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26/11/2009 - 22:42

Dói!

Os ingleses ficaram sem seu jogador nas semifinais por um game. E, pior, justamente por conta de um argentino.

Faz tempo que um grupo não era decidido por um placar tão apertado. O saldo favorável de games de Federer foi quatro, Del Potro dois e Murray um. Com certeza, o escocês vai ficar, mesmo que inconscientemente, fazendo contas durante a noite. “Qual foi mesmo o game que eu não deveria ter perdido?” Ou quais deveria ter feito – uma má lembrança será como “largou” o terceiro set contra Federer (6×1).

Para azar do Murray houve o empate de três tenistas – se tivesse empatado só com Delpo ele estaria na semifinal por ter vencido o confronto deles. E não me venham com teorias conspiratórias entre Federer e Delpo!

O que deve tirar mais o sono de Murray, além de ficar de fora de sua própria festa, é ver Delpo, com quem tem uma encardida rivalidade, mais uma vez lhe dar uma rasteira. A maior delas, lógico, o fato do argentino ter conquistado um GS antes dele. Isso sem falar que o argentino vai se aproximando de seu ranking.
Como sempre acontece, Murray vai esnobar a derrota e o fato e ficará falando do sucesso de sua temporada e das expectativas para a próxima. Mas que dói, dói.

mur

Autor: paulocleto - Categoria(s): Masters, Tênis Masculino Tags: , ,
25/11/2009 - 10:29

A diferença

Com a vitória sobre Andy Murray, Roger Federer confirmou a posição de #1 para a temporada de 2009. É a quinta temporada que encerra como o melhor do mundo e o 2º tenista a conseguir voltar a fazê-lo, após perder essa posição no fim da temporada. Como o homem está jogando por grandes feitos, fica a pergunta se ele conseguirá manter a motivação para o resto do torneio. Porque fechar a temporada como #1 falará mais alto em seu currículo do que um eventual título em Londres.

Por outro lado, a partir do momento que o Masters saiu de onde o Judas perdeu a bota – Xangai – e passou a ser jogado em Londres, talvez seja o bastante para um ultimo esforço mental por parte do suíço na temporada.

À parte dessa incógnita, a partida contra Murray foi interessante taticamente. Pelo 1º set, parecia que o escocês pudesse enrolar o suíço mais uma vez. Mas Federer foi humilde o bastante para jogar, quando necessário, no esquema do adversário e não sucumbir aos erros não forçados. Foi paciente a partir do segundo e não hesitou em ficar trocando slices de esquerda.

No final das contas, Federer levou a melhor porque tem também a agressividade e o ataque – tanto do fundo como na rede. Sem falar naquela direitaça. Murray continua contando só com a habilidade, a enrolação e a força das pernas. E fica bravo quando sugerem que ele deve ser mais agressivo. Disse que vai ganhar um GS é dessa maneira. Bem, por enquanto vai esperar.

TENNIS-MEN/FINALSFederer – cinco vezes número 1

E para quem não entendeu, olhem o dedinho…

Britain Tennis ATP Finals


Autor: paulocleto - Categoria(s): Masters, Tênis Masculino Tags: ,
24/11/2009 - 12:50

Savile Row?

Qual dos elementos abaixo está mais, e o que está menos, confortável, e o mais, e o menos, elegante, com a vestimenta formal que os organizadores acharam por bem colocar nos tenistas, por conta do evento ser jogado em Londres? Os dois elementos mais atrás, de chapéu coco, não contam.

Adianto, não por ter “inside information”, mas por utilizar simples métodos utilizados por famoso residente da Baker Street, próxima do local da foto, que as vestimentas não pertencem aos jogadores e sim foram cedidas pela produção local – atentem para o detalhe dos bolsos duplos em quatro deles, dois com bolsos altos e o mesmo corte do bolso em mais dois – o que prejudica, ou pensando bem, ajuda os tenistas.

Vejamos a avaliação fashion de nossos leitores. Opiniões femininas valem dobrado.

TENNIS-ATP-MASTERS

Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Masters, Tênis Masculino Tags: , , , , ,
23/11/2009 - 12:01

Pinóquio

O primeiro dia do Masters não trouxe maiores surpresas a não ser pelas atuações abaixo do padrão dos envolvidos. Federer errou mais do que se espera, especialmente na direita de ataque. Talvez o fato de ter perdido duas partidas seguidas teve alguma influencia na sua confiança. Mas lembrando o velho Federer, encontrou uma maneira de perder a terceira seguida. Ficou no ar a pergunta se o diferencial foi a sua mágica ou o Verdasco deixando escapar, mais uma vez, uma grande vitória.

