Operários
Para aqueles que ficaram com uma pontinha de saudades, prometo colocar novas energias a partir de hoje. Um pouco de histórias, comentários, avaliações, ponto de vistas, críticas, provocações etc.
A semana que passou foi interessante, apesar da ausência dos dois melhores e daquele que promete ser a nova força. O circuito masculino mostrou, mais uma vez, que tem forças para sustentar até três torneios simultâneos e algumas ausencias sem grandes tramas.
No Dubai as grandes ausências foram as mais sentidas. Cada uma com seu significado dentro e fora do evento. No entanto, Novak Djokovic, que anda precisando se reafirmar, soube aproveitar a ocasião. Ele não quis saber de conversa, política e distrações. Teve lá suas dificuldades com o theco Hernich e com o “magro” Simon, um casca de ferida em qualquer dia, mas no final sua força de vontade prevaleceu. Não se enganem, se vocês procuram um grande golpe, uma qualidade técnica espetacular em Novak, ficarão desapontados. Sua força está na sua vontade de vencer, na sua capacidade de se concentrar, na sua ambição de ser um grande tenista. Um grande jogador ele já é; se será um grande tenista, em tempos de Federer, Nadal e outros que ainda podem surgir, é seu maior desafio.
Não deixa de ser curioso ver na final de um torneio forte como Dubai um operário como o espanhol David Ferrer. Esse é outro que ganha na marra, na força de vontade, na determinação, na quase desesperada vontade de vencer. Ele e Novak são tenistas que deixam um pouco mais evidente o que falta aos nossos tenistas. Um Centro de Treinamento seria muito bem vindo; porém personalidades e características como as desses dois finalistas seriam muito bem vindas.
Djokovic e Ferrer, dois finalistas com qualidades.
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Autor: paulocleto Tags: Djokovic, dubai, ferrer
