Joao Feijao Souza | Paulo Cleto

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domingo, 5 de maio de 2013 Tênis Masculino | 18:58

Doces

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Muitas cositas boas e interessantes acontecendo no circuito enquanto os senhores lobos não vem. Tommy Haas finalmente venceu em Munique e batendo outro alemão, Kohlschreiber, na final. O alemão está aproveitando o fim da carreira para lavar a égua, o que vem trazendo certa alegria para os fãs do tênis-arte. Mesmo assim  deu uma gelada no fim da partida, quando sacou para vencer, como sempre lhe foi o hábito. Mas é um prazer vê-lo jogar, especialmente considerando como o tênis-eficiencia da atualidade abriu mão da plasticidade. Se não fosse um dos mais arrogantes do circuito até daria para torcer por ele.

Em Portugal o título ficou outro protagonista do tênis-arte – o suíço Wawrinka, que bateu na final o operário Ferrer. Não vi, mas gostei.

O Thiago Fernandes tirou um urubu das costas e venceu seu primeiro título profissional. Foi um Futures, o menor dos torneios, mas é um marco. E um bom marco. Foi na Turquia, que está hospedando vários torneios pequenos e os brasileiros estão se esbaldando por lá. O garoto tem tênis e potencial, mais do que lhe dão crédito; é bom caráter e não tem como não torcer por ele.

O Feijão passou pelo Qualy de Madrid. E batendo o Paul Mathieu, outro tenista que nunca cumpriu o que prometia – e ainda foi o último tenista a bater Kuerten. Fazia algum tempo que eu não tinha a oportunidade de comentar um bom resultado do Feijão – estou feliz, ele é outro bom caráter do tênis brasileiro. Vai enfrentar o francês Paire na 1ª rodada.

Para terminar em nota ainda mais doce, o Brasil conquistou o tri campeonato Sul-americano de 16 anos feminino em La Paz. Bateu as donas da casa, que souberam usar a altitude de La Paz – como é difícil jogar lá –  para chegar à final, mas não deu para bater as brasileiras – 3×0 a final. As campeãs foram Julia Gomide, Leticia Vidal e Luisa Stefani. Se vocês querem um nome para guardar, guardem o de Luisa. Os meninos – Orlando Luz, Fernado Yamacita e Jose Evaldo Neto  ficaram com o quarto lugar.

Julia Gomide, Leticia Vidigal e Luisa Stefani – campeãs sul-americanas.

Notas relacionadas:

  1. Eterno conflito
  2. Clássico
  3. Final de 1 milhão
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terça-feira, 1 de maio de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:20

Oportunidade

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Não tem muito a ser dito, já que não assisti a partida. Mas posso dizer que é uma bela vitória do João “Feijão” Souza sobre o novo “darling” do tênis americano o garotão Ryan Harrison, #58 do ranking, nas quadras de saibro de Belgrado, torneio que pertence à família Djokovic.

A vitória de 6/3 6/3 foi contundente, o que mostra o brasileiro aprendendo a administrar partidas. O americano não é nenhum cego no saibro, cresceu jogando sobre esse piso também. Feijão joga na pressão, já que defende muitos pontos em Belgrado, o que valoriza ainda mais a vitória.

Na segunda rodada, João enfrentará Dusan Lajovic, #191 no ranking, 21 anos e convidado do torneio, que bateu um outro convidado, o russo Evgeny Donskoy. Ou seja, uma chave feita por encomenda. Uma oportunidade que Feijão começou a cacifar com a vitória de hoje e deve aproveitar ainda mais, já que a cada semana se mata um leão e não existem muitas boas oportunidades.

Notas relacionadas:

  1. Feijão e Bogotá
  2. Tá pronto o Feijão?
  3. De virada
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quarta-feira, 11 de abril de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:12

A cavalo, lá das estepes.

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É provérbio popular que a vingança vem a cavalo. No caso do confronto, sorteado esta manhã na sede da FIT, veio mais rápido ainda. Os russos bateram o Brasil o ano passado lá nos cafundós da Rússia, agora vão ver com quantos paus se faz uma jangada por aqui.

