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Posts com a Tag gael monfils

segunda-feira, 8 de agosto de 2011 Tênis Masculino | 12:20

O mágico

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Radek “O Galã de Praga” Stepanek sempre foi um tenista diferente. Tanto pela aparência, como pela fama, entre as mulheres e seus adversários, que não o enxergam pelo mesmo prisma, e, o que mais importa, pelo estilo do tênis jogado.

Boa parte das vezes os comentários são sobre suas mulheres, inclusive a atual, Nicole Vaidisova, uma tenista que era uma das maiores promessas do tênis mundial, pelo menos na cabeça de muito “expert” por aí, como pelos resultados prematuros obtidos. Mas a moça era de uma obtusidade em quadra de dar pena – um dia a casa caiu.

Entre os adversários ele não é exatamente amado. É um daqueles tenistas provocadores, que fica tentando desestabilizar o adversário o tempo todo. A maior parte do tempo o público não nota, mas a enxurrada de quebras de regras éticas em quadra acaba por encher a paciência de qualquer um. Geralmente tenistas com características similares são os que mais têm questões entre si.

Como eu não gosto de homem, nem estou no circuito, não me faz muita diferença nem uma nem outra de suas características secundárias. Gosto de vê-lo jogar, por uma razão muito simples. É o melhor voleador do tênis atual – é o único capaz de me fazer sentir saudades dos voleios de Stefan Edberg. Sabe exatamente o que fazer e como executar os voleios. Muita graça, pouca força, ângulos na dose certa e a magia do reflexo junto a rede.

Há algum tempo deixou de ser o jogador perigoso que era e saiu dos top 50 pela primeira vez em oito anos, feito que não é para muitos. Talvez por conta da mononucleose que o afastou por dois meses, talvez pelas distrações do casamento, talvez o 32º aniversário, todos no ano passado. Talvez pela somatória.

Mas, na semana passada, em Washington, ele conquistou o quinto título de sua carreira quando seu voleios voltaram a funcionar e seu tênis voltou a ser agressivo e regular o bastante para bater o “mano” Monfils na final, por sonoros 6/4 6/4, um resultado que não deixa duvidas. O “galã” está de volta e ainda tem algumas mágicas para mostrar.

Radek – o mágico.

Notas relacionadas:

  1. Danton Djokovic
  2. Ótimos momentos
  3. Pirou
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sexta-feira, 15 de julho de 2011 Tênis Masculino | 10:18

Façanha

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Não se sabe quem jogou a toalha. Se o tenista ou o técnico. Cada leitor que faça sua escolha. O fato é que Gael Monfils e o australiano Roger Rasheed não estão mais trabalhando juntos.

ManoMonfils, um tenista extremamente talentoso e com uma enorme habilidade atlética, deu um upgrade em seu preparador físico, Patrick Chamagne, eu o passou a técnico. Não se sabe também porque, mas começasse a suspeitar com as primeiras declarações do rapaz, ao afirmar que vê no seu pupilo mais potencial do que em Nadal.

Quem sou eu para discordar. O fato é de alguma maneira semelhante às minhas afirmações de que Bellucci tem alguns golpes com potencial tão ou maior do que Nadal – o drive e o serviço no caso – e eu não fui contratado para técnico do rapaz. Assim, posso até concordar, lembrando que um tenista sem uma boa cabeça e um excelente emocional atlético vale tanto quanto a carroceria de um Formula 1 sem o piloto atrás da direção e uma confiável aerodinâmica.

Geralmente quando uma nova parceria entre técnico e jogador inicia é uma alavanca para bons resultados, pelo menos de imediato, até porque o tenista está confiante de que fez uma boa escolha e que as coisas vão funcionar.

Não com o ManoMonfils. Ele inaugurou a parceria indo a Stuttgart e conseguiu a façanha de ser derrotado por Victor Hanescu que, se não é um tenista ruim, e não o é, não é um tenista para derrotar um Monfils, um top 10, motivado. Mas quem aqui gostaria de ganhar a vida entendendo o ManoMonfils?

