Marcos Daniel | Paulo Cleto

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Posts com a Tag Marcos Daniel

sexta-feira, 29 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:53

Passo Fundo

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Soube durante o dia da intenção do gaucho Marcos Daniel, de 32 anos, de abandonar a carreira. Não chega a ser uma surpresa, mas não deixa de ser uma perda para o tênis nacional.
 
Acompanhei a carreira de Marcos, quase sempre à distância, desde os seus tempos de juvenil. Como chegamos a dividir o espaço do tênis durante algum tempo, dividimos algumas histórias que talvez um dia eu me anime a contar.
 
Importante é dizer que após tanto tempo de carreira, ou carreiras, junto ao tênis, vejo minha trajetória mais como o exercício de uma paixão do que um trabalho. Com isso, aprendi, graças a Deus, a avaliar a carreira de outros por uma luz distinta do torcedor, do praticante ou mesmo do diletante.
 
O que torna uma carreira um sucesso? É simples e simplista dizer que é o numero de títulos e recordes conquistados. É, mas não só. Sob a luz que mencionei, o homem por detrás da carreira tem tanta importância como seus números. E nesse quesito Marcos Daniel leva vantagem sobre muito tenista famoso que fez do marketing pessoal o principal quesito de sua carreira. E tambem por esse quesito, aprendi, sem esforço, a gostar do jovem e, no devido tempo, admirar o homem por trás da raquete.
 
Com certeza, Marcos Daniel gostaria de mais taças em suas estantes e mais reais em suas contas. Mas, até que em termos de torneios Challengers ele foi bem – foram 22 finais e 14 títulos, o ultimo conquistado em São Paulo sobre Thomas Bellucci em belíssima final. Melhor ainda se pensarmos em termos de seu palco favorito, as quadras de terra da Colômbia, onde conquistou oito títulos em Challengers e chegou a ficar 22 partidas invicto, sem pensar em mudar seu passaporte.
 
Conversando com ele há cerca de um ano ele me confessou que pretendia permanecer dentro do tênis após encerrar a carreira de tenista profissional. Isso me pareceu bem claro em sua mente e planos não lhe faltavam. Na época, me assegurou que ainda não tinha data marcada para o abandono, mas que não demoraria muito.
 
É sempre difícil para o tenista fazer a decisão final. Geralmente passam da hora, muitas vezes antecipam e não raro permitem que as circunstâncias determinem. Marcos vinha ruminando a aposentadoria há algum tempo, pensava e falava sobre ela, mas foi só quando o corpo cansou de enviar sinais negativos, que o impediam de exercer sua paixão, que tomou a decisão.
 
Mesmo com todas as dores – o homem é uma aula de anatomia ambulante – Marcos tentará jogar um ultimo torneio; significativamente, Roland Garros, daqui a um mês. Para realizar seu ultimo sonho, dependerá, mais uma vez, das circunstâncias, já que precisará da desistência de três tenistas antes do início do evento de qualificação. Se entrar e realizar seu sonho, conto uma história, gozada a beça, envolvendo o garoto de Passo Fundo e o torneio parisiense. 
 

 

Marcos Daniel e Paulo Cleto há pouco tempo.

Notas relacionadas:

  1. Nas alturas
  2. O sono dos justos
  3. Chato
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:40

Chato

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Não assisti a partida entre Nadal e Marcos Daniel. E mesmo que assistisse não se pode avaliar a distância sobre as condições físicas de alguém, como alguns se arriscam ao fazer. Me permito manter a certeza pessoal de que Marcos sentiu uma contusão no 3º game da partida, como anunciado, e não teve como oferecer resistência ao animal Nadal. Até porque ele já havia enfrentado o espanhol sobre o saibro, piso favorito do rapaz, quando ofereceu uma boa resistência.

É chato para os fãs; é ainda mais chato para o Daniel, esse abandono prematuro. Como dise o Nadal, após a partida, “o mais triste é que ele se contundiu. O Marcos é um cara muito, muito legal, sinto por ele e espero que se recupere logo”. Eu também.

Marcos Daniel sentiu o joelho.

Notas relacionadas:

  1. Arcaico
  2. Nas alturas
  3. Morte prematura
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:18

13 de sucesso.

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Experiência ganha jogo? Se não ganha, ajuda barbaridades. A partida entre o gaúcho Marcos Daniel e o paulista Thomas Bellucci, pela final da Copa Petrobras, por 6/1 3/6 6/3, foi um bom exemplo.

Pode-se dizer que a chuva que castigou São Paulo no sábado também foi uma questão. Primeiro, porque deixou o jogo mais lento, o que tira um pouco a pimenta do jogo de Bellucci. Segundo, porque mexeu com a preparação dos tenistas – o início arrasador de Daniel e o pífio de Bellucci – deixou o fato evidente.