O confronto entre Delpo e Murray prometia pela rivalidade entre os dois. Os dois não se bicam há tempos. Como deixaram de ser garotos brigando por uma rodada e se tornaram campeões lutando por grandes títulos e pelo topo do ranking, deixaram as picuinhas de lado e passaram a se respeitar, o que é bom e todo mundo gosta. Um lá outro cá.

O jogo não foi lá grande coisas. Como Murray lembrou, ambos não jogaram muito desde o U.S. Open. Um porque estava contundido, outro porque deu uma bobeada em sua carreira, após seu primeiro grande título, que ainda vai se arrepender.

No final Murray foi menos ruim. O que achei interessante foi a declaração do argentino sobre a interrupção causada por um sangramento em seu nariz. “Não foi nada demais. “É que tenho um nariz bem grande – esse é o problema”. Falou, Pinóquio.

lascado_pinoquio_02

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , , , , ,
30/10/2009 - 14:00

U$29,99

Os jornais começam a publicar as reações dos tenistas sobre a declaração de Andre Agassi e suas “bolinhas” da alegria.

Federer diz estar surpreso e decepcionado e que espera que casos como esse não se repitam. Fiquei na dúvida se não quer que neguinho fique doidão ou se neguinho conte a verdade muito tempo depois. Federer prefere dar ênfase em tudo que Agassi fez de positivo para o tênis, o que é um fato incontestável.

Nadal foi mais claro. Que história é essa de cuspir no prato? Não falou então e agora vem falar e danificar o esporte/tênis? E coloca o dedo na ferida ao apontar que a ATP pisou na bola total acobertando para o americano e que isso é um desrespeito com o resto dos esportistas. Aquelas conversas do Agassi ficar cutucando o espanhol teve volta.

Roddick insiste em dizer que Andre é seu maior ídolo e nada muda isso. Ele diz que só o julga por como ele sempre o tratou e como Agassi mudou o mundo para melhor. Gosto da transparência do Andy.

Boris Becker, que está ali com o Caetano, que tem uma opinião sobre tudo, diz que ainda está tentando descobrir qual a razão por detrás das revelações do rival. Atente que a dúvida não é sobre a razão do cara tomar drogas. Ele concorda que ajudará o americano vender livros. Mas pergunta por que, já que Andre é um homem rico.

Serena diz que sequer sabe o que é “crystal meth” e não tem nada a declarar, a não ser que ela também está lançando um livro. Será que ela vai contar sobre o relacionamento familiar, questões com racismo e o que ela disse para juíza de linha, ou vai falar sobre moda?

Martina Navratilova, a rainha do politicamente correto – ela andava pelo circuito e nas entrevistas com um cachorro de três pernas, coitadinho, para deixar isso bem claro – diz que Agassi é um mentiroso que se livrou da punição. Ele bateu alguns tenistas enquanto deveria estar suspenso – como fica isso? Arrancam os títulos dele? A senhora não alisou.

Até agora não há repercussões de Pete Sampras, o seu maior rival e sempre low profile, e de John McEnroe, o homem que tem a boca do tamanho do mundo. Os dois devem estar pensando bem o que falar.

O comentário mais crú veio de um jornalista; aprecia a honestidade, mesmo que tardia, mas preferia que ela não viesse com a etiqueta de U$29,99, o preço do livro.

andre-agassi-open

Autor: paulocleto - Categoria(s): História, Tênis Masculino Tags: , , , , ,
30/06/2009 - 14:40

As quartas-de-final masculinas

Estar entre os oito últimos tenistas de um GS, onde jogam 128, é um feito na carreira de qualquer um, independente do que alguns fãs – que só se distinguem por levantar do sofá para pegar uma cerveja e descer a lenha naqueles que estão na telinha – podem achar.

Nesta quarta-feira se joga as quartas masculinas e temos todo o direito em esperar bons confrontos. Os tenistas já estão ambientados na grama, estão confiantes pelas vitórias conquistadas e ainda não é uma semifinal ou final, sempre momentos mais tensos.

