Davydenko | Paulo Cleto

Publicidade

Posts com a Tag Davydenko

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 16:46

O sorteio da chave masculina

Compartilhe: Twitter

A maioria dos tenistas fica apreensiva com a publicação da chave do torneio. Afinal, o rolar dos dados decide a sorte de muitos, para o bem ou para o mal. Alguns – eu sempre suspeito essa afirmação – juram que não olham, mesmo depois que o torneio começa. São adeptos de um susto por vez.

Como sempre, alguns gostaram do sorteio, outros nem tanto e vários devem ter odiado – mas não o confessam nem debaixo de boladas.

Como não odiar o sorteio o Luczak, que enfrenta o Nadal, e o Andreev, que enfrenta o Federer? Voar até o outro lado do mundo para encarar esses malas?! Apesar que existem uns “losers” que adoram pegar essas encrencas logo de cara para poderem dizer que pegaram o favorito ou o campeão. Tem cabeça para tudo.

Federer enfrenta Igor Andreev na 1ª rodada, mas tem Davydenko, o zebrão, nas quartas e, talvez, Baghdatis, uma zebrinha, antes.

Djoko e Gasquet, que voltou jogando bem, podem se encontrar na 4ª rodada. Haas e Tsonga podem colidir na 3ª rodada em um jogo de atacadores. Nessa chave, Marcos Daniel tem um clássico sul-americano com o colombiano Falla – uma partida bem ganhável para o brasileiro. O vencedor encarara o Soderling.

Thomaz Bellucci encara o casca-de-ferida russo Teimuraz Gabashvilli. Não é fácil, mas tem que ganhar essas. O vencedor encara Roddick. Nessa chave tem ainda o Berdich, o Querrey e o Gonzalez.

O Marin Celic vai, infelizmente, acabar com a carreira do mago Santoro. O Delpo, se jogar, por conta de contusão, enfrenta aquele baixinho Russel que quase eliminou Kuerten em Roland Garros. Se vencer, encara o vencedor de Blake x Clement, um jogo que pode ser tanto emocionante como de cortar os pulsos.

O Murray caiu na chave do Nadal, nas quartas-de-final, o que viria a ser uma partidaça, com um monte de coadjuvantes entre eles. Os que podem incomodar são o Monfils, que está mais perto do escocês, e o Isner e o Kohlschreiber que estão perto do Nadal – ou seja, o espanhol não está, como eu, perdendo o sono. Nessa chave temos uma 1ª rodada também tanto imperdível como de cair no sono. Stepanek e Karlovic se enfrentam em mais uma melhor de cinco. Na última, o croata bateu o recorde mundial de aces e fez a proeza de perder o jogo.

angry1

Alguem ao olhar a Chave.

Notas relacionadas:

  1. A final masculina
  2. O sorteio dos qualys
  3. Chave e chuva.
Autor: paulocleto Tags: , , , , , ,

domingo, 10 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 13:18

Carpe Diem, Davydenko

Compartilhe: Twitter

Nikolay Davydenko sempre foi diferente. Estranho. Nunca foi um dos caras. Nunca foi também um dos malas. Só estranho, longínquo.

Ucranianos e russos não gostam de ser confundidos. Davy nasceu na Ucrânia, mas mora e joga na Rússia. Em Volgograd, que um dia foi Stalingrad e cujo cerco na Segunda Guerra tornou-se o momento pivotal do século passado, descrito por Antony Beevor e tirou meu sono por tantas noites. Lá mora também a Isinbayeva, que bem poderia ter me deixado sem dormir por tantas noites.

Por um tempo, Davydenko tentou, sem sucesso, não ser nem ucraniano nem russo e sim alemão ou austríaco. Queria ser europeu. Não o quiseram. Não sei se se impondo sobre suíços e espanhóis sem muita parcimônia a reação deles vai mudar.

Nikolay sempre foi um tenista tecnicamente completo, sem ser o campeão que prometia. Seus golpes são excelentes. Poucos têm o equilíbrio de forças – drive e backhand – do rapaz. Seu saque não é lá essas coisas, entrega em certas horas, mas é um bom serviço. Sua velocidade é assustadora. Chega bem e bate bem, o sonho de todo tenista – e de todo técnico.