Estive rapidamente nos vestiários após a segunda interrupção e o clima era extremamente ameno. Thomas conversava com seu preparador físico, debruçados sobre um ipad, enquanto Marcos conversava animadamente com o supervisor Paulo Pereira sobre sua visão da ATP. A cada dia que passa fica claro que Daniel tem qualidades que podem ser usadas pelo tênis, internacional e nacional.

Depois de mais de quatro horas de espera, os dois brasileiros entraram em quadra para decidir quem tiraria melhor proveito do fator casa.

Daniel entrou em quadra dando na bola com vontade, inclusive fazendo mais estragos com o saque que o oponente, reconhecido sacador. Tirou o tempo do adversário, o incomodando e acuando, já que Bellucci gosta de jogar mandando no ponto, despencando de qualidade quando tem que se defender.

O mandato de Daniel ficou incólume até o 1×2 no segundo set, quando se estendeu em uma discussão com o árbitro e acabou por perder o foco. Deixou de ser arrojado, sua bola ficou mais curta e Bellucci pode então mandar no jogo a seu feitio.

Essa fase do jogo durou até o início do terceiro set, quando Thomas teve suas chances e não conseguiu cacifar. Daniel pediu atendimento por conta de dores nas costas e no game seguinte parecia que iria entregar a rapadura – parecia. Chegou a ficar 0×40. Mas sacou bem, foi agressivo e não deixou Thomas vencer um dos games mais emocionantes da partida.

Bellucci voltou a ter outros dois break-points no 2×2 e novamente deixou escapar. A norma do futebol de quem não faz leva também tem seu valor no tênis. No game seguinte Bellucci foi quebrado.

Desde o terceiro game do terceiro set Daniel não sentava nos intervalos. Muito a vontade, virava para quem estava atrás dele e dizia: “se eu sentar, não levanto mais”, se referindo ao fato de que suas costas estavam travadas. “E não vou entregar a partida!”.

Não deixa de ser curioso e interessante o fato de que Bellucci não parece ter um Plano B para seu jogo, já que, claramente, Daniel não tinha mais a mesma mobilidade, um fato que Thomas não soube aproveitar – continuou jogando exatamente como antes. Durante a partida, só jogou diferente quando Daniel encurtou e ele pode realizar o seu jogo A.

Daniel ainda teve que enfrentar um momento delicado ao sacar em 5×3, sabendo que se deixasse escapar a oportunidade poderia perder o torneio. Não deixou.

Fiquei feliz com a vitória de Marcos Daniel, por saber o lutador que ele é. Além disso, sempre foi e continua sendo uma pessoa extremamente agradável, dentro e fora das quadras, ao contrário de um de seus mais impertinente crítico.

Marcos, que foi um juvenil talentoso, teve que passar por muitas dificuldades em sua carreira, de sérias contusões, sempre o maior adversário de um atleta, a rasas e interesseiras a perseguições, inclusive por indivíduos que chegaram, por pouco tempo é verdade, a posições das quais nunca foram merecedores.

Com seus 13 títulos em Challengers – os quais, declarou após a final no Harmonia, trocaria, de bom grado, por um título no ATP Tour – Daniel conseguiu escrever sua história dentro do tênis brasileiro. Talvez não tenha sido a mais brilhante, mas segue sendo uma belíssima história de superação, dentro da carreira que escolheu dedicar seus anos mais atléticos.

Não sei, e nem sei se ele sabe, o que fará nos anos após encerrar sua carreira. Mas as coisas que aprendeu, dentro e fora das quadras, a objetividade com que consegue se expressar, a simpatia irradiante, a transparência de caráter, a força interior, e outras qualidades que me isento de listar, asseguram que encontrará novos sucessos e felicidade, que é o que um homem pode desejar nesta vida. Realizar o melhor possível com suas qualidades, sem aceitar limites, internos e externos.

Marcos Daniel, esperando a chuva passar, perdendo a concentração, soltando as costas, sacando muito e recebendo um abraço especial.

Notas relacionadas:

  1. Nas alturas
  2. Um novo e bem vindo Bellucci
  3. Morte prematura
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terça-feira, 18 de maio de 2010 Light, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:59

Marcos, Elena e Regis.

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Amanhã vou dar um pulo em Roland Garros. Já vi na internet que o Ricardo Hocevar e o Thiago Alves estarão em quadra, mais ou menos na mesma hora.

Ainda bem que não fui hoje. Iria ficar muito nervoso e chateado em ver o Marcos Daniel ser derrotado da maneira que foi – 3h47m, 17/15 no terceiro set. Já escrevi que dificilmente me envolvo emocionalmente em partidas de tênis, preferindo analisar seus detalhes e curtir suas variáveis. Quando me envolvo emocionalmente é por conta de ter um amigo em quadra, o caso do Marcos, ou de uma partida excepcional conseguir acionar aquele botãozinho.

