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Posts com a Tag Federer

sábado, 15 de novembro de 2008 Masters | 18:11

Sólidos, rápidos e motivados

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A vitória do Djokovic até que era esperada, mas o Magro Simon com sua cara de blefador de poker vendeu caro a derrota. O francês é um tenista diferente, um tanto estranho, especialmente na técnica, mas com um emocional excelente e diferenciado – e aí reside a razão de seu recente sucesso. Será interessante acompanhar o desenrolar de sua carreira, a começar pelo início da temporada 2009 quando deve jogar os eventos em quadras duras, suas favoritas.

Djokovic ir à final, ou mesmo vencer o Masters, também não surpreende. Ele começou o evento muito bem e, enquanto outros caem pelas tabelas ou não aparentam estar tão motivados o sérvio fez a conta e chegou à conclusão que a sua marca em 2008 seria começar (Aberto da Austrália) e acabar bem a temporada.

Se está de bom tamanho para ele, para mim também. O rapaz joga muito, mas durante a temporada amargou passar de coadjuvante de Federer e Nadal a ofuscado pelo Murray, o que deve estar pesando no seu coração e no seu ambiente familiar, que tanta expectativa tem no arrimo familiar.

O burocrata Davydenko é uma das incógnitas do circuito. O robozinho joga muito, mas tem zero de carisma. Quantos dos meus leitores pagam um mico pelo rapaz? Não vejo ninguém comprando briga pelo ucraniano/russo/austríaco ou seja lá quem oferecer um passaporte europeu para o rapaz.

Se Davydenko tivesse um tantinho de criatividade e personalidade – tipo o Murray, só para ficar entre os atuais – seria um rival à altura de Nadal, Federer, Djoko, e agora Murray. Será que um dia terá o que é preciso para vencer um Grand Slam e se converter em um dos “cachorros grandes? Duvido, mas não aposto contra.

Vencer o Masters seria bom, mas não é, nem de longe, do que estou falando. O rapaz tem golpes sólidos e pesados no fundo da quadra, é rápido, chega bem nas bolas e pode ser que saiba volear – acho que um dia desses eu o vi ir à rede, acho! Mas tem pouca lucidez tática, não possui um grande saque, não sabe subir seu padrão em pontos importantes, não vibra e, pior, o que o não deixou explodir até hoje, medra nos grandes momentos.

A final de amanhã é entre dois tenistas que precisam ganhar, por razões distintas dos outros três favoritos já eliminados. Não são sacadores, mas são sólidos e rápidos, qualidades que favorecem pontos longos e disputados. Vence o que quiser mais e tremer menos. 

 

Notas relacionadas:

  1. A bonitona da festa
  2. O jogo
Autor: paulocleto Tags: , , , , ,

sexta-feira, 14 de novembro de 2008 Sem uma categoria | 14:59

Um oceano de habilidades

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Não foi nenhuma surpresa. Foi um jogaço – daqueles de dar gosto de assistir. Sorte de todos nós de estarmos acompanhando esse momento magnífico do tênis. São tenistas que estão em um nível estratosférico em termos técnicos e físicos. É a comunhão entre talento, habilidade, atleticismo e preparo físico. Com o que assistimos hoje podemos nos preparar para uma estupenda temporada 2009.

Murray sempre foi um tenista interessante e mais interessante ainda é acompanhar o desenrolar de sua carreira, o progresso de sua técnica, o investimento e o retorno de seu preparo físico e o desabrochar de sua paz emocional em quadra.

Federer bem que tentou, mas foi-se a época que os adversários se encolhiam e seu nome vencia jogos. Hoje ele tem alguns adversários que o enfrentam de igual e alguns outros que aproveitam para chutar a cachorro. E ele tem suas dificuldades em enfrentar a nova realidade. Mas hoje ele parecia, em muitos momentos, o “velho” Federer. Mas ferida foi aberta e não sabemos – pior, ele não deve saber – se um dia fechará.

