protesto. Só que aí eu iria protestar o resto do dia.

Em Londres, o pessoal continua pisando na grama. Alias, vocês obedecem avisos de não pisar na grama?

A Sharapova seguiu a partida de ontem e deixou a Pironkova vencer o TB do 2º set. Mas aí o 3º foi 6/0. Tá bom. Os dois primeiros sets no TB, o decisivo um pneu. E eu tenho que entender? Alias, a Pironkova é bonitinha, mas ao olharmos a senhora mãe dela decidimos que é melhor não casar não.

Aliás, alguem perguntou no Coments sobre porquê jogo interrompido é colocado como segundo e não como primeiro no dia seguinte. A Debi Djokovic, gentilmente, tentou ajudar na resposta, mas não ficou claro. Eu já escrevi sobre isso, bem recente, acho que durante R. Garros. Resumindo: não dá para colocar jogo interrompido na 1ª rodada porque quem joga a seguir fica sem ideia de que horas seu jogo começa. Exemplo: o da Sharapova podia acabar em 1o minutos como em 1h1/2. Quem joga a seguir fica sem parâmetro para aquecer, comer etc.

Ia colocar só a foto da Pironkov, mas achei melhor colocar a da Maria também.

Notas relacionadas:

  1. Os cabeças de Wimbledon
  2. Showdown no OK Curral
  3. 11.13h
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sábado, 9 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:44

Ocasiões

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Será uma quinzena que a italiana Sara Errani jamais esquecerá. Depois de tantos anos investindo em sua carreira, a moça chegou até morar nos EUA como adolescente, aos 25 anos ela consegue fazer todas as variáveis se afinarem e ter as duas melhores semanas de sua vida, ao chegar a duas finais de Roland Garros; nas simples e duplas. É um momento especial, o que ela deixou transparecer ao responder ao horrível entrevistador, o tenista Cedric Pioline, que lhe perguntou se ele tinha noção que sua vida mudaria a partir de hoje, ao que ela retrucou– espero que não. Na primeira final ela foi derrotada pela Maria Sharapova, na segunda ela venceu, em parceria com sua melhor amiga, Roberta da Vinci.

Se Sara não teve a quinzena perfeita foi porque a adversária também vinha se preparando há tempos para a ocasião e, por conta da maior experiência nas grandes ocasiões, e mais ainda por ter muito mais arsenal do que a oponente.

A russa mostrou ser uma profissional de primeirissima linha ao fazer de uma situação adversa e sofrida – uma contusão séria no ombro – uma ocasião para se reinventar como tenista. Investiu no preparo físico, melhorou bastante a movimentação – era uma patachoca de 1.88m de altura e muita dificuldade para se movimentar -, aprendeu a ser paciente e mexer a bola, fugindo do óbvio e do risco desnecessário, e a levar o jogo em si mais nas pontas dos dedos, como um bom cavaleiro leva uma égua de raça. Maria é hoje muito mais tenista do que quando venceu seus GS anteriores, onde o ímpeto falava mais alto do que a categoria. Hoje as qualidades se inverteram.

Até por fugir de suas características, gostei muito de Sharapova no final da partida e na premiação. Ela botar os pernões para escalar o Camarote Presidencial, sem a menor cerimônia ou vergonha, foi uma visão inesquecível. Ir às arquibancadas abraçar seu time foi sem preço e mostrou categoria e nobreza por parte da moça. Mais ainda quando, na cerimônia, além de agradecer individualmente ao seu time, em especial ao novo técnico, Hogstead, que tem de ser creditado pelas mudanças, e fazer sua declaração de amor aos pais, ausentes há anos dos torneios, Maria teve a lembrança de agradecer seu antigo técnico, Michael Joyce, com quem já não trabalha desde o fim de 2010, o que tem que ser uma das raras ou a única vez que vi isso.

Uma campeã é feita de inúmeros detalhes, alguns importantes, outros ainda mais importantes, e alguns que transparecem certas características de caráter, que o melhor dos marqueteiros não traz à tona, que só acrescentam ao título de campeã. Agora uma das poucas campeãs que pode dizer que venceu cada um dos Grand Slams e que ao mesmo tempo chega a termos a termos com algumas de suas antigas carências.

Sara e Maria – as finalistas em Roland Garros.

