Juan Del Potro | Paulo Cleto

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Posts com a Tag juan del potro

domingo, 17 de março de 2013 Tênis Masculino | 22:38

Feliz

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Nunca vi Rafael Nadal tão feliz e à vontade após uma conquista de título como hoje na Califórnia. Nem após um Grand Slam. Era uma felicidade diferente, um à vontade mais confortável, como se o tirar de um peso fosse mais importante do que a vitória em si.

Com um braço apoiado sobre o troféu enquanto discursava, deixou isso tão claro quanto o seu longo e “fora da caixa” discurso. Tenho certeza que não foi inspiração no patrocinador-mor, um francês que também saiu fora da caixa em seu discurso. Também duvido que o fato de ter passado Federer no numero de títulos em Masters 1000 (ele agora tem 22) ou mesmo o fato de ter terminado com a ausência de um título em duras desde Outubro 2010 tenham sido a causa. Foi algo mais, uma felicidade que só quem viveu tempos difíceis, frustrações mil e duvidas atrozes e os deixou todos para trás conhece.

Apesar de ser o maior Animal que já vi em quadra, hoje ele teve suas derrapadas, muito provável pelas expectativas que trouxe para a final. Vencer no saibro era quase uma obrigação que ele cumpriu. Vencer na dura, com todos os cachorrões presentes, enquanto ainda havia muitas duvidas no ar sobre as condições de seu joelho – provavelmente mesmo em seu time – é algo sem preço. Imagino que nas contas dele, vencer em Indian Wells estava computada a possibilidade da saída do Torneio de Miami, o que se confirmou logo após a partida ( eu já havia cantado antes e fiquei imaginando se ele teria coragem de fazer e acho que fez o certo) e dá mais uma esvaziada na bola do evento.

Adorei ver o Delpo jogar bem. O cara já recuperou seu melhor tênis e agora, como quando ganhou o US Open, é uma questão de confiança, um predicado vital no seu estilo. Deve ser pesado na cabeça do hermano ter o tênis que tem e nunca ter ganho um Master 1000 – algo que fala alto sobre a dominância de seus contemporâneos. Imagino que isso ainda o pressione e o frustre, como o choro após a derrota entregou.

Indian Well é um torneio que cresce a cada ano – este ano 380 mil na quinzena, números de Grand Slam – e fico a imaginar se o fã brasileiro um dia o irá invadir como fez com Miami. Duvido, somente por razões geográficas. Hoje é mais evento do que Miami, algo que este evento vai correr atrás com seus anunciados investimentos. Para terminar, com uma nota que só acrescenta, Maria Sharapova bateu na final cruzadinha Wozniacki que, ouço, está tentando dar um upgrade em seu tênis. Lembrando, as irmãs Willians tem o evento de Indian Wells na sua lista negra e não colocam os pés por lá. As adversárias agradecem.

Notas relacionadas:

  1. Fala e faz
  2. Mega evento
  3. Djoko, panquecas e coca light.
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domingo, 11 de novembro de 2012 Masters, Tênis Masculino | 20:20

Não é…

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Roger Federer não é Del Potro. Nem o Delpo é o Federer. Hoje, os dois se colocaram exatamente na mesma situação – 1 set acima e break logo no início do 2º set. Enquanto o argentino deixou a partida lhe escapar pelos dedos, Federer, que é um perigo, quando confiante e atento, aproveitou-se de ambas virtudes para acabar com as possíveis idéias de recuperação do hoje escocês Murray. O que também levanta a possibilidade de se dizer que Murray não é um Djokovic, nem o Djoko é o Murray. O escocês encolheu sob pressão, ao contrário do que fez mais cedo o sérvio. O resultado de tudo isso? Os dois melhores jogadores do torneio foram à final, que será disputada às 18h desta 2ª feira. 2ª feira?? É! Por que? Sei lá. Porque é na Inglaterra e lá eles não fazem jogos aos Domingos, às vezes, mas fazem finais no Domingo – porque são ingleses.

