Barcelona | Paulo Cleto

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sexta-feira, 27 de abril de 2012 Tênis Masculino | 14:49

Cego não

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A vitória do canadense Milos Raonic sobre o escocês MalaMurray em Barcelona tem que ser considerada tanto uma surpresa, como mais um passo importante na carreira desse tenista que, aos poucos, mostra ser um candidato a grandes feitos no circuito.

Não é nenhuma novidade que Murray planejava fazer um impacto na temporada sobre o saibro. A expectativa que ele carrega é enorme, especialmente após a contratação de Ivan Lendl, que até agora não agregou muito. Por enquanto, são mais expectativas do que resultados e a derrota prematura um passo atrás.

Já o canadense, veio para o saibro sem essas mesmas expectativas, após uma contusão que o tirou de Miami, e por se acreditar que seu estilo “sacador” é mais apropriado para as quadras rápidas, o que segue sendo um fato. Mas, Raonic entende o jogo, tem boa postura em quadra, sabe tirar proveito de sua bomba-sacadora e sabe como pressionar o adversário em seu próprio serviço, arriscando e oprimindo. Ele já havia batido Almagro na 3ª rodada em Barcelona, o que também não é fácil, e, não se esqueçam, chegou à final do Estoril no ano passado, o que prova que não é nenhum cego na terra.

É interessante que tanto Murray, que só havia perdido oito games nas duas primeiras partidas, como Raonic têm uma história com Barcelona. Andy morou e treinou lá quase dois anos quando juvenil e Milos tem na cidade uma base para treinar com seu técnico Galo Branco, esta a parceria mais inesperada do circuito. Galo Branco só jogava no saibro, nunca foi à rede, sacava “american twist”, corria como um coelho e só batia de direita, esta a única característica que tem com o pupilo.

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Raonic – atenção para o dedinho do “sacador”.

Notas relacionadas:

  1. Aulinha
  2. Reconhecimento
  3. Tudo azul
Autor: paulocleto Tags: , ,

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 Tênis Masculino | 17:31

Tudo azul

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Nada como uma velha rivalidade para manter as mentes espertas e criativas. Para não dizer zelosas. Madrilenos e catalães mantêm a sua rivalidade em todas as áreas, incluindo, e aí ninguém vai dizer que desconhecia, na do esporte.

A mais recente pitada de veneno entre as duas principais cidades da Espanha tem a cor azul. O dono do torneio de Madrid, o romeno Ion Tiriac, vem, há anos, comendo pelas beiradas com sua intenção de criar o primeiro saibro azul da natureza. As más línguas dizem que por conta de seu patrocinador principal, outros, talvez mais realistas, pelo know-how do romeno, que sabe que um dos principais problemas dos televisionamentos dos torneios, especialmente no saibro alaranjado, é que a visibilidade da bolinha tem seus graves senões.

E, assim sendo, este ano, o Torneio de Madrid será jogado sobre um saibro azul, que saibro não é, mas que algo bem semelhante será.

Os catalães devem ter perdido alguns dias de sono por conta da decisão e o anuncio. Será que os camaradas lá de cima vão nos passar a perna? Um mês depois do anuncio de Madrid os catalães fazem seu anuncio.

Vale lembrar que, por uma razão e outra, o Torneio de Barcelona tem muito mais tradição do que o de Madrid, que, por sua vez, é bem recente ao mesmo tempo em que é um Master 1000, uma categoria bem acima do rival – a data pertence a Tiriac, que a leva para onde quiser, e a ATP deixar; mas nesse universo tudo se arranja.

Provando que a criatividade é e sempre será um diferencial em nossas vidas, os catalães pressionados pela invenção adversária deram um passo adiante – só resta ver se na direção certa. O Torneio de Barcelona será jogado sobre o mesmo saibro vermelho, só que com bolas azuis.