Notas relacionadas:

  1. Experiência
  2. Segura a peruca
  3. 11.46h – só mulheres
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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Tênis Feminino | 15:36

très intéssant ?

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A segunda semifinal feminina não aconteceu. Petra Kvitova esqueceu seu jogo em algum lugar entre o hotel e o vestiário e Maria Sharapova teve somente que usar sua experiencia para levar a partida só na maciota.

Kvitova depende muito dos alinhamentos galáticos dos planetas e de seus neuronios para que seu jogose acerte. Contra tenistas mais fracos até que funciona, e nem sempre funciona, contra uma cavala que soca tudo que ve pela frente, e acerta, com alguns GS na sua Louis Vuitton e golpes extravasando confiança a tarefa fica mais difícil. Não dá nem para comentar muito.

A final entre Sharapova e Errani será très intéressant por uma única razão. Pode uma bolonhesa de 1.64 de altura, com as pernas curtas, grossas e fortes de tanto correr, olhos azuis e lindos que destoam do resto, baloeira na “úrtima”, um segundo saque de dar dó, que deve ser a porta da felicidade da adversária, bater uma égua de raça e canelas finas, de 1.88m, intimidante pela atitude, força e currículo, extremamente confiante e combativa, duas qualidades por si avassaladoras, com golpes penetrantes que já não são mais as de uma desvairada sem nada a perder e sim de uma tenista que sabe distinguir a audácia da insensatez, e que vem jogando o melhor tênis do circuito há alguns meses?

Notas relacionadas:

  1. 1000!! e sem surpresas
  2. Forja
  3. Showdown no OK Curral
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quarta-feira, 6 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:15

Showdown no OK Curral

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Escrever sobre jogos do Nadal torna-se repetitivo e sem graça. O cara não deixa os confrontos nem se tornarem, no mínimo, interessantes. Não perde sequer um set quando adentra o palco vermelho.

O Almagro é um ótimo tenista, perigosissimo na terra, mas quando vê o Animal do outro lado da rede vira menininha. Hoje até que tentou, no primeiro set, colocar um shortinho para enganar. Mas após perder o primeiro set no TB voltou para o vestidinho e miau.

O MalaMurray, o judas favorito de alguns sofasistas que babam em ovos nadalenhos, ainda não decidiu o quanto perigoso quer ser no saibro. Tem dias que ele põe a fantasia da “drama queen”, outros que dá uma aula de tênis para o coitado do outro lado e ainda outros em que flerta com a grandeza para terminar na pobreza.

O Ferrer é o antonimo do escocês. Tracem uma linha horizontal de um lado ao outro do quarto e terão a variação da determinação do espanhol através de uma partida. A não ser quando enfrenta o Animal no saibro ou o Federer na rápida. Aí, até ele vacila.

As mulheres, ahh as mulheres! Big Mary Sharapova continua surpreendendo pela qualidade. Ela aprendeu a jogar no saibro e vem depurando a cada jogo essa qualidade. Ela não tem mais aquela ansiedade, que vinha da falta de confiança em sua refularidade, de terminar o ponto de imediato. Aprendeu a “mexer”a bola. Como já pegava pesado e tem uma espirito guerreiro de primeirissima grandeza, alguém vai ter que se superar para batê-la em Roland Garros. E vai ficar mais difícil ainda quando forem para a grama.

A minha professorinha vacilou, porque teve chances de vencer, e dançou. Kvitova é mais tenista que a russa/cazaque Shvetova; conseguiu administrar seus altos e baixos e passar para a semifinal. A checa tem golpes poderosissimos e pode varrer qualquer uma da quadra. O problema da moça é que nem sempre entra tudo, já que joga bem reto. Às vezes nada entra. Mas que habilidade, que arsenal. Hoje, ela definiu a partida. Quando entrou, ponto dela, quando não, ponto da outra.

Shvetova tem o melhor par de pernas do circuito. Para não ficar no subjetivo, que é o meu e o seu gosto, me refiro à sua movimentação. A mulher é uma égua de tres anos. Ela não tem golpes contundentes, mas sua destreza em quadra é para dar inveja à muitos dos homens, sem falar no mulheril lentão. Além disso, tem um sorriso lindo, dentro e fora de quadra, onde assume uma persona bem distinta da que vemos entre as linhas.

Amanhã os homens descansam. Às 9h, Stosur x Errani na Quadra Central e a seguir Sharapova x Kvitova.

