Elena Dementieva | Paulo Cleto

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Posts com a Tag elena dementieva

segunda-feira, 15 de novembro de 2010 Light, Tênis Feminino | 19:22

Ingênuo e otimista

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Eu estava assistindo o vídeo abaixo, onde as meninas da WTA prestam uma homenagem, mais do que merecida, a Elena Dementieva, que recém divulgou estar abandonando as quadras, e onde fica evidente o quanto a moça era gostada e respeitada no circuito.

Tentando ouvir nas entrelinhas, me bateu algo que não foi divulgado oficialmente e que deve ser um segredo dos vestiários. Para os que entendem o inglês (esqueçamos o russo), mesmo o macarrônico, pode-se subentender que Eleninha já está grávida é essa a razão para a sua precoce aposentadoria. O que deixaria no ar duas possíveis verdades.

Primeiro que a moça não é mais virgem, o que me vem como uma surpresa, e segundo que a decisão pode ser repensada, assim como foi a da Cljisters.

No entanto, confesso que talvez eu esteja sendo um tanto ingênuo no primeiro e um tanto otimista no segundo caso. Coisas de torcedor.

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  1. Lógica feminina
  2. Empurradinho
  3. A deusa
Autor: paulocleto Tags:

sexta-feira, 29 de outubro de 2010 Tênis Feminino | 15:20

A deusa

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Não sei as razões pessoais da decisão, nem este será o post definitivo a respeito. Elena Dementieva, 29 anos e atual #9 do mundo, anunciou hoje o fim de sua carreira, após encerrar sua participação no Masters feminino que acontece em Doha.

Elena Dementieva é a minha tenista favorita, tanto por razões técnicas, ela é uma das tenistas mais bem modeladas tecnicamente, como pelas óbvias razões estéticas, ela é a tenista com a beleza mais estonteante do circuito.

Dementieva no momento do anúncio de sua aposentadoria, feito em Doha

Elena faturou 16 títulos no circuito da WTA, conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim e prata em Sidney, sendo esse o seu título mais querido, além de ter ajudado a “Mãe Rússia” conquistar a Fed Cup em 2005.

Ela chegou a ser a 3ª do ranking mundial, e a 5ª em duplas, foi finalista em Roland Garros e no U.S. Open em 2004, deixando escapar o título em ambas ocasiões, o que provavelmente marcou, infelizmente negativamente, sua carreira.

Elena tornou-se profissional em 1998, aos 17 anos, e durante todo esse tempo foi uma das tenistas mais gostadas do circuito, dentro e fora das quadras, tanto pela beleza como pela simpatia e a adorável tranquilidade que completavam com propriedade a sua grandeza técnica.

A única esperança que nos resta é que, assim como as belgas, a russa reconsidere a sua decisão. Infelizmente, suspeito que não; a moça será uma balzaquiana o ano que vem, no esplendor de sua forma física, e deve ter outras ambições em vida. Boa sorte.

Notas relacionadas:

  1. Lógica feminina
  2. Bloqueio no HD
  3. Doeu.
Autor: paulocleto Tags:

quarta-feira, 8 de setembro de 2010 Tênis Masculino | 16:11

Exceção

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Estou ainda totalmente sob o impacto de dormir fora de hora, e o consequente acordar, o que perturba o resto do meu dia e seus afazeres. O Blog sofre.

O tênis feminino segue sendo uma incógnita. Na maior parte do tempo são partidas sem grande requinte técnico, se comparadas ao masculino, e a dramaticidade é sempre maior pelo lado negativo do que pelo positivo.

Uma bela exceção foi a partida entre Samantha Stosur e Elena Dementieva – repleta de emoções e com alta qualidade técnica. Infelizmente a exceção confirma a regra. Na partida seguinte, Stosur protagonizou uma daquelas partidas que dá vontade de sair correndo, ao perder para a não menos patética Kim Cljisters. O que as duas fizeram no Estádio Arthur Ashe foi indescritível de tão ruim. Em um mundo ideal as duas deveriam ser penalizadas por algo tão medíocre. Em mundo hipotético seriam vaiadas, como as divas que desafinam em publico o são. No entanto, o que Youzhni e Isner mostraram no dia anterior não foi muito melhor.