Falta-lhe aquele “Q” dos campeões, como tem faltado a todos os excelentes russos e russas que têm aparecido no circuito. Sei, ele é ucraniano, mas vive na Rússia, joga pela Rússia, talvez até pense como um russo. E russo é pessimista.

O incidente com apostas, e o fato de existir uma máfia russa, não ajudou muito. Se fosse americano, mesmo com o fato de existir uma máfia americana, talvez o pessoal da ATP jogasse por debaixo do tapete. Sendo russo..

Nokolay tem 28 anos, uma idade onde os tenistas equilibram, técnica, emocional e experiência em benefício de suas carreiras – especialmente se o físico fizer parte dessa equipe.

Depois de ser um dos maiores fregueses de Roger Federer, muito pela sua triste característica de entregar a rapadura na hora da onça beber água, livrou-se do “complexo gerulatis” e colocou o suíço na sua caderneta. Junto com o espanhol. É o único tenista a ter cinco vitórias e um saldo positivo contra Nadal, além de tê-lo batido nas ultimas três partidas. Alias, é o segundo tenista a vencer um evento após bater ambos.

Apesar das espetaculares vitórias nos últimos meses, ainda não vejo muitos fãs do russo/ucraniano por aqui. Falta-lhe um título no Grand Slam. Aí então o pessoal pode esquecer a falta de sal na sua personalidade, apesar de que ainda não existem tantos potristas.

Será que o rapaz conseguirá esse feito? Um feito especial devo dizer. Porque faz tempo que um Grand Slam não tem tantos favoritos. Todos jogando bem e sedentos por provar algo – Federer, Nadal, Delpo, Murray, Djoko e Davy, mais uns dois ou três que correm por fora, podem e querem uma casquinha australiana.

No caso de Davydenko, este vai ter que ser um pouco menos russo e ser um pouco mais europeu como ele tanto queria ou quer ser. Ser um pouco mais confiante, um pouco mais audaz, um pouco mais corajoso sob pressão, um pouco mais vibrante, ter um pouco mais de auto-estima. Ser um pouco menos russo. Ser um pouco menos pessimista, ter um pouco menos de “strakh”, esse veneno que os russos adquiriram após tantos anos de frustrações e sapos enfiados goela abaixo.

Pelo o que os últimos meses mostraram, este é momento de Nikolay Davidenko. O rapaz nunca jogou tanto tênis, nunca esteve tão confiante, nunca venceu com tanta autoridade. Talvez seja a hora de deixar de lado aquele bando de pessimistas escritores russos de lado, pegar um volume com as Odes de Horacio e se concentrar em Carpe Diem.

carpe

Notas relacionadas:

  1. Rápidas.
  2. Hoje e amanhã.
  3. Motivação extra
Autor: paulocleto Tags: , , ,

sábado, 28 de novembro de 2009 Masters, Tênis Masculino | 23:26

Motivação extra

Compartilhe: Twitter

Confesso que não presto atenção nos “bolões” dos leitores, mas duvido muito que alguém tenha sido macho de colocar Del Potro x Davydenko na final do Masters. E se aparecer uma nota preta no ucraniano/russo nos sites aposta ingleses, podem apostar que foi a mãe ou, mais provável, a mulher dele que, ao contrário dele, não esconde suas emoções. Fico só imaginando o carequinha lidando com aquela bomba russa – bem vamos ficar na realidade.

Esse negócio dos leitores ficarem criando desculpas para o suíço ou então tentando convencer alguém de que o cara não é mais o mesmo é delírio de torcedor. E como eu já escrevi antes, e o Belluzzo não me deixa mentir, fanatismo é um passo além da ignorância.

O fato é que Federer já estava mentalmente contente com a temporada, apesar de pela cara que fez ao cumprimentar o adversário no final da partida das duas uma: ou não gosta nada do carequinha ou ficou chateado com a derrota. Do outro lado da rede, Nikolay não mostrou a menor emoção.

De qualquer maneira, um pouco que estivesse fora do eixo foi o bastante para abrir a porta ao Davydenko que jogou muito tênis, sim senhor. Além disso, ele que é meio amarelão em grandes momentos, jogou muito na hora da onça beber água. Aguentou a pressão que nem gente grande e jogou um 30×30 no último game, aquele da direita cruzada no contra pé, como um campeão.

