Argentina | Paulo Cleto

Publicidade

Posts com a Tag Argentina

sexta-feira, 5 de abril de 2013 Copa Davis | 11:36

Gasquet

Compartilhe: Twitter

Em mundo com tantas mudanças, certas coisas permanecem. Richard Gasquet ficou de fora dos jogos da Davis, fazendo cara de choro e alegando dores no tornozelo. Sei. Nesses casos se deve ser cuidadoso com o que escreve.

Mas o fato dos franceses convencerem um tenista #13 do mundo ir à Buenos Aires para sequer estar no time – seu status original – é porque algo muito convicente havia no ar. As reverberações do que o capitão anterior – Guy Forget – levantou anteriormente sobre as qualificações emocionais do Gasquet estão no ar.

Ao contrário de Gasquet, que mais uma vez se colocou nessa posição – algo que, já disse antes, como capitão vi mais de uma vez – Simon só teve boas coisas a dizer sobre sua escalação emcima da hora. E nenhuma delas foi charadeira do tipo “estão querendo me queimar porque estão me colocando pra jogar, que é o que vim fazer aqui na Argentina” como tabém vi e ouvi como capitão.

Aliás, as declarações do Simon, que enfrenta o Juan Monaco hoje, no Parque Roca, em Buenos Aires, tarefa nada agradável, foram do tipo; “estou pronto para o desafio”, “Monaco não é fraco, mas não está confiante”, “tenho que colocar pressão desde o começo (algo que quero ver o Simon fazer), “estou bem, o grupo é forte e temos um novo capitão (Clement). Agora é na quadra. Só que antes teremos Tsonga e Berlocq, já que o capitão argentino deixou Nalbandian de fora; pelo menos hoje (leiam o Post anterior).

Notas relacionadas:

  1. Tapete argentino
  2. Vão invadir.
  3. Os franceses em Buenos Aires
Autor: paulocleto Tags: , , , ,

quarta-feira, 3 de abril de 2013 Copa Davis, Tênis Masculino | 16:57

Os franceses em Buenos Aires

Compartilhe: Twitter

O fim de semana terá as quartas de final da Copa Davis. Canadá x Itália, EUA x Sérvia, Argentina x França, Cazaquistão x Rep Checa. De todos, eu escolheria um para assistir – Argentina x França.

Não porque vale o passeio a Buenos Aires, o que talvez até valha, apesar de algumas histórias tenebrosas que ouço e do esforço que a senhoura de lá está fazendo para jogar o país no chão.

Os hermanos não terão Del Potro, por contusão (será que é só isso? O cara parace não gostar da Davis e sua pressão). Ele deve voltar às quadras em Monte Carlo, onde nunca venceu uma partida – percebe-se que o saibro não é sua praia. Mas é do resto dos argentinos que estarão de braços abertos para receber os franceses no saibro do Parque Roca.

De um lado, Nalbandian, Monaco, Berlocq e Zeballos. Do outro, Tsonga, Gasquet, Benneteau e Llodra – Simon também está em BA, mas só fazendo companhia, pode entrar no time até amanhã se necessário.

Tenho poucas duvidas que o capitão francês Arnaud Clement escalará Tsonga e Gasquet para as simples e os outros dois nas duplas. E os hermanos?

O capitão Martin Jaite é pragmático e tem um belo pepino nas mãos. Monaco é #19, Zeballos #39, Berlocq #71 e Nalba #128. Será que ele deixa o Pança para as duplas e como possível surpresa para o 3º dia? Será que tira também o Monaco, que não vem ganhando de ninguém e coloca o Zeballos, que ganhou Vina, batendo Nadal na final, e o Berlocq, que vem jogando bem? O Zeballos pode entrar, o Berlocq duvido. Mas com certeza com suas informações de coxeira o Jaite saberá o que será melhor fazer.