Sim, as bolinhas já foram brancas, por quase 100 anos, e agora são amarelas – isso se vocês não forem ao Clube Pinheiros, onde a Escolinhas usas laranjas, vermelhas e verdes (elas são com diferentes graduações de pressão para facilitar a vida dos petits) – não temos azuis, mas vou olhar o assunto.

Barcelona também tem um patrocinador com cores azuis, o que, de alguma maneira, facilitou. O site do torneio fala em cores do Mediterrâneo, estudos feitos por organizações que eles contrataram, conversas com tenistas (sem mencionar quem) mas as reais razões são as que menciono acima.

Barcelona será jogado no fim de Abril, duas semanas antes de Madrid. Será interessante – eu particularmente estou curioso – ver como os tenistas reagirão com as mudanças – assim como a reverberação do publico, in loco e pela TV, e da mídia internacional. Porque a local eu já sei como será. A de Madrid será fã incondicional da terra azul, enquanto a catalã será bolinhas azuis desde ninas. E, para democratizar, Rafael Nadal deverá descer a lenha em ambos, já que há algum tempo adiantou que é totalmente contra esse tipo de mudanças. E tenista top algum dia já foi a favor de mudanças?

Bolas amarelas no saibro vermelho.

Bolas azuis no saibro vermelho.

Notas relacionadas:

  1. Grã-Duque
  2. Caiu na Real
  3. Alfredo di Roma
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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 09:52

Touradas em Barcelona

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Com certa frequência leio e ouço aquelas bobagens ditas na nossa mídia, porque falar não paga imposto, de que uma das razões do sucesso espanhol é como todos eles se dão muito bem. Parece que é mais história para inglês ver ou brasileiro ouvir.

Fernando Verdasco, titular da Copa Davis e 8º do ranking mundial entrou em conflito com alguns de seus conterrâneos, incluindo o capitão do time da Davis.

Seja porque, o espanhol, que anda meio tosco de jogo e da cabeça – talvez uma coisa tenha a ver com a outra, decidiu não se inscrever no Torneio de Barcelona, realizado no Clube mais antigo e tradicional da Espanha. Com o evento se aproximando, decidiu pedir um convite aos organizadores. E eles têm cinco! Aí o bicho pegou.

O pessoal do evento recusou, dizendo que o tenista se recusou a se inscrever no evento e agora veio pedir convite. Verdasco faz ouvidos de mercador ao argumento e parte ao ataque, dizendo que o pessoal do evento é isso e aquilo e se não o querem ele não vai e prefere ir ao Estoril.

Ele acusa alguém do torneio e o capitão da Davis e diretor do torneio Albert Costa de estarem por trás da recusa.

O que pode estar por detrás disso, que não passa de considerações imaginações de quem viveu os dos lados do circuito:

Em 2010 Rafael Nadal elegeu não jogar o evento, o que foi um baque para os organizadores.

O campeão foi Verdasco, batendo Soderling na final em partidaça de três sets.

Este ano, Verdasco começa a negociar com o evento, provavelmente pedindo uma bela grana para defender o título.

Os organizadores fecham com Nadal, que pouco não custou, e osoutros espanhóis o que, talvez, irrite ainda mais Verdasco.

Verdasco insiste, não leva, blefa e não se inscreve. As negociações prosseguem.

O torneio fecha com o vice Soderling, Murray, Ferrer, Berdych, Melzer, Monfils e outros o que não custou pouco.

O processo todo causa enorme desgaste entre todos envolvidos.

João Lagos que não tem nada com o assunto contrata o espanhol. Como não é bobo, deve ter pagado bem menos do que o espanhol queria dos conterrâneos.

Com a distribuição do ultimo convite, fica publico que o atual campeão não irá defender o título – o caso vai parar na mídia.

Não sei se tem algo a ver, mas Verdasco é de Madrid.

Verdasco – anda meio estranho.

Notas relacionadas:

  1. Fala e faz
  2. Crime de paixão.
  3. Alfredo di Roma
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