Notas relacionadas:

  1. Começa em Londres
  2. Aulinha
  3. A sexta-feira em Paris
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Tênis Masculino | 16:57

Faltou acabar..

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Antes da partida entre Del Potro e Djoko eu imaginava que o sérvio iria vencer. Dependendo da apresentação do argentino poderia ser até difícil, mas não via muitas chances de vitória argentina.

Na verdade, via duas chances: o argentino jogar muito, indo para a pancadaria, estilo que pode varrer qualquer um da quadra, ou o sérvio jogando abaixo de seu padrão.

O 1º set surpreendeu, com a vitória do Hermano, e a coisa ficou mais surpreendente com Djoko começando o 2º set ainda mais inseguro, tendo três break-points contra no primeiro game, só para ser quebrado de fato no segundo game.

Del Potro sacou em 2×1, para fazer 3×1 e “acabar” com o jogo. Mas vacilou. E numa quadra de tênis, até com minha madrecita, vacilou dançou. Com o Djoko então…

O homem vira bicho quando acuado. Primeiro se acua, coloca o rabo no meio das pernas e começa a choramingar enquanto perde a confiança. Depois, quando se vê sem saída parte para o pau e faz a vida do adversário um inferno.

Foi o que ele fez. Jogou muito bem o game seguinte, quebrou o argentino e daí para a frente foi um passeio pelo parque. O pior é que Delpo entrou no buraco e não encontrou forças para sair. Pensei que no set decisivo o jogo pudesse até pegar fogo, mas foi a hora do argentino colocar o rabo entre as pernas e não encontrar forças para sequer equilibrar a contenda.

Os dois tem estilos e arsenal perigosos, mas levou aquele que é mais “jogador” e um dos que deve comandar o circuito nas próximas temporadas. O outro? Entra em quadra daqui a pouco para enfrentar aquele que até MalaMcEnroe acaba de admitir ser o melhor da história. Se é, ou não é, ou talvez, se vai bater MalaMurray, pouco importa. Importa que enquanto ele estiver por aí o tênis será imensamente mais rico.

Notas relacionadas:

  1. Djoko, panquecas e coca light.
  2. Hoje teve
  3. 0×30 e nada…
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domingo, 16 de setembro de 2012 Copa Davis | 11:31

Argentina x Rep. Tcheca

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O Brasil voltou ao Grupo Mundial, essa a grande notícia da semana da Copa Davis, pelo menos para nós. No entanto, Davis sempre produz grandes episódios, grandes momentos tenisticos. Alguns que me chamaram a atenção. Vamos à primeira:

A Argentina está à beira de perder em casa para a Rep. Tcheca. Berdich encontrou uma maneira de bater o Juan Monaco, em Buenos Aires, sempre uma aventura, no 5º set. Com certeza uma partidaça emocionante. Na primeira partida Delpo batera Stepanek, que no saibro não o incomoda e a dupla argentina tomou tres setinhos dos checos. Agora Berlocq vai ter que encontrar uma maneira de bater Berdych, o que não será nada fácil, mas a chance de sua vida de se tornar um herói, e se não tem tênis para fazê-lo com certeza tem fibra, para levar o confronto para o 5º jogo – Monaco x Stepanek – e assim o confronto viraria novamente.

Berlocq está em quadra porque, mais uma vez, Delpo saiu de um confronto de Copa Davis por conta de contusão – foi a 5ª vez. Ele alegou novas dores no pulso para não enfrentar a batata quente.

Time argentino em Puerto Madero.

Notas relacionadas:

  1. Inconsciente.
  2. Até daria
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 11:18

O que é isso?

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Como é sábadão e o jogo do Djoko e Delpo acabou tarde, apelo, mais uma vez, para o corporativismo blogal. Publico abaixo o comentário do Barão do Blog que, sabe-se lá porque ficou retido na censura tecnológica. Ele nos oferece sua visão sobre a 2ª quarta de final do dia que, como enteado colocou com economia cirúrgica, se referindo à correria e à pancadaria sem dó: “o que é isso???”