Lleyton Hewitt e Andy Roddick voltam a jogar bem no seu melhor piso, até porque sabem que a grama é a hora para mostrarem serviço. Hewitt é um ótimo contra-atacador e devolvedor, enquanto seu adversário é um excelente sacador. Como a idade deve valer para algo mais do que dores constantes, ambos vem acrescentando outros valores a seus estilos. Hewitt vem melhorando seus voleios, e Roddick sua movimentação e aquela esquerdinha marruda. O ultimo confronto entre eles aconteceu em Queen’s, com a vitória do americano em dois tie-breakers. Se for para arriscar, fico com o americano, pelo momento.

Murray volta à quadra para enfrentar o convidado de luxo de sua federação, o espanhol Ferrero, que abandona as quadras no fim desta temporada e por isso o convite. Apesar da determinação ibérica e de sua direitaça, duvido que Ferrero vá cometer a desfaçatez de cuspir no prato que o alimentou. Murray está cada vez mais à vontade com seu estilo na grama, mas continua sendo uma mala sem alça para os seus fãs, que estão prontos para engolir qualquer abacaxi para acabar com os 73 anos de jejum. Após a vibrante vitória sobre Wawrinka, o cara que o entrevistou em quadra, para o publico presente e a TV, tentou duas vezes levantar a bola para ele agradecer a participação do público em sua vitória. Nas duas o escocês se fez de rogado. Mas é o favorito.

Tommy Hass e Djokovic é a partida. Os dois fizeram a final de Halle, com vitória do primeiro, logo antes de Wimbledon, e vem dali a recém adquirida, apesar de suspeitamente tênue, confiança do alemão. Haas é mais tenista, pelo menos na grama, mas Djoko é mais forte mentalmente. Resta saber qual das duas qualidades vai falar mais alto. Vai ser interessante também acompanhar as mudanças táticas que ambos trarãoapós tão recente confronto. Não acredito em favorito aqui.

A última partida é entre Federer e Karlovic. Pelo menos aqui, todos estão cientes da força e da qualidade de Federer. Além disso, faz algum tempo que não vejo o suíço tão bem em quadra. Está confiante, e por isso indo para suas bolas, inclusive aquelas mais bonitas, que sempre atingem a confiança do oponente. Além disso, não vem dando aquelas viajadas que o marcaram no ultimo ano.

Seu adversário, pode-se até chamar de freguês, já que está 8×1, é o sacador e novo homem Ivo Karlovic. Tive a oportunidade de acompanhar a vitória do croata sobre o então campeão, Hewitt, na 1ª rodada de 2003. Logo após a partida, assisti o croata na sala de entrevista; o rapaz , de tão tímido, não conseguia sequer falar. Ele gaguejava, colocava a mão em cima da boca e ninguém ouvia ou entendia o que ele falava. Foi uma das cenas mais constrangedoras que presenciei. Atualmente, quando vence, fica ali, no meio da quadra, soltinho, sorridente e fazendo uma manivela com seu braço em direção a seu camarote. Não sei o quanto sua nova personalidade vai mudar o retrospecto com Federer, mas como tem uma capacidade única de levar as partidas para o tie-breaker, é bom o suíço ficar esperto.

Ivo e sua manivela e Andy e sua bola.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Masculino Tags: , ,
24/05/2009 - 21:30

Nadal e Federer na segunda-feira cedo

Aviso os leitores que Rafael Nadal e Marcos Daniel se enfrentam lá pelas 7:30 da manhã desta segunda-feira e logo em imediatamente em seguida Roger Federer entra em quadra para enfrentar Alberto Martin. Que eu me lembre, é a primeira vez que vejo quaquer um dos GS colocar os dois favoritos para jogar no mesmo dia, quadra e logo em seguida.

Os jogos serão transmitidos pela ESPN e os comentários do seu blogista favorito.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam Tags: ,
03/05/2009 - 22:58

Fim de semana

Monte Carlo mais lento, Roma mais rápido. Madrid mais rápido, Paris nem tanto. Para Nadal, pouca ou nenhuma diferença faz. Hoje ele é o homem a se bater, e não parece haver adversário para ele. Muito menos no saibro. Alguma coisa teria que mudar, drasticamente, na sua cabeça, ou na de alguém, para seus adversários enxergarem alguma luz.

Com a vitória em Roma o espanhol, de 22 anos, arregimenta 15 títulos nos Masters 1000. Mais dois iguala Agassi, que se aposentou aos 32 anos. Agora são 30 vitórias consecutivas no saibro. E em Roma não perdeu um set. E o mar de pontos que o separa de Federer continua em maré alta.