O clima definitivamente mudou, hoje fez um quase calor. Ficou muito mais parecido com o “tempo de Roland Garros”. Olhei na internet e a promessa é de sol para o resto da semana. Ulálá!

Olhando a chamada de amanhã, logo na primeira partida, às 9hs, tem Elena Bovina. Faz tempo que não vejo a russa de 1.89m de altura, que já foi #15 do mundo, em torneios. Ela teve uma contusão em 2006, perdeu a confiança e desde então quando joga são torneios menores. Está tentando voltar, jogando o quali, mas aos 27 anos está mais para o fim de carreira. Alguns anos atrás, escrevi uma coluna sobre ela, no “Jornal da Tarde” ou no “O Estado de São Paulo”, que fez bastante sucesso, onde mencionava sua característica mais marcante.

A mulher berra como nunca dantes visto. É daquelas que pode deixar toda a vizinhança sem dormir. Melhor corrigir – ela berra como nunca visto, ou ouvido, em uma quadra de tênis. Se vocês acham que a Maria Sharapova – ou a portuguesinha de Brito, que também joga amanhã – berra, temos que achar um novo verbo para o que a Elena faz em quadra. A moça é a única capaz de múltiplos orgasmos tenisticos em quadra. Se for algo remotamente semelhante na privacidade de seu quarto aí sim os vizinhos são marcados por olheiras e atormentados por sonhos eróticos.

Falando em colunas de jornais, aqueles que estão em São Paulo não deixem de comprar a “Folha De São Paulo” de amanhã, quando o querido colunista de tênis desse jornal, Regis Andaku, escreve sua coluna final. Regis encontrou sua linguagem no seu espaço, foi sempre equilibrado, interessante, ilustrativo e informativo, sem perder a linhagem jornalística. Uma perda para o jornal, para o tênis nacional e para os fãs do nosso esporte. Vai fazer falta.

Elena Bovina, um show audio visual.

Notas relacionadas:

  1. Gstaad na ESPN
  2. Nada Real
  3. Durante a chuva
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sexta-feira, 7 de maio de 2010 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 17:19

Morte prematura

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Daniel - não deu nem para esquentar.

Daniel - nem deu para esquentar

O garoto Martin Cuevas, irmão do Pablo, o que não veio, até que mostrou qualidades e jogou de igual no primeiro set. Depois, Thomas Bellucci se sentiu mais à vontade, no primeiro ainda estava tateando, soltou o jogo e se impôs pelo maior tênis.

O jogo de Marcos Daniel não deu nem para esquentar.

As duas fáceis vitórias sobre o Uruguai mostram que o adversário sentiu a ausência, ainda não bem explicada, de seu melhor tenista, Pablo Cuevas, irmão do que veio e que foi eliminado hoje nas quartas-de-final no Estoril.

Talvez pela fragilidade dos companheiros, Cuevas achou melhor não vir. O fato é que o time que veio não deu nem para o cheiro.

Amanhã tem a dupla, onde Mello e Soares devem fazer o terceiro ponto e encerrar a fatura. O Uruguai, parece, morreu na véspera, algo que eu sempre digo que não acontece.

O pessoal já está pensando na repescagem e com qual dos oito times o sorteio vai nos deparar: Estados Unidos, Israel, Alemanha, Suécia, Índia, Suíça, Equador e Austrália.

Notas relacionadas:

  1. Arcaico
  2. Inclinação
  3. Todos em Baurú
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segunda-feira, 26 de abril de 2010 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:00

Inclinação

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O técnico João Zwetsch fez sua primeira convocação como capitão da equipe da Copa Davis e mostrou sua inclinação. Trouxe dois singlistas e uma dupla formada, o que para mim é a formação ideal para a equipe.

No entanto, essa formação tem um calcanhar de Aquiles que pode derrubar um time. No caso de contusão de um dos singlistas o time fica mais manco que cão de três patas. Além de que a possibilidade de mudanças estratégicas no terceiro dia deixa de existir. Isso porque com certos duplistas é possível pensar em colocá-los nas simples, com outros é totalmente inócuo.

Lembro que quando eu utilizava dessa formação eu tive a disposição tenistas como Jaime Oncins, Cássio Motta, Fernando Roese a até Gustavo Kuerten; todos, na ocasião, vieram para jogar duplas, mas podiam se virar bem em uma simples. Esta não é o caso com a dupla Marcelo Mello e Bruno Soares.

João elegeu deixar Ricardo Mello de fora, preferindo Marcos Daniel. Não sei suas razões, mas pode-se argumentar que Ricardo tenha mais mental para a competição, pelo menos se olharmos o que ambos nela apresentaram. Ricardo tem um retrospecto de 4×1 contra Pablo Cuevas, #1 adversário, enquanto Daniel empata com o uruguaio 2×2. Além disso, Ricardo o bateu esta temporada, enquanto Daniel por ele foi derrotado. O retrospecto é importante porque essa partida, que acontece no primeiro dia do confronto, pode sacramentar a vitória brasileira, já que, imaginamos, Bellucci bate o segundo uruguaio, ou levar a decisão para o terceiro dia.