A partida entre ambos foi de cachorrões loucos e babando, mostrando que esse tipo de jogador – atletas entre 1.85m e 2m de altura é uma tendência que nos levará sabe-se lá a que limites dos atletas e do tênis.

Em termos de emoções preferi o confronto entre Ferrer e Tipsarevic, dois estranhos no ninho do tênis atual. Dois jogadores de pouca estatura e ótima mobilidade, pouco talento e muita determinação, raras firulas e excelente precisão técnica, algo que só se conquista com muito trabalho. Mas, acima de tudo, são dois tenistas que colocam o coração sem freios em quadra, apresentando o que há de melhor no esporte; uma integridade ímpar que nos toca, emociona e convence que assistir a entrega total de um ser humano, em qualquer atividade, é uma das maneiras mais claras de se homenagear, e enxergar, a Deus e a nós mesmos. O que eles fizeram em quadra, em partida decidida após 4h e no TB do 5o set, também me leva a repetir o enteado- o que é isso?!?

Vamos ao Barão, em justa homenagem a um dos mais antigos, participativos, equilibrado, dedicado e queridos deste Blog, após a sacanagem da tal moderação.

Muito bom o jogo de agora à noite.

No primeiro set, o sérvio se impôs com um jogo em que tudo funcionava, desde o saque até os contra-ataques. O 6×2 foi o retrato cristalino de um set de um jogador só.

A melhor parte do jogo ficou para o segundo set. Djoko caiu de produção, o serviço passou a não entrar, as batidas começaram achar a rede ou irem pra fora, Delpo entrou em jogo e abriu 2×0, 0×30, mas a partir daí o sérvio voltou para o jogo, salvou o game e começou a complicar todo serviço do argentino.

Cômico foi ouvir o Meligeni dizer que consultou as estatísticas e aí descobriu que o aproveitamento de primeiro serviço do sérvio despencou no início do segundo set. Era só ter prestado atenção ao que rolava na quadra e possuir um HD mínimo de memória, de tanto que o Nole errou o primeiro saque.

A quebra ao sacar para o set já tinha sido anunciada nos quatro games anteriores em que o Delpo serviu, quando sempre fechou com sofrimento. No 5×4, errou um voleio-smash porque demorou a ir para à rede e depois, no 30 iguais, após afundar a terceira seguida no revés do sérvio, esqueceu de subir à rede para matar o ponto numa bola que até panga sabia que iria voltar lenta e flutuando. O sérvio fez o 30×40 ali e depois, ao quebrar o serviço da Torre, praticamente decretou o final da partida. Foi mais jogador no tie e fechou em 7×6.

A quebra no início do terceiro set sepultou de vez as chances do argentino, que mesmo jogando bem não conseguia aproveitar as poucas chances que o sérvio lhe deu. O exemplo mais claro foi no 1×2, Djoko sacando em 0×30, a bola sobrou no tê para um approach básico, mas o argentino bateu reto e a bola foi na fita. Com 0×40 seriam três chances para empatar o set e devolver a quebra, porém mais uma vez, na hora de um pouco de habilidade, ficou devendo. O resultado em 3×0 ficou previsível e cada um manteve seu saque até o Djoko cacifar o set.

Alguns pontos importantes do jogo:

- Pra quem gosta de pancadaria, foi muito bom, sendo que o segundo set foi sensacional mesmo para quem não gosta só de pancadaria;

- Djoko usou e abusou da estratégia de mexer o argentino para lá e para cá, usando sua incrível facilidade em mudar a direção da peluda. Nem precisou deslocar tanto o argentino, mas o que fez ao longo da maior parte do jogo já era o suficiente;

- Delpo saca mais forte, mas Nole saca bem melhor que ele. O argentino varia pouco e é muito previsível, o que é complicado contra alguém que devolve serviços tão bem quanto o sérvio. Já este varia mais, é menos previsível e consegue ser menos dependente de conseguir constantemente saque mais potentes;