No entanto, o que Ferrer x Verdasco e Wawrinka x Querrey mostraram em quadra ontem foi um espetáculo para se aplaudir em pé e jogar os chapéus na arena. Ambas as partidas foram um prato farto nos quesitos drama, técnico, tático, alternância de ritmos, força interior e luta pela vitória.

Notas relacionadas:

  1. Feliz
  2. Lógica feminina
  3. Clareza
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quinta-feira, 3 de junho de 2010 Tênis Feminino | 23:01

Doeu.

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Já vi muita estória mal contada, mas esse abandono da Elena Dementieva é uma uva. A moça jogou um set inteiro sem mostrar um sinal de dor. Não chamou fisioterapeuta em quadra uma única vez. Nas entrevistas, explicou que as dores eram na panturrilha e que não dava para sequer andar!?? Correu atrás de tudo até o fim do set! Uma jornalista a interpelou na entrevista, dizendo que falara com sua mãe/técnica momentos antes e que esta dissera que o problema é no tornozelo. Elena retrucou “não quero entrar em detalhes, vamos deixar pela panturrilha.” Dois dias atrás ela usou uma faixa na coxa – hoje usou um emplastro na panturrilha. Está certo que a panturrilha é perto do tornozelo, mas não é a mesma coisa, nem de longe. Para mim a “contusão” é mais para cima. O problema não é meu, nem a perna é minha, e não posso fazer suposições. Mas posso escrever algo, afinal, era a semifinal de um Grand Slam, com um estádio lotado e TV para o mundo inteiro e não deveria ser assim como foi.

Elena – não dava para andar?!

Notas relacionadas:

  1. Lógica feminina
  2. Frações
  3. Bloqueio no HD
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009 Tênis Feminino | 12:51

Empurradinho

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Elena Dementieva, Maria Sharapova, Ana Ivanovic, Venus Williams, Jelena Jankovic e Dinara Safina – o que elas têm em comum? À parte de serem metade da lista das Top 10 do ranking mundial, o fato de possuírem uma tremenda e inacreditável dificuldade em sacar.

O saque é o único momento em que o tenista tem a bolinha na mão e há muito pouco que o adversário possa fazer para atrapalhar a execução do golpe. Assim sendo, teoricamente é o golpe mais simples do tênis. Agora vá explicar isso para as moças acima e uma série de outras no ranking da WTA; eu arriscaria dizer a maioria.

Não vou dissecar o movimento e a técnica de cada uma delas, até porque não é o tema do post. Mas adianto que, estranhamente, quase todas tem graves defeitos técnicos no saque, ao contrário do resto dos golpes. Mas o que me assombra é a dificuldade emocional de lidarem com esse golpe, dificuldade que parece restrita às mulheres. Até porque se algum homem trouxer essa dificuldade emocional para o circuito será arrasado por implacáveis adversários e desaparecerá.

Podemos até dizer que alguns homens têm dificuldades técnicas – como é evidente e mais reconhecida em Rafa Nadal. Mas o espanhol, que tem a maior força mental do circuito, além de um espírito inquebrantável, não desmorona emocionalmente pelas dificuldades que tem em sacar. Senão não seria quem é.

Mas as mulheres sofrem barbaridades com isso. Por que? Só posso especular. São mais frágeis emocionalmente, como parece ser o caso de Dementieva e Ivanovic? Porque tem sérios problemas técnicos, como Safina e Venus, além das outras? Ou porque, mais uma das contradições do circuito, as mulheres são muito melhores (na verdade, excelentes) devolvedoras do que sacadoras? De tudo um pouco – ou muito.