Del Potro e Soderling têm o mesmo tênis. Assistir um ou outro na final não vai fazer grande diferença. Prefiro o argentino por questões geográficas. Comendo por fora, não se pressionando por vitórias e com aquela mesma cara de paisagem de sempre chegou lá. Em nenhum momento demonstrou querer tanto esse título como os outros. Talvez por isso chegou à final.

No entanto, amanhã Delpo tem uma motivação extra. Mostrar ao Nalbandian, e aos fãs argentinos, que não é só o Pança que ganha o Masters. No entanto, eu talvez tenha uma motivação extra em ver o Davydenko vencer – ver como é a cara dele vibrando, o que, espero, só a mulher dele conhece.

TENNIS-MEN/FINALSTENNIS-MEN/MASTERS

Vamos deixar algo bem claro: NINGUÉM bate Nikolay Davidenko 13 vezes seguidas!!

Vem cá, meu carequinha!

Notas relacionadas:

  1. Pro saco.
  2. Duplinha
  3. Dói!
Autor: paulocleto Tags: , , ,

domingo, 14 de dezembro de 2008 Tênis Masculino | 18:36

DEVOLVEDORES

Compartilhe: Twitter

Se o saque sempre teve uma importância monumental no jogo de tênis, há cerca de quarenta anos a devolução de serviço passou por uma revolução e aos poucos foi adquirindo uma importância tão grande quanto o serviço.

A maior responsabilidade dessa revolução tem que ser creditada a Jimmy Connors e suas magistrais devoluções, tanto a de direita com o swing compacto como, especialmente, a de esquerda reta com as duas mãos. Para ser ter uma idéia melhor desse momento histórico é só dar mais uma olhadinha no vídeo que postei há poucos dias entre Laver, o grande sacador/voleador, e Connors, destruidor de sacadores, no início dos anos setenta.

De lá para cá o tênis mudou, várias vezes, drasticamente. Os sacadores melhoraram absurdamente, assim como os devolvedores. Por conta disso, o post de hoje, após temos analisado as estatísticas dos sacadores, é sobre os devolvedores.

Não é surpresa que o campeão nesse fundamento seja o Animal Nadal. Ele lidera os pontos vencidos nas devoluções de 1º e 2º serviços e nos games como devolvedor. Só não lidera as estatísticas do aproveitamento dos break-points, um dado interessante já que na sua frente estão Djokovic e Nalbandian. Já coloquei em outras ocasiões que o aspecto mental é uma das forças do sérvio. Quanto a Nalbandian, talvez o melhor devolvedor em quadras rápidas, não deixa de ser uma boa surpresa tal eficácia mental.

Quem tem bastante sucesso como devolvedor também é Davydenko, o 2º nas mesmas três estatísticas que Nadal lidera, porém em 7º no aproveitamento dos break-points. Fica então claro que se o russo tivesse o mental no padrão de sua técnica, seria um tenista ainda mais perigoso e candidato mais forte aos títulos no GS.

Interessante ver Verdasco, que tem altíssima percentagem de 1º saque, ser o 4º no aproveitamento de BP convertidos. O espanhol não tem golpes contundentes, mas conhece o jogo. Outro espanhol, David Ferrer, aparece nas quatro estatísticas e, apesar de não ser bom sacador, conta com sua regularidade como recebedor para se dar bem.

Murray, que no 1º semestre ainda era um tanto dispersivo, é o 4º devolvendo o 1º saque, o 3º devolvendo o 2º, o 6º nos games quebrados, mas não aparece entre os 10 melhores nos aproveitamento dos break-points. Imagino que em 2009, com sua recém adquirida confiança e novo foco na carreira, terá melhor aproveitamento.

Um dado impressionante é que os melhores devolvedores conseguem quebrar o adversário em cerca de 30% dos games. Nadal, o 1º, quebra em 33% das vezes que recebe e Federer, o 10º, em 27%. Isso é um média de 2 quebras por set – aí não tem quem segure, já que se o cara sofrer uma quebra ainda leva o set.

Para aqueles que procuram razões para a ausência de um maior sucesso de Federer, notem que ele, o segundo do ranking mundial, está somente em nono em duas das estatísticas, em décimo em outra e na mais mental – % de BP aproveitados – sequer aparece.