A partida será em Setembro, logo após o U.S. Open e a temporada americana em quadras duras , e duvido que até lá Thomaz Bellucci se sinta mais confortável em quadras duras do que no saibro, o que praticamente assegura que os camaradas vão ter que sujar o tênis por aqui. Só espero que até lá João Feijão tenha encorpado seu prato, porque vamos precisar de uma forcinha do nosso segundo tenista. Os russos não são o melhor time, até porque o pessoal por lá não vem fazendo tanta questão de jogar a Davis, provavelmente porque se acostumaram com grandes resultados, algo que ficou mais difícil de acontecer.

Mas eles podem, teoricamente, contar com Davydenko (38), Youzhny (35), Bogomolov (40), Kunitsyn (91), Tursonov (75), Andreev (100), jogadores com ótimo tênis e que bem motivados podem encarar muitos times. O técnico Tarpischev desconhece a palavra substituto, sendo o capitão do time desde 1974 (com intervalo entre 93-95), de longe o mais longevo dos capitães.

O capitão e sua capacidade de motivar os tenistas será o diferencial no confronto. Nós jogamos em casa e podemos ditar o que a regra permite. Eles vão ter que formar um time com tenistas que não estão mais em ascensão na carreira, o que pode causar certa acomodação e até mesmo preguiça. De todos, os mais jovens são Bogomolov, com 29 anos e que não deve ter sonhos de fazer muito melhor do que fez até hoje, e Andreev, com a mesma idade e que já esteve algumas vezes por aqui, o que talvez faça uma diferença na escolha do time.

A cada confronto o técnico tem que laçar jogadores e colocá-los em quadra. Mas é bom lembrar aquele final de jogo entre Bellucci e Youzhny, quando o russo esqueceu a preguiça, levou o negócio para o pessoal e achou uma maneira de ganhar a partida que parecia perdida na bacia das almas.

Eles têm tenistas, mas, atualmente, não têm time. Como o tempo não para, nem vai para trás, os meses que faltam tendem ajudar o time brasileiro, que tem tenistas em crescimento. Eles, e o fato de jogarmos em casa e podermos planejar os mínimos detalhes, são os diferenciais que podem nos colocar no Grupo Mundial em 2013.

Juntando o time russo.

Notas relacionadas:

  1. Mais equilibrado
  2. Bauru
  3. Brasil x Colômbia
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quinta-feira, 5 de abril de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:18

Brasil x Colômbia

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Confesso que às vezes fico um pouco preocupado com o que os meus leitores entendem do que escrevo. Após o ultimo Post, um deles comentou que esperava que o Thiago Alves entrasse em quadra para decidir o confronto?!!? Como deixei claro (ou será melhor em outra língua?), o time brasileiro tem quatro titulares e Thiago não é um deles.

Causou-me alguma estranheza também alguns leitores elegerem os colombianos como favoritos. Tudo bem, isso é opinião e cada um tem a sua. Não compartilho desse raciocínio. Para começar os países se enfrentaram sete vezes, todas com vitórias brasileiras – tradição conta sim. Inclusive a última, na Colômbia, sendo o time deles praticamente o mesmo.

Em Rio Preto, na pior das hipóteses, os jogos são equilibrados.

Na sexta-feira, João Feijão enfrenta na 1ª partida Santiago Giraldo, com quem jogou três vezes – e se perdeu duas, ganhou a ultima. Esse será o jogo da “ignorância” – o que os dois devem dar na bolinha! Como Feijão é do interior, está acostumado com o sol escaldante do interior paulista. Já o colombiano nunca me passou o sentimento de ser uma cara que vai querer fritar o cérebro debaixo do sol a do apupo torcida – apesar de que a 1ª partida é sempre é que tem o menor público. Por isso, fica o pedido que o público compareça desde o início.

Bellucci enfrenta Alejandro Falla, e dessa vez é o brasileiro que tem duas vitórias – uma na Davis 2009 – contra uma derrota. Thomaz não terá que enfrentar o solzão, o que deve lhe ser um alívio. E deve fazer bom uso do conforto emocional de ter batido o adversário na casa dele. São muitas vantagens. E se o Feijão tiver vencido então… No entanto, se perder, o jogo fica mais aberto.