Monfils e técnico na Alemanha, não exatamente um bom início.

Notas relacionadas:

  1. Ótimos momentos
  2. Praga de torcedor
  3. Pirou
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sábado, 12 de março de 2011 Curtinhas, Light, Tênis Masculino | 10:44

Até o fim.

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Como amanheceu um Sábado perigoso para o tênis, o céu não me parece promissor, pensei em colocar um ou dois videos só para o pessoal ter algo a mais a fazer, além de ler um post que ainda pretendo escrever.

O video abaixo mostra o “mano Monf” fazendo aquilo que mais gosta na vida. Correr atrás de uma bolinha. Enquanto boa parte dos tenistas odeia correr de um lado para o outr da quadra, o francês tira disso um prazer que beira o Nirvana.
Especialmente na frente de seu próprio público.

O adversário é o croata Cilic, um tenista que tinha tudo para ser um dos mais perigosos do mundo (ainda mais do que é) mas vive perdendo para si próprio. O ponto mostrado é um exemplo do fato. No fim das contas, Cilic simplesmente erra uma bola fácil pela frustração de ver o adversário fazer algo que ele elege não fazer – lutar até o fim.

A partida, realizada em Paris Bercy, em 1999, terminou com a vitória de Monfils, que virou o jogo.

Notas relacionadas:

  1. Cumprimento
  2. Ótimos momentos
  3. Pirou
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 16:08

Pirou

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Tem gente que não conhece a máxima que afirma de que em boca fechada não entra mosquito.

O MalaMonfils não conhece. Só Deus sabe por que, ele decidiu dizer à imprensa que seu adversário, o holandês De Bakker, entregou o 4º set do jogo entre eles. Não que o cara não entregou, mas por que disse à imprensa.

Bakker vencia por 2×0 e levou uma virada que vai lhe tirar o sono por algum tempo. O placar final foi 6/7 2/6 7/5 6/2 6/1.

Disse o francês:” eu vi que ele estava entregando”. “Fiquei um pouco surpreso, mas eu conheço a peça e às vezes ele pira”. “É uma de suas fraquezas, e assim a gente leva”. Elegante.

Não duvido que o holandês tenha entregado o 4º set. Não duvido que tenha entregado o quinto. Mas daí o adversário fazer a acusação são outros quinhentos. Vale lembrar que no tênis profissional entregar jogo é passivo de multa e suspensão.

O holandês, que é um caso de sanatório, como muitos tenistas o são, e eles são os primeiros a dizê-lo, venceu com categoria os dois primeiros sets e sacou em 5×3 para fechar.

Na hora da onça beber água, errou um voleio na mão e um smash mamão com açucar que o Monfils sequer fez menção de correr atrás. Pirou.

Monfils afirmou também que seu técnico lhe disse no vestiário “Bakker não é um cara que acredita muito em ganhar”. Lembrou o mantra e depois fez questão de contar ao mundo. Legal.

No set final, o holandês fez uma montanha de erros não forçados, destruiu a mesa de bebidas ao lado do juiz de cadeira, perdeu o set em 29 minutos e um total de 16 games dos últimos 19 games jogados. Se entregou ou não eu não vi.

De Bakker – talento e habilidade nas mãos. Já a cabecinha…

Notas relacionadas:

  1. Danton Djokovic
  2. Ótimos momentos
  3. Praga de torcedor
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 Copa Davis | 12:03

Sorteio feito

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Aconteceu o sorteio das partidas da final da Copa Davis entre Sérvia e França, obedecendo as indicações dos respectivos capitães.

Primeiro dia:

Janko Tipsarevic x Gael Monfils

Novak Djokovic x Gilles Simon

Segundo dia:

Viktor Troicki e Nenad Zimonjic x Arnaud Clement e Michael Llodra

Terceiro dia:

Novak Djokovic x Gael Monfils

Janko Tipsarevic x Gilles Simon

Lembrando que o capitão pode mudar os tenistas nas duplas, assim como pode fazer mudanças nos titulares das simples no terceiro dia.