O argentino Del Potro é outro que mostra a importância da devolução no seu sucesso. Ele está entre os 10 melhores nas quatro estatísticas. Alie-se a isso o estrago que um jogador da altura dele pode fazer com seu serviço e temos uma ótima inspiração para o brasileiro Thomas Bellucci, que de mais de uma maneira tem jogo semelhante ao argentino.

A maior surpresa talvez seja outro argentino, Juan Mônaco, 47º no ranking, que aparece em duas estatísticas. Imagine o quanto ele é “ruim” nos games sacando. Outra anomalia é o 6º, o 7º e o 8º do mundo, Tsonga, Simon e Roddick, não aparecerem em nenhuma.

Para encerrar, dos 40 nomes que aparecem nas 4 estatísticas, somente seis batem o revés com uma única mão. Lembrando que cerca de 80% ou mais dos saques são direcionados ao revés. Isso responde a várias perguntas dos leitores.

Abaixo as estatísticas:

Pontos vencidos devolvendo 1º serviços
Jogador % Partidas
1. Nadal, Rafael  34 90
2. Davydenko, Nikolay  34 71
3. Djokovic, Novak  33 78
4E. Murray, Andy  33 72
4E. Verdasco, Fernando  33 72
6. Ferrer, David  33 64
7. Del Potro, Juan Martin  33 59
8. Monfils, Gael  33 47
9. Federer, Roger  32 80
10. Blake, James 32 68
Pontos vencidos em 2º serviços
Jogador % Partidas
1. Nadal, Rafael  55  90
2. Davydenko, Nikolay  55 71
3. Murray, Andy  54 72
4. Ferrer, David  54 64
5. Del Potro, Juan Martin  54 59
6E. Berdych, Tomas  54 54
6E. Nalbandian, David  54 54
8. Monaco, Juan  54 47
9. Federer, Roger  53 80
10. Djokovic, Novak  53 78
Break points convertidos 
Jogador % Partidas
1. Djokovic, Novak  47 78
2. Nalbandian, David  46 54
3. Nadal, Rafael  45 90
4. Verdasco, Fernando  45 72
5. Del Potro, Juan Martin  45 59
6. Wawrinka, Stanislas  45 55
7. Davydenko, Nikolay  44 71
8. Berdych, Tomas  44 54
9. Blake, James  43 68
10. Ferrer, David 43 64
Games de devolução vencidos
Jogador % Partidas
1. Nadal, Rafael  33 90
2. Davydenko, Nikolay  32 71
3. Del Potro, Juan Martin  32 59
4. Djokovic, Novak  30 78
5. Monaco, Juan  30 47
6T. Murray, Andy  29 72
6T. Verdasco, Fernando  29 72
8. Ferrer, David  29 64
9. Nalbandian, David  29 54
10. Federer, Roger 27 80

Notas relacionadas:

  1. Um oceano de habilidades
  2. Connors em cana.
  3. Sacadores 2008
Autor: paulocleto Tags: , ,

domingo, 16 de novembro de 2008 Masters | 20:12

Palmas para ele

Compartilhe: Twitter

Esta semana em Xangai o sérvio Novak Djokovic confessou a um repórter que talvez seja melhor passar desapercebido em um torneio, sendo essa uma maneira de liberar a pressão e poder jogar mais à vontade.

Para quem, durante um bom tempo, fazia todo tipo de papagaiada para chamar a atenção – aquele negócio de imitar colegas de trabalho na quadra central do US Open 07 foi o fim da linha – a declaração é volta de 180º. Foi-se o palhaço e, no circuito, dizem, chegou o presunçoso.

Talvez essa seja a diferença entre o Djokovic do início da temporada, após vencer o AO, e o de agora, calado e compenetrado durante o Masters. Talvez seja consequencia de ter visto suas pretensões de roubar o segundo lugar no ranking de Rafa Nadal, após perder para o espanhol em Hamburgo, RG, Queens, imediatamente antes do “animal” se estabelecer em Wimbledon, e ainda nas Olimpíadas. Só foi vencê-lo em Cincinnatti, pouco para quem queria o lugar do outro e ainda o de Federer. O banho de realidade muitas vezes é um de água gelada.

A sua personalidade ainda está lá; o rapaz é um batalhador, um tremendo competidor, sabe jogar bem quando por baixo no placar e, nos pontos importantes, sabe buscar dentro de si o que tem de melhor emocionalmente.

