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terça-feira, 18 de agosto de 2009 Tênis Masculino | 19:28

Quadris

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O argentino David Nalbandián foi operado nos quadris, a mesma operação de Gustavo Kuerten, no dia 13 de Maio. Afirma que não volta às competições antes de Janeiro, no Aberto da Austrália, o que seria um hiato de, no mínimo, oito meses.

Talvez o Hermano tenha se inspirado, se é que se pode dizer isso, melhor precavido, nas dificuldades que Gustavo Kuerten teve com sua recuperação e a ausência de uma cura definitiva, como esperado.

Para quem não lembra, Kuerten operou pela primeira vez logo após Buenos Aires, em Fevereiro de 2002, onde perdeu para Agustín Calleri na 1ª rodada, quando chegou a se auto flagelar com raquetadas na perna, deixando marcas feias, por conta da frustração causada pela dor incessante há meses. Kuerten reclamou de dores na região praticamente todo o segundo semestre anterior. No mesmo dia decidiu pela cirurgia, na tentativa de sanar uma contusão que sentia há meses. Voltou a competir em fins de Abril.

Nalbandián disse que “a opção de operar foi acertada, pois não estava conseguindo jogar direito, sofria demais”; se supõe que se decidiu pela cirurgia assim que começou a lhe incomodar. Quanto à recuperação, afirma que “no começo preciso dar um passo de cada vez. Preciso treinar com consciência e com exercícios específicos”. Segundo o médico que o operou, o mesmo espanhol que tem supervisionado o joelho de Rafa Nadal, Nalbandián vem progredindo bem, mas só agora, após três meses, entra no segundo terço de sua recuperação. Só este primeiro terço é um tempo maior do que o que Kuerten levou para voltar às competições, após a primeira cirurgia.

À parte das diferentes políticas e estratégias de recuperação, fico pensando o que está levando os tenistas atuais a passarem por tal cirurgia – nos quadris, na junta da parte superior de fêmur – algo raro entre tenistas antes de uma década atrás.

Que eu saiba, Kuerten, Norman, Hewitt, Levy, Sargesian e Nalbandián passaram por isso, contra nenhum, que eu saiba, antes do Norman. Nem sequer na mesma perna eles estão tendo, para dizer que é pela perna de apoio no “open stance”. Kuerten era na direita, Nalbandián e Hewitt na esquerda, Norman em ambas. É óbvio que o esforço exigido pelo tênis atual tem tudo a ver. Mas qual a razão específica? Preciso pensar melhor no assunto. Enquanto isso, lerei meus leitores.

Nalbandian explica sua recuperação.

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Autor: paulocleto Tags: , ,