Sérvios, Franceses e a Copa Davis 

Notas relacionadas:

  1. Hospício
  2. Para quando Setembro vier.
  3. A final da Davis vem aí.
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domingo, 14 de novembro de 2010 Masters 1000, Tênis Masculino | 20:21

Praga de torcedor

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É praga de torcedor. Foi só eu externar a minha “torcida” por mais um tenista que o rapaz leva uma entubada. Foram três seguidas.

Quem não tem cão que cace com gato, deve ter pensado o ex-mala Soderling. O rapaz perdeu duas finais no saibro de Roland Garros e lavou a alma na quadra dura de Bercy. É o primeiro título de Masters Series do viking, que deve ser inspirado pelas visões à margem do Sena e as boulevares do Monsieur Hausmann.

O sueco confessou que mal dormiu à noite e entrou na quadra bem mais nervoso do que o normal – o que evidencia o quanto um título diferenciado é importante na carreira de um atleta, mesmo quando experiente e consagrado.

Soderling dominou os nervos e fez uma partida impecável. Melhor ainda, mostrou uma tranquilidade inusitada, jogando uma final na casa lotada do adversário, que o possibilitou praticar um padrão campeão.

O outro lado da moeda foi a apresentação de Monfils, que continua sem um título nos Masters 1000 e perde na final de Paris pelo segundo ano consecutivo. Do jeito como começou a partida – muito devagar – evidenciou não só os nervos como o fato de que a partidaça contra Federer tirou muito do seu gás.

O melhor de tudo, para nós fãs, é que a final dará uma confiança a mais a esses dois excepcionais tenistas que devem crescer na temporada 2011. Soderling, aos 26 anos, tem, talvez, a mão pesada do circuito, como me confidenciou Thomaz Bellucci, e mostrou que quando é comandante de seu emocional torna-se ainda mais perigoso, um claro sinal da experiência incrementando o talento natural.

Monfils, aos 24 anos, um dos mais atléticos do circuito, também vem mostrando sinais de mudanças positivas na sua carreira. Mais uma vez o progresso é emocional e não técnico. Monfils sempre foi talentoso – quase conquistou o “Grand Slam” juvenil ao vencer Austrália, Paris, Londres e só perder nas quartas de New York.

Mas perdeu-se na “máscara” e nas papagaiadas em quadra, além de ter se acomodado, mais do que devia, em estilo marrento de contra-ataque. Percebi claramente a mudança no último confronto de Copa Davis, na sua exuberante vitória sobre Nalbandian. De lá para cá chegou à final de Tóquio e venceu Montpellier. Assim como Soderling, deve desabrochar de vez em 2011.

Soderling e Monfils – melhores a cada temporada.

Notas relacionadas:

  1. Alfredo di Roma
  2. O clarão.
  3. Ótimos momentos
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sábado, 13 de novembro de 2010 Masters 1000, Tênis Masculino | 23:46

Ótimos momentos

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Não é de hoje que acredito que a melhor opção para acompanhar um esporte não é como torcedor. Afinal, qualquer filtro que nos faça ver as coisas que não seja pela limpidez da realidade, sempre vai nos fazer ver algo que não é a verdade, além de nos ocultar o melhor lado do esporte que é o embate do homem com ele mesmo e, depois, tão importante, o embate com seu(s) adversário(s).

Sigo esse credo mais por natureza do que por filosofia, o que muito me ajuda e, por isso, tão pouco me estresso quando me vejo transgredindo-o. Sendo assim, não me deprimo, pelo contrário, quando, por alguma razão, escolho um lado só para, mais uma vez, esbarrar na frustração.

Este sábado, após fazer minha fisioterapia, programei-me para acompanhar as semifinais de Paris, que prometiam. Analisando os oponentes, e os possíveis encontros na final, decidi que “torceria” por Michael Llodra e Roger Federer.

