Forja
Quem acompanhou meus comentários na TV, internet e aqui nas ultimas duas temporadas ouviu e leu, mais de uma vez, meus comentários sobre a inevitável subida ao topo do ranking da intensa Azarenka. Veja um deles em: http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2011/04/02/as-pernas-da-vitoria/
Era uma questão de tempo e amadurecimento – ela invadia a área da ansiedade extrema em momentos importantes. Aos poucos foi administrando o problema, crescendo dentro do circuito e chegou à Melbourne, após conquistar Sidney, respaldada pelo #3 no ranking mundial.
Victoria deu um cacete na Sharapova. Sem piedade nem dó. A russa deve ter sentido vergonha, especialmente no 2º set, quando levou um banho de realidade que poucas vezes deve ter levado na carreira. Ambas possuem, razoavelmente, o mesmo estilo, com a diferença de a garota ser muito bem mais veloz, o que faz diferença na velocidade que a bola feminina está andando, e ter um pouco mais de margem de erro (spin) nos golpes.
A questão era se Azarenka manteria as emoções sob controle, já que se perdesse a precisão dos golpes seu jogo iria para a cucuia. E, convenhamos, a moça não sabe, e não ganha de ninguém, se tiver que “empurrar” a bola.
A bielorrussa tem qualidades e personalidade para brigar pelo topo do ranking e conquistar outros GS carreira afora. Vai ter a companhia de Kvitova, outro talento que já ganhou seu Slam, mas ainda está longe de ter chegado ao seu melhor tênis. Se os deuses ajudar terão a companhia de novos valores e, eventualmente, de alguma das várias tenistas que, em dado momento, podem surpreender qualquer outra.
O tênis feminino atravessa um momento interessante, rico e, principalmente, com profundidade de valores. Victoria Azarenka é um desses nomes, que hoje mostrou uma maravilhosa capacidade de aliar intensidade, força, velocidade, técnica, postura e coragem, uma aliança que forja campeões.
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Autor: paulocleto Tags: maria sharapova, victoria azarenka