Na primeira, uma partida de duas moças com muitas pernas, ótima movimentação, fortes e dois estilos distintos. A australiana atacadora e a italina contra atacadora.

Sharapova e Kvitova é uma partida para pegadores e juizes de linha acompanharem com atenção redobrada para não sobrar para eles. O bicho vai pegar e a bola vai andar. As duas são de ir pro pau e salve-se quem puder e leva quem acertar mais. A única possibilidade de não ser um verdadeiro showdown no OK Curral é se o técnico de Kvitova lembrar que existe slices e convencer a pupila que essa seria uma maneira interessante e sutil de tirar a Shatapova, perdão, esse meu teclado vida própria, de jogo. Mas talvez eu esteja pedindo demais.

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Notas relacionadas:

  1. Petra
  2. Olhar #76
  3. 1000!! e sem surpresas
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sexta-feira, 1 de junho de 2012 Tênis Feminino | 11:47

11.46h – só mulheres

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Maria Sharapova entrou na Suzane Langlen para disputar a segunda partida do dia, logo após a italiana Sara Errani despachar a Aninha Ivanovic. A partida da Maria não deu nem para assistir – a japonesa Morita não ofereceu a menor resistência: 1 e 0.

A razão de Maria jogar a segunda partida, após este ter sido transferido do dia anterior, e não o primeiro, é por conta de uma antiga regra dos árbitros de torneios. Quando um jogo é transferido no fim do dia anterior, não importa se interrompido ou se nem inciado, ele nunca é colocado como primeiro no dia seguinte. Primeiro, como no caso da Maria, para dar mais tempo às tenistas. Mas a principal razão, em especial com jogos interrompidos, é não atrapalhar quem jogará o segundo jogo. Porque os tenistas deste fazem certas contas padrões de quanto uma partida deve durar para acertar suas preparações. Por conta disso, não dá para colocar em quadra um jogo que pode durar 15 minutos como 2 hs que derruba qualquer um.

Quanto a Aninha, não diria que é um caso perdido, por que uma mulher daquelas não se pode chamar de caso perdido. Mas tenho sérias duvidas de que ela voltará a ser a #1 do mundo. Primeiro, porque perdeu o foco há tempos e, por mais que tente, não tenta tanto como deveria. Depois, não vejo nela a força interior necessária para fazer frente às adversárias que estão aí. Esse negócio de fechar o punho após cada ponto ganho e fazer carinha de brava não engana ninguém. A moça é uma fofa e não tem jeito.

E já que começamos com as moças que terminemos com as mulheres. A Kuznetsova é a típica tenista sazonal. É como o meu pé de manga lá em casa. Só dá quando quer. A moça não é manga, mas se fosse ficaria esfiapada nos dentes.

Hoje o diretor de imagem, que deve ser um brincalhão, passou da imagem em “close” da Sharapova, com aquele novo modelito preto que lhe caiu como uma luva, para a mesma imagem da Svetlana, de calção e penteado predador, e que já declarou não fazer nenhuma questão de ter uma imagem bonita e agradável como suas oponentes. Nem precisava dizer. E agora adicionou mais um charme com uma tauagem no braço que diz: a dor não me mata, eu mato a dor”. Em inglês??!

De qualquer maneira, a russa é um perigo quando decide jogar. Deu uma aula na Radwanska (1 e 2), que é a #3 do mundo, é muito talentosa e vinha massacrando as adversárias. Não sei o que aconteceu, se é que algo aconteceu, na partida, mas é o tipo da vitória de alguém que estava com outro alguém atravessado na garganta.

Veja a foto da tatuagem da Svetlana na página do Face: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Notas relacionadas:

  1. Durona
  2. Imagem solidificada
  3. Experiência
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sexta-feira, 4 de maio de 2012 História, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:09

Saibro Smurf

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Receio que a quadra azul do Aberto de Madrid, que começa este fim de semana, está se tornando mais importante do que o evento em si. Não duvido que isso seja bem vindo pelo dono do torneio, o romeno Ion “o Ogro” Tiriac, que, entre outras novidades, trouxe modelos para pegarem bolas, algo que muitos também reclamaram no início e para o que alguns ainda fazem cara feia. A única duvida que tenho a respeito é se algum tenista já perdeu a concentração durante o jogo com aqueles excessos femininos lhes dando bola. Mas, lembro que a maioria também achou um absurdo quando começaram a usar camisas coloridas em quadra e mais ainda quando Andre Agassi começou a usar as camisas espalhafatosas com desenhos horríveis que a Nike fazia para encaixar a sua personalidade.