Por que?

Porque o “maluco beleza” Llodra é um dos últimos moicanos capaz de nos presentear com o espetáculo do tênis saque/voleio bem executado. É uma beleza, um prazer indescritível, vê-lo sacar, correr à rede e ser capaz de mudanças de direção espetaculares seguidas de voleios magistrais – uma arte perdida em um mundo de grunhidos, pegadas radicais, tenistas robóticos, estilos engessados e unidimensionais. Arrêêêê! Além disso, só mesmo os marrentos vikings e as princesas escandinavas para torcer por Soderling e serem perdoadas.

Do outro lado da chave, pensava com meus botões, teria que ser louco ou francês, e não que, necessariamente, sejam sinônimos, para eleger torcer pelo “Mala” Monfils. Primeiro, porque Federer traz às quadras aquele algo a mais sublime que só os grandes artistas são capazes de oferecer. Uma mágica simbiose de Astaire com Kelly, se pensarmos em dançarinos, ou um Picasso com um Rafael, se pensarmos pintores.

Como se os deuses decidissem me punir por meu desvio filosófico, me forçaram a assistir dois dos melhores jogos da temporada no mesmo dia e amargar o fato dos meus dois “favoritos” saírem da quadra derrotados.

Não consegui ver o Llodra levar seu tênis à final em casa, após 3 match-points, o que o vai deixar sem dormir em paz por alguns dias. Mas, assisti um Soderling levantar o seu jogo em momentos cruciais, o que não era necessariamente a sua natureza, e é algo sempre louvável, especialmente na casa lotada do adversário.

Não me foi dão o prazer de ver um Federer agressivo e focado derrotar seu adversário e ir à sua primeira final em Bercy, mesmo tendo cinco MP. Pude, no entanto, ver um Monfils mais consciente, adulto e focado em ganhar, e não mais aquele tolinho mascarado, interessado em fazer papagaiadas em quadra e crente que poderia ser um campeão empurrando bolinhas para o outro lado da rede.

O que vamos ver, neste Domingo, às 12h, na SporTv, são dois tenistas em ótimos momentos em suas carreiras, explorando seus limites e seus respectivos talentos, que não são poucos, e por isso capazes de oferecer um grande espetáculo.

Se fosse escolher alguém para vencer, seria o francês, pela simples razão de ter aquele público, extremamente conhecedor e apaixonado por nosso esporte, mais feliz. Que os deuses não me ouçam.

Leia: 

http://esporte.ig.com.br/tenis/2010/11/13/monfils+nao+toma+conhecimento+de+federer+e+chega+a+final+em+paris+10113097.html

http://esporte.ig.com.br/tenis/2010/11/13/soderling+supera+llodra+e+alcanca+final+do+masters+1000+de+paris+10113086.html

Monfils – muito mais tênis e menos palhaçadas. Enfin…

Notas relacionadas:

  1. Engano?
  2. O Robô campeão.
  3. Matinê
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domingo, 15 de novembro de 2009 Tênis Masculino | 19:19

Danton Djokovic

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No post “Confiatrix” eu levanto a questão se o sérvio Novak Djokovic, após vencer na Basiléia, batendo o favorito da casa, iria guardar suas energias para o Masteres de Londres ou iria para as cabeças, tentando aproveitar seu ótimo momento e vencer duas semanas seguidas.

O sérvio decidiu que Confiatrix é a droga da hora e colocou seu adversários para correr. Enquanto Federer tropeça nos títulos que o asseguraram como o maior vencedor de GS da história, Rafael Nadal parece ter perdido sua nécessaire com a dose de Confiatrix, Andy Murray mostra sinais que perdeu o ritmo e Delpo não se recuperou das farras em Tandil, Djoko colhe os frutos de ter “estourado” no fim das temporadas.

O sérvio vem voando baixo. Hoje jogou demais. No primeiro set tecnicamente. No terceiro emocionalmente. Como um bombeiro, apagou sem hesitação o incêndio que Monfils causou nas arquibancadas de Bercy a partir do segundo set.