O Djokovic que, como eu já escrevi, tem a mente muito forte, consegue levar o samba até o ponto onde é obrigado a encarar a besta de frente. A cabeça do sérvio é ótima, mas ainda não tão ótima quanto a do Animal Nadal. Pelo menos nas horas da onça beber água. Algo que o vice-campeão teve a humildade de reconhecer após a derrota; para sua agonia.

A pressão sobre Djoko era grande. Lutava não só pelo título, mas para fechar a porta por onde acabou entrando o escocês bagaceiro. Ao invés de passar Federer – ele teve três oportunidades nos últimos meses – Novak será passado para trás no ranking por um adversário que ainda não se encontrou na temporada de saibro. C’est la vie.

Gaston Gaudio, que a esta altura eu pensava estava se dedicando a pesca nas águas gélidas da Patagônia, voltou a vencer lá pelos lados do Saara. Um torneio pequeno, mas para ele uma vitória gigantesca. A cabeça desse rapaz consumiria vários charutos de Freud. O que será que ainda o leva a insistir se cada vez que chega lá joga tudo fora? Será que é tão difícil parar? Podia pedir umas dicas para o Coria, já que esse o ajudou mais do que se fosse seu pai.

Freud pediria uma linha de crédito em Havana ou queimaria seu divã se tivesse que percorrer o circuito de tênis por uma única temporada. Ou alguém sabe explicar, de uma maneira que eu e vocês entendamos, o que se passa pela cabeça do quase, quaaaaase, melhor da história, Roger Federer?

E provavelmente Sigmund colocaria sua barba de molho tentando entender o tênis feminino. No primeiro torneio, em Stuttgart, como número 1 do mundo, Dinara Safina foi derrotada na final pela freguesa Svetlana Kusnetsova. Dinara havia vencido os últimos quatro confrontos entre as conterrâneas. Foi só virar numero 1 do mundo que o encanto acabou.

Um só Freud seria pouco no circuito.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino Tags: , , , , ,
21/03/2009 - 10:30

Semis táticas

Sempre acho que será difícil para o Andy Roddick bater Rafael Nadal. Mas não é impossível. Já venceu duas de sete partidas. A ultima vez foi em Dubai, em piso semelhante ao de Indian Wells. Agregue o fato de que poucas vezes vi o americano jogando tão bem do fundo da quadra como atualmente e que ele não é um cego junto à rede. Para se bater Nadal é preciso mexer com a cabeça dele e tirá-lo da zona de conforto. Vamos ver o que o técnico Stefanky armou para o pupilo tentar o feito.

Federer x Murray é o jogo. Os dois são habilidosos e donos de arsenais extensos nos mais diversos quesitos tenisticos. O chato, pelo menos para o suíço, é que as estatísticas são horríveis para seu lado: duas vitórias, cinco derrotas. E em especial por ter dito, um dia, que o inglês estava fadado a não melhorar o seu jogo pelo estilo empregado. Estilo que incomoda Federer.

Perdeu uma ótima oportunidade para ficar calado, assim como uma ótima oportunidade para buscar um técnico que pudesse lhe explicar uma ou duas coisas sobre o lado tático do tênis. Afinal, o nosso esporte aceita muito bem o lado instintivo do jogo, algo que Federer é magistral, mas recebe também muito bem alternâncias de estratégias e táticas, algo que o encardido escocês é muito bom.

Vale conferir se Roddick sob Stefanky tem o que é preciso para bater Nadal, e se Federer – ainda sem um técnico – já admite que, contra um tenista que o venceu cinco dos últimos seis confrontos, uma alternância tática pode conseguir o feito que só o talento natural não vem possibilitando. 

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , , ,
13/03/2009 - 18:24

Todo Março

A imprensa de Nova York confirma rumores de que o Madison Square Garden gostaria de institucionalizar uma exibição tenistica a cada mes de Março, como  a Roger Federer x Peta Sampras em 2008 e a das mulheres na semana passada.

Só que a dos homens foi um sucesso e a das mulheres nem tanto – dizem que havia 10 mil no das mulheres, o que não é exatamente estourar a boca do balão.

Por isso os rumores são que a próxima exibição será entre Roger Federer e Andre Agassi. O americano voltará às quadras em Maio, em Londres, e em Outubro no mesmo circuito que está atualmente no Rio.

Um detalhe; a grande projeto imobiliario que Agassi e esposa colocaram boa parte de sua grana pediu concordata a semana passada.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: ,
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