Prefiro dizer que poucas vezes assisti pontos tão interessantes e de nível tão alto. Os dois tenistas têm um oceano de habilidades e talentos, e essas qualidades, aliadas a um preparo físico e atleticismo de proporções homéricas, possibilitaram um espetáculo para se assistir na beira de nossas cadeiras, com o coração sendo testado a cada game e as palmas das mãos ardendo por conta das palmas.

Infelizmente, para o suíço, ele ainda carece da tal “mordida” para ganhar os jogos apertados. Além do pessoal não lhe entregar mais partidas de mão beijada, parece não saber mais como jogar nos momentos cruciais como um dia o fez.

Voltou a cair na velha armadilha – quantas vezes o fez este ano e quantas vezes eu escrevi a respeito – de perder o primeiro game do segundo set após vencer o primeiro?

Além disso, um tenista das proporções e experiência que ele adquiriu não deveria perder partidas onde tem um break de vantagem no entardecer do terceiro set, especialmente em quadras rápidas onde o saque é um diferencial. Mas neste caso talvez eu possa aquiescer que, de fato, no terceiro set o suíço não conseguia sacar com a mesma força do primeiro, bem possível por conta das dores nas costas.

Mas não vou ficar escrevendo sobre possíveis desculpas e aspectos negativos. O fato relevante dessa partida é que deveríamos todos – aqueles que acompanharam a partida – mais uma vez agradecer os deuses por nos ofertar tais privilégios. Quanto a vocês não sei. Quanto a mim, fecho o computador e vou para o clube colocar em práticas todas minhas inspirações – se as costas deixarem.

Autor: paulocleto Tags: , , , ,

quarta-feira, 12 de novembro de 2008 Masters | 13:26

O jogo

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Sexta-feira acontece o jogo entre Roger Federer, que hoje bateu o galã de Praga Stepanek, que entrou no lugar de Roddick contundido, e Andy Murray, que, ao vencer o Magro Simon, se classificou antecipadamente para as semifinais do Masters.

 

Federer precisa da vitória para ir às semis. Murray entra na quadra na confortável posição de, se quiser e puder, eliminar o suíço do torneio, e se não quiser se desgastar tanto, deixa ele vivo, correndo o risco de encontrá-lo mais adiante.

 

Será que essa confortável situação tirará, mesmo que um pouquinho, a disposição de luta do escocês? Afinal, suas partidas com o suíço são sempre parelhas e disputadas. Federer confessou que Murray é o tenista em melhor forma no evento – o que Djokovic deve ter engolido a contra gosto. Como escrevi no início do torneio, essa é a partida mais esperada. Veremos o que acontece.

 

   

   Murray tranquilo e esperando Federer

Notas relacionadas:

  1. A bonitona da festa
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segunda-feira, 10 de novembro de 2008 Masters | 11:47

A bonitona da festa

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Não me considero um torcedor – mais um apreciador - e meus gostos vão dos mais óbvios aos mais indescritíveis. Mas hoje não é dia disso. O fato é que fico um tanto chateado quando o Federer perde. E não é só porque D. Ruth, incondicional torcedora, ela sim assumida, ficará chateada, e um bom filho nunca gosta de ver sua mãe triste.

Outra boa razão é que, a cada vez que o suíço perde, me sinto como aquele rapaz que se produziu todo e, com altas expectativas, foi para a festa; ou balada, como dizem hoje. Vejo uma derrota de Federer como quando aquela moça maravilhosa, talvez a mais linda da festa, levanta e vai para casa mais cedo do que o esperado, deixando todos nós, óbvio com algumas mau-humoradas exceções, com aquele gostinho amargo da frustração de perdermos, na melhor das hipóteses, a oportunidade de nos maravilhar.

Por sorte, o Masters oferece uma segunda chance ao tenista, o que por si já é um contra senso tenistico, a esta altura bem vindo. Mas a derrota do suíco só me fez pensar, mais uma vez, nas palavras de sua mãe quando de passagem por São Paulo. “É bom todos irem se acostumando, porque nada dura para sempre”. Triste verdade.


Roger – derrota inesperada e fãs frustrados.

 

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