No papel temos dois cenários. Os argentinos jogando em casa, e no saibro, são os favoritos. Olhando o ranking e a tradição na Davis, os franceses levam vantagem. No entanto, os argentinos têm um Nalbandian em decadência e um resto de time ainda sem grandes históricos na competição, e os franceses são liderados por dois tenistas um tanto quanto frágeis na competição, especialmente o Gasquet.

Ambíguo? Sim, e também por isso um confronto interessante.

Notas relacionadas:

  1. Vão invadir.
  2. Um duplista, por favor.
  3. Abracadabra
Autor: paulocleto Tags: ,

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 23:30

Abracadabra

Compartilhe: Twitter

Já vi um numero suficientes de confrontos de Copa Davis para saber, pelo menos, duas coisas.

Primeira: muitas vezes dá para se ter uma boa ideia do resultado final antes mesmo da primeira bolinha ser batida. Com isso, após analisar as variáveis, se chega a uma conclusão que obedece a lógica, mesmo que essa não seja a do torcedor ou do sofasista.

Segunda: algumas vezes o setor emocional e imprevisível adquire, por conta do que acontece em quadra e perto dela, uma força tal que pode alterar a lógica e modificar o destino.

Na final da Davis em 2008 os argentinos tiveram el cuchillo e el quejo em las manos e deixaram a besta fugir com a donzela de prata. Chegaram espanhóis  a Mar del Plata sem o Animal Nadal e sem grandes esperanças. Os ibéricos jogaram o que sabem e nem precisaram se aventurar no que não sabiam. Os hermanos, com problemas de egos e desacordos, jogaram abaixo do padrão, evidenciando que sentiram a responsa de ficar com o título inédito. Vivem com esse esqueleto no armário até hoje. Se vão conseguir lidar com ele começam a descobrir amanhã. Só que agora, os espanhóis com a faca e o queijo nas mãos.

Os argentinos só ganham se: A/alguém, ou mais do que um deles, jogar acima do que são capazes na atualidade. B/se os espanhóis resolverem retribuir a gentileza de três anos atrás. De qualquer maneira, dois cenários fora do padrão.

Duvido que o autor da proeza argentina será Monaco, o amiguinho de Nadal. A não ser que ele tenha sido totalmente “brainwashed” pelo Tito Vasquez, jogue o tênis de sua vida e o amigo de uma tremenda força.

Com isso, a responsabilidade, e bota responsabilidade nisso, será de Delpo. O primeiro jogo será o do Animal e Monaco. Deixo para vocês fazerem a avaliação.

Logo depois, e conhecendo o resultado anterior, Delpo e Ferrer, que se enfrentaram quatro vezes, com duas vitórias para cada. Detalhe – todas em quadras duras, decidem a parada. Quem joga melhor no saibro? Não vejo tanto por esse lado. Quem estará mais confortável e com uma vitória no bolso do colete? Huumm!! Isso faz um bela diferença.

Quem tem mais coração? Talvez o espanhol.

Quem tem mais bola para ir para a ignorância de o momento exigir? O argentino.

Os dois sabem que podem se matar porque nenhum dos dois joga as duplas no dia seguinte. Jogam a la muerte.

De qualquer maneira, olhando agora, olhando de fora, essa segunda partida define o confronto. Ou pelo menos se haverá um confronto.

Com 2xo após o primeiro dia a Espanha só perde se Evita levantar da sua tumba e fizer um abracadabra.

Com 1 x1 após o primeiro dia, a dupla se sábado passa a ser o melhor programa do fim de semana, mesmo, ou junto, com Corinthians x Palmeiras no Domingão. Êta trem bão!!

Notas relacionadas:

  1. O esperado.
  2. O bicho vai pegar
  3. Federer x Nadal
Autor: paulocleto Tags: , , ,

terça-feira, 29 de novembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 20:32

Um duplista, por favor.

Compartilhe: Twitter

Se olharmos o site da FIT, o time argentino escalado para a final deste fim de semana é: Nalbandian, Delpo, Monaco e Chela. Será?