Não deixa de ser interessante o fato de que a cor azul, em um tom bem semelhante, é a cor do principal patrocinador do evento, o que fica difícil de ignorar na questão. Os organizadores lembram que vários torneios usam cores diferentes durante a temporada e Slams como o U.S. Open o fez no passado e recentemente o Aberto da Austrália, também mudaram a cor do piso. Quanto à questão do contraste do amarelo da bola com o azul da quadra, a razão alegada para a mudança, nós vamos ver o quanto Tiriac tem razão assim que o televisionamento começar.

Rafa Nadal lidera o bloco dos que odeiam mesmo sem experimentar, algo que crianças fazem quando se veem à frente de um prato de miúdos. Em um malabarismo lógico, Nadal diz que entende e não culpa os organizadores e sim a ATP por permitir – algo na linha de não culpar o bandido que o assalta e recriminar a polícia que permitiu. Com isso, ele quer, como se fosse possível, preservar o evento espanhol e ao mesmo tempo seguir na sua cruzada de criticar a ATP por tudo e mais um pouco por não fazer as coisas exatamente como ele quer. A postura não é de hoje, piorou quando não conseguiu que as coisas fossem como queria, quando vice-presidente do Conselho da ATP, e a única coisa que mudou de anos atrás é que antes seu tio era o porta-voz de todas as reclamações. Em suas declarações Nadal diz que não há vantagens para os tenistas e para mais ninguém – só para o dono do torneio, se referindo a Tiriac, sem mencionar seu nome.

Deve ser um pouco constrangedor para ambos que um dos que defende a quadra azul é seu amigo, vizinho e mentor Carlos Moya. Este diz que não há nada errado com a quadra e que acha tudo muito bom com ela. Não sei se seria exatamente essa sua posição se ainda competisse no circuito profissional, mas não acredito que dissesse se não acreditasse. Além dele, o ex-número 1 do mundo e maior ícone do tênis espanhol, Manuel Santana, é o diretor do torneio, avalista do piso e tem recebido os principais tenistas na Quadra Central.

Novak Djokovic não gostou que mudassem a quadra sem o aval dos tenistas, uma questão atualmente nos vestiários. Ele diz que uma decisão como essa não pode ficar nas mãos de um executivo, no caso o presidente da ATP, e não passar pelos tenistas. Após seu primeiro bate bola, disse o quique da bola é um pouco diferente, especialmente no slice.

Andy Murray, antes de abandonar o torneio por conta de uma contusão nas costas, afirmou não ter maiores restrições à quadra azul, antes de jogar nela, do que o fato de o evento ser tão próximo a Roland Garros. Ele concorda que às vezes é difícil assistir jogos no saibro na TV e que entende a mudança.

A posição do diplomata Federer é expressa em poucas palavras. “É uma história bem longa, mas acho triste que o evento seja disputado em uma quadra que os tenistas não aceitam e que Nadal seja obrigado a jogar em uma quadra que não aceita em seu próprio país.”

Fernando Verdasco disse que gostou da quadra, o “deslizar” e que permite ótima movimentação. As marcas deixadas pelas bolas são bem claras Ele salienta que Madrid é sempre complicada pela altitude.

Milos Raonic deixou a coisa mais simples e cômica ao chamar a quadra de “saibro smurf”, lembrando os personagens azuis das histórias em quadrinhos e filmes.

O atual presidente da ATP, no cargo desde Novembro último, não foi o que aprovou o piso, mas decidiu manter a decisão, pelo menos para este evento. Após o torneio a ATP fará uma revisão do assunto e decidirá se a quadra continua azul ou voltará à cor laranja/vermelho, o que deixará a questão em aberto mesmo após o torneio.

Lembrando que o evento reúne homens e mulheres na mesma semana e estas tiveram ainda menos input sobre o assunto do que os homens. No entanto as moças tem mantido um “low profile” sobre o assunto.