Uma diferença na cabeça do treinador pode estar na apresentação que Marcos fez em Porto Alegre contra os equatorianos, quando, finalmente, pareceu encontrar a sintonia ideal para jogar a Davis. Por outro lado, Ricardo vem tendo uma temporada mais sólida do que Marcos, mas o gaúcho venceu a semana retrasada no saibro de Blumenau, o que, suspeito, avaliou a escolha. Talvez João tenha sofrido para escolher, talvez tivesse a cabeça feita a respeito. Duvido que ele vá explicar.

Não chega a ser uma surpresa deixar o experiente Andre Sá de fora para não mexer na dupla atual de Mello e Soares. Isso já vinha sendo feito – respeitar a dupla formada. No entanto, Sá e Mello passavam por um ótimo momento, que Mello e Soares não estão conseguindo reproduzir. Talvez não tenha sido por acaso que Andre Sá e Franco Ferreiro se emparceiraram para vencer o Torneio de Blumenau. Talvez não seja uma surpresa se a partir de agora Mello/Soares começarem a jogar melhor e vencer.

Notas relacionadas:

  1. Meta e incógnita.
  2. De volta
  3. Festa no deserto
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sábado, 24 de abril de 2010 O Leitor no Torneio, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:27

Graciosa

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Mais um post enviado por um dos leitores presente em um torneio. Desta vez é o Rodrigo Pereira, de Curitiba, que, como verdadeiro fã, acompanhou o Torneio de Curitiba, cuja final acontece neste Domingo entre Ricardo Mello e o alemão Dominik Meffert, e nos brinda com uma das melhores contribuições para o “O leitor no Torneio”.

Acabo de chegar do Clube Graciosa, ou como os curitibanos costumam chamar, Graciosa Country Club. O Graciosa é um clube muito bonito e com uma boa estrutura para esse tipo de evento. Quadras com recuo oficial, arquibancadas confortáveis e dois bons restaurantes. Imagino que os tenistas gostem de vir pra Curitiba, pois talvez não haja no Brasil lugar ao qual eles possam ficar mais a vontade. Digo isso porque os curitibanos tem a “fama” de serem reservados, reservados até demais. Até existe aquela piadinha sobre nós, que diz que um curitibano chegou em casa e pegou a esposa com outro na cama. Sabem o que ele falou pro sujeito? Nada, pois curitibanos não falam com estranhos!

Sendo assim, é um evento no qual os tenistas ficam livremente perambulando por tudo. Você está almoçando na sua mesa e, na mesa ao lado, Marcos Daniel está com sua esposa e seu filho, recém nascido, em cima da mesa abrindo os olhos uma vez a cada 15 minutos. Duas mesas a frente, Thiago Alves, a namorada e seu técnico observam atentamente o jogo de seu próximo adversário, jogo que pode ser visto de “camarote” deste restaurante. Logo ali do lado esquerdo dividem uma mesa André Sá, o paraguaio Delgado, Caio Zampieri e Ricardo Hocevar. Nela conversam sobre tudo, inclusive tênis, enquanto apertam suas pernas no meio de tantas raqueteiras. Mais ao canto, como já é esperado, Larri Passos não para de falar com Tiago Fernandes, que dá um bochecho a cada 2 minutos. Deve estar cansado, talvez esgotado. Ricardo Mello nunca pára, está sempre de passagem, porém sempre sorrindo. E, nesse ambiente, ao final de um almoço, quero tomar um café e peço licença a Nicholas Massu, que está em frente ao copinho com os saches de açucar.

Nesse cenário, todos esses tenistas ficam a vontade e diluídos no meio do povo. Povo que os admira como todo o resto do pessoal que gosta e entende de tênis, porém sabe o valor do espaço de cada um… Bem, com essa turma, eu sou diferente e não perco tempo pra pedir licença e pedir pra tirar uma foto. Como é algo raro por aqui, todos me atendem com muita simpatia e tranquilidade. “Vê se ficou boa, se não tiramos mais uma!”.

Durante a semana os jogos foram muito bons e francos, como é previsível em quadras de saibro quando umidade, temperatura e vento estão em sintonia perfeita. No entanto, ontem esses três fatores brigaram feio e aparentemente decidiram cada um ir pra um lado. Venta muito, chove mas não molha e o frio é de lascar. Pra piorar, a temperatura caiu 10 graus de um dia pro outro.