- Uma das principais chaves do jogo foi a famosa esquerda paralela do sérvio, aproveitando o corredor livre que surge quando se desloca seu adversário para a esquerda. Fez a festa com essa bola, assim como se complicou nos poucos pontos em que ela não funcionou;

- Os voleios que eles acertaram eram meio básicos, bolas na linha da cintura, coisa que jogadores do nível deles tem quase obrigação de acertar na maioria das vezes. Contudo, nas horas em que se precisou usar de alguma variação de peso, slices baixos ou um pouco mais de mão, os dois ficaram devendo bastante, chegando a fazer alguns lances bizarros. Mas em pelo menos dois lances o argentino fez bolas a la Federer;

- Um cara que tem a patada que o argentino possui precisa subir à rede para matar ou abreviar pontos, mas parece que ele tem uma âncora prendendo seu pé no fundo da quadra. Num jogo onde ele era visivelmente inferior na troca longa de bolas, tinha que buscar alguma alternativa como contrapés ou subidas à rede quando conseguia forçar o sérvio a uma rebatida menos qualificada. Nas poucas vezes que não usou a tática de bolas alternadas direita-esquerda, conseguiu desequilibrar o sérvio e fazer alguns bons pontos;

Djoko mostrou nesse jogo muito daquele jogador de 2011, principalmente no que se refere ao fisicismo. Sua capacidade de chegar bem nas bolas e contra-atacar de forma mortal é espantosa, mas muito disso se deve ao tipo de bola que recebe de jogadores como o argentino, que vem a 150 e aí volta a 300. Seja como for, o que ele faz nessas bolas é digno de Hall da Fama!

Não é o tipo de jogador que você vai ganhar na pancada, tem que se quebrar seu ritmo com variações de batidas e pesos. A questão é que pouca gente no circuito tem cacife para tal e numa quadra dura, com piso regular, rápida pero no mucho como parece ser essa do US, vão precisar jogar muito tênis para derrotá-lo. Dos sobreviventes, creio que só o Murray tem condições de fazer isso.

Quanto ao Delpo, bom jogador e que não desistiu nunca, fica claro que não tem jogo para enfrentar os bulldogs atualmente. Faltam opções no cardápio quando o nível do jogo dos tops aumenta e aí fica na dependência de uma jornada extraordinária, o que é difícil de acontecer em melhor de 5 sets e, mais ainda, a partir das quartas de final.

Agora é esperar sábado para ver o que rola nas semis. Aposta em Murray e Djoko na final, mas se tiver zebra, só se for o tcheco. Ferrer provavelmente vai jogar como nunca e perder como sempre para o sérvio.


Notas relacionadas:

  1. Sócio benemérito.
  2. Chove chuva.
  3. Luto
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:04

Descanso

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Pode ser a mudança de uma semana para a outra do piso, pode ser a mudança de continente e o consequente fuso horário, pode ser o corpo acusando o cansaço. Todas essas possibilidades, em um cenário onde a competitividade é tão grande que detalhes fazem a diferença, podem explicar as surpresas no primeiro Masters Series da temporada de quadras duras na América do Norte.

As derrotas precoces de Del Potro, para Stepanek, Tsonga, para Chardy são claros exemplos de tenistas que não conseguiram “entrar” no torneio, perdendo logo na primeira partida, após a temporada na grama. Aliás, não foi muito diferente que Sharapova saiu de Montreal.

Por outro lado, Murray administrou bem a euforia dourada e passou com facilidade pelo Cipolla, que não é tão perigoso, mas vamos ver contra Raonic e daqui para frente se o emocional e o físico se sustentam.

Djokovic deve estar tão contente de estar de volta ao seu piso favorito que não acusou nenhuma das dificuldades listadas na vitória sobre Tomic, um tenista mais perigoso do que Cipolla. Deu uma vacilada no início, mas logo encurralou o australiano que ainda não conseguiu cumprir as expectativas. Ainda não se ouviu maiores detalhes sobre a inconfidência do ex-técnico do sérvio, que disse que o tenista vem passando por dificuldades pessoais que explicariam seus recentes fracassos e uma certa dose de apatia para quem chegou ao topo sendo extremamente combativo.