Serena segiu na sua linha rebeldo declarando ser ridiculo o saibro azul e que o seu veto à cor foi simplesmente ignorado. Maria Sharapova treinou, achou interessante e “diferente”, sem passar qualquer julgamento negativo. Cirstea, romena como Tiriac, adorou a novidade, que diz ser boa para o tênis. Venus Williams diz que a quadra é uma declaração fashionista, o que faz bem o seu gênero e com o que Maria concorda, ao dizer que “é bem legal para o espetáculo e o entretenimento, dois fatores importantes no esporte”. Pelo menos por enquanto as mulheres parecem ter um olhar mais feminino e de menos conflito sobre o assunto. Mas acredito que muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte nos próximos dias.

Quadra azul e bola amerela – visual melhor?

Saibro Smurf ?



Notas relacionadas:

  1. Charutos não
  2. Tudo azul
  3. Tudo azul
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terça-feira, 1 de maio de 2012 Copa Davis, Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 18:47

Sinuca olímpica

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Fortes rumores indicam que a FIT irá mudar uma das regras de elegibilidade para a participação das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o que pode complicar um pouco a vida dos tenistas.

Atualmente é obrigatório que um(a) tenista se disponibilize para participar da Copa Davis ou Fed Cup, em duas ocasiões nos dois ultimos anos que precedem os Jogos. Agora a FIT quer que o tenista se disponibilize quatro vezes em quatro anos. É óbvio que a Federação Internacional quer forçar os tenistas a jogar mais os seus principais eventos, e não menos como tem sido a tendência nos últimos anos. Cada vez mais homens e mulheres dizem que estão contundidos na hora de defender seus países ou eclarem que a Copa Davis atrapalha seus calendários individuais. Não é preciso seguir o tênis de muito perto para saber quem é quem no assunto.

Por enquanto só Sharapova – que jogou exatas duas vezes em dois anos, enquanto Kuznetsova e Zvonareva, por exemplo, comparecem a toda hora – chiou, dizendo que advertiu a FIT que a mudança traria problemas e que a FIT decidiu não ouvir suas colocações. Em breve, devemos ouvir mais sobre o assunto, vindo de outros tenistas e dirigentes.

Se for importante para Sharapova jogar as Olimpíadas, assim como para outros tenistas, eles jogarão o que a FIT demanda e ainda o farão afirmando que tem muito orgulho em defender o país. Se não, ciao e bençao – é só ver o recorde de presença deles. São poucos que fazem esse pouco caso, priorizando aonde lhes convem, independente de defender o país ou não.

Aliás, eu não duvidaria que nos anos próximos Sharapova mude de cidadania, defenda algumas vezes o EUA na Fed Cup, assim como Navratilova fez no passado, e desfrute o melhor dos dois mundos. Algo que duvido seriamente passe pela cabeça de, pr exemplo, Roger Federer.

Maria – falta de tempo para defender a Rússia.

Notas relacionadas:

  1. Champagne e flores
  2. 1000!! e sem surpresas
  3. Segura a peruca
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quarta-feira, 18 de abril de 2012 Curtinhas, Light, Tênis Feminino | 12:35

Segura a peruca

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Antes do Post da vitória do Bellucci, e que vitória! um Post curtinho só para amansar os mais nervosos fãs de Maria Sharapova que estavam choramingando nos comentários. A moça divulgou que as fotos dela com cabelos curtos foram feitas com uma peruca e que o seu cabelo continua longo como sempre. Isso aqui está virando coluna de fofocas.

De qualquer jeito, acho que os cabelos curtos ficaram ótimos na russa, ao contrário do que a maioria parece pensar – eu e a maioria sempre andamos em trilhos distintos. Ela ficou com cara de mulher e mulher interessante. Fugiu do óbvio. Trouxe um ar de mistério. Mas a maioria, dos homens e consequentemente das mulheres, quer mesmo o óbvio, o fácil, o saturado, aquilo que sabem que todos vão gostar. A personalidade é só uma peruca, que se coloca e tira.

Fora que poucas coisas na vida são mais sensuais do que estar atrás de uma mulher bonita e interessante, na fila, no elevador ou por aí, e poder dar uma boa olhada na sua nuca exposta. Mas isso exige sutileza.

Maria Sharapova, na mesma seção de fotos – com cabelos curtos e longos.