As mulheres crescem treinando contra rapazes e técnicos que sacam forte, o que é um bom treino. Mas ninguém pode sacar por elas. As mulheres que se sobressaem no circuito são, em sua maioria, extremamente sólidas e fortes em seus golpes, incluindo a devolução, o que castiga as sacadoras, especialmente as que não conseguem gerar força e velocidade nas bolas.

Acho que tem muito a ver com isso porque até poucos anos atrás – quando as mulheres não eram tão fortes, e consequentemente não tinham devoluções tão devastadoras – elas sacavam bem mais fraquinho. Tinham dificuldades em manter o saque, mas não desmoronavam tão drasticamente como agora. Imagino porque quando davam aquele “empurradinho” não vinha uma tremenda pancada.

Não acredito que seja uma questão de carência de força física feminina. Primeiro porque já vi mulheres sacando bem forte. Inclusive algumas das mesmas tenistas da lista acima, em especial Sharapova e Venus – quando não estão encafifando mentalmente tem uma bela pedrada no saque. O desmoronamento é emocional.

Um pouco deve vir da tradição do tênis onde o sacador tem a obrigação de vencer seus games. A partir do momento em que uma tenista começa ter seu serviço desrespeitado e quebrado, como se fosse uma terceira classe qualquer, altera-se toda a estrutura emocional da moça.

Uma coisa eu posso garantir: a partir do momento em que o tenista começa a pensar para sacar a maionese desanda. As minhas duplas faltas só aparecem, e raramente, quando por alguma razão o pensamento ruim – o da duvida – invade. Duvidei é batata; dupla falta. Fora isso a dupla falta só aparece quando conscientemente vou para um pouco mais no segundo saque. Nessas ocasiões não estou nem aí com a DF. Fico até contente por ter feito o que fiz.

Se você joga tênis sabe como é. Se não joga vai continuar pensando que isso é uma grande frescura. No entanto é a mais pura verdade. Como dizia Fernando Pessoa – pensar muito nunca tem bom fim. E alguma coisa está fazendo aquelas meninas pensarem demais.

Maria – beleza física e feiura técnica.

Notas relacionadas:

  1. Censura
  2. Dói
  3. Champagne e flores
Autor: paulocleto Tags: , ,

segunda-feira, 24 de agosto de 2009 Light, Tênis Feminino | 19:58

Bloqueio no HD

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Como alguns outros leitores, eu adorei saber que a Eleninha Dementieva venceu o Torneio do Canadá. Especialmente batendo a Serena Williams, que continua falando muito, apesar de também jogar tanto quanto, nas semis. Não vou falar que gostei também ainda do fato que ela bateu a Sharapova, mas posso dizer que fiquei contente com a presença da outra russa, que vem voltando à forma, na final, mas como a perdedora.

O chato é que não é nenhuma novidade ver Dementieva jogando muito tênis às portas de um Grand Slam. Mais duro ainda, pra mim, e pior ainda para ela, é que ela ainda não conseguiu, uma única vezinha, transformar esse tênis de muita qualidade em um tênis de campeã de GS.

A bonitona tem um tremendo bloqueio em jogar bem nos grandes momentos. E – como a Serena diria a qualquer hora do dia e da noite, e com muita razão – esses momentos, no tênis, acontecem somente quatro vezes por ano, como já lembraram, algumas vezes, a Dinara.

Eleninha é uma tremenda tenista, tem qualidades técnicas, e algumas outras bem interessantes, que nenhuma tenista tem. Mas parece não ter no seu HD o formato das grandes campeões. Mas, como já disse inúmeras vezes, torcedor é ignorante por natureza e necessidade, e pela Eleninha eu sou ignara mesmo. Por isso estarei torcendo para ela quebrar essa maldição em New York.

Elena x Maria -  Bela Final.