Como resultado, os jogos também “esfriaram” e atrasaram, resultando no fato das quartas e semis terem que ser jogadas no mesmo dia. Thiago Alvez fez um jogo difícil de quartas, em 3 sets, 6-2; 1-6; 6-4. Quadra pesando uma tonelada e linhas que pareciam gilletes. Some aí vento de tudo quanto é lado. Ricardo Mello passeou contra Zampieri. Mas ali acredito que foi mais pelo respeito de um pelo outro do que por qualquer outra questão, 6×1; 6×2.

Marcos Daniel venceu seu jogo na experiência. Venceu o primeiro set no tie break, depois de sacar em 5×3 e ver seu adversário quebrá-lo pela primeira vez. O espanhol Alcaide é bom de bola, bate tudo de cima pra baixo e saca feito um monstro. Lá fora, no vento e na chuva, a partida tinha tudo pra ser de Marcos, que tinha recursos pra enrolá-lo o quanto desse e fosse necessário. Venceu o primeiro assim e abriu 3×0 no segundo. Viu o espanhol encostar no 3×3 e quando o espanhol babava pra bater na bola, interromperam a partida por falta de condições climáticas. Vamos pra quadra coberta. Pronto, era tudo que o espanhol queria. Marcos Daniel bufava de raiva, pois sabia que la na coberta a bola ia voar e sair fazendo faísca da raquete de Alcaide. O que ele fez? Simplesmente se atrasou 10 minutos pra entrar na quadra, deixando o espanhol esfriando, pensando na vida e acumuladno raiva dele enquanto pulava de um lado pro outro. Entrou calmo, mas não passivo. Segurou as pontas e venceu em mais um tie. Ta jogando um monte!!!

Tive que sair e, se não chover, amanhã assisto a final. As semis serão jogadas hoje, sabado, as 19 hrs, mas não assistirei porque meu alvará venceu com esposa e filhas. Mas amanhã, se não chover, assisto a final. Mando algumas fotos pra que todas possam apreciar.

Um grande abraço
Rodrigo P.

Nas fotos abaixo, Rodrigo com André Sá, Hocevar e Feijão, T. Fernandes, Berloq e Rodrigo c/ Mauro Araujo.



Notas relacionadas:

  1. Um novo e bem vindo Bellucci
  2. O sorteio da chave masculina
  3. Briga boa
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terça-feira, 20 de abril de 2010 Tênis Masculino | 20:32

Os maiores vencedores de Challengers

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Fiquei curioso, após escrever sobre os 12 títulos do Marcos Daniel, e mandei uma mensagem para minha amiga Cristina Yoshizawa, uma brasileira gente finíssima que trabalha no escritório da ATP em Londres, que encontrou o Greg Sharke, um dos mais antigos na ATP, que me preparou a tabela abaixo, com os maiores vencedores de Torneios Challengers na história recente da ATP. Não deixa de ser interessante passar os olhos pela tabela e descobrir algumas curiosidades, a começar pelo maior vencedor de Challengers, um tenista que imagino a maioria aqui nunca ouviu falar. No post seguinte publicarei a lista dos vencedores de duplas. Divirtam-se.

Takao Suzuki – já ouviu falar?