Já Federer, que completou 31 anos ontem, decidiu que o descanso lhe faria muito bem ficou em casa curtindo a família e que pouco teria a ganhar em Toronto. Porém é certo que estará em Cincinnati. Quanto a Nadal, que não esteve nas Olimpíadas, também não esteve presente no Canadá e, oficialmente, não se sabe quando o espanhol volta ao circuito.

Delpo – sem pernas e esquerda com uma mão.

Notas relacionadas:

  1. Envergadura
  2. Analisando a final masculina
  3. Chave de Miami
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:30

Para quem?

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Não sou muito de torcer, especialmente no tênis. Fico muito compenetrado em curtir e analisar o jogo para me envolver emocionalmente. Mas, Olimpíadas é um pouco diferente. Para eles tenistas e para mim apreciador.

A semifinal entre Federer e Delpo foi tão emocionante que exigiu um envolvimento emocional. O problema foi decidir para quem torcer. Tinha hora que o coração batia pelo Delpo, tinha hora que ele amolecia pelo suíço. Afinal, Roger, o melhor da história, quer muito colocar o ouro das simples no peito e, ao mesmo tempo, prefiro torcer por um hermano do que por um europeu.

Nunca vi Federer tão pressionado em quadra. Oscilou demais. Mas não aquela oscilação a que estamos acostumados. Foi o inverso. Ele parecia querer tanto ficar atento, jogar bem e ganhar, que fazia erros abaixo de seu padrão. Vários por falta de mexer os pés, primeiro sinal de nervosismo, muitos simplesmente por errar o golpe, algo fora de seu habitual.

Delpo pareceu não acreditar que dava para levar. Quando soltava o braço e ia para as bolas, que sempre foi o cenário onde é mais perigoso, incomodava barbaridades e acuava o adversário. No fim das contas, faltou ser um pouco mais audaz nos games de devolução do suíço no interminável 3º set. Afinal, o cara tem 2m de altura e é um inferno ter que passar alguém desse tamanho e envergadura quando se está sob pressão, que é o cenário de quem saca atrás no set final que se alonga.

Quanto ao suíço, podem tirar o cavalinho da chuva que o soberbo não vai mudar – não nesta encarnação. Quando ele usava o slice para atacar o adversário, desestabilizava e atrofiava o oponente. Mas era um aqui e outro lá a perder de vista. Quem disse que o bonitão do topete vai usar isso para ganhar jogo? Para quebrar, e fechar a partida, teve que aplicar um slice no revés, mesmo a contragosto, já que estava totalmente deslocado, após um net do oponente. Não deu outra – Delpo enfiou a bola no meio da rede, algo que teria acontecido muito mais, e abreviado a partida, se o tal melhor do mundo fosse também um grande estrategista, além de um grande intuitivo e um magistral talento.

Debaixo de que pedra a Azarenka, #1 do ranking, vai se esconder depois da surra (6/1 6/2) que ela tomou da Serena? A americana está um padrão acima das outras tenistas, graças a sua enorme confiança, e será difícil alguém tirar o ouro dela. Nas simples e nas duplas com a irmanzinha Venus. Só não irá à final das mistas porque não quis jogar – apesar de que o Roddick bem que queria. A final das simples é contra Maria Sharapova, o que será uma pancadaria dos infernos.

Não posso deixar de mandar os parabéns ao Rafael Silva, um atleta do Clube Pinheiros, e ao judô brasileiro em geral. Antes dos Jogos vi uma entrevista com o rapaz e fiquei impressionado com sua tranquilidade, em especial para um cara daquele tamanho e periculosidade.

O tênis plástico de Federer está na final Olímpica.