Suponho que a definição dos quatro, e a consequente escalação das duplas, estejam mexendo com o sono do técnico Tito Vasquez. Por que?

Porque não seria demais pensar que as duplas, para variar, sejam determinantes no confronto – pelo menos para os argentinos.

Sim, eu sei que tudo o mais desconsiderado, o momento não poderia ser pior para os ibéricos e melhor para os hermanos. E vamos deixar uma coisa bem clara. Na Copa Davis é a única hora em que sou torcedor no tênis – no mais é só delírio de leitores, o que não é nada raro. E nesta final, assim como na de 2008, uma das derrotas mais amargas da história, sou Argentina. Por que? Ora porque…

Voltando ao Tito, às duplas e ao site da FIT. Mesmo com as dificuldades de Nadal, dizendo, e depois desdizendo, que perdeu o tezão, o cansaço do Ferrer, sim ele também cansa, as viagens do Verdasco, que perdeu um pouco o prumo, esse time é copeiro e não é time para se apostar contra – muito mais jogando em casa. Por isso, fica difícil, bem difícil, de imaginar os hermanos encontrando uma maneira de ganhar três partidas de simples contra Nadal e mais um. Tarefa nada fácil, hum hummm!

Por isso as duplas. Fica um pouquinho mais fácil de acreditar em duas vitórias nas simples e a consagradora, emotiva e indicadora de rumo (porque no meu raciocínio seria 1×1 no 1º dia e então as duplas….) duplas

E quem jogaria as duplas? Quem assumiria essa responsabilidade e entregaria a carta?! Os argentinos não tem uma dupla formada como o Brasil ou os EUA, como exemplo. Aliás, nem os espanhóis.

O melhor deles é o Nalbandian, que é uma incógnita. Além disso, ele teria que jogar os três dias, o que não é tão legal para o Pança – no caso de um 2×2 ele teria que enfrentar o Ferrer no terceiro dia – já imaginou? O Chela também joga uma duplinha. Mas já imaginou o Chela com aquele ar blasé vencendo uma partida emotiva como será a dupla?? O Monaco, depois daquela palmeada – não sei não. O Delpo jogando três dias, após todas as suas contusões, inclusive a torção no joelho no ultimo fim de semana?

Os hermanos tem lá uma dupla que é o Zeballos e o Schwank  – mas nenhum dos dois está na equipe oficial. Zebalos nem viajou. Schwank está em Sevilha!!

Aí eu pergunto: será que o Tito vai dar uma milongada e mudar a lista até quinta-feira, na hora do sorteio, que é quando pode fazê-lo? A essa altura, e com as dificuldades à vista, toda milongada será pouca.

Time argentino – falta um??!

Notas relacionadas:

  1. Tapete argentino
  2. Dramas
  3. Primeiro dia da Davis
Autor: paulocleto Tags: , ,

quinta-feira, 8 de julho de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 16:02

Vão invadir.

Compartilhe: Twitter

Apesar das controvérsias é hora de Copa Davis novamente. Quatro jogos este fim de semana determinarão os semifinalistas desta temporada.

A Argentina viaja, mais uma vez, à Moscou, onde joga em quadra dura indoors, contra um time liderado por Davydenko, ou seria por Youzhny? O “soldado” parece ser mais jogador de Davis do que o carequinha. A Argentina vai sem Juan Del Potro – que fase do rapaz após o U.S. Open! – e Juan Del Monaco. Pança Nalbandian vai, mas é outro que não vem jogando e é uma incógnita. Mas é ele quem entra em quadra para enfrentar Davydenko na 1ª partida. Depois, a responsabilidade fica com Leo Mayer. Os russos têm ainda Gabashvili e Kunitisyn

Os times já se enfrentaram em 5 ocasiões e está 3×2 para os russos, que já conquistaram o caneco 2 vezes, enquanto que os hermanos nenhuma. Os russos são os favoritos.

