O mágico
Radek “O Galã de Praga” Stepanek sempre foi um tenista diferente. Tanto pela aparência, como pela fama, entre as mulheres e seus adversários, que não o enxergam pelo mesmo prisma, e, o que mais importa, pelo estilo do tênis jogado.
Boa parte das vezes os comentários são sobre suas mulheres, inclusive a atual, Nicole Vaidisova, uma tenista que era uma das maiores promessas do tênis mundial, pelo menos na cabeça de muito “expert” por aí, como pelos resultados prematuros obtidos. Mas a moça era de uma obtusidade em quadra de dar pena – um dia a casa caiu.
Entre os adversários ele não é exatamente amado. É um daqueles tenistas provocadores, que fica tentando desestabilizar o adversário o tempo todo. A maior parte do tempo o público não nota, mas a enxurrada de quebras de regras éticas em quadra acaba por encher a paciência de qualquer um. Geralmente tenistas com características similares são os que mais têm questões entre si.
Como eu não gosto de homem, nem estou no circuito, não me faz muita diferença nem uma nem outra de suas características secundárias. Gosto de vê-lo jogar, por uma razão muito simples. É o melhor voleador do tênis atual – é o único capaz de me fazer sentir saudades dos voleios de Stefan Edberg. Sabe exatamente o que fazer e como executar os voleios. Muita graça, pouca força, ângulos na dose certa e a magia do reflexo junto a rede.
Há algum tempo deixou de ser o jogador perigoso que era e saiu dos top 50 pela primeira vez em oito anos, feito que não é para muitos. Talvez por conta da mononucleose que o afastou por dois meses, talvez pelas distrações do casamento, talvez o 32º aniversário, todos no ano passado. Talvez pela somatória.
Mas, na semana passada, em Washington, ele conquistou o quinto título de sua carreira quando seu voleios voltaram a funcionar e seu tênis voltou a ser agressivo e regular o bastante para bater o “mano” Monfils na final, por sonoros 6/4 6/4, um resultado que não deixa duvidas. O “galã” está de volta e ainda tem algumas mágicas para mostrar.
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Autor: paulocleto Tags: gael monfils, radek stepanek, washington





Novak – ajoelhou tem que rezar.