Jogadores        

Títulos de Challengers em Simples        

 
Suzuki, Takao JPN 16  
El Aynaoui, Younes MAR 15  
Norman, Dick BEL 13  
Lee, Hyung-Taik KOR 13  
Luczak, Peter AUS 12  
Goldstein, Paul USA 12  
Daniel, Marcos BRA 12  
Russell, Michael USA 12  
Ruud, Christian NOR 12  
Tabara, Michal CZE 11  
Lu, Yen-Hsun TPE 11  
Mello, Ricardo BRA 11  
Pozzi, Gianluca ITA 11  
Sa, Andre BRA 11  
Canas, Guillermo ARG 11  
Paes, Leander IND 11  
van Scheppingen, Dennis NED 11  
Greul, Simon GER 11  
Vanek, Jiri CZE 11  
Sanguinetti, Davide ITA 10  
Tipsarevic, Janko SRB 10  
Sluiter, Raemon NED 10  
Hernandez, Oscar ESP 10  
Roitman, Sergio ARG 10  
Puerta, Mariano ARG 10  
Skoff, Horst AUT 10  
Eschauer, Werner AUT 10  
Gross, Oliver GER 10  
Fromberg, Richard AUS 10  
Hadad, Mauricio COL 10  
Gimelstob, Justin USA 9  
Delgado, Ramon PAR 9  
Bogdanovic, Alex GBR 9  
Mattar, Luiz BRA 9  
Nieminen, Jarkko FIN 9  
Labadze, Irakli GEO 9  
Odizor, Nduka NGR 9  
Santoro, Fabrice FRA 9  
Mayer, Florian GER 9  
Vliegen, Kristof BEL 9  
Kim, Kevin USA 9  
Chela, Juan Ignacio ARG 9  
Devilder, Nicolas FRA 9  
Pescariu, Dinu ROU 9  
Calleri, Agustin ARG 9  
Patience, Olivier FRA 9  
Kendrick, Robert USA 9  
Starace, Potito ITA 9  
Gaudenzi, Andrea ITA 9  
Massu, Nicolas CHI 8  
Kirmayr, Carlos BRA 8  
Berrer, Michael GER 8  
Beck, Karol SVK 8  
Vicente, Fernando ESP 8  
Schaller, Gilbert AUT 8  
Vassallo Arguello, Martin ARG 8  
Van Herck, Johan BEL 8  
Lapentti, Giovanni ECU 8  
Spadea, Vincent USA 8  
Dupuis, Antony FRA 8  
Voltchkov, Vladimir BLR 8  
Udomchoke, Danai THA 8  
Agenor, Ronald USA 8  
Tursunov, Dmitry RUS 8  
Tsonga, Jo-Wilfried FRA 8  
Pashanski, Boris SRB 8  
Portas, Albert ESP 8  
Fleurian, Jean-Philippe FRA 8  
Oncins, Jaime BRA 8  
Ascione, Thierry FRA 8  
Costa, Carlos ESP 7  
Saretta, Flavio BRA 7  
Gasquet, Richard FRA 7  
Youl, Simon AUS 7  
Lareau, Sebastien CAN 7  
Hernych, Jan CZE 7  
Giraldo, Santiago COL 7  
Sela, Dudi ISR 7  
Ondruska, Marcos RSA 7  
Gonzalez, Maximo ARG 7  
Behrend, Tomas GER 7  
Filippini, Marcelo URU 7  
Meligeni, Fernando BRA 7  
Hajek, Jan CZE 7  
Mamiit, Cecil PHI 7  
Mutis, Olivier FRA 7  
Caratti, Cristiano ITA 7  
Berasategui, Alberto ESP 7  
Nydahl, Tomas SWE 7  
Kucera, Karol SVK 7  
Schwank, Eduardo ARG 7  
Niemeyer, Frederic CAN 7  
Mahut, Nicolas FRA 7  
Golmard, Jerome FRA 7  
Volandri, Filippo ITA 7  
Pescosolido, Stefano ITA 7  
Zib, Tomas CZE 7  
Horna, Luis PER 6  
Lapentti, Nicolas ECU 6  
Hrbaty, Dominik SVK 6  
Zeballos, Horacio ARG 6  
Herrera, Luis MEX 6  
Lavalle, Leonardo MEX 6  
Ulihrach, Bohdan CZE 6  
Koellerer, Daniel AUT 6  
Popp, Alexander GER 6  
Pretzsch, Axel GER 6  
Arraya, Pablo PER 6  
Gumy, Hernan ARG 6  
Schukin, Yuri KAZ 6  
Pernfors, Mikael SWE 6  
Coria, Guillermo ARG 6  
Savolt, Attila HUN 6  
Elsner, Daniel GER 6  
Luna, Fernando ESP 6  
Arrese, Jordi ESP 6  
Vik, Robin CZE 6  
Falla, Alejandro COL 6  
Gaudio, Gaston ARG 6  
Mazarakis, Vasilis GRE 6  
Blake, James USA 6  
Ramirez Hidalgo, Ruben ESP 6  
Di Mauro, Alessio ITA 6  
Minar, Ivo CZE 6  
Mronz, Alexander GER 6  
Motta, Cassio BRA 6  
Rebolledo, Pedro CHI 6  
Reynolds, Bobby USA 6  
Baghdatis, Marcos CYP 6  
Bogomolov Jr., Alex USA 6  
Berlocq, Carlos ARG 6  
Wessels, Peter NED 6  
Novak, Jiri CZE 6  
Rochus, Olivier BEL 6  
Soeda, Go JPN 6  
Holm, Henrik SWE 6  
Bellucci, Thomaz BRA 6  
Raoux, Guillaume FRA 6  
Duplas