Os chilenos recebem os checos em Coquimbo, o mesmo local onde venceram os israelenses. Só se enfrentaram em uma ocasião, em 1967, quando nossos outros hermanos venceram. E levam uma vantagem ainda maior porque os visitantes chegam sem Berdych e Stapanek. Vão ter que se virar com Hajek, Minar e Dlouhi.

Os chilenos também vão estar desfalcados, já que Gonzalez não joga. Os andinos terão que vencer em casa com Massú, sempre um guerreiro, mas cada vez mais distante de seu melhor tênis e Capdeville. Esta é a quarta de final mais baba dos últimos tempos.

O capitão Guy Forget confessou que estourou o champanhe quando Nadal avisou que não iria jogar as quartas. Mas os espanhóis têm ainda Verdasco e Ferrer que jogam as primeiras simples, além de Feliciano Lopez e Almagro, o bastante para Forget guardar a garrafa. Os franceses vão de Monfils e Llodra para as primeiras simples e têm ainda Benneteau e Simon.

Os espanhóis lideram os confrontos por 5×1 e todas as partidas foram no saibro – desta vez os franceses optaram pela quadra dura indoors, tanto para tirar os adversários de sua zona de conforto, como para o perigoso Llodra poder fazer uma diferença.

Os espanhóis são favoritos, mesmo fora de casa. Mas, se Llodra e Monfils decidirem jogar o que sabem a história pode mudar. Agora, deve ser de perder o sono ter que contar com o maluco do Llodra e o inconsequente do Monfils para vencer um confronto na Davis. Suspende o champanhe e abre o absinto.

O confronto mais interessante, pela história envolvida, é entre Croácia e Sérvia. Os sérvios não queriam ir a Split, mas é para lá mesmo que vão. A torcida lá é conhecida pela agressividade – e se vão ser agressivos, os sérvios são um prato cheio. Por isso a relutância dos visitantes. Djoko tentou ser diplomático afirmando saber que será bem recebido etc..

Para não deixar Djoko e seus camaradas abandonados, cerca de 1000 sérvios vão “invadir” Split, uma das cidades praianas mais famosas na Croácia, para torcer – algo que tenho lá meus receios. Quando os sérvios invadem a terra treme. O estádio tem 10.000 lugares e eu quero ver os croatas abrirem mão de 10% dos ingressos para os inimigos. Mas o Ministro do Interior da Croácia disse que eles estão levando em consideração esse número para acertar a segurança necessária. Uma pena que não consigo ler os jornais locais na internet – esse negócio de Davis é lavado a sério em boa parte do mundo.

Os sérvios vão de Djokovich e Troicky nas simples. Têm no banco Tpisarevic e o ótimo duplista Zimonjic. Os croatas estão sem Ancic e Karlovic, contundidos. Mas têm ainda Cilic e o quase veterano Ljiubicic, que não queria jogar, mas concordou pela contusão de Karlovic. Em um confronto desses não pega nada bem dizer que quer descansar ao invés de jogar.

No site da SporTV, que normalmente tem os direitos da Davis, não fala nada de transmitir qualquer um dos jogos. O que é uma pena, pois eu adoraria assistir Croácia x Sérvia.



Ultraje – para matar saudades dos nossos sérvios

Notas relacionadas:

  1. Semifinais de Sidney
  2. Bem vindos.
  3. Hospício
Autor: paulocleto Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 4 de março de 2009 Copa Davis, Juvenis, Tênis Brasileiro | 13:07

Tapete argentino

Compartilhe: Twitter

Copa Davis; para mim o momento mais dramático e emocionante do circuito. As emoções são tantas, dentro e fora das quadras, que extraem atitudes e façanhas tão inesperadas quanto fascinantes dos tenistas.