Notas relacionadas:

  1. Milho para bode
  2. Até daria
  3. De Dubai para o MSG
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terça-feira, 15 de maio de 2012 Tênis Masculino | 16:59

Duas boas partidas

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Duas grandes partidas em Roma para quem ligou a TV. A vitória de Del Potro sobre Llodra – 7/5 3/6 6/4 – com o francês indo à rede no seu saque e no do outro tambem. Alguns pontos maravilhosos para nos lembrar de como é legal pelo menos um dos tenistas indo à rede. Até o fim não dava para saber quem levaria. O argentino teve até que se estrebuchar no chão para vencer – e não era a quadra escorregadia!

O confronto entre Murray e Nalbandian parecia que seria rapidinho após o escocês vencer o primeiro set sem esforço, graças aos mutos erros do hermando, por 6/1.

Mas Nalbandian encontrou uma forma de jogar, sem errar e assim mesmo forçando, e levou a partida para a negra. E esta também não dava para saber que levaria. No 5×5 Nalbandian ficou em 0×40 no seu saque, salvou dois BP, mas Murray mandou uma paralela na fita da rede que choramingou para o outro lado. O ultima game também foi uma correria, mas o escocês não deixou escapar – 6/1 4/6 7/5.

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Notas relacionadas:

  1. Andys
  2. Final de Cincinnati
  3. Cego não
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sexta-feira, 16 de março de 2012 Tênis Masculino | 15:36

As quartas masculinas

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As quartas de final masculinas de hoje nos apresentam realidades distintas. O confronto Federer e Del Potro poderia ser um samba de um nota só, mas tornou-se um clássico pela vitória do argentino na final do Aberto dos EUA. Federer deve acordar à noite até hoje por conta daquela final – perdeu porque deixou a soberba falar mais alto. Está 10×2 para o suíço no H2H. Fica a pergunta; o suíço vai dar slice hoje ou vai na moral mesmo? Ou o argentino vai acabar com a freguesia?

Nadal e Nalbandian é um jogo parelho. Nalbandian venceu duas partidas quando espanhol era um garoto, em 2007, e depois venceu tres seguidas, todas em duras, uma delas aí mesmo, em 2019.

Os dois vivem momentos peculiares. Nadal estava longe das quadras desde o AO, está nas finais de duplas porque está querendo jogo e está jogando de babador. Nalbandian vem levando a carreira com a pança já há algum tempo. Jogou os torneios de saibro na América Latina sem brilhar, já de olho em Indian Wells e Miami. E ele adora jogos como o de hoje, mas vai ter que fazer mágica para ganhar.

Na outra chave, já na semifinal, Djokovic enfrentará John Isner, que também está na semi de duplas, amanhã, o que deve favorecer o vencedor para a final de Domingo. Mas isso é amanhã.

Notas relacionadas:

  1. Os match points
  2. A final masculina
  3. Até daria
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sexta-feira, 2 de março de 2012 Light, Tênis Masculino | 12:22

1a Semi em Dubai

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Assisti a 1ª semifinal de Dubai, com a vitória de MalaMurray sobre O Djoko por 6/2 7/5. Surpreendente! Sim e não. Sim pelo momento, alias bem mais do que um momento, do sérvio. Não pela qualidade do escocês que melhorou mas ainda não sacramentou sua melhora.

A partida estava uma aula – neste instante posso imaginar uma cara leitora abandonando a página – e Murray, que abriu 2×5 no 2º set, teve a oportunidade de fechar em seu serviço no 5×3. Fez uma lambança monumental, digna de alguns pangas que conheço lá no clube. Em menos de 1 minuto entregou a rapadura.

Mas sem estresse. Novak devolveu a cortesia no 5×6 e tudo acabou como os torcedores do britânico queriam.

Aliás, um aparte do que escrevi anteriormente. Estádio lotado e publico bem participativo, o que deixa os tenistas e os espectadores ainda mais “dentro do jogo”.

Agora, o Apolo do tênis tenta subjugar a Torre de Tandil decidindo quem enfrenta o MestreMalaMurray.

Djoko, assustado com o que se passou na semifinal.

Produção do Producer

Notas relacionadas:

  1. As semifinais.
  2. Final de Cincinnati
  3. Dubai
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última