O francês mais uma vez morre na praia. Gael é um cara estranho emocionalmente. Joga seu melhor quando decide se empolgar e empolgar o público. Mas, da mesma maneira que se motiva, sai do jogo. Hoje, no momento máximo do torneio, alternou grandiosamente. Soube virar o jogo quando estava set e brake abaixo. Não soube aproveitar os bons momentos. Em momento crucial chegou a dar um bisonho slice de direita. E com seu estilo de dar bolas curtas para os adversários o fazerem correr – o que vai contra tudo que eu sempre aprendi sobre tênis – acaba morrendo fisicamente antes do final da partida. Lembram da derrota dele, entre outras, para Nadal em N. York e Federer em RG?

Nos momentos cruciais das partidas ainda prefere investir no erros do oponente ao invés de tomar as rédeas e vencer o jogo. Um erro estratégico semelhante ao de Murray, seu colega de contra ataque e correria.

Por outro lado, e por isso os resultados melhores, Djoko segue na pista contrária. O sérvio é um dínamo de força interior, um tenista que, junto com Nadal, deveria ser matéria obrigatória em todas as academias de tênis, especialmente por aqui. Nos momentos importantes cresce, abandona o puro contra-ataque, opta pela agressividade e vem perdendo, cada vez mais, o receio de ir à rede decidir a parada. Danton que não era tenista, e muito menos chegado no “Tennis Royal”, mas mudou a história de seu país e da humanidade, já dizia: l’audace, toujours l’audace.

TENNIS-MEN/MASTERS Novak – ajoelhou tem que rezar.

Notas relacionadas:

  1. Sócio benemérito.
  2. Caça e caçador
  3. O esperado.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009 Grand Slam | 13:48

Boas rodadas

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Se eu fosse obrigado a escolher uns poucos dias para acompanhar um Grand Slam minha escolha seria pelas rodadas das oitavas e as quartas de final do torneio. É aí que se concentra a melhor relação de custo beneficio do evento.

Essas duas rodadas oferecem os melhores tenistas do evento após a depuração da primeira semana do torneio. Semifinal é muito legal, mas as opções já afinaram. A final nem sempre tem a mesma qualidade das rodadas anteriores.

Marin Cilic jogou em um padrão impressionante. Conseguiu manter a concentração e o padrão enquanto Murray ofereceu mais resistência – no 1º set – e mesmo quando o escocês abandonou a luta, a partir do 2º set. É incrível como um atleta com sua altura, 1.98m, consegue se movimentar daquela maneira. Especialmente para fugir da esquerda e agredir de direita. Parece um caranguejo correndo lateralmente, que é o estilo Nadal. Uma belíssima vitória orquestrada pelo técnico Bob Brett, um velho amigo de longa data.

O que o Fernando Gonzalez e o Jo Tsonga deram nas bolinhas não é real. Os dois batem muito forte sem perder acuidade. É outro tênis, muito distinto daquele jogado menos de 10 anos atrás. Olhem o vídeo da final entre Gustavo Kuerten x Sergi Brugera, parece em câmera lenta. Ou as dificuldades atuais dos ex-números 1 do mundo Leyton Hewitt e Juan C. Ferrero.

A partida de Rafael Nadal contra Gael Monfils foi o que o espanhol precisava para “voltar” ao circuito. Durante dois sets os dois jogaram um tênis de outro planeta, com correrias e pancadarias que poucos podem ou se arriscam realizar. Monfils tentou bater Nadal no jogo deste, com longas trocas de bolas, pouco se importando com táticas e apostando na correria. O garotão agüentou dois sets. Nadal, que tem a mesma idade, mas é feito de outro material, saiu da quadra inteiro.

Hoje tem mais e amanhã também.

Cilic – alto, rápido, forte e tranquilo.

Notas relacionadas:

  1. A realidade
  2. Tumbleweed
  3. Andys
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