A Argentina, após perder a chance de décadas, tenta, e não sei se conseguirá, se reagrupar para novas tentativas, especialmente por atravessar aquele momento mágico em que dois grandes tenistas convivem em um mesmo time. Se a liderança do time conseguir unir o time, grandes coisas podem acontecer. Se não, novas tragédias serão inevitáveis.

Para tentar realizar isso, a federação chamou Tito Vasquez para ser o capitão no lugar de Mancini. Conheço Tito desde os tempos em que jogávamos torneios juvenis. Estudamos na mesma época nos EUA, ele foi tenista profissional por mais de uma década, técnico de Victor Pecci quando este atingiu seu melhor momento, trabalhou alguns anos na federação inglesa, está de volta a Buenos Aires há algum tempo, onde segue escrevendo poesias nas horas vagas, além de ter “roubado” a mulher de Alain Delon nos anos setenta.

Duvido que Tito fosse a primeira escolha dos tenistas atuais, mas foi a escolha da federação para colocar ordem no time. Após a derrota para a Espanha na final sobraram acusações, veladas e diretas, entre Nalbandian e Del Potro. Os argentinos, apesar do que alguns tolos afirmam por aqui, raramente são grandes amigos fora das quadras. As feridas continuam.

No primeiro confronto desta temporada a Argentina fica sem Nalbandian, doente, e Del Potro, que alega estar focado em jogar em quadras duras e não quis voltar para jogar no saibro portenho. Nalbandian havia aceitado a convocação, mas um vírus o fez se afastar. Del Potro já havia avisado que não jogaria a primeira rodada, mas aceitaria jogar a partir da segunda rodada.

Os argentinos partem do princípio que a primeira rodada contra a Holanda, atualmente sem tenistas entre os 100 melhores, será uma baba. Não deixam de ter razão. Mas conforme Tito foi sondando seus tenistas, vários pularam fora, oferecendo uma gama de razões pessoais; entre eles Calleri, Canas e Acasuso.

Como na Argentina sobra tenista, ainda deu para montar um time formado por Juan Monaco, Juan Chela, Lucas Arnold e, agora, no apagar das luzes, Martin Vassalo Arguello. Monaco contundiu o tornozelo na final de Buenos Aires, mas não quer nem cogitar ficar fora do time – é jovem, quer mostrar serviço e passa pelo momento de confirmação na carreira.

Mesmo sem suas estrelas o time de Tito Vasquez deve vencer sem maiores dificuldades. Mas o capitão terá que trabalhar diplomaticamente para montar o seu melhor time para a próxima rodada, quando jogará de visitante contra a França ou Rep. Checa.

Como declarou Lucas Arnold, o mais veterano do time; “é necessário mais transparência, não podemos mais jogar a sujeira para debaixo do tapete. Não temos que ser amigos, mas temos que nos unir para um objetivo maior”.  Se Tito conseguir convencer os principais interessados que esse é o espírito que deve prevalecer, de fato, terá realizado uma das principais e mais difíceis tarefas de um capitão de Copa Davis.

Jan. de 1967: Coffe Cup, Costa Rica – PC, Felipe Tavares e Tito Vasquez.

Notas relacionadas:

  1. A sorte argentina começa mudar
  2. Sorte e azar?
  3. Enchendo linguiça
Autor: paulocleto Tags: , ,

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 17:57

La Bombonera

Compartilhe: Twitter

Para aliviar um pouco os posts, coloco uma foto dos tenistas Carlos Moya e Gaston Gaudio, dois campeões de Roland Garros, que se reuniram em um cenário diferente no último fim de semana, para chamar a atenção do publico portenho para o Aberto de Buenos Aires.

Os dois bateram umas bolinhas no gramado do La Bombonera, no intervalo da partida entre Boca Juniors e Newell’s Old Boys. O Boca perdeu em casa e os dois tenistas também perderam na primeira rodada. Mas a idéia foi legal.