   
Player

Challenger Doubles Titles

 
De Voest, Rik RSA

28

 
Prieto, Sebastian ARG

27

 
Vanhoudt, Tom BEL

27

 
Galimberti, Giorgio ITA

25

 
Cunha-Silva, Joao POR

24

 
Qureshi, Aisam-Ul-Haq PAK

24

 
Sa, Andre BRA

24

 
Levinsky, Jaroslav CZE

23

 
Peya, Alexander AUT

23

 
Roitman, Sergio ARG

23

 
Ventura, Santiago ESP

22

 
Zovko, Lovro CRO

22

 
Hood, Mariano ARG

21

 
Kohlmann, Michael GER

21

 
Behrend, Tomas GER

20

 
Merklein, Mark BAH

20

 
Ram, Rajeev USA

20

 
Albano, Pablo ARG

19

 
Arnold Ker, Lucas ARG

19

 
Fisher, Ashley AUS

19

 
Kas, Christopher GER

19

 
Marques, Nuno POR

19

 
Wassen, Rogier NED

19

 
Bracciali, Daniele ITA

18

 
Kubot, Lukasz POL

18

 
Levy, Harel ISR

18

 
Reynolds, Bobby USA

18

 
Ratiwatana, Sanchai THA

18

 
Ratiwatana, Sonchat THA

18

 
Skoch, David CZE

18

 
Azzaro, Leonardo ITA

17

 
Coetzee, Jeff RSA

17

 
Erlich, Jonathan ISR

17

 
Gonzalez, Santiago MEX

17

 
Knowle, Julian AUT

17

 
Kerr, Jordan AUS

17

 
Paes, Leander IND

17

 
Fukarek, Ota CZE

16

 
Granollers, Marcel ESP

16

 
Huss, Stephen AUS

16

 
Lopez Moron, Alex ESP

16

 
Mahut, Nicolas FRA

16

 
Waite, Jack USA

16

 
Braasch, Karsten GER

15

 
Hernandez, Alejandro MEX

15

 
Lipsky, Scott USA

15

 
Marach, Oliver AUT

15

 
Phillips, Tripp USA

15

 
Petzschner, Philipp GER

15

 
Ruah, Maurice VEN

15

 
Thomas, Jim USA

15

 
Ullyett, Kevin ZIM

15

 
Waske, Alexander GER

15

 
Aerts, Nelson BRA

14

 
Artoni, Enzo ITA

14

 
Behr, Noam ISR

14

 
Carrasco, Juan Ignacio ESP

14

 
Cipolla, Flavio ITA

14

 
Dabul, Brian ARG

14

 
Humphries, Scott USA

14

 
Knippschild, Jens GER

14

 
Schukin, Yuri KAZ

14

 
Trifu, Gabriel ROU

14

 
Trujillo-Soler, Gabriel ESP

14

 
Vemic, Dusan SRB

14

 
Anzari , Tomas CZE

14

 
Benfele Alvarez, Emilio ESP

13

 
Allegro, Yves SUI

13

 
Beck, Karol SVK

13

 
Cibulec, Tomas CZE

13

 
Marrero, David ESP

13

 
Odizor, Nduka NGR

13

 
Ondruska, Marcos RSA

13

 
Ram, Andy ISR

13

 
Wakefield, Myles RSA

13

 
Zeballos, Horacio ARG

13

 
Armando, Hugo USA

12

 
Barbosa, Givaldo BRA

12

 
Brandi, Cristian ITA

12

 
Bertolini, Massimo ITA

12

 
Bhupathi, Mahesh IND

12

 
Brzezicki, Juan Pablo ARG

12

 
Butorac, Eric USA

12

 
Cermak, Frantisek CZE

12

 
Del Rio, Diego ARG

12

 
Etlis, Gaston ARG

12

 
Frana, Javier ARG

12

 
Groen, Sander NED

12

 
Goldstein, Paul USA

12

 
Gimelstob, Justin USA

12

 
Hadad, Amir ISR

12

 
Johnson, Donald USA

12

 
Kitinov, Aleksandar MKD

12

 
Martin, David USA

12

 
Portas, Albert ESP

12

 
Parrott, Travis USA

12

 
Rikl, David CZE

12

 
Ramirez Hidalgo, Ruben ESP

12

 
Rettenmaier, Travis USA

12

 
Soares, Bruno BRA

12

 
Wahlgren, Lars-Anders SWE

12

 
Bathman, Ronnie SWE

11

 
Bopanna, Rohan IND

11

 
Cihak, Josef CZE

11

 
Coupe, Brandon USA

11

 
Cuevas, Pablo URU

11

 
Fleurian, Jean-Philippe FRA

11

 
Godwin, Neville RSA

11

 
Ketola, Tuomas FIN

11

 
Luxa, Petr CZE

11

 
Lopez, Marc ESP

11

 
Lu, Yen-Hsun TPE

11

 
Motta, Cassio BRA

11

 
Montana, Francisco USA

11

 
MacPhie, Brian USA

11

 
Matkowski, Marcin POL

11

 
Melo, Marcelo BRA

11

 
Marx, Philipp GER

11

 
Marray, Jonathan GBR

11

 
Oncins, Jaime BRA

11

 
Rodriguez, Martin ARG

11

 
Rosner, Paul RSA

11

 
Rojer, Jean-Julien AHO

11

 
Sell, Michael USA

11

 
Tillstrom, Mikael SWE

11

 
Tereshchuk, Orest UKR

11

 
Weiner, Glenn USA

11

 
Browne, Federico ARG

10

 
Ball, Carsten AUS

10

 
Fulwood, Nick GBR

10

 
Fyrstenberg, Mariusz POL

10

 
Grant, Geoff USA

10

 
Garcia, Martin ARG

10

 
Hill, Michael AUS

10

 
Schneiter, Andres ARG

10

 
Healey, Nathan AUS

10

 
Nielsen, Frederik DEN

10

 
Orsanic, Daniel ARG

10

 
Puentes, German ESP

10

 
Ran, Eyal ISR

10

 
Suk, Cyril CZE

10

 
Snobel, Pavel CZE

10

 
Zelenay, Igor SVK

10

 
Apell, Jan SWE

9

 
Benneteau, Julien FRA

9

 
Brunstrom, Johan SWE

9

 
Crichton, Tim AUS

9

 
DeVries, Steve USA

9

 
Dilucia, David USA

9

 
Dlouhy, Lukas CZE

9

 
Ferreiro, Franco BRA

9

 
Galvani, Stefano ITA