Gostei muito do torneio jogado pelo sérvio. Jogou bem todas as partidas, inclusive quando perdeu para Tsonga. Nas suas contas não valia nada; jogou um primeiro set impecável, quando deixou escapar o segundo se irritou, momentaneamente, e simplesmente economizou o corpo e a mente para outro dia. Pragmático e realista. Se não fizer isso em outras ocasiões, quando todo jogo conta, tudo bem.

Djoko não é um tenista talentoso como Federer, nem forte como Nadal. Terminar em terceiro, nos calcanhares do suíço, só 10 pontos de diferença, tem que ser considerado um feito. Há muitos tenistas com saques melhores do o seu, golpes mais potentes e maiores envergaduras. Mas Djoko consegue apresentar um pacote muito bem acertado, tendo como amalgama uma força competidora tão boa como a de qualquer outro.

Parece pouco, mas não é. Com sua vontade de vencer, o rapaz traz para a quadra um trabalho bem completo; preparo físico – é muito rápido, atlético e resistente -, um bom emocional que o leva através de jogos difíceis e parelhos, ele não é tão melhor do que vários adversários – e golpes bem montador e regulares.

Alie-se a isso uma coragem para arriscar em pontos importantes, pelo menos quando não enxerga Nadal ou Federer do outro lado da rede, e temos um tênis competitivo e que, fique claro, com a ambição chegar ao topo do ranking mundial. Palmas para ele.

De sapatos dourados, e sempre lutador, Novak é um novo homem.

Notas relacionadas:

  1. A bonitona da festa
  2. O jogo
  3. Sólidos, rápidos e motivados
Autor: paulocleto Tags: , , , , ,

sábado, 15 de novembro de 2008 Masters | 18:11

Sólidos, rápidos e motivados

Compartilhe: Twitter

A vitória do Djokovic até que era esperada, mas o Magro Simon com sua cara de blefador de poker vendeu caro a derrota. O francês é um tenista diferente, um tanto estranho, especialmente na técnica, mas com um emocional excelente e diferenciado – e aí reside a razão de seu recente sucesso. Será interessante acompanhar o desenrolar de sua carreira, a começar pelo início da temporada 2009 quando deve jogar os eventos em quadras duras, suas favoritas.

Djokovic ir à final, ou mesmo vencer o Masters, também não surpreende. Ele começou o evento muito bem e, enquanto outros caem pelas tabelas ou não aparentam estar tão motivados o sérvio fez a conta e chegou à conclusão que a sua marca em 2008 seria começar (Aberto da Austrália) e acabar bem a temporada.

Se está de bom tamanho para ele, para mim também. O rapaz joga muito, mas durante a temporada amargou passar de coadjuvante de Federer e Nadal a ofuscado pelo Murray, o que deve estar pesando no seu coração e no seu ambiente familiar, que tanta expectativa tem no arrimo familiar.

O burocrata Davydenko é uma das incógnitas do circuito. O robozinho joga muito, mas tem zero de carisma. Quantos dos meus leitores pagam um mico pelo rapaz? Não vejo ninguém comprando briga pelo ucraniano/russo/austríaco ou seja lá quem oferecer um passaporte europeu para o rapaz.

Se Davydenko tivesse um tantinho de criatividade e personalidade – tipo o Murray, só para ficar entre os atuais – seria um rival à altura de Nadal, Federer, Djoko, e agora Murray. Será que um dia terá o que é preciso para vencer um Grand Slam e se converter em um dos “cachorros grandes? Duvido, mas não aposto contra.

Vencer o Masters seria bom, mas não é, nem de longe, do que estou falando. O rapaz tem golpes sólidos e pesados no fundo da quadra, é rápido, chega bem nas bolas e pode ser que saiba volear – acho que um dia desses eu o vi ir à rede, acho! Mas tem pouca lucidez tática, não possui um grande saque, não sabe subir seu padrão em pontos importantes, não vibra e, pior, o que o não deixou explodir até hoje, medra nos grandes momentos.

A final de amanhã é entre dois tenistas que precisam ganhar, por razões distintas dos outros três favoritos já eliminados. Não são sacadores, mas são sólidos e rápidos, qualidades que favorecem pontos longos e disputados. Vence o que quiser mais e tremer menos. 

 

Notas relacionadas:

  1. A bonitona da festa
  2. O jogo
Autor: paulocleto Tags: , , , , ,