Moya e Gaudio y la herva.                                                         Foto: O Globo

 

Autor: paulocleto Tags: , ,

domingo, 23 de novembro de 2008 Copa Davis | 19:17

Sorte e azar?

Compartilhe: Twitter

Para quem não sabia, tinha certeza ou acreditava, esta final, em especial a última partida, evidencia o quanto a Copa Davis é um confronto diferenciado e emocional.

Percebo pelos comentários a indignação dos leitores com a péssima qualidade apresentada por ambos tenistas, em especial pelo Acasuso. Na minha teoria, em Copa Davis, os tenistas medíocres e borrões são jogadores mornos, que só buscam não se comprometer, e completam o serviço fazendo macaquices para as arquibancadas para desviar a atenção da ausência de qualidades e cojones. São a escória.

Os tenistas com coração já se dividem em dois grupos. Aqueles que não querem, no fundo de sua alma, entregar a rapadura, mas não conseguem controlar seus nervos, e aqueles que mais do que não querer perder, querem ganhar, algo bem distinto. Para tal devem encontrar dentro de si das duas uma:

Uma força interior que os leve à frente, vencendo na marra e na porrada, e me refiro a porradas interiores e emocionais, ou então, são abençoados com uma luz inspiradora que os agiganta, o propulsionam com uma energia avassaladora incontrolável e enfreável.

Infelizmente não vi nenhum abençoado neste embate final, o que deixou a qualidade longe da quadra. Vi tenistas na penúltima categoria, como Nalbandian, Lopez e Verdasco. Mas, para a tristeza dos hermanos, e minha também, Acasuso, Calleri e também Del Potro, foram tenistas que se encaixaram, neste confronto, na situação daqueles que não queriam perder e por isso congelaram. Não conseguiram subir o próximo degrau.

Também infelizmente para os argentinos, o capitão do time não soube se colocar na posição esperada e devida para um capitão vencedor. Mancini ficou com aquele cara quase catatônica, mostrando mais temer pelo pior do que procurar passar boas vibrações para seus jogadores durante todo o confronto. Me fez, a 5 mil quilômetros de distância, quase entrar em depressão, imaginem o Acasuso.

O ápice foi – ou pelo menos o mais aparente já que isso a câmera mostrou, imagino o resto – quando Acasuso sacava para fechar o segundo set, após deixar a quadra marrom durante um set e meio e finalmente conseguir se soltar um mínimo, o Mancini pedir para ele “não errar”. Isso, na linguagem emocional que o tenista “entende” durante uma partida tensa como essa, é entendido como “segura o braço e joga com medo”. O certo, naquela situação e momento, seria pedir para o tenista se soltar e ir para as bolas, já que confiança e bem estar emocional é o que faria a diferença nesse confronto. 

Para sorte dos espanhóis, Emilio Sanchez soube sorrir, ficar bravo, orientar, exigir, pedir, brigar e o que mais fosse preciso para liderar. Deu no que deu. 

Emilio Sanchez homenageado pelos companheiros.

De zebras a campeões

Do paraíso do favoritismo ao infermo da derrota.

 

Os comandantes do time argentino.

Notas relacionadas:

  1. O sorte io
  2. A sorte argentina começa mudar
  3. Vão de Vedasco?
Autor: paulocleto Tags: , ,

sábado, 22 de novembro de 2008 Copa Davis | 18:31

A sorte argentina começa mudar

Compartilhe: Twitter

Nos confrontos de Copa Davis as duplas são sempre a partida mais emocional. Os pontos são mais ágeis e plásticos ajudando a excitar o público, as mudanças de ritmo e tendência acontecem com mais freqüência do que nas simples; são dois tenistas de cada lado, duas cabeças, dois corações, mais alternativas em quadra.