Nas duplas o bicho vai pegar, mas o favoritismo é nosso. Os mineiros não jogam mais juntos e tem lá suas questões, mas se entendem até sem falar pelo tempo da parceria – e Davis é Davis. Os colombianos também têm uma boa dupla, com Cabal e Farah, mas a nossa tem que garantir esse ponto, até porque é um dos que a torcida mais participa e no sábado enche mesmo.

Na possibilidade de um terceiro dia, a não ser que aconteça um inesperado e indesejado incidente para ambas as equipes, os duplistas assistem e os singlistas voltam para resolver.

A primeira partida será entre Bellucci e Giraldo, os melhores rankeados de ambos os países. Até há pouco tempo, a ordem do 3º dia era sorteada. Hoje os números 1 jogam a 1ª partida e os 2 as 2ª partida. Antes, em muitos casos, os melhores se enfrentavam no 2×2, oferecendo um espetáculo impar. Hoje, no caso dessa decisão hiper emocional, a bomba cai no colo dos números 2. Vocês sabem por que se abandonou essa centenária tradição?

Belo e Giraldo se enfrentaram 5 vezes, com 4 vitórias para o colombiano, algo que deve causar um certo mal estar no nosso melhor tenista e coloca um pouquinho mais de pressão na dupla brasileira se estiver 1×1 no sábado. E esse jogo será no solzão, o que não creio faça grande diferença porque o colombiano também não é um camelão.

A possível decisão na 5ª partida, entre Feijão e Falla, um confronto equilibradíssimo, se chegarmos lá, que pende para o brasileiro pelos detalhes. Se enfrentaram 4 vezes, 2 vitórias para cada um. Só que das 3 jogadas no saibro, Feijão ganhou 2. Além de ter ganhado a ultima, em Bogotá (capital da Colômbia!). Uma ultima partida em casa, já dentro do ambiente do confronto, acostumado com bolas e quadra, com a torcida totalmente aquecida e treinada, e todas as outras vantagens de se jogar em casa, não dá para deixar escapar.

Notas relacionadas:

  1. Feijão e Bogotá
  2. Faltou pouco
  3. Tá pronto o Feijão?
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:23

De virada

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Recebo a informação de que o João “Feijão” Souza passou a primeira rodada no ATP de Vina del Mar, batendo o italiano Fillipo Volandri, cabeça #8, por 1/6 7/5 7/6.

Mais do que me chamar atenção a vitória, sobre um tenista experiente e que conhece e gosta do saibro, me chamou a atenção a contagem. Uma vitória, de virada, no TB do set decisivo é uma vitória diferenciada. Nessas horas a experiencia e o emocional falam alto. Como a primeira ele não tem mais do que o italiano, resta o emocional.

É ótimo que Feijão comece a ganhar esse tipo de confronto, o que deve lhe dar uma confiança ainda maior no seu taco. Vamos aguardar a próxima rodada, contra o vencedor de Fernando Gozalez, que volta às quadras e o espanhol Pere Riba.

Notas relacionadas:

  1. Feijão e Bogotá
  2. Domingo de oportunidades
  3. Tá pronto o Feijão?
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terça-feira, 18 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:34

Começou o Pan

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O tênis masculino e feminino brasileiro devem viver realidades bem distintas no PanAmericano de Guadalajara. Os homens devem botar para quebrar e as meninas sequer passaram da primeira rodada.

O Brasil levou homens em um padrão acima do restante dos países participantes – isso se considerarmos os tenistas disponíveis em cada um deles. Consequentemente, três dos primeiros quatro cabeças-de-chave são brasileiros: João Feijão Souza, Ricardo Mello e Rogério Dutra. A exceção é o 1º cabeça-de-chave, o argentino Horácio Zeballos, um tenista que deve fazer bom uso da altitude. O resto da chave está no padrão de um Future, o que demonstra a falta de importância do PanAmericanos para os tenistas profissionais.

Já os brasileiros, ao contrário de argentinos, uruguaios, colombianos etc, vão porque há uma certa tradição onde os tenistas do segundo e terceiro escalão vêem no evento uma ótima oportunidade de defender o Brasil, aparecer na mídia e agradar patrocinadores. Um probleminha é que a transmissão na Recorde não dá a mesma reverberação que dá a Globo.