Notas relacionadas:

  1. Forbes
  2. Fashion girl
  3. Experiência
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sábado, 31 de março de 2012 Tênis Feminino | 02:10

Enrolona Radwanska

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Na manhã em que perdeu para a Radwanska, a francesa Marion Bartoli foi vista na quadra de seu hotel em um daqueles treinos malucos que seu pai/técnico desenhou para a moça. Quem já viu não acredita, quem não viu não vai acreditar igual.

Não vou dizer que não faça algum sentido, mas diria que existem outras maneiras de fazer a mesma coisa e momentos distintos. Além disso, é o tipo da coisa que só um pai pode obrigar uma filha a fazer – técnico nenhum convenceria uma pupila.

A moca é amarrada pelos tornozelos no alambrado do fundo da quadra por um tipo de corda elástica e tem que bater nas bolinhas lançadas pelo pai. Às vezes são bate-bolas, às vezes são bolas lançadas com as mãos. E às vezes com uma raquete com um tipo de capa cobrindo as cordas e, lógico, pesando mais.

Além desses treinos, vamos chamar de diferenciados, a moça é hilária em quadra. Desde os agachamentos antes de sacar ou devolver, os intermináveis pulinhos de costas para adversárias, a maneira como segura e balança a raquete à sua frente enquanto ameaça a adversária com a maior das devoluções fazem daquele figura com penteado de crente algo totalmente distinto do atual tênis feminino.

Há quem goste, quem não goste, quem se divirta, quem ria, quem quase chore. Mas a moça me parece ser do bem e viver em uma realidade paralela. Ela é o pai, um médico que abandonou a profissão para se dedicar à filha tenista. Mas ele, apesar das esquisitices familiares, também parece ser do bem, apesar de que juntos formam uma dupla de outro planeta.

Tudo isso foi o bastante para eliminar a Zazarenka, mas não o bastante para incomodar a Radwanska, que segue sendo a tenista mais “enrolona” do circuito, graças ao seu talento, suas habilidades muito bem camufladas, um jogo pensado, uma raridade entre as moças, aliada a um jeito “cool” de ser dentro da quadra. A Radwanska não é a favorita na final, mas pode, com muito menos bolas, enrolar a engessada russa Sharapova.

Notas relacionadas:

  1. Bem vinda
  2. Olhar #76
  3. Risotas ao Bósforo
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domingo, 18 de março de 2012 Tênis Feminino | 20:20

Procura-se uma rival

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Não há duvidas de que a confiança é uma droga extremamente benéfica e produtiva, mas, como toda droga, tem seu lado negro. O da confiança é que deixa o indivíduo a um curto passo da soberba, algo que outro dia tive a audácia de associar ao Sr. Federer e uma das minhas leitoras ficou extremamente magoada com o fato.

Eu diria que se a confiança tem o poder de nos levar aos céus, a soberba pode nos colocar a um curto passo do precipício, sem nunca esquecer que quem tem a confiança aguçada pelas constantes vitórias e bons resultados, seja lá a atividade que for, sempre acha que o precipício está à distância de uma galáxia.

Não se preocupem os fãs do suíço que a minha inspiração no momento veio de uma frase da campeã Vic Azarenka, a moça que roubou a poção mágica do Djoko e que está há 23 partidas invicta na temporada, algo capaz de deixar a confiança de qualquer um correndo solta nas veias.

Não vou escrever que há pelo menos uma temporada insisto que uma hora, e não demoraria, a moça seria a melhor do planeta, o que, aliás, me lembra, de que não tenho nenhuma saudade da Serena Williams.

No entanto, voltando ao assunto, como já disse, foi uma frase da Azarenka, que me lembrou das tiradas da tal Serena, mais pelo espírito da coisa do que pela capacidade de verbalizar tal frase. Mas, vamos lá:

“Eu acho que seria bem interessante jogar contra mim mesma, para eu tentar encontrar uma maneira de me bater, para que então eu pudesse então melhorar ainda mais”.

Hoje, após liquidar com Maria Sharapova – que disse antes da partida estar buscando uma revanche pela derrota no Aberto da Austrália – por 6/2 6/3, mantendo a invencibilidade na temporada, sua frase deixa no ar a possibilidade de que sua maior, e possivelmente única, rival no momento pode ser ela mesma.

Azarenka, voando baixo.

Notas relacionadas:

  1. O anjo da Victoria
  2. As pernas da vitória
  3. Forja
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última