Não bastassem essas e outras razões, as duplas são jogadas no dia do meio e mostram ou revertem uma tendência. Por isso, uma boa equipe sempre passa por uma boa dupla, o que, surpreendentemente, não é o caso de nenhum dos finalistas. Os espanhóis caminharam até a final, acima de tudo, por conta da força de Rafael Nadal e os argentinos por contarem com a sorte de jogarem quatro partidas seguidas em casa, o tênis robusto e sólido de Nalbandian e o crescimento do tênis de Del Potro no segundo semestre. Mas nas duplas, ambos os times têm o seu calcanhar de Aquiles.

Para a sorte dos espanhóis e a tristeza dos argentinos, os europeus tiraram melhor vantagem das deficiências adversárias. Nalbandian começou jogando bem. Mostrava atitude e sempre procurava o companheiro para animá-lo e orientá-lo. No entanto, foi aí que o bicho pegou para os hermanos. Caleri se acomodou na posição de cachorrinho de madame, tentando se encaixar, tentando não comprometer. E desse jeito não dá para ficar em briga de cachorro grande como uma final de Davis. Quando a partida encrespou, Nalbandian parecia não acreditar no companheiro, fez umas intervenções que deixaram isso claro, e Caleri se encolheu ainda mais.

Do lado espanhol, Feliciano, quem diria, foi mais estável do que Verdasco, que se achou na posição nem sempre confortável de ser o homem que decidiria o desfecho da partida. Isso porque o cara alternava mais do que a força elétrica do meu sítio em dia chuva. Em alguns momentos – lembrem-se do terceiro set 5×1 e sacando, quando começou a jogar como uma franguinha, levando o seu capitão ao desespero e o companheiro quase à depressão – e em outros momentos elevou seu padrão para ser o fator decisivo na partida.

E foi exatamente o tie-break do terceiro set – após o argentinos reverterem a desvantagem de 1×5, abrirem 4×0 no tie-break e deixarem o set escapar – que a vaca argentina foi para o brejo.

Nem Nalbandian, nem o capitão Mancini, souberam colocar fogo na partida ou em Caleri. Este, que deveria ter entrado babando em quadra, não soube elevar seu tênis às exigências do momento e da situação.

Enquanto isso, Sanchez soube mostrar fogo nos olhos, reclamar e aplaudir. Feliciano, o homem do confronto até o momento, soube manter sua qualidade – que não é nenhuma Brastemp, mas está de ótimo tamanho – e administrar, no seu interior, os altos e baixos do topetudo companheiro, cujo ponto alto de seu currículo continua sendo seu affair com a Aninha.

Quanto ao que pode acontecer no resto do confronto, aguardem…  

 

Nalbandian e Feliciano, os homens do confronto até agora.

Notas relacionadas:

  1. O sorte io
  2. 1×0 Argentina – fácil
  3. Espanha 1×1, não tão fácil
Autor: paulocleto Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 21 de novembro de 2008 Copa Davis | 15:40

1×0 Argentina – fácil

Compartilhe: Twitter

6/3 6/2 6/3. Não deu nem para o cheiro – acredito que a expressão transmite o que foi a partida entre David Nalbandian e David Ferrer. O argentino é um dos grandes talentos do tênis e o dia que está com vontade é difícil, para quem quer que seja, batê-lo. E hoje ele estava cheio de vontade. Alias vai ser difícil encontrar um Nalbandian tão motivado como nesta semana.

O espanhol Ferrer tentou, mas também não se matou. Tinha dificuldade em manter seus serviços – ele não é um grande sacador e Nalbandian é um grande devolvedor – e, quando conseguia alguns parcos break-points, não conseguiu cacifar. Ferrer não atravessa uma boa fase e, como alertei, não conseguiu subir seu padrão.

A vitória de Nalbandian, super importante dentro do contexto, deve escancarar a porteira. Para segurar a manada vai ser uma dureza.

 

 O leão rugiu – pela primeira vez.

 

 

  

 
 

 

 

  

 
 

 

Notas relacionadas:

  1. O sorte io
Autor: paulocleto Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última