Com certeza os homens podem trazer mais de uma medalha nas simples e também uma nas duplas masculinas e outra nas mistas. Resta ver qual dos nossos vai utilizar melhor a oportunidade e as condições de altitude com quadra dura. Feijão é sacador, Mello é experiente e gosta mais de dura do que de saibro e Rogério venceu recentemente em Campos do Jordão, em condições muito semelhantes. Imagino que Feijão e Ricardo joguem a dupla masculina, onde eu arriscaria dizer devem ficar com o ouro.

Já as meninas vão ter que se esforçar para trazer alguma coisa nas duplas para ficar no padrão dos últimos Pans. As moças não venceram nenhum set contra tenistas que não eram nenhuma Sharapova, o que deixa o nosso tênis feminino na mesma situação desconfortável de há algum tempo. Teliana e Segnini jogam em uma chave de apenas nove duplas. Nas mistas jogam Rogério e Ana Clara. Ainda existem boas chances de medalhas.

PS: João Feijão Souza foi eliminado, surpreendentemente, logo na 1a rodada, pelo desconhecido equatoriano Julio Campozano, #399 do ranking, em dois sets!

Ricardo Mello – um dos favoritos ao ouro no Pan

Notas relacionadas:

  1. Probabilidade
  2. Tá pronto o Feijão?
  3. Nas alturas de Guadalajara
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:18

Nas alturas de Guadalajara

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A delegação brasileira de tênis que jogará o Pan-Americano em Guadalajara embarcou ontem à noite, via Dallas. Aquele aluguel aéreo de sempre.

A expectativa da CBT são cinco medalhas, o que não me parece tão ambicioso, já que mandamos um time forte, especialmente o masculino. Ainda não consegui ver quem serão os adversários, mas geralmente não são lá tão fortes. Os nossos estão em um padrão bem competitivo para os Jogos.

As informações disponíveis são poucas, mas os jogos serão no Centro Telcel e lá as quadras, até onde sei, são duras, o que Ricardo Melo deve adorar e o Feijão Sousa nem tanto.

Um detalhe que, espero, tenha sido atentado por todos é que Guadalajara está a 1650 m de altura. É como jogar em Campos do Jordão – a bolinha anda bem. Fato que deve fazer uma diferença em vários esportes. Entre os tenistas, a primeira mudança é na tensão das cordas das raquetes – mais duras – para assegurar o controle das peludinhas. Além disso, o estilo de alguns se adapta melhor do que o de outros. Por exemplo; o sauqe do Feijão deve andar barbaridades. Mas todos tem que fazer alguma adaptação se não o bicho pega.

Os jogos começam na 2ª feira, o que deve dar tempo de todos se aclimatizarem.

Quadra Central em Guadalajara

Notas relacionadas:

  1. Feijão e Bogotá
  2. Domingo de oportunidades
  3. Faltou pouco
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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:35

Tá pronto o Feijão?

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Ontem no fim do dia fui abordado por um amigo me perguntando se eu não achava que o João Feijão Sousa poderia/deveria ter jogado a Copa Davis no lugar do Ricardo Mello. Quando alonguei o olhar sem responder, meu amigo adiantou que acabara de ler sobre a vitória de Feijão sobre o espanhol Tommy Robredo em Bucarest.

Talvez seja a melhor vitória do paulista até agora, sempre algo a festejar. Mais importante é a sequencia de bons resultados que começam a aparecer. Aos 23 anos, João vem encontrando seu jeito dentro do circuito. Seu ranking atual, #84 do mundo, é o melhor da carreira. Com ele consegue entrar em boa parte dos eventos da ATP Tour, o que é um enorme passo na carreira de qualquer tenista. É a primeira evidencia de que entrou na matilha. Agora a realidade muda e é uma nova, e crucial, fase de solidificação.

Quanto à pergunta do meu amigo que abre a post, a resposta é não. Primeiro porque Ricardo Mello já havia provado seu valor em Copa Davis dentro de suas limitações. Segundo porque Feijão atravessa tal fase. Isso quer dizer que, se fosse colocado e não conseguisse bons e surpreendentes resultados, sua auto-estima poderia ser afetada, algo nem um pouco aconselhável, neste e em qualquer momento. Ele e Bellucci são praticamente contemporâneos e, consequentemente, poderão caminhar juntos na Davis por alguns anos. Tudo em sua hora.