9

 
Gonzalez, Maximo ARG

9

 
Kirmayr, Carlos BRA

9

 

Notas relacionadas:

  1. Quilometragem.
  2. Nada Real
  3. Durante a chuva
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segunda-feira, 19 de abril de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:25

Bônus e Ônus

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É algo difícil de dizer o porque, no entanto é algo que marcou a carreira do gaúcho Marcos Daniel. Marcos encontrou seu nicho nos torneios Challengers, onde teve um sucesso enorme, ao mesmo tempo em que teve dificuldades em reproduzi-lo nos torneios ATP.

Pode se conjeturar de mais de uma forma, especialmente negativa, o que é a mais fácil e rasteira, geralmente feita por pessoas que tem dificuldades até em colocar um saque em quadra, quanto mais em ganhar um jogo de 4a classe.

O fato é que Marcos não pode ser considerado um mero tenista de Challengers, porque ele não foi só um participante nesses eventos – foi um vencedor. O estranho é a proporção de títulos que aí conquistou – foram 12 – com o número de vitórias que conseguiu quando jogou uma classe acima. Sei de poucos casos iguais.

Posso lembrar de Julio Góes, um tenista de Baurú que nos anos oitenta ganhou uns 5 Challengers e alguns futures no Brasil; mas ele sequer tentou entrar no circuito dos torneios maiores; na verdade evitava sair do país. Quando foi não conseguia pedir um almoço nem marcar uma quadra e por isso voltava correndo. Sobreviveu graças ao número de torneios realizados no Brasil, na época o país que mais realizava eventos (boa época!).

Já Marcos realizou uma carreira internacional, com seus bônus e ônus, jogando, tentando, construindo e vencendo. Ganhou um bom dinheiro e quando se aposentar vai poder olhar para trás com orgulho. Esta semana venceu o Torneio de S. Catarina, colocou mais R$9 mil na conta, fora qualquer carinho extra, e volta a estar entre os 100 melhores do mundo. E os invejosos que se mordam.

Notas relacionadas:

  1. Um bom fim de semana
  2. Gstaad na ESPN
  3. Quilometragem.
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sábado, 13 de março de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:16

Festa no deserto

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Uma festa brasileira em Indian Wells, um dos mais chiques torneios do circuito, com quatro dos nossos na chave principal. Alguns se dando bem outros nem tanto.

Uma bela vitória foi a de Ricardo Mello ao bater o argentino Horacio Zeballos, um dos heróis da vitória Argentina na Suécia. Ricardo entrou em nova fase da carreira, motivado pelo casamento no final do ano passado. Ao que parece a nova responsabilidade lhe fez bem. Porque o amor é antigo, já que o casal namora desde a adolescência.

Ricardo enfrenta o espanhol Montañes na próxima rodada e eu não apostaria contra. A quadra dura é a favorita do brasileiro e o saibro do adversário. Com a vitória o brasileiro voltaria a estar entre os top 100 e a entrar na chave principal de Roland Garros, seu dois objetivos imediatos.

Quem não conseguiu aproveitar a nova motivação foi Marcos Daniel, que recém foi papai novamente. Ele foi parado pelo holandês Thiemo de Baker, um jovem que vem surgindo, em dois sets. Com a derrota, Marco sai dos 100 melhores e vê sua chance de entrar em R.Garros direto ameaçada.

Thiago Alves também foi eliminado na 1ª rodada, pelo alemão Rainer Schutler, um veterano que faz mágica do seu tênis.

Na última rodada de hoje – a Califórnia está 5 horas atrás no fuso – Thomaz Bellucci enfrenta outro veterano, este com um tênis bem mais encorpado. Carlos Moya é um tenista que pode ser um incomodo para qualquer adversário em qualquer piso. De qualquer maneira, pelo momento da carreira, eu diria que é mais um jogo que o brasileiro deveria ganhar, apesar de ser na quadra dura. Como sempre insisto, acredito que pelo seu arsenal o paulista pode/deve se dar bem nesse piso.

Ao fundo as montanhas em Indian Wells.

Notas relacionadas:

  1. Mãozinha.
  2. Hoje em Roland Garros
  3. Pegada.
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última