Sólidos, rápidos e motivados
A vitória do Djokovic até que era esperada, mas o Magro Simon com sua cara de blefador de poker vendeu caro a derrota. O francês é um tenista diferente, um tanto estranho, especialmente na técnica, mas com um emocional excelente e diferenciado – e aí reside a razão de seu recente sucesso. Será interessante acompanhar o desenrolar de sua carreira, a começar pelo início da temporada 2009 quando deve jogar os eventos em quadras duras, suas favoritas.
Djokovic ir à final, ou mesmo vencer o Masters, também não surpreende. Ele começou o evento muito bem e, enquanto outros caem pelas tabelas ou não aparentam estar tão motivados o sérvio fez a conta e chegou à conclusão que a sua marca em 2008 seria começar (Aberto da Austrália) e acabar bem a temporada.
Se está de bom tamanho para ele, para mim também. O rapaz joga muito, mas durante a temporada amargou passar de coadjuvante de Federer e Nadal a ofuscado pelo Murray, o que deve estar pesando no seu coração e no seu ambiente familiar, que tanta expectativa tem no arrimo familiar.
O burocrata Davydenko é uma das incógnitas do circuito. O robozinho joga muito, mas tem zero de carisma. Quantos dos meus leitores pagam um mico pelo rapaz? Não vejo ninguém comprando briga pelo ucraniano/russo/austríaco ou seja lá quem oferecer um passaporte europeu para o rapaz.
Se Davydenko tivesse um tantinho de criatividade e personalidade – tipo o Murray, só para ficar entre os atuais – seria um rival à altura de Nadal, Federer, Djoko, e agora Murray. Será que um dia terá o que é preciso para vencer um Grand Slam e se converter em um dos “cachorros grandes? Duvido, mas não aposto contra.
Vencer o Masters seria bom, mas não é, nem de longe, do que estou falando. O rapaz tem golpes sólidos e pesados no fundo da quadra, é rápido, chega bem nas bolas e pode ser que saiba volear – acho que um dia desses eu o vi ir à rede, acho! Mas tem pouca lucidez tática, não possui um grande saque, não sabe subir seu padrão em pontos importantes, não vibra e, pior, o que o não deixou explodir até hoje, medra nos grandes momentos.
A final de amanhã é entre dois tenistas que precisam ganhar, por razões distintas dos outros três favoritos já eliminados. Não são sacadores, mas são sólidos e rápidos, qualidades que favorecem pontos longos e disputados. Vence o que quiser mais e tremer menos.
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Autor: paulocleto Tags: Davydenko, Djokovic, Federer, Masters Cup, Nadal, Simon