Além disso, João vem elegendo as quadras de saibro como suas favoritas – a Davis foi em quadra dura – e nela tem passado a maior parte de sua carreira e vitórias. Uma limitação que ele tem armas para enfrentar. O rapaz é grande, sacador e pega pesado nas bolas e sabe volear. Com certeza poderia ser mais rápido. Um cenário não muito distante do que Bellucci que vem corrigindo.

A escalação foi correta e tranquila. Não adianta decidir em cima de pressões e pressas. Se o Feijão continuar seu caminho, este o levará até a titularidade da Copa Davis.

Notas relacionadas:

  1. Feijão
  2. Feijão e Bogotá
  3. Feijão com fome
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:08

Faltou pouco

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Faltou pouco para o paulista João “Feijão” Souza entrar no seleto clube dos finalistas do ATP Tour. O rapaz, após o excelente dia de ontem, quando venceu duas partidas, foi eliminado na semifinal do Torneio Kitzbuhel, na Áustria, pelo holandês Robin Haase por 6/1 6/7 6/4.

Feijão deve ter começado nervoso, pelo score, entrou no jogo e conseguiu vencer o segundo set na bacia das almas. Infelizmente caiu em uma das armadilhas mentais mais conhecidas, assim mesmo de grande frequencia entre todos os tenistas, de ter o seu serviço quebrado logo no início do set, após vencer o anterior. O holandês, que é sacador, aproveitou a vantagem e a altitude e fechou a porta para o tenista brasileiro, que na semana que vem já será top 100.

Notas relacionadas:

  1. Feijão
  2. Feijão e Bogotá
  3. Feijão com fome
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Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 01:07

Feijão com fome

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É linda a confiança. Hoje o tenista brasileiro João “Feijão” Souza teve um dia que não irá esquecer para o resto da vida e que, se bem administrado, pode mudar os rumos de sua carreira.

Há tempos o paulista vem batendo na trave, tentando sair do limbo do circuito profissional e entrar para o clube dos cachorrões. Infelizmente, não vinha tendo o sucesso que provavelmente espera, mas nem por isso vinha desistindo de tentar.

João não vinha conseguindo não dar o pulo do gato que gostaria, nas vezes que jogou nos eventos da ATP Tour, ao fazer esporádicas incursões nestes torneios, só para descobrir que ainda não tinha o que era necessário para sobreviver nessa elite.

No ano passado, no início da temporada, experimentou um pouco do doce gosto do sucesso ao ir à semifinal de Santiago. Ali pareceu que poderia deslanchar, mas mostrou ainda ser, infelizmente, um alarme falso.

Seguiu sua carreira favorecendo os Challengers, enquanto fazia tentativas nos qualys dos ATP Tours, especialmente no saibro, seu piso favorito. Neste fim de temporada européia de saibro decidiu, mais uma vez, se afastar da segurança dos Challengers. Afinal, os eventos de fim de temporada na Europa são uma ótima oportunidade a ser aproveitada.

Passou o qualy em Gstaad e perdeu na 1ª rodada para o português Gil, o que já foi, de uma certa maneira, um sucesso. Seguiu para a Áustria, passou o qualy, onde venceu três partidas, passou na primeira rodada da chave principal por um outro qualy e hoje, após um dia de chuvas na quarta, foi obrigado a fazer dois jogos e venceu ambos, do freguês argentino Junqueira e do espanhol Andujar, que recém foi à final de Stuttgart, chegando, pela 2ª vez, à uma semifinal de ATP Tour.

A nossa torcida é que, após esse excelente dia de trabalho, Feijão consiga se inspirar e ir bem não só no restante do torneio – ela agora joga a semifinal com o holandês Haase – mas que encontre, de uma vez por todas, o caminho do sucesso que persegue.

João Feijão – com fome de vitória.

Notas relacionadas:

  1. Feijão
  2. Feijão e Bogotá
  3. Domingo de oportunidades
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