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  1. Lógica feminina
  2. Frações
Autor: paulocleto Tags: ,

terça-feira, 28 de julho de 2009 Light, Tênis Feminino | 13:50

Frações

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Se uma coisa boa já é bom demais, imaginem quando são duas coisas boas juntas. E não estou me referindo a uma dupla de tênis, sol e praia e nem feijão com arroz . Escrevo sobre uma inteligente percepção dos organizadores do Bank of the West Classic, um torneio feminino realizado nas quadras da Universidade de Stanford desde 1997, um local nobre em mais de um aspecto. Nos prédios ao lado das quadras trabalham mais Prêmios Nobel do que a América Latina já criou e nas ruas ao lado está a maioria das empresas que estão revolucionando o mundo em tecnologia.

Mas a percepção a que me refiro, foi a ação dos organizadores, pensando na promoção do evento, algo sempre prioritário na mente americana. Pegaram uma das tenistas mais charmosa, linda, gostosa, técnica, talentosa, vistosa – de repente posso me alongar ad eternum nos elogios – a tiraram desse auspicioso ambiente e a levaram até San Francisco para uma seção de fotos.

Isso é o que chamo de visão. Sei lá, podiam convidar, vejamos, a Bartoli, e absolutamente nada contra a francesa, a não ser uma notável ausência de charme, e levá-la para fotografar em Oakland, o que certamente não renderia muitas fotos em jornais e internet.

Agora aguardo por um convite à – as opções se alargam a cada temporada – Aninha, Dominika e Marias, entre várias outras, para uma seção pelas montanhas e praias do Big Sur. É a reunião de duas ou três frações do meu imaginário na dura e encantadora realidade esportiva: tênis, San Francisco e belas mulheres. Dane-se a chuva.

Elena e a Golden Gate Bridge

Elena na Coit Tower

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  1. Lógica feminina
Autor: paulocleto Tags:

quarta-feira, 1 de julho de 2009 Tênis Feminino | 20:37

Lógica feminina

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Não sei vocês, mas acabando o jogo do Roddick e do Hewitt eu fui para o clube jogar o meu tênis. Bom de tudo. Acompanhar a partidaça entre dois tenistas com estilos distintos e, em seguida, enfrentar um velho adversário que exige o melhor de mim, fez o meu dia. Agora, chego em casa, passei os olhos seus comentários (vou ler em seguida), escrevo este e depois ainda vou poder acompanhar o confronto entre paulistas e gaúchos pela TV. Tudo de bom.

Como amanhã os homens descansam, terei tempo para falar um pouco das quartas e das semis. Este post é sobre as mulheres. Amanhã, a família Williams entra na Quadra Central para enfrentar duas tenistas russas. E, receio dizer, as duas irmãs são as favoritas.

Eu adoraria ver Elena Dementieva na final, ou simplesmente ver Elena Dementieva. Mas ela vai ter que surpreender Freud e seus ensinamentos para vencer Serena numa semifinal de Wimbledon. Não que ela não tenha jogo para isso – tem até mais do que a americana – mas até hoje não mostrou ter o emocional necessário para a tarefa. Consequentemente, se os deuses, as estrelas e as forças ocultas ajudarem, Elena pode surpreender e levar seu fabuloso par de pernas para a Quadra Central no sábado. Caso contrário..

Ficando dentro da lógica, se é que podemos ficar dentro de alguma lógica no tênis feminino, Venus deve fazer a final com sua irmã caçula. A americana tem um passado que fala muito alto na Quadra Central; cinco títulos. Por outro lado, Dinara tem um passado que a condena. A moça nada, nada e morre na praia – especialmente nos GS. E praia dela, desta vez, parece ser em Venus.

Como escrevi, a lógica aponta para as irmãs Williams – pela experiência, pela história e pelo emocional. Mas como só o peru morre na véspera, vou sonhar com a Eleninha – sonhar pode, diz a minha mulher – e, logo cedo, ligar a TV para vê-la ao vivo e em cores.

Etérea Elena.

Notas relacionadas:

  1. Lindas e frágeis
  2. Favoritos?
  3. A final feminina
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